Uma mensagem dos deuses dos livros

Eu sei que quase não atualizo aqui e que deveria aproveitar o raro tempo livre que encontro para falar de algo relevante, mas é que hoje eu definitivamente tive uma prova de que os deuses dos livros estão mandando uma mensagem para mim. A mensagem: LEIA STONER.

Não sei sobre o seu, mas o meu deus literário tem a forma da Tilda em Only Lovers Left Alive.
Não sei sobre o seu, mas o meu deus literário agora tem a forma da Tilda em Only Lovers Left Alive.

Ok, do começo, sinal número um. Estava lá na Amazon no meu velho esqueminha de “Customers Who Bought This Item Also Bought” buscando algo meio parecido com Dept. of Speculation porque (como visto no episódio anterior) eu adorei o livro. Eis que entre as ‘n’ opções (algumas que eu já tinha lido, outras que já estão no kindle mas não estou bem no momento certo para ler) aparece um tal de Stoner, de John Williams.

Não! Não esse. Um de quem nunca tinha ouvido falar. Fui ver mais informações sobre ele e bem, pareceu interessante, mas o que tem a ver com Dept. of Speculation, etc. Já estava quase deixando de lado quando li na parte das reviews:

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Não sei se já não deixei isso meio óbvio aqui, mas sou meio que fã do McEwan, assim: se O IAAAAAAN diz que é bom, então deve valer a pena conferir. Então considere esse o sinal número dois. Mas como sou meio lerda, com esses dois sinais o máximo que fiz foi colocar o livro no kindle e deixar na lista de espera, mas né, eu faço isso com praticamente todos os livros do mundo.

Eis que hoje aparece um link para um artigo do Nick Hornby (de quem também sou fã) falando da experiência como crítico de livros. Olha, acredito que a existência desse post no blog já valha nem que seja para compartilhar o link com vocês, porque o artigo é bem legal.  Enfim, eu lendo lá, aquele jeitinho gostoso do Hornby escrever, passo aquele momento I know that feel bro e tudo o mais. No PENÚLTIMO parágrafo, ele diz:

Books come to me through recommendations, reading, browsing — sometimes through my own bookshelves — but I can’t really take part in the cultural conversation that, I suspect, isn’t really happening anyway. Everyone reads books like this, surely? Everyone switches from Jane Austen to Hilary Mantel to an old PD James that someone who was staying in the spare room left behind? (Even when I’m in the right place, it’s at the wrong time. In 2009, a passionate recommendation from a reader of the column led me to an obscure 1965 novel that the splendid New York Review of Books imprint had made available. I read it, loved it, and recommended it forcefully. If anyone was listening, then they did so only slowly: the novel was called Stoner, and by the time everyone else was reading it, I could no longer talk about it in any detail.)

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Então está certo, já entendi o recado, ok, ok, Stoner será o próximo. Próximo? É porque eu sou rebelde e comecei o novo da Maria Semple e bem, deuses dos livros não me punem por não ouvi-los imediatamente, no máximo respondem com um sorriso de canto de boca e um “Não disse?” quando eu fico toda empolgada e pensando que deveria ter lido antes.

9 comentários em “Uma mensagem dos deuses dos livros”

  1. Engraçado que eu comecei a ler e pensei “que coincidência, aquele mesmo livro do qual o Nick Hornby falou no texto que eu li hoje” 😛

    1. IT’S ALL HAPPENING, dani!! _o/

      eu acho que você deveria encarar como um sinal e ler também, heim. aliás, já conseguiu se ajeitar com o kindle durante a hora do mamá?

  2. “Choose literary friends whose taste you trust and who know you well and critics you respect.”

    É precisamente o motivo pelo qual eu sigo você. É verdade que eu não leio tudo o que você indica, mas se você indica eu tenho certeza que eu irei gostar, então leio sem medo.

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