Um Grande Garoto (Nick Hornby)

Finalmente acabei. Não é que o livro seja chato, eu só estou sem tempo para ler coisas que não tenham a ver com a faculdade mesmo. Aliás, mesmo que esse seja meu segundo livro do Hornby, estou começando a achar que ‘chato’ não é bem o tipo de adjetivo que um dia eu vá usar para falar sobre algum livro dele.

De início: não tem nada a ver com Alta Fidelidade. Ok, tem uma brincadeira para os fãs do livro. Em dado momento o personagem dá uma passada na loja de discos do Rob. Mas para por aá.

O livro tem ótimos momentos, mas sem dúvida o que chama mais a atenção é como a história é contada. Hornby intercala os pontos de vista entre Will (o quase quarentão com alma de adolescente) e os de Marcus (o adolescente atípico). O que é mais bacana é que ele não mostra as diferenças de idéias de uma forma forçada, ao estilo “Willéadultoentãoémaiscoerente” ou algo assim.

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Neuras

Eu estou encucada com o lance de dar aula para um garoto especial. Digo, teoricamente são profissionais que podem lidar com isso, não? N�o sei. Mas o fato é que eu até que estou me saindo bem, na verdade estou experimentando com ele o que é “ser Tia”, digamos assim.

Bom, o fato é que ontem a Sol veio me ver. E a Sol é tal e qual seu xará: chega e ilumina tudo. Bastaram duas horas de conversa com ela e o mundo parece ser mais legal e tudo faz mais sentido. E a� ela disse algo…

… e hoje cedo decidi arriscar. Deusdocéu, se esse treco der certo…

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Lobo, lobo!!

Vai ver pensam que sou a menina que grita Lobo, não sei. Bem, eu fui clara e minha consciência está tranqüila a partir de agora.

Confusa. Mas consciente.

***

Hoje revisei o trabalho e fiz as outras coisinhas que faltavam (introdução, conclusão, referências, etc.) durante a tarde. Muito embora o desejo fosse o de simplesmente apagar.

Até meu corpo já está dizendo “Se liga, Anica! Você não está bem!” Desde segunda estou com enjôos horríveis daquele tipo paraomundoqueeuquerodescer.

It’s better to burn out
Than to fade away

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Literatura Grega

Desde que cheguei do trampo estou aqui fazendo o tal do trabalho de Literatura Grega que já deveria estar pronto desde sexta-feira passada.

É relativamente difícil falar sobre Hesíodo e as Musas porque se for para usar os estudos do Torrano como base, acaba tendendo para uma monte de discussão sobre ser e poder.

O tema é bem interessante, mas não é o que eu procuro. E entra em um monte de particularidades que exige um conhecimento da Língua Grega que eu não tenho.

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E na cantina…

Toca “Something” na rádio.– Coitado do George. Foi o Beatle mais fudido. Ah, não! Foi ele que roubou a mulher do…

– Não, foi o Eric Clapton que roubou a mulher dele.

– Poutz, que foda. Pior que “Layla” é uma música muito cool.

***

Que o trampo cansa, eu já disse. Mas estou tão feliz. Sabe, começar com uma turma minha, sentir que eles têm vontade de aprender… É algo realmente especial.

Cada vez mais vejo que nasci para isso. Só continuo achando que não é bem aula de Inglês que vai me deixar feliz… Mas tudo no seu tempo, tudo no seu tempo…

(Uma conversa com o Frank já ajudou a colocar pelo menos essas idéias nos eixos)

***

Do Angeli:

Nem parece que é domingo

Eu deveria ter terminado o relatório, e eu sei que vou me ferrar por isso. Mas estava *tão* bom que eu não tinha coragem de sequer pensar em voltar mais cedo para casa.

Já começou onze da matina, assistindo O Dia Depois de Amanhã. Do cinema fomos direto para o Marlo e ficamos esperando o Alex chegar para fazer o arrumadinho (dilíça XD). O bom é que o William e o Ziggy também foram, os caras são muito divertidos ^^

Ok, o post tá tosco. Amanhã de noite eu coloco algo decente, agora eu vou puxar meu carro e dormir porque amanhã trabalho o dia inteiro. E será um looongo dia. Aff.

Mamemimomu mamemimomu feixe mááááágico!

Ouvindo no momento: Belle&Sebastian

Gostar de Belle é engraçado. Pelo menos costumava ser. Era uma coisa meio ‘sociedade secreta’, não se saía falando pelos quatro ventos que você era fã ou coisa assim. Não é que a banda tenha perdido o caráter cult, mas digamos que a legião de ‘fãs silenciosos’ aumentou bastante.Talvez a culpa desse “silêncio” todo seja dos próprios integrantes, que nunca fizeram questão de grandes badalções (até para divulgar fotos são complicados). O septeto vindo de Glasgow (Escócia!) tem músicas carregadas de melancolia, mas uma melancolia deliciosa (se isso é possível).

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Socorro

Socorro (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz)

Socorro não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo,
Não vai dar mais para chorar
Nem pra rir

Socorro alguma alma mesmo que penada,
me empresta tuas penas.
Já não sinto amor, nem dor,
Já não sinto nada.

Socorro alguém me dê um coração,
que esse já não bate nem apanha.
Por favor, uma emoção pequena
qualquer coisa.

Qualquer coisa que se sinta
tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva

Socorro alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento,
acostamento,
encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada

O que você vai ser

“E no meio do inverno, eu finalmente aprendi que havia dentro de mim um verão invencível.”
Albert Camus

O Kado anda meio deprê por causa dos planos que dão errado, colocando em um sentido mais amplo. Ontem eu fiz piada, mas no fundo acho que entendo ele. Ou pelo menos o motivo de ele estar triste (embora eu ache que ele esteja mais confuso do que triste).

Eu sempre fui uma pessoa meio sistemática, dada a mil rascunhos antes de qualquer passo mais arriscado. Eu sei que quem me conhece de pouco tempo deve até dar risada lendo isso, mas um dia eu já fui uma dependente total da minha agenda.

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