Curitiba, Curitiba…

lunar_eclipse_as_seen_from_earth.jpgTem horas que fico cá lembrando dos versinhos daquela música do Maxixe Machine, algo que seguia mais ou menos assim: “Curitiba, Curitiba… Você é a única droooooga que eu vou admitir na minha viiiida” (btw, caso não conheça a banda, experimente o Bar Babel. Som dos bão).

Enfim. Hoje tem eclipse lunar, total, começa lá pelas 21:30h e termina um pouco antes da uma da manhã e blablabla. E eu, como toda pessoa que vive no mundo da lua, me amarro nesse tipo de coisa (ok, trocadilho besta). O fato é: fora o eclipse solar total de novembro de 1994 eu não consigo recordar de alguma vez que o céu de Curitiba não estivesse EXATAMENTE como está hoje. Cheio de nuvens, e aquela pinta de que vai chover a qualquer momento, só para f* com meu eclipse. Blé. Quem conseguir ver, por favor, tira foto e manda para mim.

Pessoas legais gostam de gatos

valentine_cats.jpgA cada dia que passa mais me convenço sobre isso. Não perguntarei mais sobre livros, discos e filmes favoritos. Nem sobre conceitos morais e o diabo a quatro. Perguntarei: “Gosta de gatos?” e saberei se vale a pena dar alguns minutos de atenção para a pessoa. Não, eu não estou dizendo isso porque sou uma gateira confessa.

É que hoje achei fotos do museu do Hemingway e adivinha o que você pode encontrar circulando por todos os cantos do museu, nem dando trela para os estranhos? Gatinhos. Todos descendentes de gatos que o próprio escritor trouxe para casa (diz a reportagem que ele chegou a levar até 50 gatos para casa). Clique aqui para ver os bichanos fofos.

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Feliz Ano Novo!

E para enfrufruzar os votos de um feliz 2008, deixo aqui um trecho de A Canção de Amor de J. Alfred Prufrock 1 que acredito se encaixar bem com o momento:

“Roçando suas espáduas na vidraça;
Tempo haverá, tempo haverá
Para moldar um rosto com que enfrentar
Os rostos que encontrares;
Tempo para matar e criar,
E tempo para todos os trabalhos e os dias em que mãos
Sobre teu prato erguem, mas depois deixam cair uma questão;
Tempo para ti e tempo para mim,
E tempo ainda para uma centena de indecisões,
E uma centena de visões e revisões
Antes do chá com torradas.”

E não esqueçam amiguinhos, KEEP CALM AND CARRY ON.

Xmas Drinking Game

sparkling-christmas-mocktail.jpgDesculpem o anglicismo, não consegui pensar em um nome mais batuta para o joguinho que desenvolvi hoje a tarde enquanto voltava para casa. Bom, eu sei que isso pode chocar alguns de vocês, mas os nerds também bebem. E quando o fazem, fazem com estáile, digamos assim.

Por exemplo, logo que comecei a acompanhar Heroes, lembro que no fórum estrangeiro que eu freqüentava alguém propôs um drinking game relacionado à série. Enfim, foi me inspirando nesse joguinho que pensei na versão natalina do meu. Os não-nerds também podem brincar, a tia deixa. E quem quiser trocar a manguaça por Coca Zero está ok, embora eu ache que Coca Zero não é de deus e isso deve dar câncer, heim? Então vamos para as regras, certo?

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Como dizia aquela música do Fuksy Faluta…

cathaircut1.jpgcabelos crescem. Enfim, hoje eu tinha hora no salão, queria fazer uma super mudança e ficar tipo Victoria Beckham, mas no fim sabe como é, falou mais alto a velha dentro de mim e fiquei no básico. Mas a questão é que depois de passar cinco (isso aí, CINCO) horas no salão cheguei a uma conclusão: Nelsão não estava tão errado assim. Pelo menos no que diz respeito às mulheres vaidosas. Sim, elas gostam de apanhar. Não tem nada, absolutamente NADA que justifique secador pelando no couro cabeludo, tinta pinicando, e todos esses outros absurdos pelos quais se passa em nome da beleza.

Juro que em determinado momento tive vontade de dizer “Mulé, deixa do jeito que está que eu vou indo!”. Não me levem à mal. Até tenho minha parcela de vaidade. Mas no momento eu morro de inveja dos carinhas que vão ao barbeiro e dizem “O DE SEMPRE!” e em poucos minutos saem de lá felizes e contentes.

Interartes

masque-of-the-red-death.jpgFica a dica para o pessoal de Curitiba: durante esta semana, de quinta até sábado, acontecerá no Celin o I Seminário de Estudos Interartes da UFPR. Tem bastante gente bacana envolvida (como a Luci Collin :love: ) e a idéia em si também é muito legal (basicamente um “vamos deixar de lado esse negócio que escritor só escreve, músico só compõe etc.”).

O programa completo você pode baixar clicando aqui. Um dos “must” desse seminário é a palestra do professor Fabiano Dalabonna (Gastronomia e Literatura). Assisti há uns anos atrás e é realmente apaixonante. Outro destaque, modéstia à parte, serei eu, apresentando meu singelo banner sobre as representações de A Máscara da Morte Rubra do Poe. Para quem quiser aparecer, não deixem de fazer as inscrições no Celin (R.XV de Novembro,1441).

Vou estar odiando isso

livros.jpgCom toda essa discussão sobre a Reforma Ortográfica, tenho cá pensado com meus botões sobre o outro lado: aqueles que estão felizes e serelepes porque acham que o português ficará mais fácil. Não, eu não vou mentir: não é exatamente uma língua fácil de dominar, e eu conto nos dedos de uma mão só (e a do Lula, heim?) quem escreve sem nunca escorregar. Mas sabe, não é razão para tanto ódio e, pior, tanto MEDO.

É, hoje em dia os brasileiros têm medo da língua portuguesa. E isso por quê? Eu diria que a culpa é de gente como o Pasqualle, mas na realidade a raiz disso tudo está nessa nossa inaptidão em aceitar que nem sempre seremos fodas em tudo. Temos que ser perfeitos. Temos que ser mais do que perfeitos, para zoar daqueles que são só perfeitos. E aí vem a insegurança.

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FANDOCE (eu quero!)

fandangoschurros.jpgNão sei se já comentei, mas observo muito as coisas jogadas no chão enquanto caminho pelas ruas. Não é que lixo me atraia, na verdade ando de cabeça baixa para sempre ter a desculpa do “Puxa, não te cumprimentei porque não te vi” na manga para quando eu encontrar um semi-conhecido.

Enfim, o fato é que dia desses estava no meio de uma dessas caminhadas cabisbaixas quando dei de cara com um pacotinho rosa. E eis que leio: FANDOCE CHURROS: VEM COM DOCE DE LEITE. E eu que achava que depois do Fandangos com molho de morango não faltava inventar mais nada! E sabe, não estou grávida nem nada, mas desde o dia que vi esse pacote na rua, só tenho pensado em comer o tal do Fandangos. Detalhe: não encontro em nenhum lugar para vender.

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Sobre nossa língua já não tão portuguesa

lingua.jpgRecentemente diversos jornais têm alardeado a tal da reforma ortográfica que provavelmente passará a valer a partir do ano que vem. Alardeiam, mas não informam, o que já é um problema. Porém, problema mesmo, é a forma como estão anunciando que a tal da reforma “facilitará” o “complicado” português, uma vez que dores de cabeça como a crase sumirão do mapa.

Honestamente, a idéia de “unificação da língua” que a tal da reforma tenta defender já é por si só estúpida. As pequenas fronteiras criadas entre o português daqui e o de Portugal, por exemplo, continuarão a existir. Neste caso, primeiro porque aparentemente nossos colonizadores são os únicos sãos a não sucumbirem à babaquice de “unificação”. Além disso, sejamos realistas: as diferenças entre o português brasileiro e os demais são unicamente ortográficas? Claro que não.

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