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Então, nas minhas conversas com pessoas desse Brazilzão de Deus (he, he) sempre que falo de Inverno acabo citando o quanto acho gostoso comer pinhão. A partir daí a pessoa começa a manifestar tantas dúvidas a respeito do dito cujo, que resolvi fazer um tipo de “Guia Ilustrado do Pinhão“. Vam’lá.

1. Isso é um Pinhão

Essa bagacinha é semente da Araucaria angustifolia e costuma ser cozido em água com sal em uma panela de pressão ouuuu assado em forno a lenha. Achei mó difícil comer o pinhão assado, não recomendo.

2. Assim que se come um Pinhão

Segurando pela pontinha, você deverá fazer pressão com os dentes para tirar o pinhão (cozido, óbvio) da casca. Eu já vi pessoas comendo de um modo mais fresco, mas eu sou super raiz, então é assim que como. Vocês viram como meus dentes são lindos? Tanaka Orthodontics!

3. Esse é o Pinhão cozido e fora da casca

O mais divertido é conseguir puxar ele inteirinho da casca, mas conforme o pinhão esfria fica cada vez mais difícil puxá-lo inteiro. Dependendo da situação ele costuma soltar fiapinhos da casca, que ficam presos nos dentes. O que significa que é melhor não dar uns sorrisões muito escancarados antes de checar se não tem nada pendurado.

4. Além da tigela do Pinhão, traga uma para as cascas

Isso porque pinhão se come em grupo, e ninguém vai querer enfiar na boca a casca na qual você já babou. E se você não tiver uma tigela extra, ó o esparramo que isso faz.

A parte triste é que sou completamente louca por pinhão, mas não posso comer muito porque senão eu passo mal. Eu ainda acho que passo mal porque toda vez que como pinhão tomo muito quentão junto, mas isso dá para analisar em um outro dia.

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Em homenagem a esse domingo que poderia ter curtido de outro jeito mas ainda assim foi bom…

TOP 5 MELHORES COISAS PARA SE FAZER EM UM DIA DE CHUVA

5. Comer bolo, bolinho de chuva, pinhão, etc.

É aquela coisa, fazer bolo em dia frio dá um climinha gostoso na casa, o cheirinho no ar é até melhor do que comer hehe. E meu, bolinho de chuva com chá quentinho é o que há.

4. Ouvir Smiths, Cure, Echo…

Eu não sei o motivo exato, mas simplesmente adoro ouvir essas bandas quando está chovendo. É quase como se o barulho da chuva combinasse com o som dos caras.

(há, há! -> toothpastefordinner)

3. Tomar banho de chuva (sem e por querer)

Banho de chuva é uma delícia, mesmo que seja no frio. Porque não há nada como então chegar em casa e tomar um banho quentinho e colocar roupas secas e confortáveis. Eu sei que soa a técnica do joelhaço, mas é sério, eu adoro tomar banho de chuva.

2. Assistir filmes de terror enrolada em cobertor no sofá da sala

As vezes é até bom escolher um filme ruim de propósito, porque o frio junto com o cobertor são dupla imbatível para atrair o soninho. E ninguém gosta de perder filmes bons porque dormiu no meio, nééé?

1. Ler qualquer coisa enrolada em cobertor, com caneca de café nas mãos

Ok, há apenas uma pequena variação do segundo colocado, mas ela faz muuuuita diferença. Acho que é um dos meus maiores prazeres, sério mesmo.

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Agora rolou um certo peso na consciência cinematográfico, digamos assim. Estava passando Secretária na HBO e (uia, um Elvis apareceu do nada na página do IMDB, que susto!) Love Actually no Telecine. Adivinha qual eu vi? É, Love Actually.

Mas caramba, não deu para resistir! É uma comédia romântica bem bacaninha. E tem Londres, tem Hugh Grant, tem Alan Rickman, tem Colin Firth falando em Português e… e diálogos muitcho bem sacados, he he.

Manja aquele filme mei-gui-nho bom de se ver para não pensar em mais nada? Então. Não sei ao certo se a forma com a história é contada (na verdade várias histórias se entrelaçando) que tornam o filme tão gostoso de ver, mas tá aí um negócio bem açucarado que não enjoa nadica.

***

Por falar em enjoar…

Elaiá… foi um começo de dia difícil. Longe de mim dar uma de fresca, mas só agora à noite consegui comer alguma coisa. Eu realmente não sei lidar com ressaca, e é por isso que eu JUROOOOOOO que a partir de hoje NÃO beberei mais do que TRÊS taças de vinho numa noite.

Três taças GRANDES e bem CHEIAS, é claro.

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Acabei de assistir A Festa Nunca Termina, no tal do Telecine Pipoca. Filme dublado é uma merda, mesmo porque é estranho ouvir “a voz do Nicolas Cage” no Steve Coogan, por exemplo. Enfim, vamos falar do filme que é o que importa.

Nos tempos que eu ainda assinava SET eu lembro de ter lido uma resenha sobre esse filme que me deixou muito curiosa, especialmente porque lá dizia que nomes como Joy Division e Happy Mondays estavam envolvidos na história.

O filme gira em torno de Tony Wilson, sujeito que acabou criando um clube muito famoso em Manchester, o Hacienda, que segundo a personagem diz no filme, foi berço da cultura rave. E, além disso, era também “dono” da Factory Records, o selo que lançou o Joy Division.

O filme segue em ritmo de documentário, recheado de bandas muito bacanas e em alguns momentos Coogan fala direto com o público, o que não deixa de dar um certo tom “Alta Fidelidade”, digamos assim.

Acho que vale mais a pena para o pessoal que curtia a música dessa época, embora a vida e idéias de Wilson não seja em nada menos interessantes.

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Então, Tisf falou lá no fórum sobre uma página dedicada a teledramaturgia. Claro, tem toda aquela coisa “nhó, que legal, eu vi essa novela, usei roupa igual a da mocinha dessa outra, etc” mas a parte mais bacana mesmo é conferir as trilhas sonoras.

Com isso, acabei lembrando de uma reportagem da Showbizz (que na época era só Bizz) que dizia que o Mariozinho Rocha era o cara mais poderoso da música no Brasil. Por quê? Porque era ele que escolhia as músicas que entrariam nas trilhas sonoras.

Agora em 2000 a coisa já não funciona da mesma forma, porque temos outros meios (internet mais acessível e MTV em tv aberta, por exemplo), mas até o final de 90 dá para dizer que muito do que foi “modinha” por aqui dependeu desse fulano mesmo.

Um bom exemplo é o caso do Oasis. Por aqui eles ficaram conhecidos por causa de ‘Wonderwall’, que tocou na novela Viralata em 1996. Só que os caras já tinham lançado o álbum (What’s The Story) Morning Glory? um ano antes.

Assim, antes de entrar na trilha da novela, toda vez que eu falava de Oasis para alguém (ou de como eu preferia o Blur, he he), as pessoas arregalavam o olho para mim com aquela cara de “de que diabos vc tá falando?”. Entrou na trilha e pimba, de repente todos falavam de Oasis. Enfim, ainda prefiro o Blur.

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Ouvindo: Morphine

Está aí uma banda esquisita. Não tem nenhuma guitarra, o baixo tem apenas duas cordas e um sax barítono marca forte presença em todas as músicas, dando um tom bem ‘jazz’ e ‘blues’ para o som do Morphine.

O melhor álbum da banda é sem sombra de dúvidas o Cure for Pain, de 1993. Miles Davis’ Funeral é uma verdadeira jóia e In Spite of Me (a única do álbum que tem alguma guitarra) é linda.

No primeiro álbum, Good, de 1992, tem uma das músicas mais cool que já ouvi até hoje, You Look Like Rain. É extremamente sexy e, para os amantes do sax como eu, Dana Colley dá um verdadeiro show aqui.

Agora a má notícia: essa banda excelente acabou-se com a morte do líder da banda, Mark Sandman. Teve um ataque cardíaco em 1999, em pleno palco. Uma pena mesmo, porque nesse mundo de covers e afins, ter uma banda completamente original faz a diferença.

Discografia

Good (1992)
Cure for Pain (1993)
Yes (1995)
Like Swimming (1997)
B-Sides & Otherwise (1997)
The Night (2000)
Bootleg Detroit – live (2000)
The Best of Morphine: 1992-1995 (2003)

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Marilene escreveu na minha prova: suas respostas revelam uma leitora atenta de Guimarães Rosa. Hehe, titia é Hendrix.

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Nem Mãe Diná previu…

Paulo Coelho Imortal da Academia Brasileira de Letras (eu já não previa o Sarney, mas enfim…)

O “Conan” Schwarzenegger como governador da Califórnia (numa eleição disputada inclusive com o Larry Flynt)

Ainda na política, Lula como presidente. Eu sou petista e até hoje não acredito.

Uma Tamburello no caminho do Senna.

Rodolfo largando os Raimundos após se converter.

É por essas e por outras que sempre digo “when you least expect it, expect the unexpected“.

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Eu queria saber se sou só eu que assisti Monty Python em Busca do Cálice Sagrado trocentas mil vezes e esqueci de uma determinada cena do capítulo sobre o Galahad. Nessa cena a Dingo (irmã gêmea da Zoot, há há) vira para a câmera e pergunta se gostamos da cena. E aí vários personagens fazem comentários, tipo o Dennis dizendo que a dele pelo menos era politicamente engajada, etc.

Eu ju-ro que não lembro dessa cena. Fica a dúvida: o vhs que eu alugava que era todo picotado ou to locona? Enfim, rever esse filme é sempre bom. Minha comédia preferida, de longe.

***

Momento Querido Diário Ilustrado:

Nesse final de semana eu comi fondue e fui na festa de aniversário da minha sobrinha. E vocês, o que fizeram de bom?

(acho que preciso voltar a usar o flog)

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“I like the stars.
It’s the illusion of permanence, I think.
I mean, they’re always flaring up
and caving in and going out.
But from here, I can pretend.
I can pretend that things last.
I can pretend that lives last more than moments.
Gods come, and gods go
Mortals flicker and flash and fade.
Worlds don’t last;
and stars and galaxies are transient,
fleeting things that twinkle like fireflies
and vanish into cold and dust.
But I can pretend.”

Trecho de um dos melhores arcos de Sandman, o Vidas Breves.

***

Sempre fui uma pessoa com gosto enorme por rituais, por assim dizer. Por exemplo, toda sexta eu chegava do colégio e tirava o uniforme ao som de Friday I’m in Love. E todo dia frio exigia a leitura de um bom livro embaixo de um cobertor quentinho. Mas aí a gente entra numa fase de compromissos no sábado, o que tira o charme das sextas, ou de coisas para fazer que nos enchem de culpa por passar uma tarde na cama lendo.

Mas veja só, é sexta e está frio! Dane-se o Grego de amanhã e as coisas para fazer. Aos velhos tempos, cheers! Vou bater um lero com o Umberto Eco.

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Eu tinha planejado passar a tarde toda estudando para a prova sobre Guimarães Rosa, mas wtf, marmelada na hora da morte mata. Então agora estou aqui, observando uma mosca agonizando. A diabinha está assim desde ontem de madrugada, e não morre, aff. Mexe perninha, mexe perninha…

Upa, caiu no meu mousepad!

Mosquitcha simpática, acho que vou chamá-la de Nhá Selene. Se bem que minha mãe sempre disse que esse negócio de dar nome não é bom porque aí a gente se apega…

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Eu li isso na Folha ontem, mas acabei esquecendo de colocar aqui.

E-mail é mais prejudicial a QI do que maconha, diz estudo
da Folha Online

O QI (Quociente de Inteligência) de pessoas preocupadas com suas caixas de e-mails sofre perdas maiores do que o QI daqueles que fumam maconha, diz um estudo britânico.

A perda do quociente entre funcionários que tentam conciliar seu trabalho com a organização do webmail é de dez pontos, o que equivale a uma noite de insônia. Depois de fumar maconha, a perda é de quatro pontos, afirma a pesquisa do King’s College, da London University.

“Descobrimos que essa obsessão em checar mensagens, um fenômeno cada vez mais comum, pode prejudicar muito o desempenho do funcionário”, afirmou Glenn Wilson, psiquiatra responsável pela pesquisa, segundo a “CNN”.

O estudo acompanhou 1.100 britânicos e mostra que o principal problema dos e-mails são as constantes interrupções causadas pela ferramenta de comunicação. Elas reduzem a produtividade e fazem com que as pessoas sintam-se mais cansadas do que o normal.

Cerca de 66% dos entrevistados confessam checar seus e-mails fora do horário de trabalho e quando estão de férias. Além disso, 50% deles respondem as mensagens em menos de 60 minutos depois do recebimento. Um em cada cinco funcionários interrompem encontros de negócios ou sociais para responder e-mails.

Ah, céus. Não fumo maconha nem dou a mínima para meus e-mails. Que desculpa me resta?