Mais uma da série: CDs que eu fico feliz que alguém tenha me apresentado um dia

Qual? No caso um vinilzão
De quem? Legião Urbana
Quem apresentou? Lembranças confusas demais para achar um “culpado”
Quando me apresentou? No tempo em que eu não media o tempo ainda

Legião, Legião…

Falar de Legião para mim é voltar no tempo. Talvez a pessoa que me “apresentou” a banda tenha sido a Sol mesmo. Na época ela era completamente fanática por Legião, e nos almoços de domingo com a família ela estava sempre cantando alguma música da banda.


Mas é estranho. E vem tudo em flash, e como já falei, não consigo achar um “culpado” para meu gosto. Eu lembro de uma versão com o Léo Jaime (será que era ele mesmo?!) de Índios. Eu cantava “linho, malva e pura seda…”. Lembro também de fazer campeonato na rua onde eu morava (esquema Turma da Mônica total) de quem conseguia cantar Faroeste Caboclo sem errar…

E lembro de estar formando fila para ir para a aula e vir pichado no pátio das magnólias lá no Lourdão os versos:

Sou a gota d’água
Sou um grão de areia…

E lembro de ficar p* da vida porque meu irmão não me emprestava o Quatro Estações (vinilzão) que ganhou de aniversário do meu pai. Sabe-se lá porque, meu pai só dava disco para meu irmão. Meu pai queria que eu fosse artista plástica e acabava me enchendo de lápis, canetinhas, giz de cera e esse monte de coisa que eu sou tarada até hj e…

…bom, eu avisei que era túnel do tempo lembrar da Legião

Vamos ao que interessa. Acho que não tem alma nesse mundo que não saiba de quem estou falando, então a banda meio que dispensa apresentações. Não vou entrar no blablabla de “Renatorussopoetaquesentiaexatamenteoqueeusentia” porque todo poeta é um fingidor*. O fato é que é uam das poucas bandas brasileiras que conseguem vencer aquele preconceito inicial que todo jovem tem de músicas cantadas em português…

…ok, estou falando como uma velha presa no tempo. *Na minha época* rolava muito preconceito. Hoje em dia as portas já foram abertas e o negócio não é tão forte. Mas retornando…

… e com estilo próprio. Eu vou mandar alguém estudar meu cérebro. Não é possível! Vou falar de Legião e puxo tanta coisa junto ¬¬ Tá, melhor ir parando antes que eu comece a contar sobre quando eu puxava a camisa das meninas da minha rua pra ver se elas já usavam sutien Um top 5 básico para não perder o hábito (muda tanto quanto o do Smiths, só para avisar):

1. Teatro dos Vampiros
2. Andrea Doria
3. Daniel na Cova dos Leões
4. Angra dos Reis
5. Quase Sem Querer

(lembrando que comecei a gostar +ou- de Descobrimento do Brasil depois de *muito* ouvir, e prefiro ignorar o que veio a seguir)

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* Eu disse que fico locona quando penso em Legião. Estava pensando nesse negócio do “o poeta é um fingidor”. O pessoal sempre cita a primeira estrofe de Autopsicografia de Fernando Pessoa e fica parecendo até que é só uma quadra. Aí, esquecem da estrofe que segue, que tem *muito* a ver com esse negócio de achar que o poeta está cantando nossas dores. Na íntegra:

Autopsicografia – Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

PS. Soooooooool!!!!!! Legião é sua voz :grinlove:

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