Multidisciplinaridade

Cindy-Sherman.jpgOi, estou aqui, estou ok. “A vida continua“, é o que dizem – e choques fazem você repensar sua posição sobre ‘n’ coisas, que no final das contas sempre envolvem a idéia de que temos que aproveitar da melhor forma possível o tempo que nos foi dado. Enfim, Fábio me pediu em casamento no domingo – lambrusco, rabisco na parede e top-x américa. Escolhemos também os quadros para a sala, já que o sofá chegou (e ele é lindo, e o Boo já cravou as unhas lá). Tem Audrey, Bogart, Marlon Brando de Vitto Corleone (segurando o gato, óbvio), Trainspotting e Marilyn Monroe lendo (eu acho tão deliciosamente irônica a imagem que ficaria triste se não comprássemos).

Ah, é. Voltemos ao tema do post: multidisciplinaridade. Sou bombardeada com esse conceito desde os tempos do uniforme azul e pipoteca no recreio, mas confesso que poucos professores conseguiam de fato dar “corpo” para a idéia. Na realidade, a primeira vez que vejo a tal da multidisciplinaridade funcionando de fato é na optativa que estou cursando (oh, último semestre!).

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(…)

vic.jpg
É tão estranho os bons morrem jovens

assim parece ser

Quando me lembro de você

que acabou indo embora, cedo de mais

…E todos os outros clichês poéticos, musicais e cotidianos que se multiplicam nessas horas não conseguiriam descrever a tristeza de perder uma pessoa que esteve presente em sua vida por tempo de menos, mas que mesmo assim foi uma das mais marcantes – especialmente pelo amor que tinha pela vida, e a forma intensa como a levava.

Fique em paz, Vicente.

Nerd ma non troppo

rpg.jpgQuem acompanha há algum tempo o Hellfire (que no dia 1º de julho fez seu terceiro aniversário – o que passou totalmente batido. Shame on me! :doh: ), sabe que bem, eu tenho lá um certo orgulho por ser “nerd“. Até por conta desse “orgulho” acabei vencendo todas as resitências e finalmente topando o negócio do RPG – no qual estou envolvida desde dezembro do ano passado (ou algo que o valha).

Aí, sob a promessa de ganhar um conjunto de dados (êêê!) fui bem comportadinha ao tal do Encontro Internacional de RPG. Segundo o Fábio (*voz de narrador do Discovery Channel*) “uma vez por ano os nerds saem em revoada de suas casas para o Encontro Internacional de RPG buscando parceiros compatíveis para dar continuidade à espécie“. A idéia toda parece bem bacana, minha única reclamação na verdade foi o preço do dado (uma caixinha custava 35 reais, e separado vendiam cada dado por 3 reais, absurdo!).

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Sobre Meninas e Gatos

Dia corrido ontem, especialmente porque descobri o quão ingrata é a tarefa de colocar a Miu dentro de uma caixa para levá-la ao veterinário. Depois um coração partido vendo a gatinha se batendo um monte com aquele conezinho no pescoço – sequer sendo reconhecida pelo irmãozinho. Aí chego em casa hoje cedo contando das aventuras de ontem, e minha mãe conta que levou Sofia ontem para passear no Jardim Botânico.

Diz ela que em certo momento a Sofia falou de jogar moedas na fonte para fazer desejo. O primeiro desejo dela foi de ganhar uma fantasia de super gatinha de gelo. O segundo? “Mara, lembra que na outra casa que você morava tinha o Puck? Eu queria o Puck de volta”.

Nhó! :love:

Se (ou: Sobre Melissas e epifanias)

Quando acontece algo incomum na sua vida – mais para o mal do que para o bem – é comum costumarmos avaliar todas as pequenas ações ou decisões que nos levaram para aqui. Ontem, por exemplo.

Se o Fábio não tivesse hora marcada no contador e eu me oferecido para ir junto,

Se eu não tivesse decidido usar Melissa ao invés de tamanco de madeira,

Se o almoço não tivesse atrasado,

Se a Melissa não tivesse arrebentado,

Se eu não tivesse ligado para casa pedindo que levassem o tamanco de madeira até onde eu estava,

Se minha mãe não tivesse alcançado a Renata a tempo de fazê-la entregar o tamanco para mim antes de sair,

Se eu não estivesse atrasada e por causa disso, tivesse aceito a carona da Renata até o lugar onde fiquei de encontrar o Fábio

Se eu tivesse pedido para a Renata me deixar um pouco mais na frente do lugar onde eu marquei com o Fábio

etc.

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Medo Descoberto

1052sanitario_new.jpgEu nunca pensei que as pessoas pudessem ter medos sem saber que os têm, até acontecer comigo. Na minha jornada de retorno da Bettegolândia passei mais de quatro horas dentro de um ônibus todo fechado e com um ar condicionado funcionando mal. Eis que um fulano decide fumar no banheiro do busão – uma vez que lei proíbe fumar dentro do ônibus, mas não fala nada a respeito de banheiro.

É óbvio que o ar ficou pestiado com a fumaça de cigarro. Mas hey, o medo recém descoberto nada tem a ver com fumaça de cigarro em ônibus com janelas lacradas! A questão é que, conversando com o Fábio sobre o infeliz que foi o banheiro (que a essa altura já estava sendo xingado pelo ônibus inteiro), falei qualquer coisa sobre “o buraquinho da privada”.

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E acabou!

delpiero.jpgO problema de você assumir de coração que gosta de uma coisa, é que você estará aberto para todo tipo de coisa: crítica, julgamento, questionamento e, principalmente, tiração de sarro. E isso estranhamente fica mais forte quando o assunto é futebol.

Veja só o caso do Del Piero. Eu tinha lá meus 15 anos quando o vi jogando pela Juve pela primeira vez, e como toda adolescente com muito tempo de sobra, virei fã número um – com todos os micos que essa condição oferece (os quais eu obviamente não revelarei aqui).

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Ai!

sobr.gifAcabo de voltar do salão, onde fui tirar o excesso de sobrancelha (eu invejo as mulheres que não precisam pagar por isso, mas meu astigmatismo não permite que eu faça esse tipo de coisa sozinha em casa). Sabe, ser mulher dói. Pacaceta. E tem coisas meio sem sentido, tipo tirar o excesso de sobrancelha, enquanto tem tanto homem pelas ruas com tarântulas sobre os olhos e que nunca pensaram em ser pinçados para parecerem mais “cute” para as mulheres.

Nessas horas em que começo a reclamar das agruras da vida feminina, sempre lembro de um trecho sobre a Sabina, em A Insustentável Leveza do Ser (my personal bible =P ):

Ser mulher é para Sabina uma condição que ela não escolheu. Aquilo que não é conseqüência de uma escolha não pode ser considerado como mérito ou fracasso. Diante de uma condição que nos é imposta, é preciso, pensa Sabina, encontrar a atitude certa. Parecia-lhe tão absurdo insurgir-se contra o fato de ter nascido mulher quanto glorificar-se dsso.

Éééé… e Deus abençoe a pinça! Abaixo ao sovaco cabeludo! :dente:

Palavras, palavras, palavras…

livroNesse último semestre cursei uma disciplina de Tradução e, eu que odiava traduzir, acabei tomando gosto pela coisa. Nós traduzimos textos de autores irlandeses (algum dos quais eu nunca tinha ouvido falar, devo dizer), e nessa tarefa sempre levantamos os problemas da tradução (relativa às escolhas, falta de background para entender um termo utilizado, etc.). Sim, é algo bacana – tão bacana que estou pensando em tirar diploma em tradução também (o que envolveria mais uma monografia além das outras duas que estou fazendo hehe).

Deixando o blablabla de lado, hoje cedo estava dando uma olhada básica no “A Megera Domada” do Shakespeare, com tradução do Millôr Fernandes. A obra já começa com um breve texto sobre ser tradutor que achei bem bacana, mas o mais legal ainda é ver, através das notas do tradutor, a preocupação do Millôr com o texto, como por exemplo em um momento que ele diz:

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Praga de Copa do Mundo

argumentAntes de mais nada: oi, tudo bem? Espero que ainda lembrem de mim. Eu não sei se recordam que dias atrás eu acabei deixando para depois um monte de coisa que poderia ter feito antes, e o resultado vocês já devem saber: passei uma semana dos infernos, cheia de resenhas, provas, seminários e afins – o que explica as poucas atualizações.

Mas enfim… Copa do Mundo, ahn? Brasil em campanha ‘so-so’, mas me tranquiliza pensar que em 94 também não teve nada de espetacular, todo esse bafafá de Ronaldo gordo, Bussunda morrendo, Fátima Bernardes se derretendo para o maridão (Glóóóória Mariaaaa!), etc. É, não gosto menos de Copa do Mundo e estou tentando acompanhar com a mesma empolgação dos anos anteriores. Só que eu não consigo lembrar de nenhuma copa que eu tivesse ficado tão de saco cheio da pergunta: ONDE É QUE VOCÊ VAI ASSISTIR O JOGO?

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