Conto de fadas musical

bondeHoje em dia ele tem emprego fixo, filhas, esposa e uma vida para tocar, mas teve um tempo no qual meu irmão tinha uma banda. Eu, como irmã de um rapaz que tinha uma banda, acabava acompanhando todas as histórias que iam desde a saída de um membro até o rompimento total. Era divertido, parecia coisa de filme.

Com isso acompanhei também a dificuldade da banda (da”s”, na verdade) em conseguir gravar um cd, o que incluiu até uma roubada com um fulano que resolveu se aproveitar da inocência de jovens rapazes de menos de 20 anos. A banda Snorkels, por exemplo, extremamente influenciada por outras grandes bandas do momento como Boi Mamão (de Curitiba) e Repolho (de Chapecó), chegou até a gravar uma demo tape muito bacana – e não é corujice de irmã, não.

Mas acabou que cada qual tomou seu caminho e como dizia o Manoel da padaria, o sonho acabou. Como acabaram os sonhos de outras bandas que pipocaram por essas bandas naquela época. Eu fico pensando o que é que toda essa gente sente quando lê notícias como essa que sai no JB, sobre o Bonde do Rolê.

Parece conto de fadas, sério. Rapaziada se juntou para fazer música, e olha só no que deu. Citação na Rolling Stone e na NME e muito bafafá. Sério, eu não consigo lembrar de outra banda brasileira com tamanho reconhecimento por parte do pessoal de fora (eles já têm shows agendados para julho e agosto nos EUA e Canadá, como diz a reportagem). É realmente impressionante.

Um conto de fadas.

Para quem quer conhecer: site da banda. Ah, sim. É funk.

12 comentários em “Conto de fadas musical”

  1. “Os metaleiros garantem que os integrantes do Bonde do Rolê vão de Curitiba direto para o inferno.”

    Eu sou obrigado a concordar com os metaleiros.
    Echo sexta que vem?
    smack

  2. Eu tenho umas bandas. A mais engraçada delas é uma de uma comunidade carente que eu sou voluntário. Os pirralhos maltrapilhos com cara de cheiradores de cola mandam mais bem no jazz que os bastardos que fazem curso regular com professor renomado que eu conheço.

    E depois tem gente que acha que qualidade curricular é tudo.

  3. Vixi Anica, aqui mexeu comigo. A minha primeira banda (já que estamos falando de surtos adolescente de bandinhas de rock) foi com a Marina, a moça que aparece na foto de cabelos vermelhos. Essa moça me ensinou muitíssimo. Talvez por isso eu não tenha condições de ser imparcial.
    Primeiro que ela tem uma super trajetória de batalha dentro do cenario Curitibano, não só na Biscuit Pride, como em várias bandas.
    Segundo que se vc ouvir o som do BdR vai ver que os samplers são geniais (vão de AC/DC a Tricky) , e é um som FOR FUN. Aliás como é o mais afamado ainda Cansei de ser sexy, como é o Repolho, como era os Snorkels… (enfim, não vai ter espaço aqui pra listar todas).
    Por que incomoda tanto?
    Incomoda porque é em Curitiba? Porque não temos outras bandas tão destacadas… Será isso? Se fosse de São Paulo incomodaria tanto?
    Incomoda porque é FUNK? Basta ler Hermano Viana para entender que o FUNK é só MAIS um dos estilos musicais que a grande indústria deturpa, só isso. O FUNK carioca surgiu como forma de protesto das comunidades.
    Incomoda porque é fácil? Que bom pra eles! Eu quero mais é que eles façam o maior sucesso.

  4. Na verdade não incomoda, não foi isso que quis passar com meu post pelo menos. Na verdade, eu quero que eles façam sucesso mesmo justamente pra eu poder esbanjar meu bairrismo dizendo “aiê, é de Curitiba!” ou ainda “aiê, essa mina foi minha caloura” e coisas do tipo. =]

  5. Ah, depois das experiências com o fórum Musica lá na Valinor eu cheguei a conclusão que opinião da maior parte dos metaleiros é melhor ignorar, eles só gostam é de fazer barulho (ó o trocadilho infame hehe)

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