A neura das redes sociais

Esta semana estava todo mundo falando do tal do Google+, nova rede social do Google (não, né, seria do Altavista, duh). Eu já entrei, já dei uma olhadinha, brinquei de rotular amigos (e confesso que achei o cúmulo do forever alonelismo colocar gente que só conheço virtualmente como Friends, mas vá lá, esse tipo de coisa parece que mudou com a internet) e nem achei grandes coisas. Nem por isso vou sair de lá, óbvio. Vai que, né.

O que me leva a pensar por que diabos tanta gente apaga a conta no Orkut. Não entendo mesmo. Não é como se você simplesmente não tivesse a opção de deixar de logar lá quando cansasse da brincadeira, certo? Na pior das hipóteses, você recebe aviso quando tem mensagem nova, dá para ir lá e responder/apagar/whatever quando achar necessário. Eu sei lá. É pessoal, mas eu sinceramente não teria saco de ir atrás de todas as pessoas que adicionei, ou todas as comunidades que adicionei se por acaso me arrependesse de ter cometido o tal do orkuticídio. Pira minha.

E minha só minha, ok. Mas eu reparo que as pessoas nas redes sociais carregam lá suas piras próprias também. Vide o caso do twitter. Eu não uso unfollow como arma para mandar recado, normalmente três fatores me levam a deixar de seguir alguém:

  • Primeiro (e mais importante), flood na minha timeline. Aquele pessoal sem noção que bota todas as opções do skoob para aparecer lá, por exemplo. Aí num belo dia tá inspirado e marca tipo, trocentos livros como quero/vou ler e aí você só vê a wishlist do colega, fala sério. Ou ainda sujeito que só participa de promoção, e participa com afinco, manja? Floodando muuuuito. Enfim, eu dou unfollow e penso “ok, volto a seguir depois que passar isso”, mas a verdade é que eu sempre esqueço de voltar a seguir.
  • Segundo, quem conta spoiler. Sério, dou unfollow e nesse caso nem cogito voltar a seguir. Acho muita babaquice ir lá no twitter contar que fulano matou ciclano, beltrano beijou a tchutchuca ou o escambau. É, de novo, pira minha.
  • Terceiro, gente chata. Não preciso explicar.

Estou pensando em adicionar o quarto item, o pessoal do Foursquare. Porque tipos, eu realmente não dou a mínima para saber se fulano chegou na padoca do zé ou no boteco do joão, e aposto que não sou só eu. Minha teoria é que o Foursquare surgiu como resposta para aquele pessoal que vivia falando “É, você fica aí escondido atrás do computador, vai pra vida real”. Aí a pessoa marca que foi na padoca do zé para provar que tem contatos com seres humanos na tal da “vida real” também. Só pode ser isso.

Mas e aí, voltando ao assunto das neuras, já reparei que tem gente que considera um unfollow o fim do mundo – do tipo, se eu deixei de seguir é porque eu desprezo a pessoa, não quero mais ser amiga, sei lá. Gente, não é isso. Posso amar você na vida real, mas você pode ser uma pessoa meio flooder, spoilenta ou chata no twitter, desculpa. Não é nada pessoal.

Sei lá, às vezes é tanta neura que dá a sensação que o melhor é nem participar dessa loucura toda. Olha que nem entrei no campo dos fóruns de discussão, porque ali sim, os doidos pipocam. E tem a blogosfera, né? Ahhh, a blogosfera, essa fauna… Ok, deixa para lá, acho que isso rende post para outro dia. Até porque, vá lá, eu faço parte dessa loucura toda.

6 comentários em “A neura das redes sociais”

  1. É, Anica, eu vejo por esse lado.. tenho todas essas coisas ai e não uso a metade delas.. isso pq eu acho que ninguém está interessado em saber quantas vezes eu respirei ou me estressei hj. São instrumentos incríveis de divulgação mas ninguém está muito interessado na minha vida pessoal. A coisa é ter bom senso.

  2. Esses dias eu dei unfollow em uma pessoa e ela perguntou desesperadamente pq deixei de seguir. Ignorei e ela veio me perguntar no Facebook. WTF? Não entendo todo esse desespero.

    Eu gosto de experimentar as redes sociais pra ver como é, se alguma se adequa melhor, e se não atualizo mais acabo apagando os perfis mesmo (ou os contatos estão em outros sites, ou já não me interessam mesmo, foi o que aconteceu com o Orkut huhuhu)

    1. essa do unfollow eu realmente não entendo. e às vezes a reclamação pelo unfollow vem tão rápido que eu acho que a pessoa sei lá, fica controlando a listinha de seguidores ou algo assim. aí já não é nem neura, é falta do que fazer, né. ¬¬

      eu tenho certeza que uma pá de gente deixa de me seguir, mas eu sinceramente não fico seguindo os números, muito menos quem deixa de me seguir. aquela coisa: assim como eu tenho motivos para deixar de seguir alguém, essa pessoa tb teve para deixar de me seguir. simples assim.

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