Fido

fidoposter.jpgVez ou outra a Veja dá uma dentro, pena que nesses casos ela nunca dê tanta ênfase como quando dá umas foras (alguém tem acompanhado a campanha para desmistificarão do Che?). Enfim, dia desses li em uma notinha de poucas linhas algo sobre este filme canadense chamado Fido (que aqui ganhou o subtítulo horroroso de “O Mascote”).

A nota descrevia o enredo basicamente como “humanos vencem a guerra contra os zumbis e os domesticam, mas um menino faz amizade com um desses zumbis“. Poderia ter colocado uma fotografia com a legenda “Zumbis” e eu já teria ficado com vontade de assistir, mas mesmo assim, achei a idéia criativa e fui conferir.

E sim, Fido é um filme muito legal. Não tem aquele humor histérico dos que costumam sair hoje em dia, e talvez esse seja um dos pontos bacanas: as situações engraçadas se constroem muito mais sobre a ironia de momentos nos quais o pai diz para o filho que sentir não é bom, o importante é viver.

Então, não, apesar dos zumbis Fido não é um filme de terror. É na realidade uma história até bastante inocente sobre valores como amizade e sobre a própria vida, é claro. A Carrie-Anne “Trinity” Moss está ótima no papel da mãe de Timmy, na realidade a personagem em si é muito legal, especialmente porque você vai mudando sua opinião sobre ela ao longo do filme.

Outra grande sacada é a história se passar nos anos 50 – o tom retrô e aquele clima de lugar perfeito dá mais graça para a idéia de tornar os “inimigos” algo “produtivo” – no caso, com um colar eles conseguem controlar o zumbi e colocá-los para fazerem tarefas que ninguém quer fazer (olá, imigrantes?).

É realmente uma surpresa bastante agradável e vale a pena conferir. Não sei como está a questão da distribuição nos cinemas, mas estreou oficialmente no Brasil no dia 14 do mês passado. Se tiverem oportunidade, assistam (mesmo que não sejam fãs de zumbis como eu!).

5 comentários em “Fido”

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