Era

Eu acho que uma pessoa razoavelmente inteligente deve saber o momento certo de parar de insistir, não? E eu me considero tal pessoa, então eu decidi que é já. Se bem que eu não sei dizer ao certo o que é que eu esperava indo lá no F�bio hoje. Milagre? Maybe.

O fato é que é triste demais ver o que todos nós éramos há dois anos atrás e o que acabou virando: esse amontoado de mal-estar e intriguinhas. Há uma falta de sintonia tremenda, o que não ocorria antes.

E é claro que nisso entra também a questão da amizade com o Fábio. Eu não sei, há meses que me dei conta que a coisa não daria mais certo. Mas o que enche o saco de verdade é quando chegam para mim perguntando “Você não fala mais com o Fábio?“, “O que houve com você e o Fábio?“, “Nossa, que pena. Era uma amizade tão bonita a sua com o Fábio!

Fodam-se. Era.

Para falar bem a verdade, eu não conheço aquele cara que visitei hoje. Definitivamente não era o Fábio dos bearhugs e Lambruscos. Definitivamente não era o meu amigo.

Maupassant

Eu não sou exatamente o tipo de pessoa que dá Literatura na boquinha como se fosse papinha, mas acredito que existem textos que precisam ser divididos entre todos. É o caso de “A Morta”, do Guy de Maupassant. Para quem gosta de contos de horror ao estilão Poe, esse conto do Maupassant é uma verdadeira jóia.

Para vocês: ‘A Morta’

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AGENDA (ou: O QUE PRETENDO FAZER NO FUTURO)

* Cultivar um jardim que tenha daquelas plantinhas trepadeiras roxas que parecem cachos de uvas e têm um perfume delicioso
* Dar para meu filho Histórias para Aprender a Sonhar, do Wilde
* Não ter um filho
* Dar para a Sofia Histórias para Aprender a Sonhar, do Wilde
* Comprar apartamento em andar alto para poder tomar café à noite vendo a cidade
* Ter pelo menos um casal de gatos, para chamar de Benedict e Beatrice.
* Procurar mais quadros do Barbetta para colocar nas paredes de casa
* Ir a pelo menos um show do Chico antes que ele bata as botas
* Ler Ulysses

Living reflection from a dream

Tangerine (Led Zeppelin)

Measuring a summer’s day,
I only finds it slips away to grey,
The hours, they bring me pain.

Tangerine, Tangerine,
Living reflection from a dream;
I was her love, she was my queen,
And now a thousand years between.

Thinking how it used to be,
Does she still remember times like these?
To think of us again?
And I do.

Essa música é foda.
Só para não deixar a letra perdida aí: Which Led Zeppelin Song Are You?

Eu Fui!

Para provar que eu realmente fui para São Paulo dessa vez, uma foto minha com a anfitriã mais cuti desse mundo, a Urdinha:

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“PROPIAÇÃO” – Oswald de Andrade*

Eu fui o maior onanista do meu tempo
Todas as mulheres
Dormiram em minha cama
Principalmente cozinheira
E cançonetista inglesa
Hoje cresci
Mas tu vieste
Trazendo-me todas no teu corpo

__________
* Tirei de “Serafim Ponte Grande”, um grande não-livro. Achei tão bonitinho, à sua maneira, que não deu para não colocar aqui.

Além da Imaginação

twi.JPGPara falar bem a verdade, é muito bizarro pensar que hoje às 7:00hrs da manhã eu estava voltando de metrô para a casa do primo do Lê. Não é nem por eu já estar em Curitiba (e tudo ter acontecido tão depressa!), mas porque a noite acabou ganhando uns tons de além da imaginação mesmo.

De início, já na entrada de São Paulo o motor começa a ferver. Por uma sorte bizarra conseguimos estacionar o carro na frente do prédio do primo do Lê, que foi gente boa para caramba e deixou Kado tomar banho lá, nós largarmos as malas e dormiríamos lá quando voltássemos do Finnegan’s.

Acabou que de última hora teve uma mudança de planos e, ao invés de ir comer pizza no rodízio, fomos todos para a casa da Urd. Foi ótimo a Urd é uma excelente anfitriã. Eu no começo da noite estava caindo de sono, mas quando me dei conta que só poderia ficar um pouco com o pessoal lá, resolvi aproveitar.

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São Bernardo (o livro, não o cachorro)

Nossa! A feira de cursos foi muito legal! A começar por poder fazer o comercial do curso (apaixonada que sou, acho que acabo sendo uma das pessoas mais indicadas, hehe…). Uia, até convenci uma menina que Letras é mais legal que Medicina! Bem, teve mais: passar o dia todo conversando com os professores foi ótimo!

Na verdade foi uma oportunidade para conhecer melhor aqueles que eu via só em sala de aula, saca? Conversei com o Benito, ri um monte com a Sandra, falar de gatos com a Clarissa, Lígia tirando sarro da nossa cara porque ficamos babando no menino de Engenharia Elétrica… Muito bom.

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Tãããããnaaaaaaam!

Eu acho o tema de Peter Gunn tocado pelos Blues Brothers a coisa mais fodônica do mundo. Eu quase consigo me imaginar pagando pau com meu Jackie-O e toda de preto, dirigindo ao som dessa música. Ha, ha.

E eu fico imensamente feliz que depois de tantoooos anos ainda exista… exista como referência uma coisa nossa. Parece sem sentido? Eu sei. Mas eu fico feliz, e isso faz sentido. É saber que fiz alguma diferença, afinal de contas.

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Antes que eu me esqueça, das coisas supercalifragilisticexpialidosas de fazer Letras na UFPR: minha optativa com o professor Edison é toda baseada em quem, em quem, em queeeeeem? VINÍCIUS DE MORAES! Foda, foda. Todas manhãs de sexta serei uma pessoa um pouco mais feliz.

É que os momentos felizes
tinham deixado raízes no seu penar
Depois perdeu a esperança
porque o perdão também cansa de perdoar

Larilalala…