Se (ou: Sobre Melissas e epifanias)

Quando acontece algo incomum na sua vida - mais para o mal do que para o bem - é comum costumarmos avaliar todas as pequenas ações ou decisões que nos levaram para aqui. Ontem, por exemplo.

Se o Fábio não tivesse hora marcada no contador e eu me oferecido para ir junto,

Se eu não tivesse decidido usar Melissa ao invés de tamanco de madeira,

Se o almoço não tivesse atrasado,

Se a Melissa não tivesse arrebentado,

Se eu não tivesse ligado para casa pedindo que levassem o tamanco de madeira até onde eu estava,

Se minha mãe não tivesse alcançado a Renata a tempo de fazê-la entregar o tamanco para mim antes de sair,

Se eu não estivesse atrasada e por causa disso, tivesse aceito a carona da Renata até o lugar onde fiquei de encontrar o Fábio

Se eu tivesse pedido para a Renata me deixar um pouco mais na frente do lugar onde eu marquei com o Fábio

etc.

Enfim, SE tanta coisa, minha irmã não teria batido o carro ontem. Não foi nada sério, mesmo o casal que estava na moto que bateu nela estava ok (embora eu ache que a ambulância demorou muito - o que aumentou toda a tensão de todo mundo ali, porque o casal ficou estirado no chão e não se mexia para evitar lesões sérias). E eu confesso que por algum período de tempo fui tragada num buraco negro - porque não lembro de ter ouvido o barulho da batida (foi segundos depois de eu descer do carro), nem consigo lembrar exatamente o que foi que eu fiz depois que me dei conta do fato.

Mas é isso. Experiência incomum, e aquele monte de se brotando na cabeça. Não é de assustar, se dar conta que esse tipo de cadeia de eventos guia TODA a nossa vida? Que coisas para as quais não damos a mínima importância num segundo, no outro podem ter feito toda a diferença?

Por via das dúvidas, vou parar de usar Melissas.

9 Comentários sobre “Se (ou: Sobre Melissas e epifanias)”

  1. Marilia diz:

    Tá, não me assuste, o que foi que aconteceu???
    :(

    BjoS!

  2. newspaper editor diz:

    Acontece nas melhores famílias.

  3. Anica diz:

    Marilia on 21 Julho, 2006 at 11:36 am said:

    Tá, não me assuste, o que foi que aconteceu???
    :(

    BjoS!

    A Renata estava fazendo uma curva ali perto do terminal do capão, e uma moto bateu no lado do passageiro. Não foi nada demais, sério. Foi um pusta susto e vai dar mó preju, mas nada demais (ainda bem)

    =*

    newspaper editor on 21 Julho, 2006 at 12:59 pm said:

    Acontece nas melhores famílias.

    Foi o que o guardinha falou pra minha irmã :dente:

  4. Lukaz postando da casa da Namo diz:

    Se a gente for reparar em cada momento e no que ele pode trazer, fica louco.

    Ou mais louco ainda, dependendo do caso.

  5. Marilia diz:

    Ainda bem que não foi nada, nessas horas até o prejuízo não é nada.
    Aconteceu uma vez com a gente de um táxi atropelar uma moto.
    E ontem uma moto se enfiou na frente do Inter II ali na frente do Detran, o cara teve um baita sorte, não chegou a encostar no ônibus que conseguiu frear a tempo.
    Mais sorte que juízo.

    BjoS!

  6. Omykron diz:

    meu irmao ja detonou um carro numa rotula.
    culpa do motoqueiro.
    o filho da mae nao deu seta que ia entrar para girar a mesma, meu irmao conseguiu tirar o carro de cima do filha duma rapariga, mas a gente vuou para cima da rotula e catamos uma placa.
    no fim, carro na oficina durante 1 semana, susto tomado, 800 reais de preju, uma seta no quarto, e uma pedrada no capacete do motoqueiro ( :uhu: )

  7. Ronzi diz:

    Se o mundo não fosse injusto e cruel…

  8. Fábio diz:

    Mais preocupante mesmo foi o choque da Renata 8O

  9. Anica diz:

    Sim, ainda bem que eu não entrei em choque tb. Ou quase ô.O



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