No busão

Eu tenho tanta, mas TANTA curiosidade de saber quanto faturam as pessoas que pedem dinheiro no busão que estou me sentindo tentada a colocar umas roupas mais bagacêiras e embarcar nas portas 3 da vida com o já manjado discurso…

“Desculpe incomodar sua viagem tranqüila é que eu (sofro de deficiência visual, auditiva, genérica; estou desempregada; estou ajudando o lar das crianças abandonadas, dos alcoólatras anônimos, dos ex-viciados, etc.) e gostaria de pedir a sua contribuição. Pode ser uma moedinha de 10 centavos, qualquer coisa que não vá fazer falta”.

:gotinha:

Sério, às vezes só no caminho para a faculdade embarcam três diferentes. Isso que já aconteceu de um entrar pedindo e o outro ainda estar coletando o dinheiro, aí olhar para o fulano e dizer “Desculpa, não vi que você estava aqui”.

É, vou começar a ensaiar.

Verborrágica (ou: Oi, estava com saudades)

three-musketeers-1.jpgPor não ter muito o que fazer enquanto cuidava do meu noivo adoentado na Bettegolândia, acabei retomando a leitura de “Os Três Mosqueteiros” (na verdade era para ele ler o livro). O impressionante é que, tal como na primeira vez que li, fui novamente fisgada pela história de D’Artagnan e companhia.

A fórmula do Dumas pai é manjada e foi repetida várias vezes depois (a aventura misturada com elementos históricos e o romance) mas tem algo que é mérito dele e só dele: o desenvolvimento das personagens. Está para surgir um grupo mais carismático do que Athos, Porthos, Aramis e D’Artagnan.

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Fracasso vitaminado

tomate.jpgEm janeiro desse ano fiz uma lista de metas a serem realizadas em 2006. Sei que dois meses ainda são suficientes para algumas coisas, mas ao ler:

Esse ano quero conhecer Cortázar e Faulkner. Quero tirar carteira de motorista, criar um gatinho novo e pintar o cabelo com alguma cor diferente. Quero andar de bicicleta outra vez. Tirar um dia de chuva para ler Allan Poe embaixo do cobertor ouvindo Smiths como costumava fazer. Voltar a colecionar Dylan Dog. Aprender a fazer arroz branco soltinho. Me formar e encarar mestrado. Você sabe, o básico. Felicidade.

Nâo tem como não me sentir um fracasso. Faulkner (não gostei), gato novo (da minha mãe) e formatura (aos trancos e barrancos). E só. Blé. Vou ali procurar um pé de tomate azul para me enforcar e volto mais tarde.

Dia dos professores

É um bom termômetro para saber o quanto seus alunos gostam ou não de você. Estou dando um desconto por ter caído num domingo, mas de qualquer forma, o fato é que não ganhei porcaria nenhuma de presente, ao contrário do último dia dos professores em que estava dando aula no qual ganhei uma caixa de trufas mui deliciosas.

Enfim, o lado bom é que tenho gatinho novo, a Fifi. O nome não fui eu que escolhi, óbvio – e o gato nem é tão meu assim, visto que minha mãe pegou para fazer companhia para o cachorro (sim).

J.R.R. Tolkien em Português: Tree and Leaf

(Olá! Sou o noivo da Anica e estou me intrometendo um pouco aqui a pedido dela pra divulgar a seguintes notícias) J.R.R. TolkienÓtimas notícias para todos nós fãs de J.R.R. Tolkien. O Reinaldo “Imrahil” Lopes, meu amigo de longa data e editor da Valinor está lançando on-line sua tese de mestrado, a qual contém quatro textos inéditos de Tolkien bilíngüe e comentados: On fairy-stories, Mythopoeia, Leaf by Niggle e The homecoming of Beorhtnoth Beorhthelm’s son. Pra quem não conhece o Reinlado, ele escreve regularmente pra Folha de São Paulo, Superinteressante, G1 (Portal de Notícias da Globo.com) e já trabalhou também na SciAm. Abaixo o texto completo, dele, bem como link para download (ah! espalhem aos quatro ventos, por favor!).

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Motivação

Sabe como é. Se eu me revelar um fracasso como escritora, crítica literária e ‘fessora (note que dou várias opções justamente para fugir do fracasso absoluto), já sei o que farei da minha vida:

VIRAREI PESO DE PAPEL!! :mrpurple:

(a qualidade está ruim, mas esse treco é hilário)