House S08E03, S08E04 e S08E05

É engraçado isso, quando uma série que você já nem estava mais botando tanta fé e até torcia para que chegasse logo ao fim de repente começa a ficar boa de novo. Aí você já pensa “Será que já foi tudo o que tinha para ser, não tem mais nada aí? Está tão legal, poderia se esticar mais um ano”. O engraçado disso é que quando entramos nesse pensamento de “dar mais”, a consequência é óbvia: ela acabará por baixo, quando já não tem mais nada para oferecer. Então digo desde já que mesmo que a oitava temporada de House esteja tão boa (melhor do que as duas últimas com certeza), eu espero de verdade que essa seja a última temporada, para acabar no alto – e que as lembranças da série sejam sempre boas.

A decisão de trazer Odette Annable e Charlyne Yi foi muito acertada. As atrizes dão conta de personagens que são ótimas, e trazem algo de novo nas relações com House. Jessica (Annabele) ainda não sabe muito bem quais são os limites do doutor, e vai conhecendo aos poucos. Já Park (Yi) parece não endeusá-lo como quase 100% das personagens do hospital. Além disso, mais uma novidade, as dificuldades de House para a temporada não foram resolvidas de imediato – ele levou quatro episódios para conseguir o departamento de diagnósticos de volta, contratar Chase, Taub e Jessica.

Essa questão das coisas não estarem vindo fáceis para ele também está muito boa. A personagem tinha chegado em um ponto em que fazia absolutamente QUALQUER merda e era perdoado ou se safava daquilo facilmente. As coisas mudaram, como deu para ver na relação entre House e o médico da ortopedia, quando fica claro que ninguém mais tem medo de House: ele é um sujeito que se cometer alguma das insanidades anteriores voltará para a cadeia.

Enfim, os episódios estão sendo ótimos. Descontando algumas coisas, como a saída de Olivia Wilde no terceiro episódio, um tanto melancólica e bastante forçada – mas fazer o que, a moça vai trabalhar só em cinema e a carruagem tem que seguir. Taub como eu já suspeitava voltou para trazer bastante coisa para a série, e mesmo Chase parece estar recebendo um cuidado maior por parte dos roteiristas, que nas últimas temporadas priorizaram demais o trio House-Cuddy-Wilson, o que vá lá, deixou a série mais chatinha do que o normal.

Fazia tempo que eu não acompanhava com tanta curiosidade e não dava tantas risadas vendo House. Os três últimos episódios foram ótimos, e acredito que o maior sintoma disso é que a química entre o pessoal do diagnóstico chamou mais a atenção do que o caso do paciente do dia – que convenhamos, foi o que salvou alguns episódios no passado. Nesses episódios os casos foram interessantes, chamavam a atenção mas ainda assim você quer saber o que House faria para conseguir a equipe de volta, e como seria quando eles voltassem.

Agora que tudo normalizou é ver como as coisas continuarão, porque há o risco de volta para a lenga lenga sem graça das outras temporadas. Mas enfatizo o que disse no começo: espero de verdade que seja a última temporada, ou pelo menos a penúltima. Prefiro que a série acabe no auge do que chegue ao fim porque não tinha mais audiência, de tão ruim que ficou.

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