Os Filhos de Anansi

anansi_uk.jpgA Anica de 2002 tinha um problema particularmente sério: ela endeusava seus autores preferidos, não se permitindo admitir que algumas obras desses são simplesmente uma bosta. Neil Gaiman se aplica ao caso. Eu não conseguia conceber a idéia de que o mesmo sujeito que escreveu Sandman poderia falhar nas letras.

E aí Deuses Americanos entrou no baú dos livros lidos como um uma colherada de xarope: tive que engolir. Sempre apontava um erro aqui ou acolá (inclusive o tom praticamente idêntico ao do Stephen King), mas dava de ombros e pensava “É Gaiman.”

Aí eu parei com essa bobagem e me dei conta que autores também erram, e uma obra genial não fará dele eternamente genial. E foi justamente por isso que me enrolei tanto para ler Os Filhos de Anansi (aliás, só o Fábio sabe o quanto me enrolei, as inúmeras vezes colocando e tirando da lista de compras da Amazon…).

E não é que o tal do livro me surpreendeu positivamente? Quando Neil Gaiman deixa de imitar o Stephen King ele é um cara batuta mesmo. Ele como sempre abusa da brincadeira com deidades como “pessoas comuns”, a questão é que o clima leve e o senso de humor fazem da história algo gostoso de se ler, pão com margarina no café da manhã, entende?

Mas nem vou falar muito mais do livro (até porque eu ainda nem terminei, vai que de repente fica uma caca?). Deixarei o próprio Gaiman apresentando a obra Os Filhos de Anansi:

6 comentários em “Os Filhos de Anansi”

  1. Eu tenho Deuses Americanos aqui e acho ele muito legal. Não é um livro absurdamente bom, mas é divertido e uma leitura muito mais proveitosa de coisas no estilo de Stephen King.

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