Qual a melhor forma de curar um coração partido? Cultura. De preferência, lendo livros e assistindo filmes que tenham algo a ver com o que você está passando, o que de certa forma é um jeito de perceber que você não é a única pessoa a passar por isso; que não, não é o fim do mundo e que logo vira só lembrança.
Enfim, em um desses momentos de coração partido, estava eu acordada de madrugada, pensando em como era uma pessoa triste e miserável que provavelmente morreria sozinha, quando começa a passar na tv O Pequeno Dicionário Amoroso.
Eu já tinha assistido ao filme antes, mas não tinha me identificado. Na verdade, eu acho que era novinha e tolinha demais (vide o post do dia anterior) para compreender. De qualquer forma, o fato é que vendo o filme eu me debulhei em lágrimas como toda candidata a tia costuma fazer.
Anos depois, ganhei de presente da Sol (aquela tosca que vive furando os encontros que marca comigo) o livro baseado no filme. E uau, por coincidência do destino, eu também estava atravessando uma fase de desilusão amorosa (mas não, não me debulhei em lágrimas). E foi tão bom ler o livro que fiquei com vontade de rever o filme. E é sempre assim, toda vez que pego o livro, tenho vontade de reler e rever o filme.
É mesmo apaixonante. A história é simples, comédia romântica básica, mas há uma química tão legal entre a Andréa Beltrão e o Daniel Dantas, o formato do filme é tão bacana, tem tantos diálogos ótimos e as personagens coadjuvantes são tão boas que bem, eu cheguei a uma brilhante conclusão: não, não é filme/livro de fossa. É filme/livro para qualquer pessoa que já tenha se apaixonado e ponto.
E olha que legal: é filme nacional(até rima, hehe)! O que serve para perder um pouco do preconceito, pelo menos no caso daqueles que ainda têm preconceito, né? Bom, vai um trechinho aí para quem ainda não conhece:
“Luísa e Marta estão na cozinha. Preparam um chá, enquanto conversam. Marta comenta:
- Pensei que fosse te encontrar muito pior… arrasada. Você está ótima! Nem tentou se suicidar…
- Eu me cuido. Joguei fora todas as giletes e os comprimidos de dormir.
- Pelo menos está de bom humor…
- Não muito…
- É, separação é sempre muito difícil. Sessenta e seis por cento das mulheres acham que a dor da separação é pior que a dor do parto.Luísa começa a chorar, a voz fica embargada.
- Sabe o que é pior? Você passa um tempão com aquela pessoa, dividindo tudo com ela, e de repente, percebe que está sozinha de novo. É como se estivesse pela metade.
- Cinqüenta por cento.
- Quarenta e nove…”




Sol
06 de janeiro, 2006 às 16:54
Concordo com vc, em relação a este livro….assim como o Eu sei que vou te Amar o Pequeno Dicionário amoroso é un desses livros que nos deixam bem , mesmo quando isso nos parece impossível!!!
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newspaper editor
06 de janeiro, 2006 às 23:01
Nunca tive interessa. Acho que já me decidi a ser tiozão solteiro. Que isso, comigo num rola mais não. Foi assim que comecei a escutar Bob Dylan(???), que foi a única coisa boa de ser um amorosamente derrotado.
Cruz credo.
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newspaper editor
06 de janeiro, 2006 às 23:02
Nunca tive interesse no filme, detalhe. Acho que tenho o licroem algum lugar, mas Crônicas de Nárnia tem de acabar antes.
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Anica
08 de janeiro, 2006 às 21:22
Aff, Eu Sei que vou te amar!! Esse precisa de um post só dele :love:
Bleh, mesmo a solteirice rende momentos bons para ler/ver livros/filmes como esse :mrpurple:
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