Antigamente, quando eu ainda estava na fase das grandes descobertas literárias, lembro que terminar um livro do qual gostava muito era ao mesmo tempo bom e ruim: bom, porque eu sabia o destino de personagens que me cativaram. Ruim, porque a história acabava, e não existiriam novas histórias com essas personagens.
Dava saudade, sabe? E fazia muito tempo que não sentia isso. Ontem, depois de anos, senti novamente quando cheguei ao fim de A menina que roubava livros, do Markus Zusak. O enredo é interessante, Zusak utiliza técnicas bacanas durante a história toda, mas o que encanta mesmo são personagens como a roubadora de livros, Liesel, e seu pai de criação, Hans.
São personagens boas, mas não no sentido piegas da coisa, mas por causa da doçura com a qual atravessam uma guerra. E eu sei que enxergar os horrores da Segunda Guerra Mundial tendo como personagem principal uma criança não é exatamente algo novo, mas o modo como Zusak o faz, é.
Para começar, a questão da narração sob o ponto de vista da Morte. É esse distanciamento (o fato de não ser o humano contando a história) que talvez permite tirar a pieguice da obra, uma vez que você vê os fatos nu e crus a partir da visão de alguém que não entende o que é ser humano, mas ainda assim se permite observá-los (e como a narradora mesmo diz em certo momento, acaba por subestimar ou superestimar cada um que vê).
Outra coisas são os saltos temporais dentro da obra. Eu obviamente não revelarei spoilers porque acho que vocês devem (e merecem) ter o prazer da experiência de ler este livro, mas o fato é que a Morte, acaba em alguns momentos antecipando o destino das personagens. Chega até a ser cruel, porque parece que isso faz você gostar ainda mais delas.
E elas são apaixonantes, mesmo. Fazia tempo que eu não via um livro com um punhado de personagens tão carismáticas como Max, Liesel, Hans, Rudy, Rosa e outros. Acredito que principalmente porque há um balanço – eles não são perfeitos, ou seja, são humanos.
Ai, por fim, ainda há todas as imagens criadas pelo autor, que são poesia pura. Estrelas queimando os olhos, uma cozinha cheia de neve, o homem com a mão cheia de cerejas. As figuras criadas por ele servem como um contraponto ao horror que acontece na rua Himmel, espaço principal da obra, durante a guerra.
No final das contas, junto com Budapeste de Chico Buarque é o primeiro caso no qual concordo com uma lista de mais vendidos (e agradeço o fato de minha birra contra essas listas não ser tão forte). A menina que roubava livros é certamente uma das melhores obras lançadas recentemente e merece uma conferida.





Ronzi
10 de julho, 2007 às 18:47
Fiquei curiosíssimo com esse livro. Vou ver se consigo ler após terminar os cinco livros que estão na fila de espera.
Agora, dá uma olhadinha carinhosa nesse link: http://www.mojobooks.com.br/
Não é todo dia que sou bonzinho…
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Fabiano
10 de julho, 2007 às 19:20
Que bom que tu gostou do livro, Anica. Ele realmente é foda foda foda. hehehe
Pô, belo link, Ronzi!
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Anica
11 de julho, 2007 às 10:00
E eu fiquei curiosa para saber quais são os cinco livros na lista de espera. Ahh, e obrigada pelo link, muito legal!!
Nhó, obrigada por ter feito aquele post que fez com que eu ficasse com vontade de ler. Não fosse ele, acho que teria passado batido por esse livro :hug:
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Luciano
11 de julho, 2007 às 10:44
Então é bom mesmo? Eu lembro que você me perguntou uma vez, e eu estava meio cabreiro, por estar na lista dos mais vendidos. Uma outra amiga tinha me falado que apesar disso era bom. Eu não acreditei. Com você falando, agora eu boto fé.
Tem rolado jogo nos domingos? Eu preciso aparecer! ^^
=**
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Anica
11 de julho, 2007 às 12:27
É bom mesmo, mesmo, mesmo. :mrpurple: Se bem que o Fábio pegou para ler agora e não está gostando muito, ele disse que “não gosta de dramas”. Blé pra ele.
E seu druida desalmado, nós estamos nos encontrando pra jogar sim =P Se bem que agora temos que aproveitar que o Tiago está por aí para combinar algo com ele, né?
=*
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Cabral
11 de julho, 2007 às 13:24
Técnicas interessantes. Gostei.
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Ronzi
11 de julho, 2007 às 17:49
E eu fiquei curiosa para saber quais são os cinco livros na lista de espera. Ahh, e obrigada pelo link, muito legal!!
Nada demais, Ana. Olha os cinco aí:
Junky – Willian S. Burroughs
Corydon – André Gide
Pequenas Epifanias – Caio Fernando Abreu
Inéditos e Dispersos – Ana Cristina César
O Som e a Fúria – Willian Faulkner
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Anica
11 de julho, 2007 às 18:50
Tenho birra com o som e a fúria. =P
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Ronzi
11 de julho, 2007 às 18:51
Why, uai?
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Anica
11 de julho, 2007 às 19:15
Porque eu adoro a peça “A Vida é Cheia de Som e Fúria”, e aí me senti na obrigação de ler “O Som e a Fúria” por causa da referência (e porque é Faulkner, e porque tem fluxo de consciência, etc.), mas eu comecei a ler e achei um saco e decidi que só voltarei a ler quando o interesse for só no livro :mrpurple:
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Mariana Smith
09 de dezembro, 2007 às 11:51
Eu acabei de ler este livro nesse exato momento e achei simplesmente fascinante!!! Foi um dos melhores livros que já li!! É diferente de tudo que eu já havia lido, amei! Recomendo
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Ellem luanda
10 de dezembro, 2007 às 22:50
desde pequena li muitos livros mas poucos ficarão na minha memória como a roubadora de livros,confesso que me emocionei muito com a história de Liesel,hans entre outros componentes da história o que mais me deixou enteresssada pelo o livro foi a narradora. por ter sidoum”ser” que muitos temem que é a morte e também é muito legal como o autor nos diz a verdade davida e da guerra.
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Cris
13 de dezembro, 2007 às 12:57
Muito legal a maneira como você descreveu o livro.
Eu li e tive a mesma sensação.
Abraço e parabéns pelas palavras.
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Talita Adão
06 de janeiro, 2008 às 22:18
Olá…
Estava tentada para comprar o livro e depois de ler os depoimentos comprei… agora fico na ansiedade até chegar em casa…
Bjinhs
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Natália
08 de fevereiro, 2008 às 00:54
Oi, brigada pelo comentário.
Pois é, eu nem pra deixar um recado que ia deixar um link do teu blog no meu hehe
entrei no fórum já.
beijos
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Aparecida Maria Duque Santos
24 de fevereiro, 2008 às 00:51
O autor Markus Zusak me surpreendeu e me deixou feliz: quando se imagina que não ha muito o que inovar em literatura,ele me aparece com a MORTE como narradora!e que narradora!
Ela é apaixonante: tem, sensod e homor, qual Bentinho do nosso Machado de Assis, conversa com o leitor, nos esclarece, tem sensibilidade e mais, tem pena dos vivos.
Mas o que mais me chamou a atenção foi o tratamento que o autor dá às palavras propriamente ditas: elas têm vida própria, são tratadas como se sólidas fossem.
Prestem atenção nonome desse autor: ele promete ficar na história.
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Aparecida Maria Duque Santos
02 de março, 2008 às 17:15
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Cla
05 de março, 2008 às 19:05
5 de março de 2008
Acabei de ler na tarde de hoje A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS e vim até a net saber algumas impressões de outras pessoas que também leram o livro, e como não podia deixar de ser, só achei comentários favoráveis.O livro é lindo, denso,cativante,sensível.O autor deve ser uma pessoa muito especial.Não deixem de ler.
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Joao
07 de março, 2008 às 10:30
Ola, Legal seu post. Criei um sistema para mostrar o pagerank em tempo real para blogs. Sao varios modelos de selo para escolher. Para conhecer acesse http://pagerank.s12.com.br. Abracos!
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Thiago Yagob
10 de maio, 2008 às 01:19
Boa noite.
Estava procurando algo sobre esse livro, e minha busca no Google trouxe-me até seu blog.
A Menina que roubava livros foi, com certeza, um dos melhores livros que já li.
Li em 15 dias. Terminei sua leitura hoje. E me deu vontade de continuar “interagindo” com a história; mas a “narradora” fez questão de interrar a memória de Liesel. hehe
Gostaria de te recomendar a leitura de A CIDADE DO SOL de Khaled Hosseini – Esse livro é o meu predileto.
Um grande abraço. Espero voltar mais vezes aqui.
Shalom!
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isa
16 de junho, 2008 às 18:52
Adoreei o livro, muito legal mesmoo!
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Basílio Sgaratti
18 de junho, 2008 às 16:25
É um livro maravilhoso. Um dos melhores que já li, sem dúvida, e o primeiro que me fez chorar.
É um livro que desejei que nunca acabasse. Fiquei com a sensação de ter vivido tudo aquilo e que depois os Hubermann e Liesel sairam da minha vida.
Bela resenha.
Abraços Fraternos.
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May
18 de junho, 2008 às 21:15
:joy: Esse livro é totalmente perfeito!Teve momentos que me senti na pele de Liesel.É uma história muito cativante mais ao mesmo tempo triste.
Apesar do final ser antecipado,qndo chegamos a parte da destruição da rua Himmel é impossivel naum chorar.
Com certeza foi o melhor livro que já li e aconselho a outras pessoas a sentir um pouco do q se passou na II guerra mundial e a mergulhar no mundo de palavras da “Sacudidora de palavras”
beijos e boa leitura
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Diana
26 de julho, 2008 às 16:37
Estou lendo esse livro, e amando, amando, amando!
Gostei da sua resenha.
bjs
Diana
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kelli
22 de agosto, 2008 às 11:08
:joy: Esse livro é simplesmente…PERFEITOOOOO!!! :iei:
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Renatta Gorga
24 de setembro, 2008 às 11:30
Oii gente,
bom tô terminando de ler esse livro, e tõ adoraaando!
é ótimo!
Mas queria me aprofundar mais, e venho aqui sugerir-lhes que fizéssemos algum site ou até mesmo deixássemos esse blog mais vasto (claro, se o dono desse blog permitir!)
:mrpurple:
O que vcs acham?
Beeijos,
:**
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Elisangela
21 de outubro, 2008 às 07:28
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Hammond.
08 de maio, 2009 às 18:10
Um livro chato e enrolado, que tem as metáforas da história como uma grande toalha tapando a falta de talento, por parte de Zusak, para descrever com perfeição as emoções. A história anda lentamente e não acontece nada de impressionante. Para os fãs de reais dramas (não somente aqueles que estão na modinha), não passa de uma decepção completa.
Uma crítica mais elaborada se encontra nesta página:
http://gatoquelate.blogspot.com/2009/05/markus-zusak-e-sua-enrolacao-literaria.html
:blah:
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Ninha Duarte
16 de junho, 2009 às 17:40
Concordo completamente com sua resenha deste livro. Acabo de concluir a leitura dele e já estava encantada desde a primeira página. Simplesmente Show de Bola!
Não concordo com o que o Hammond disse, este livro é para pessoas inteligentes e não as medíocres!!!!!!!!!!
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