Chaucer e Os Contos da Cantuária

Pouco se sabe da vida e da personalidade de Geoffrey Chaucer. O escritor nasceu em Londres, por volta de 1340, filho do comerciante de vinhos John Chaucer. Com a ajuda de algum parente influente, Chaucer tornou-se pajem junto ao Príncipe Lionel, terceiro filho do rei Eduardo III, o que lhe concedeu a oportunidade de receber uma educação privilegiada, que incluía aulas de Latim e Francês.

Há informações de que Chaucer teria freqüentado uma escola de Direito de Londres e que em 1359 esteve lutando na França. Sempre próximo à realeza, Chaucer exerceu as funções de Inspetor Alfandegário junto aos mercadores de lã, até o Duque de Gloucester delimitar os poderes do então rei, Ricardo II, o que fez com que o escritor perdesse seu posto de Inspetor.

Junto à crise econômica, veio o falecimento de sua esposa e após esses acontecimentos, Chaucer decide confinar-se em Greenwich, onde começa a compor em versos os Contos da Cantuária.Isso ocorreu em 1386, época de grandes batalhas entre a os reinos da Inglaterra e da França, que resultaram em um grande intercâmbio cultural entre os dois reinos, o que talvez não seja o grande influenciador cultural da obra de Chaucer, uma vez que este já fora valete do rei Eduardo III.

Este cargo lhe proporcionou muitas oportunidades para conhecer novos lugares, e consequentemente, a literatura do mesmos, incluindo passagens para a Navarra, Flandres e Itália, onde provavelmente o escritor teve os primeiros contatos com aqueles que influenciariam sua obra: Petrarca e, possivelmente, Boccaccio.

Assim como na obra desses escritores, Chaucer utiliza-se do recurso da história de moldura para compor seus Contos da Cantuária. Neles, a moldura que escolhida para fazer a coesão entre seus contos, é uma romaria que vinte e nove peregrinos, incluindo o autor, fazem para chegar à Cantuária, a fim de fazer uma visita ao túmulo de São Tomás de Beckett.

Esses peregrinos pernoitam em uma taverna, onde o estalajadeiro promete um jantar para quem contar a melhor história. O que faz do livro uma obra única, é a união dessa moldura, com as história contadas pelos peregrinos e o Prólogo Geral. Dada a influência exercida pelos reinos que o autor conheceu, os contos seguem gêneros literários diferentes, e focalizam uma ciência ou mais, dando uma ampla visão da cultura da época.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *