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Assisti This is Spinal Tap nesse final de semana. Finalmente mais um filme riscado da lista dos filmes que nunca vi, ho ho (um dia eu chego lá!).

Bem, eu tinha enorme curiosidade sobre esse filme porque as citações sobre ele tanto no mundo do cinema quanto da música são bem freqüentes. É um “rockumentary” sobre a banda britânica de metal “Spinal Tap” e seus dias nos Estados Unidos para a divulgação do novo álbum.

Não nego que seja bem engraçado (era impossível não lembrar de documentários dos quais era fã, tipo A Year and a Half in the Life of Metallica), mas tem dois pontos que contam bastante desfavoravelmente sobre o filme:

1. A idéia não é original

Em 1978 Eric Idle (sim, o cara do Monty Python) teve a mesma idéia no filme feito para TV The Rutles. Também é um documentário sobre uma banda que na realidade não existe, mas aqui a paródia é menos abrangente: são só os Beatles mesmo.

2. Abusa dos “tipos” na hora das piadas

No começo é engraçado aquela coisa de retratar os membros da Spinal Tap como burrões, mas a coisa acaba perdendo a graça lá pela metade do filme. Eu ainda acho que as piadas que melhor funcionaram foram as dos bateristas da banda e a da capa do álbum novo.

Enfim, mesmo com isso dá para dar umas risadas. Filme bom para quando não se quer pensar em nada, digamos assim.

***

Eu ia falar um tico a respeito do livro Drácula do Bram Stoker e da série Six Feet Under, mas aí meu Exploder deu pau e a única coisa que sobrou para recuperar foi o post do Spinal Tap. Então por enquanto é só, depois eu volto

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De vez em quando o monitor dá uma trégua e funciona e aí eu posso colocar em prática algumas idéias de jerico que tenho. A mais recente é a falar das pessoas da minha vida (ahá!), numa coisa que eu poderia chamar de…

EU E MEUS PERSONAGENS

Eu

Eu tenho medo de vacas e não gosto de atender telefones. E é só.

Alex

Ele reclama do tempo de Curitiba o que chega a ser irônico, porque com ele não tem tempo ruim. Há, há, que trocadilho besta.

Boo & Miu

Ele é autista e ela é uma lady. Ambos são gostosos de apertar.

Carol & Rui

Cunhada e irmão, ela toda elétrica e ele todo tranqüilão. Até rimou, ho ho.

Erion

Adora dizer que faço parte de um grupo que venera “o cara que escreveu sobre duendes”.

Fábio

Eu amo esse cara.

Frank

Só ele entende o que é ter uma amiga girafa. E sabe fazer panetoninhos e ouvir as pessoas como ninguém.

Jo

Diz ela que eu sou o relacionamento mais longo que ela já teve. Ela não gostou de Kill Bill.

Lu & Marlo

A história de amor mais fofa que já vi até hoje. Ótima companhia para botecos e filmes também.

Mãe

Não é porque é minha mãe, mas nunca conheci criatura com coração tão bom quanto o dela.

Puck

Mãe é quem cria, é o que eu sempre digo.

Renata

Irmã caçula, mas parece a mais velha. Tem toda a maturidade e elegância que eu não tenho.

Sofia

Minha sobrinha mais nova. Única criatura para quem não nego nadica, nem eventuais carimbadas na parede.

Sol

Ainda acho que perdemos dinheiro não roteirizando nossas conversas.

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Eu sou uma fulana legal, mas não a guria da capa. E isso explica muita coisa. ovon ed medro me sasioc sa oreuq uE

You’re lost little girl
You’re lost little girl
You’re lost
Tell me who
Are you?

I think that you know what to do
Impossible? Yes, but it’s true
I think that you know what to do, yeah
I’m sure that you know what to do…

É, eu gosto de Doors e não sei como alguém pode não gostar.

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O que é pior, afinal? Seus próprios fantasmas assombrando sua vida? Você ser um fantasma assombrando a vida dos outros? Ou fantasmas dos outros assombrando sua vida? De uns tempos para cá, acho que é a terceira opção.

Bu!

***

Nossa, que absurdo:

Para Rosely, cabe aos pais ensinarem a importância dessa privacidade. Ela deu um exemplo: “É comum as adolescentes escreverem um diário. Se a mãe encontra o diário largado em qualquer lugar, tem que ler para dizer à filha que, se ela quer ter intimidade, deve saber cuidar dela. Que guarde o diário num lugar que só ela saiba”.

Mais aqui

Fala sério. A melhor lição que se pode dar sobre privacidade é justamente demonstrar o respeito pela mesma. Tenho nove diários e minha mãe toda vida não só respeitou a questão de ser algo pessoal, como sempre me incentivou a escrever. E é justamente por isso que aprendi o quão importante é respeitar a intimidade de outra pessoa, não fuçando onde não devo.

Bleh.

***

Conhecem o Primeiro Fausto, do Fernando Pessoa? Ótimo trabalho, vale a leitura. E antes que vocês digam “Ah, Anica! Você sempre diz que qualquer coisa vale a leitura só pelo incentivo ao hábito de ler!”, vale lembrar que eu considero um crime citar Pessoa só pelo “O poeta é um fingidor”. Humf.

Do Primeiro Fausto:

XVI

Vendo passar amantes
Nem propriamente inveja ou ódio sinto,
Mas um rancor e uma aversão imensos
Ao universo inteiro, por cobri-los.

Sempre penso nesses versos quando vejo um casal feliz na rua.

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Eu cheguei a conclusão de que o que abala minha confiança em uma pessoa não são mentiras ou as “mentirinhas brancas”, mas as omissões. Explico: eu tenho o poder mutante de ficar sabendo das coisas mesmo que eu não queira (e na maioria das vezes eu não quero mesmo), então fico naquele meu esquema rato de laboratório, só espiando quando é que a pessoa vai falar (ou não) algo para mim.

Assim, é absurdamente decepcionante quando a pessoa não conta. Fica a sensação de que sempre haverá algo escondido, coisas das quais eu possa não saber mesmo com minha habilidade mutante (he he). E mais: que a pessoa me considera uma desequilibrada completa, que não saberá lidar com a informação.

***

Nada a ver com omissões, mutantes ou decepções:

Visitem, vale a pena: 10 pãezinhos

***

E a partir de hoje podem me chamar de Sister Boot Knife of Reasoned Discussion.

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SOBRE COPPOLAS, VAMPIROS E MAFIOSOS

Queria saber se eu sou a única criatura que, por reduzir a vogal após uma tônica, se enche de pudores ao pronunciar ‘Có’ppola e por isso fala Co’ppó’la? A questão é de pira puritana mesmo, não lingüística.

Piras à parte, vamos ao que me levou a esses pensamentos. Assisti uma versão espanhola de Dracula nesse final de semana. Foi rodada simultaneamente (e às pressas, lógico) com o Dracula do Bela Lugosi. Dizem os críticos que é melhor que o Dracula do Lugosi, mas como eu dormi quando assisti a versão americana não posso dizer ao certo.

É um pouco difícil falar a respeito do filme, mesmo porque não quero soar injusta. Tem lá suas qualidades, ainda mais se formos considerar o ano de produção mas… mas… mas… AHMEUDEUS!! MAS NÃO É O DRACULA DO COPPOLA!!!!!!!!!!!

Pronto, falei.

É complicado, mas uma vez que você se apaixona por uma versão, fica quase impossível se desapegar. E essa versão do Coppola é *a* versão, um filme de encher os olhos mesmo. A única coisa que estraga é o Keanu Reeves, mas com o fato do Reeves estragar filmes acho que todos nós já estamos acostumados, não?

Falando em Coppola (he he he), eis que finalmente conseguimos assistir O Poderoso Chefão III (aqui rola uma piada interna, desculpæ). Dirigido por quem, por quem, por quem?!! Claro que pelo Coppola. O filme tem uma fama ruim, sempre dizem que não é tão bom quanto os dois primeiros. Eu tinha duas teorias para isso:

1. O filme revela o momento de decadência do Mike Corleone, ele já não é mais o jovem Don do primeiro, muito menos o Don fodão do segundo. E ninguém gosta de histórias de pessoas decadentes.

2. Não tem o Tom Hagen

Mas eu jamais poderia imaginar que um segundo Coppola apareceria criando uma terceira alternativa!! Tcharam!!! Senhoras e senhores: Sofia Coppola!!!!! Gee. Ainda bem que ela decidiu se esconder atrás das câmeras como diretora, porque como atriz é um fiasco mesmo.

Acabou que ela esculhambou quase todas as cenas nas quais aparecia, e olha que algumas eram bem importantes. Mas ela é o único mal? Não exatamente. Cheguei a conclusão que através da desculpa “Mike ensina Vince a ser Don”, muitos diálogos excelentes dos dois primeiros filmes são reaproveitados.

Aliás, isso a todo momento, só faltou aparecer um Clemenza dizendo “Leave the gun. Take the cannolis.” De desenvolvimento na trama mesmo só podemos perceber no Mike (bem menos impiedoso) e na Connie (que passa a entender os valores da família).

Sabe o que é mais bizarro? Mesmo com um monte de derrapão, o filme ainda assim é muito bom. A estranha coincidência é que normalmente envolvem a atuação (perfeita) do Al Pacino.

Depois não sabem porque pago pau para esse homem.

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Vocês lembram que dia desses eu estava em 300 e poucas comunidades do orkut? Poisé, 527 agora. Cheguei a conclusão que a culpa disso é dos convites que eu recebo para entrar em comunidades novas. Eu penso “Nhó, que dó. Tem só 12 membros ainda!” e aí entro. Ou, como diz a shuuuuper versão em Português da bagacinha, eu “participo”. Su-pim-pa.

Segue link para algumas das novas comunidades:

Eu pareço metida mas sou legal

Eu tenho um fã que eu não conheço

QUE?? prluuuuuuuzz

Eu amo um Fábio (hohohoho)

No Cinema, Cale a Boca!

Música triste me faz feliz

Amo tardes de Outono!

Sloboda

Dou pro Gambit e peço Bis!

Necessidades desnecessárias, ahn?

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He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.

– W. H. Auden.

Assisti a um pedacinho de Quatro Casamentos e um Funeral ontem à noite. Por sorte, pude ver a melhor parte, e sinto muito se vocês ainda não locaram esse filme que já tem lá seus 11 anos, mas preciso dizer que essa melhor parte é o enterro do Gareth.

O filme segue como uma comédia romântica fofinha (ok, o humor inglês conta alguns pontos extras), até esse momento. É aí que Matthew faz um discurso lindo, e o completa com Stop all the clocks, cut off the telephone do Auden.

Vale a pena assistir. Ainda mais se a primeira vez que você fez isso foi há 11 anos atrás como eu, algumas mudanças saltam aos olhos: eu vi o filme porque li uma crítica favorável na Veja (gasp!), fiquei completamente apaixonada por “aquele tal de Hugh Grant” e ficava suspirando ao som de Love is All Around do Wet Wet Wet durante horas.

Acho que foi só agora que eu pude notar a real beleza dos versos do Auden.

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Já que hoje eu estou especialmente putiada e está extremamente fácil de lembrar de mais do que cinco coisas para a lista, lá vai o top 5 do mês…

TOP 5: COISAS QUE AS PESSOAS FAZEM QUE ME IRRITAM HORRORES

5. Bater colher na xícara

Tá loco, coisa mais chata. Tem gente que acha que xícara de café é surdo de bateria e manda ver. O barulhinho me irrita tanto que comecei a tomar café com adoçante para evitar o uso da colher, bem como esse barulhinho.

4. Chupar manga ao meu lado

O barulho da sucção já é irritante, que dirá a droga do cheiro da manga.

3. Ler sobre meus ombros

Especialmente quando estou no computador. Eu simplesmente paro de digitar, não suporto gente espiando o que estou escrevendo.

2. Gente mascando chiclete

Obviamente não se trata de uma mascada de chiclete qualquer, é aquele lance de mascar como se fosse uma vaquinha comendo capim. O pior de tudo é quando a pessoa, não satisfeita com a chatice dos nhécnhéc, decide fazer bolinhas. Isso me faz lembrar de Chicago, hehe.

1. Me deixar falando sozinha

– Você está bem?
– Não.
– Por quê?
– Ah, é que…
– Opa, desculpa, tenho que ir.

Tipo, que merda. Então não pergunte, não puxe conversa, etc.