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Nossa, as notícias sobre o Papa pipocam aqui e acolá numa quantidade impressionante, vi até lista de celebridades que aparecerão no funeral. A sensação que dá é que ninguém quer levar furo em assunto tão importante, e aí jogam qualquer informação para os leitores.

Só sei que desse blablabla todo eu gostei da tal da expressão “In Pectore”. Laica como sou, eu nunca tinha ouvido falar, então fui dar uma bizu no Google (que é meu pastor e nenhuma informação me faltará):

In Pectore“: Expressão latina que significa “no peito”, no interior. É empregada nos casos em que o papa faz cardeal a alguém cujo nome guarda em segredo, por movimentos que julgar oportunos, até o momento em que não haja inconveniente em fazê-lo público.

Esse tipo de coisa mexe com a imaginação, né? Vam’bora escrever um novo Código Da Vinci!! o/

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Editado: Acabei de ver isso no 10 pãezinhos. Adorei.

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Hoje eu acordei e me dei conta que tenho dois projetos de seminário para entregar, uma Eneida em versos para ler, três capítulos de Grego para estudar, dois orientadores para encontrar e que estou muito, mas muuuuuito ferrada.

Su-pim-pa.

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O Amor Bate na Aorta (Carlos Drummond de Andrade)

Cantiga de amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.

Meu bem, não chores,
hoje tem filme de Carlito.

O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.
Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhos
e quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.

Amor é bicho instruído.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que corre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.

Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender…

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A Sol ficou meio putiada por eu não a ter citado dia desses e no aniversário da Renata eu nem pude explicar para ela que ela é a única pessoa que eu deixo chupar manga ao meu lado e ler sobre o meu ombro sem que eu tenha um ataque histérico, hehe.

Sol, Sol, Sol.
O que seria de mim sem a Sol?

(eu só lembro do primeiro verso, o resto estou adaptando hehe)

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Para o pessoal que ficou meio frustrado porque não caiu em lorota nenhuma de primeiro de abril: Top 100 April Fool’s Day Hoaxes of All Time.

Sério, algumas vezes eu ainda me surpreendo com as bizarrices que podemos encontrar na internet.

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Por falar em internet:

1. O Gravatar funfa. Antes no haloscan ficava um pontinho esquisito no canto, agora está aparecendo tudo. Inclusive o Haloscan oferece a opção de escolher o tamanho de exibição do avatar.

2. RSS (Rio Grande do Sul Sul!) é o que há. Fábio me deixou completamente viciada nessa coisa. Divertoso bagarai!

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Tem momentos que penso o quanto me falta conhecer (bem) outras línguas. Essa coisa de tradução/versão me incomoda bastante, porque você sabe que alguma coisa acaba se perdendo quando passamos um texto de uma língua para outra.

Eu sempre cito o diálogo de “Alta Fidelidade”, no qual uma garota chega na loja do Rob perguntando “Do you have Soul?” e ele responde “That all depends”. Ao passar para o português perdemos o trocadilho Soul (música)/ Soul (alma). E esse é o exemplo mais básico (tanto que é o que eu sempre cito quando falo desse tipo de problema na tradução).

Mas o blablabla é só porque achei um link engraçadinho e cheguei a conclusão que ficaria sem graça se eu traduzisse. Astronomy Picture of the Day : Water on Mars.

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É, foi bom enquanto durou.

Hehe.

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Só Tinha de Ser com Você (Tom Jobim)

É, só eu sei quanto amor eu guardei
Sem saber que era só pra você
É só tinha de ser com você
Havia de ser pra você
Senão era mais uma dor
Senão não seria o amor
Aquele que o mundo não vê
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você
O amor que chegou para dar o que ninguém deu
É você que é feito de azul
Me deixa morar nesse azul
Me deixa encontrar minha paz
Você que é bonito demais
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim

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Ah, finalmente consegui ler Os Filhos da Candinha, do Mario de Andrade!! Estou correndo feito louca atrás dessa reunião de crônicas desde que o Benito comentou de uma em questão, chamada “Esquina”.

Li por causa de uma crônica mas me encantei por todas as outras. São todas atualíssimas, fantásticas. O texto flui deliciosamente, como se ele estivesse falando sobre coisas do cotidiano em uma mesa de bar. Experiência maravilhosa mesmo.

Como não quero encrenca para meu lado, vou respeitar as leis de direitos autorais e postar só um trechinho de “Esquina” aqui. Na verdade é *o* trechinho, já que é justamente o que o Benito comentou na aula e que tanto sentido fez para mim. Não é maravilhoso quando você lê alguém que parece ler seus pensamentos? O Mário me conquistou para todo o sempre com esse livro.

Sem enrolações, segue o trecho:

(…) Gasto mais da metade do meu ordenado em veneno contra as baratas. Vivo sem elas, mas só eu sei o que isto me custa de energia moral. Altas horas, quando venho da noite, há sempre uma, duas baratas ávidas me esperando. Se abro a porta incauto, perdido nos pensamentos insolúveis desta nossa condição, isso elas dão uma corridinha telegráfica, entram e tratam logo de esconder, inatingíveis. Eu sei que, feito de novo o escuro no apartamento, elas irão morrer se banqueteando com os venenos que me custam metade do ordenado. Mas me vem uma saudade melancólica dos meus ordenados inteiros, dos livros que não comprei, dos venenos com que não me banqueteei. Pra dar banquete às baratas. Às vezes me pergunto: por que não mudo desta esquina?…
Mas sempre o meu pensamento indeciso se embaralha, e não distingo bem se é esquina de rua, esquina de mundo. E por tudo, numa como noutra esquina, eu sinto baratas, baratas, exércitos de baratas comendo metade dos orçamentos humanos e só permitindo até o meio, o exercício de nossa humanidade. Não é tanto questão de mudança. Havemos de acabar com as baratas, primeiro.”

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Então, saca o Toby? Poisé.

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Dia desses estava chocada com o que uma songa monga postou lá no orkut (na verdade, estava chocada com o jeito que ela postou), e aí combinando meus parcos conhecimentos de Lingüística e aberrações como o tal do Cyber Movie, começo a ver coisa nova nessa história toda do “ixcreve axim”.

Então, quando fiz (?!) Latim nós estudávamos o que seria um latim reconstruído, certo? No caso, os lingüistas iam atrás de registros escritos da língua para supor qual seria a pronúncia de determinadas palavras.

Mais ou menos assim: sujeito pega um caderno e vê escrito “caza”, ao invés de “casa”, vê pichado em um muro “quero caza!” ao invés de “quero casa!”, etc. e saca que apesar de escrevermos com ‘s’, a pronúncia é a do ‘z’ na palavra ‘casa’. Sacaram?

Ok, voltando às minhas pirações. Vocês já imaginaram que vergonha se daqui uns séculos as pessoas forem seguir um método semelhante para supor como se falava o Português no Brasil no ano 2000 (-il, -il) e aí concluem que, por exemplo, escrevíamos “assim” mas a pronúncia do ‘ss’ era ‘x’, ou seja, que falávamos como songos mongos?

Cruzes!

Ok, é só pira, hehe.

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Chego em casa e lá está minha irmã (que recentemente descobriu as maravilhas da internet) fuçando uma loja virtual de perfumes. Eu fui dar uma sondada e achei lá no saldão (saldão de perfume importado é uma coisa bizarra, não?) esse aqui:

Eu já conheço esse e não curto muito (tem cheiro de velha, etc.), mas não pude deixar de registrar aqui a história do produto. Não pelo nome, hehe. É que é o tipo de coisa que você lê e pensa “Que mundo louco!”:

Com a quebra da bolsa de valores de Nova York em 1929, Jean Patou criou a fragrância Joy, para exorcisar a depressão das mulheres ricas da América. Desenvolvido com o mesmo cuidado de um vestido da alta costura, Joy possui uma concentração única de flores raras: 10.600 flores de jasmim e 28 dúzias de rosas são o coração da fragrância.

É isso aí. 10.600 flores de jasmim e 28 dúzias de rosas para as ricas não se sentirem deprimidas com a crise geral. Que desequilíbrio.

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Assim. Eu ia escrever um post citando Fight Club*, falando de como é uma merda você precisar conversar e não ter com quem fazer isso porque as pessoas da sala de jantar estão ocupadas demais com seus próprios problemas, mas seria injusto com o Frank.

Ahn, obrigada, Frank. DE NOVO.

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*Narrator: When people think you`re dying, they really, really listen to you, instead of just…
Marla Singer: – instead of just waiting for their turn to speak?