Hoje ganhei da Luci o livro “O chão que ela pisa” do Salman Rushdie. Comecei a ler no ônibus enquanto voltava da faculdade, mesmo porque morro de curiosidade para saber por que a Jô gosta tanto desse autor. Aí leio umas páginas e dou de cara com isso:
“…estava tão diluído de narcóticos a ponto de ninguém entender as últimas palavras, proferidas durante o delírio comatoso final. Alguns dias depois, porém, a informação chegou à Internet, onde um tarado por ficção fantástica de apelido “[email protected]”, transmitindo do bairro Castro de San Francisco, explicou que Raúl Páramo estava falando orcish, a língua infernal inventada pelo escritor Tolkien para criados do Senhor do Escuro Sauron: Ash nazg durbatulûk, ash nazg gimbatul, ash nazg thrakatulûk agh burzum-ishi krimpatul. Depois disso, os boatos sobre práticas satânicas, talvez saurônicas, espalharam-se incontrolavemente pela Rede.”
Aí eu fiquei toda contentinha, porque sou nerd e feliz e achei engraçado aquele ‘elrond at rivendel’. Enfim, quando arrumar um tempo para ler o livro todo, volto aqui para dar opinião. :dente:
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*Fala de personagem do filme Anti herói Americano, que é muito bacana, diga-se de passagem.
Não vamos entrar nos méritos que televisão não presta, porque se prestasse ela não teria apelidos carinhosos como ‘máquina de fazer bobos‘. De qualquer forma, considerando que sabendo usar mal não faz, vamos levar em conta que de quando em quando brota alguma coisa interessante por ali.
Ah, a Internet! Esse ambiente anarco democrático no qual todos podem conseguir não só informações sobre poetas de regiões obscuras do mundo, como também tem espaço livre para dar sua opinião a respeito de qualquer coisa: desde o macarrão que comeu em determinado restaurante até o filme que acabou de assistir.
Eu gosto de teatro, gosto mesmo. Descobri um pouco tarde demais que não gostava só de ler mas também de assistir. Por “pouco tarde demais” leia-se “um hiato de anos entre ‘A Fada que tinha Idéias‘ e uma peça sobre o Wilde”. E é por isso que eu fico toda animada quando chega o Festival de Teatro. Nem tanto pela Mostra de Teatro Contemporâneo (cujos ingressos custam o olho da cara e esgotam em um piscar de olhos), mas principalmente pelo Fringe.
Esse é mais um daqueles chavões manjados, junto com o “