
Robert Frost e T.S. Eliot são dois poetas nascidos no fim do século XIX que tem em comum o fato de apesar de serem tecnicamente norte-americanos (o Eliot se tornou cidadão britânico em 1927), estavam na Inglaterra no início da Primeira Grande Guerra Mundial. É o tipo de informação que nunca passou pela minha cabeça checar até esse momento, quando eu estava para começar o post fazendo um comentário sobre poetas imaginando o fim do mundo em suas poesias.
Caiu a ficha que o tema não só é parecido, mas eles publicaram os poemas mais ou menos na mesma época (primeira metade da década de 20, já no pós-Guerra). O meu comentário inicial seguiria mais ou menos na linha “lembra quando falar de fim do mundo era só um exercício de imaginação de poetas?“, chamando a atenção para o fato de que agora parece que todo dia alguma coisa nos aproxima do momento final. E aí eu vi a desilusão deles e, ah. É sempre um baque perceber que nada é novo e que aparentemente estamos sempre cometendo os mesmos erros. Nem nossas ansiedades são novidade.
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Ao responder uma pessoa sobre o que tornava uma história sobre um fazendeiro triste na Islândia seu livro favorito, a protagonista de Heart the Lover de Lily King fala: “Você sabe quando você consegue lembrar exatamente quando e onde você leu certos livros? Um romance genial, verdadeiramente genial, não apenas captura uma experiência ficcional em particular, ela altera e intensifica a forma como você sente sua própria vida enquanto você o lê. E ele o preserva, como uma capsula do tempo.” (tradução torta minha, o livro ainda não foi lançado no Brasil).