True Blood S03E11: Fresh Blood

Opa, que finalmente as coisas melhoraram. Eu estava realmente preocupada que as coisas permaneceriam mornas até o último capítulo, mas pelo menos deixaram alguma coisa para agitar o penúltimo. Fresh Blood (S03E11) teve lá seus momentos dispensavelmente esticados de sempre, mas por causa de outros eventos acabou valendo a pena, e deixando o cenário pronto para a conclusão da temporada – que só irá ao ar dia 12 de setembro. Sim, mais uma pausinha, que caca. Falando nisso, é (bem) provável que 12 de setembro o Arthur já esteja por aqui, então não estranhem se demorar um tico para sair a resenha, hehe.

Voltando ao True Blood. Como eu disse, o maior problema foram os momentos esticados – mas não o que aconteceu. Acho que tudo em Fresh Blood era necessário para começar a “amarrar as pontas”, e começar a preparar a quarta temporada. O negócio é que às vezes a coisa se prolonga mais do que devia. A reação de Jason ao saber sobre a natureza de Crystal, por exemplo. Ele precisava ir até a escola, ver o moleque que está tomando V para então chegar a conclusão que “Ninguém nessa cidade é o que parece ser, então tudo bem”? Claro que não. Com todo aquele rolo com o Eggs ele mais do que ninguém sabe que ninguém-naquela-cidade-é-o-que-parece-ser. E pelo menos apresentaria uma certa coesão sobre o episódio passado, quando ele conta para Tara sobre Eggs.

Tara e Sam chegando a conclusão de que são iguais, também desnecessariamente longo, porque isso já tinha sido usado na temporada anterior, embora ainda não soubéssemos do “dark side” do Sam. A cena de Hoyt e Jessica foi a primeira da vampira que eu não gostei nessa temporada, de novo por achar que se esticou demais: Jessica tem lutado com esse negócio de ser uma assassina desde que matou o motorista de caminhão, não precisava recapitular o drama para ficar naquele “Mas eu te amo, então tudo bem”. Falando em Hoyt, o que foi aquela conversa da mãe dele com a Summer?

Em compensação, o núcleo envolvendo Sookie acabou sendo o ponto alto do episódio. Gostei muito da conversa dela com Bill no carro, sonhando com o que seria uma vida normal – aquilo me soou a despedida, mas foi fofo. A personagem realmente não é mais a songa-monga da primeira temporada, o que é legal, porque não é como se ela simplesmente tivesse mudado – ela está se desenvolvendo de acordo com o que acontece com ela. Alguma dúvida que na temporada que vem ela estará com um ódio mortal de vampiros se a situação desse episódio não ficar resolvida?

Falando nisso, tivemos o confronto de Eric e Russell. A conversa no museu foi legal (embora eu não tenha conseguido segurar o riso ao ver que Russell continuava com aquele jarro na mão, três episódios seguidos já), a consequência dela melhor ainda. Eu não acho que eles terão culhões de matar o Eric (e se matarem eu paro de ver a série ><‘), então a verdade é que eu estou bem curiosa para saber como é que ele vai matar o Russell sem morrer junto. Mas foi legal vê-lo com a Pam, que aliás, foi uma das melhores personagens do episódio – o equilíbrio entre a frieza e a dedicação ao criador ficou bem bacana.

Só não entendi como é que Eric conseguiu prender Russell com as algemas. Nós vimos o Rei agindo contra outros vampiros em capítulos anteriores, certo? Especialmente aquele ataque ao Bill. Ok, Eric é bem mais velho do que Bill, mas ele estava exposto ao sol por mais tempo que Russell, portanto mais fraco. Vão me dizer que foi só o fator surpresa? Blé! Mas chato mesmo é pensar que acabará a temporada e duas das melhores personagens que apareceram em True Blood (Franklin e Russell) vão para o beleléu.

Enfim, entrando em clima de fim de temporada o site da HBO fez um video “in memoriam” para o pessoal que já bateu as botas desde a primeira temporada (está divertido, vale a pena ver). E ieiiiiiii, tocou Fresh Blood no fim. Eu sei que já mencionei isso ‘n’ vezes, mas desde que lançaram aquela promo da terceira temporada com essa música do Eels eu estou apaixonada, hehe. Para concluir, ficam duas perguntas:

– Cadê Sophie-Anne?

– Cadê os lobos?

4 comentários em “True Blood S03E11: Fresh Blood”

  1. Então. Estão cometendo o mesmo erro da temporada passada – clímax nos episódios intermediários e episódios finais mornos.

    Mostraram o Russel não só como um senhor vampiro de grande pode individual como também com muitos recursos e lacaios à sua disposição; cadê toda essa estrutura? Sumiram com todos os lobos sem maiores gentilezas, os lacaios vampiros sumiram, a mansão ficou às moscas. Talvez eu tenha criado uma expectativa exagerada depois da revelação na TV, espera um verdadeiro caos, figurões vampiros se articulando, atacando, matando quem sabe demais e ainda assim procurando manter tudo por debaixo dos panos; no entanto, o que vimos foi só um rei decadente chorando sem parar pelo amante morto. E como caiu fácil na armadilha do Eric, hein? O senhor Northman não morrerá, resta saber como vai escapar de morrer junto com o Russel.

    Um vampiro de 1000 anos não deveria ser capaz de superar um ancião de 3000 anos, mesmo ao Sol. Que feio…

    Acho que o episódio se prolongou demais no núcleo humano. Certo, legal mostrar que aprendizes de atletas usam V com conivência de pais e diretores, mas poderia introduzir isso de outra forma, não num lenga-lenga do Jason só para ele constatar o óbvio – pra quem já lidou tanto com seres sobrenaturais, achei inadequada a reação negativa primeira dele em relação ao “segredo” da Crystal.

    Arlene demais nesse episódio. Sério. Esse bebê não serve pra porra nenhuma – a não ser que fosse uma criatura sobrenatural de crescimento rápido. Qual será a função de um pimpolho recém-nascido para a próxima temporada? Apenas causar pesadelos na patética e preconceituosa Arlene?!

    Sam. Putz. Já naquele lance dele com a Maryann no meio da temporada passada eu já tinha sacado que ele construiu sua pequena fortuna de forma ilícita. Mostraram apenas alguns detalhes mais sórdidos de sua trajetória. Oohh, ele é igual à Tara. Nem não se surpreendeu com isso e achou desnecessário se alongarem tanto levanta a mão!

    Jessica e Hoyt. Tá.

    Sério, por que ressuscitaram a chatíssima mãe do Hoyt? E a Summer é melhor sendo namoradinha do Wolowitz em The Big Bang Theory.

    Ah, Pam! Você salvou o episódio!

    É isso.

    Russel deve morrer logo no início do episódio – não vejo outra forma de acabarem com ele; assim sendo, teremos mais de 50 minutos falando sobre o quê? O plot chatíssimo da Crystal? Arlene e seu pimpolho que não morre nem com reza braba? Será que descobrirão que o amante do Lafayette é mesmo um demônio? Não estou muito empolgado não… mesmo assim, essa pausa é um SACO.

    OFF – maluco, ainda não caiu a ficha. Não te imagino nem barriguda e o moleque já tá pra nascer! Caramba… nem sei o que dizer, fico mó bobão, hehehehehe!

  2. Amiga eles não tem dinheiro para ficar botando a Rachel Evan-Wood (aka Sophie-Anne) em muitos episódios não… a menina é conhecida e até fazendo proganda da Gucci (ui! ah cara da riqueza!)

    Mas vou te contar que nos momentos Sam-Jason eu parava de olhar e voltava a estudar até acabarem esses momentos…

  3. Acho que a subjugação sem resistência do Russel por parte do Eric se explica justamente pelo abismo entre as suas idades. Na diegese da série, quão mais velho o vampiro, mais vulnerável ele fica quando exposto ao Sol: é por isso que, no finale da S1, Bill queimou igual à carne grelhada, equanto que no 2×08 o Godric evaporou quase instantaneamente.

    Russel tem o triplo da idade do Eric (o que foi um retcon, certo? Lembro que o haviam estabelecido como tendo uns dois mil anos), então é compreensível que ele sinta os efeitos mais intensamente – sem contar que a algema era de prata o que parece ser relevante, já que Eric fez questão de mencionar isso.

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