Meu passado (musical) me condena

vergonha_001.jpgNa aula dia desses falávamos sobre encontrar “gente famosa” nas ruaS, o que aqui em Curitiba é um fenômeno bem raro, acho que é por isso que temos nossa hall of fame próprio, incluindo “celebridades” como o Oilman. Enfim, eis que uma aluna conta que tirou foto com o Afonso do Dominó.

Vuuuuuursh, viagem no tempo! Quando ela falou Afonso uma luz brega começou a apitar e fui levada até um momento na minha vida que além de apaixonada por desenhos animados, também era louca por esses sujeitos e seus estranhos mullets. Por causa disso resolvi colocar para fora toda minha cafonice de fã fazendo uma lista dos amores platônicos da época. Portanto vamos ao…

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Time waits for no one

anime_732.jpegOntem à noite assistimos The Girl Who Leapt Through Time (não sei como ficará o título em português), uma animação japonesa que, como a maioria das animações japonesas, acaba sendo superior ao que sai lá dos Estados Unidos.  Eu sei que soa extremamente pedante esse tipo de comparação, mas eu sinto como se há muito tempo os estúdios norte-americanos tivessem ‘perdido o mojo’, digamos assim.

Antes as animações eram simplesmente chatas (por causa das cantorias promovidas nos desenhos da Disney). Depois ficaram divertidas (“com piadas para adultos”, como alguns gostam de dizer), mas passaram a insistir tanto no ponto da computação gráfica, que a coisa começou a ficar meio limitada.

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Nos detalhes

lupa2_ariadna.jpgTem algo que faz com que eu goste muito de poesias e contos em geral: observar o modo como o escritor “se vira” em um “espaço mais limitado”. Em suma, a arte de dizer muito escrevendo (teoricamente) pouco.

O bom poeta e o bom contista escolhem as palavras, são quase como cozinheiros que sabem qual ingrediente deve ficar fora ou dentro da receita. Não estou negando que exista inspiração, mas há um algo a mais por trás da criação, sim.

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Ao antagonista, com carinho

m020514heman.jpgEstava cá lembrando de um dia na terceira série. A professora cujo nome eu achei que jamais esqueceria mas percebo agora que já esqueci queria fazer um teatrinho baseado na novela “Que rei sou eu?” e no fatídico momento da distribuição de papéis, ninguém queria ser o vilão, Ravengar.

Seguiu então uma daquelas conversas das quais a gente só entende de fato o conteúdo uns quinze anos depois. Vale ressaltar que professora cujo nome esqueci conhecia as limitações de compreensão de crianças de nove anos de idade então usou expressões como “Ah, gente! A história ficaria tãããão chata se o herói não tivesse quem derrotar! Pensem no He-Man, que graça teria se ele ficasse andando em Etérnia sem ter que lutar com o Esqueleto!

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Musicovery

musicovery.jpgHoje cedo descobri esse trubisco chamado Musicovery e estou me divertindo há algumas horas. Funciona assim: você está no clima para ouvir um rock calminho? Clica em “Rock” e depois em “Calm” e pãns! Lá vem uma música batuta (no exemplo citado, acabou de começar a tocar Black Mountain Side do Led). As combinações também incluem busca por década (acabei de colocar 70s e veio Mercedes Benz da Janis), o que pode render algumas curiosidades, especialmente se você for na categoria ‘pop’, ou só pelo “clima” digamos assim (cliquei em Positive e veio Alabama Song do Doors).

Muito bacaninha. A qualidade da música não é muito boa nem é possível baixar, o que talvez garanta uma boa variedade de canções bem “populares” digamos assim. E o sistema de “ramificação” das músicas acaba gerando boas “descobertas” além dos sons mais conhecidos.

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O Perfume

perfume1.jpgNo começo do ano fui ao cinema por indicação da minha irmã assistir O Perfume: A História de um Assassino, e lembro que saí de lá pensando que ela deveria estar um parafuso a menos ou algo do tipo. Não que eu tivesse odiado totalmente o filme, mas ele me pareceu bastante irregular e, somado àquele final bisonho, ficou ali na nota 6 para mim.

Porém, já na época, muitos defensores da história diziam que o livro é melhor do que o filme e segunda-feira, enquanto passeava pela Biblioteca Pública e circulava por prateleiras longes dos meus queridos anglo-saxões, vi lá O Perfume, do Patrick Süskind, acenando para mim. Decidi dar uma segunda chance para Grenouille.

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Fingidor é o poeta, não o leitor.

woman_reading.jpgOntem estava lendo uma resenha de um livro novo que saiu na França, chamado Comment Parler des Livres que l’On n’A pas Lus? (Como Falar dos Livros que Não Lemos). O autor, Pierre Bayard (psicanalista e professor de Literatura Francesa) sugere algumas estratégias de como ludibriar as pessoas falando de livros dos quais você não passou da vigésima página ou sequer leu.

O que não é exatamente algo inovador. A pirralhada da internet hoje em dia está ganhando o “Green Card” para a vida adulta fazendo exatamente isso: falando de livros (e filmes, e bandas, e situações) que mal conhecem. Para qualquer aperto em uma conversa na qual você queira parecer mais maduro do que realmente é, Google é logo ali.

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Hóspede

papa.jpgSabe, nada contra o sujeito, ele fica até simpático usando aquele gorrinho ridículo de inverno. O problema é que há poucos dias que ele está aqui, e já sinto como se tivesse aquele parente chato hospedado em casa, que muda toda a rotina da família e ainda quer escolher o que vai ver na tv.

Coitado, a culpa nem é dele. Mas que a Rede Globo arda no inferno por ter cortado a transmissão do GP da Espanha. Será até engraçado, sabe? Quando forem mostrar a trajetória do Massa até ser campeão, ninguém lembrará dessa vitória dele.

Pãpãpãããn! Pãpãpãããn!

300

300b.jpgEm agosto de 2005 eu escrevi um post comentando sobre cinco pontos que faziam da adaptação do trabalho de Frank Miller, Sin City, um dos filmes mais cool do ano. E de fato, foi um filme muito, muito legal. Agora, quase dois anos depois, outra obra de Frank Miller é adaptada para o cinema:300.

Não é ruim, mas também não é o filme mais cool do ano. Talvez eu não tenha odiado (como algumas pessoas odiaram), simplesmente porque a última vez que li a HQ foi em 1999, então eu mal lembro da história para entrar naquela parte chata do “blé, não adaptaram direito” (que no final das contas todo fã acaba invariavelmente entrando).

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