O Perfume

perfume1.jpgNo começo do ano fui ao cinema por indicação da minha irmã assistir O Perfume: A História de um Assassino, e lembro que saí de lá pensando que ela deveria estar um parafuso a menos ou algo do tipo. Não que eu tivesse odiado totalmente o filme, mas ele me pareceu bastante irregular e, somado àquele final bisonho, ficou ali na nota 6 para mim.

Porém, já na época, muitos defensores da história diziam que o livro é melhor do que o filme e segunda-feira, enquanto passeava pela Biblioteca Pública e circulava por prateleiras longes dos meus queridos anglo-saxões, vi lá O Perfume, do Patrick Süskind, acenando para mim. Decidi dar uma segunda chance para Grenouille.

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Fingidor é o poeta, não o leitor.

Ontem estava lendo uma resenha de um livro novo que saiu na França, chamado Comment Parler des Livres que l’On n’A pas Lus? (Como Falar dos Livros que Não Lemos). O autor, Pierre Bayard (psicanalista e professor de Literatura Francesa) sugere algumas estratégias de como ludibriar as pessoas falando de livros dos quais você não passou da vigésima página ou sequer leu.

O que não é exatamente algo inovador. A pirralhada da internet hoje em dia está ganhando o “Green Card” para a vida adulta fazendo exatamente isso: falando de livros (e filmes, e bandas, e situações) que mal conhecem. Para qualquer aperto em uma conversa na qual você queira parecer mais maduro do que realmente é, Google é logo ali.

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Hóspede

Sabe, nada contra o sujeito, ele fica até simpático usando aquele gorrinho ridículo de inverno. O problema é que há poucos dias que ele está aqui, e já sinto como se tivesse aquele parente chato hospedado em casa, que muda toda a rotina da família e ainda quer escolher o que vai ver na tv.

Coitado, a culpa nem é dele. Mas que a Rede Globo arda no inferno por ter cortado a transmissão do GP da Espanha. Será até engraçado, sabe? Quando forem mostrar a trajetória do Massa até ser campeão, ninguém lembrará dessa vitória dele.

Pãpãpãããn! Pãpãpãããn!

300

Em agosto de 2005 eu escrevi um post comentando sobre cinco pontos que faziam da adaptação do trabalho de Frank Miller, Sin City, um dos filmes mais cool do ano. E de fato, foi um filme muito, muito legal. Agora, quase dois anos depois, outra obra de Frank Miller é adaptada para o cinema:300.

Não é ruim, mas também não é o filme mais cool do ano. Talvez eu não tenha odiado (como algumas pessoas odiaram), simplesmente porque a última vez que li a HQ foi em 1999, então eu mal lembro da história para entrar naquela parte chata do “blé, não adaptaram direito” (que no final das contas todo fã acaba invariavelmente entrando).

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Aqueles com senso de humor

Ontem à noite despencou aquele aguaceiro do céu, e eu firme, aplicando prova para meus alunos e morrendo de frio. Entre um chá e outro (para esquentar), estava lá eu lendo Misto Quente do Bukowski, quando me deparo com o seguinte trecho:

Essa coisa de trepar era bacana. Dava às pessoas mais coisas em que pensar.

Sorri e parei a leitura no momento porque finalmente caiu a ficha: de todos os gêneros, de todos os autores, eu gosto mesmo é daqueles que têm senso de humor. Aqueles que sabem usar como ninguém a ironia, o nonsense e mais: os que sabem fazer piada das manias e dos atos mais patéticos dos humanos.

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Grindhouse

Sexta-feira cheguei do trabalho, abrimos um vinho e fomos conferir o tal do Grindhouse, do Rodriguez e do Tarantino. Diz que a idéia de fazer uma homenagem ao “double-feature” partiu do Rodriguez, e Tarantino achou bacana e resolveu embarcar. O fato da idéia ser do Rodriguez talvez explique porque ele levou a coisa mais “à sério”, chegando mais próximo dos filmes b que eles tentam homenagear do que Tarantino. Mas já falo mais sobre isso, vamos ao Grindhouse em si.

A idéia é assim: dois filmes (Planet Terror do Rodriguez e Death Proof do Tarantino), e no meio disso alguns trailers falsos de filmes b, dizer que um dos títulos que aparecem nos trailers é Werewolf Women of the SS já deve dar o tom da brincadeira, certo?

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E agora para algo completamente diferente

Acredito que as coisas estejam ok novamente, então aproveito para deixar aqui meus agradecimentos ao Hellraider e ao Mythos por cederem um cantinho para o Hellfire. Obrigadão mesmo =*

Voltando à programação normal, sugiro aos leitores que comprem a Veja desta semana, porque a baixaria está muito engraçada, vale a pena conferir. Estão atirando para todos os lados e ainda vai sair muita coisa disso aí. Eu, pessoalmente, acho divertido. É um estardalhaço forçado (chegam a chamar Che Guevara de assassino frio), e de tão tendencioso, chega a beirar ao caricato.

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Mais um aviso:

Não estou podendo atualizar o Hellfire porque com a mudança do datacenter, ele acabou ficando muito, muito lento. É provável que alguns de vocês tenham inclusive dificuldade de acessá-lo (como eu). Acredito que em breve a situação se normalize 😐

Raines

Dia desses Fábio chegou falando que queria ver uma série nova comigo, e que não diria do que se tratava, eu teria que descobrir sobre o que era enquanto assistia. E veja bem: ele propôs isso sabendo do horror que eu tenho a assistir coisas sem ter a menor idéia do que se trata, portanto, resolvi topar e ver o tal do “Raines“.

O primeiro episódio começa com aqueles elementos básicos de filmes policiais da década de 40, a começar pelo principal: voice over e um cadáver. A narração é de Raines (Jeff Goldblum), personagem que dá nome à série, um detetive da polícia de Los Angeles que começa justificando a escolha pela carreira. No caso, a fixação por histórias policiais.

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