Sete dias sem fim (Jonathan Tropper)

setediasJá devo ter comentado por aqui de como quando estou sem ideia sobre o que ler uso aquele “users who bought this also bought this” na Amazon ((e agora graças ao Stephen Colbert eu jamais clicarei nessas opções sem visualizá-lo fazendo isso aqui)) de livros que gostei para ver se acho outra coisa bacaninha, certo? Bem, um título que aparecia bastante era o This Is Where I Leave You, do Jonathan Tropper. Publicado lá fora em 2009, e chegando no Brasil pela Arqueiro como Sete dias sem fim no ano passado, pela sinopse ele parecia ter um jeitão meio “nickhornbyesco“, digamos assim.  E eu ia lá enrolandinho e deixando para ler outra hora, até que vi o trailer da adaptação que está para sair em setembro deste ano, e sabe aqueles filmes que só pelo elenco você já assistiria? Pois é. Então porque eu não gosto de ler o livro depois de ver o filme, acabei jogando para o começo da fila.

Negócio é: Sete dias sem fim é o equivalente literário de comédia com famílias disfuncionais que vemos no cinema ou na TV. Enquanto o narrador (Judd Foxman) ia descrevendo os irmãos, a relação com os pais e afins, pensei em um punhado de histórias similares. Pega um bocadinho de Six Feet Under, mistura com uma pitadinha de Os excêntricos Tenenbaums, um tantico de Os Simpsons e por que não um punhado de Pequena Miss Sunshine? Mais ou menos assim.  Então sim, você terá aquela sensação de já ter “visto esse filme”, mas veja bem: eu acho que o tanto de histórias já contadas sobre famílias assim só é grande porque se for ver bem, famílias-modelo são a exceção, não o contrário. Então é um tema tão comum que talvez a familiaridade que você venha a sentir com algumas personagens seja grande não por causa de filmes, mas por causa de pessoas reais que você conheça (lá em casa tínhamos uma piada sobre uma família perfeita que chamávamos de “Os Flanders”, sempre nos referíamos a eles desse jeito. Obviamente nos víamos como “Os Simpsons”).

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