Everything is not going to be ok

AScannerDarkly-Poster2.jpgComeçou o ano e eu e o Fábio estamos de férias e nerdiando felizes a bailar. Aí parte do roteiro de nerdiação foi assistir A Scanner Darkly, que por estas bandas receberá o ma-ra-vi-lho-so título O Homem Duplo. O filme é baseado em uma obra do Philip K. Dick – não é o primeiro filme baseado em alguma obra dele, Blade Runner também é.

Aliás, tal como no caso do filme do caçador de andróides, este se passa no futuro. A principal diferença no caso de Scanner Darkly é, para começar, o uso da técnica conhecida como rotoscopia – os atores são filmados e depois a animação é feita sobre eles. Além disso, aqui o tema central não é a “humanidade”, mas as drogas.

Talvez nesse caso que o filme perca um pouco a graça. Preocupados demais em focar nas “viagens” da personagem principal, você acaba não se envolvendo na trama o suficiente para sentir o tal do soco na boca do estômago que deveria sentir no fim – porque sim, o filme tem aquele momento “uma verdade super legal salta aos olhos no final”.

Com as pirações reduzidas, daria para se prender um pouco mais na trama – a questão da polícia lutando contra as drogas, a tal da Substância D, para ser mais exata. Do jeito que colocaram ali ficou inicialmente confuso e no final, quando fica claro… parece vazio, como se fosse uma desculpa para as pirações dos amigos da personagem principal sobre marchas de bicicleta e afins.

No final das contas, não deixa de ser um filme bacana, mas tinha potencial para ser muito, muito melhor. E vejamos pelo lado bom: o recurso da rotoscopia anula a incapacidade de atuação do Keanu Reeves. Tcharam! :g:

10 comentários em “Everything is not going to be ok”

  1. Esse Philip K. Dick era um piradão e além do Blade Runner ele também escreveu outros contos que deram origens a filmes como Vingador do Futuro, com o Governator e aquele chatinho com o Tom Cruise: Minority Report.

    Uma amiga minha diz que a incapacidade de atuação do keanu Reeves é proporcional a capacidade dele de ficar bem com qualquer roupa, inclusive de batina 😆

    P.S.: esse era o meu post de amanhã. 😛

  2. Minha meta de vida deis dos doze tem sido a desnerdificação total. Já alcancei resultados: qualquer enredo que contenha montros do futuro, raças dominantes e seja somente escrito para provar a depravação das mentes juvenis da MIT definitivamente me dão nauzeas.

  3. Bom, até uns tempos atrás eu torcia o nariz para sci-fi – até o dia que li Crônicas Marcianas e vi que com um preconceito bobo eu estava perdendo a oportunidade de ler coisa boa. Hoje em dia eu simplesmente leio – posso não gostar, não sou uma máquina de gostar de letras. Mas pelo menos sei do que estou “não gostando”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *