112396171053186125

eternal
Change your heart
Look around you
Change your heart
It will astound you
I need your lovin’
Like the sunshine

Everybody’s gotta learn sometime
Everybody’s gotta learn sometime
Everybody’s gotta learn sometime

***

Sim, sim… revi Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças agora pouco. Sabe como é, com o namorado na casa dos pais o sábado fica incrivelmente mais comprido e entediante. Ainda bem que o Telecine me salvou dessa por algum tempo, muito embora eu deva confessar: filme dublado é uma droga.

Explicar o filme timtim por timtim para sua mãe também é muito chato, especialmente quando por causa de coisas assim você perde momentos fodas como a última conversa da Clementine com o Joel, mas o que importa é: esse é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Tcharam!!

***

Joel: I don’t see anything I don’t like about you.
Clementine: But you will! But you will, and I’ll get bored with you and feel trapped, because that’s what happens with me.
Joel: Okay.
Clementine: Okay.

112387309860302564

Não sei se alguma vez vocês já fizeram esse tipo de experiência: ler um livro logo após uma pessoa bem próxima tenha lido também. Bom, como comentei há alguns dias atrás, eu estou lendo Gozo Fabuloso do Leminski, que o Fábio emprestou para mim pouco tempo após ler.

Eu estou obviamente me deliciando com a leitura, mas não é sobre isso que eu ia falar, mas sobre a tal da experiência. Bem, se vocês nunca fizeram isso, façam. É bem interessante, e dessa vez nem é a Anica fã de Literatura que está falando.

A questão é que você começa a ler alguns contos, se identificar com alguns trechos e aí se surpreende pensando no que essa pessoa próxima de você (no meu caso, o Fábio) pensou enquanto lia o livro: se teve as mesmas sensações, que tipo de recordação determinado conto pode trazer, etc.

Bem legal mesmo, sinceramente recomendo. E claro, recomendo a leitura do Gozo.

***

Já que o papo aqui hoje é Literatura, preciso deixar registrado que:

  • As aulas da Luci são muito fodas!!!!!
  • Eu tenho um novo Sonho de Consumo

    babar

  • 112378814238213724

    Você percebe que seu país está em frangalhos quando no caminho da faculdade para o ponto de ônibus topa com duas manifestações diferentes… Aí eu estava pensando com meus botões, que alguém provavelmente já deu uma de esperto e quis faturar sobre essas manifestações, criando um tipo de CD MANIFESTATOR TABAJARA.

    Não, sério. Eu não sei se vocês já perceberam, mas as músicas que tocam são sempre as mesmas: alguma coisa do Chico na época da ditadura, ‘Brasil’ do Cazuza, ‘Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores’ do Geraldo Vandré, ‘Querem Meu Sangue’ do Cidade Negra, e por aí vai.

    Deixo a idéia registrada aqui. Caso ninguém esteja faturando com isso até o momento, acho que vou fazer um CD MANIFESTATOR TABAJARA para vender por aí. Depois que ouvi até gente pedindo impeachment do Lula, de repente é agora que eu fico rica.

    112368748434426169

    Hoje eu estava esperando o Cristo Rei e aí lembrei que há quase seis anos atrás estava me despedindo de uma pessoa ali que disse um “Valeu, Ana Lovejoy. Foi um prazer te conhecer”. E aí me dei conta que caraca, são seis anos usando esse apelido!!

    Sabe, o mais bizarro é que se procuro pelo nome do meu irmão num google, por exemplo, encontro ele na lista de aprovados da UFSC, nos formandos do curso de Esperanto e por aí vai. E o único registro com meu nome real (e não Anicas e Anas Lovejoys da vida) é a página da Equipe Valinor.

    *Medo*

    ***

    O Fá comentou sobre falarmos de episódios do Star Trek em nossos blogs (é, daqui a pouco estarei usando roupa de ordenança hehe) e eu até pensei em fazer um top 5 de episódios dos quais mais gostei até agora, mas resolvi falar de um em especial para que seja possível compreender como eu, aos 24 anos de idade, acabei sucumbindo a esse novo vício.

    Ontem assistimos ao episódio Tomorrow is Yesterday, o meu favorito até agora. Por acidente a Enterprise acaba viajando no tempo e retornado ao ano de 1960.

    O que ficou realmente foda nesse episódio (fora o Kirkão que é todo fodão sempre, hehe) foi como colocaram os homens de 1960 vendo a Enterprise: como um OVNI. Legal mesmo, acabou rolando uma série de jogos de palavras com relação ao tempo e acontecimentos.

    E o melhor de tudo: sem grandes piras absurdas na hora de concluir a história. Fá me perguntou de qual eu gostava mais, se Star Wars ou Star Trek (pergunta inevitável, né): confesso, atualmente gosto de ambos. A questão é que Star Trek ganha pontos pela qualidade e por não subestimar minha inteligência. Sabe como é, nem só porque se trata de diversão que precisa ser uma droga.

    112364179719265748

    Sabe, depois de ver tanta coisa acontecendo por causa de pessoas estúpidas carregando armas e principalmente depois de ver Tiros em Columbine, eu não consigo entender como ainda tem pessoas idiotas o suficiente ao ponto de serem contra a lei de desarmamento.

    Sério, viver em sociedade é uma merda. Pelo menos quando isso significa conviver com um bando de retardado que vê uma arma como prolongamento do pênis. Esse tipo de coisa me deixa muito puta. E lógico, só dá mais motivos para minha sociopatia.

    E-ca.

    Literalmente: se matem.

    112348068325362448

    Não sei. A sensação que dá é de que o blog fazia mais sentido quando tudo estava de cabeça para baixo na minha vida. Vir choramingar aqui de certo modo era um tanto quanto reconfortante (mesmo porque meus leitores sempre foram educados o suficiente para não me mandar a merda por causa do chororô ).

    Enfim, só para deixar registrado que hoje eu sou uma pessoa feliz, porque posso ficar embaixo do cobertor comendo sorvete de flocos direto do pote assistindo Fritz Lang com o namorado e sabendo que toda a novela das Literaturas Inglesas finalmente acabou. Ueba!

    (e viva eu sem sono de madrugada!)

    112316974738707649

    Uma vez eu estava lendo um texto na aula de Teoria da Literatura (cujo autor não lembro, sorry), que dizia que o maior problema para as pessoas compreenderem o trabalho de um crítico literário é que uma maioria de pessoas sabem escrever. Dessa forma costuma-se confundir os critérios de avaliação de uma obra, na maioria das vezes caindo naquele negócio de “ah, eu gostei da história então o livro é bom”, o que sabemos que não é exatamente por aí.

    Comecei retomando esse texto para explicar um termo que uso para definir excelentes autores, que é “artesão”. Não é meramente uma questão de contar uma história (embora eu reconheça que contar uma boa história é algo difícil bagarai), mas realmente trabalhar naquilo, utilizar as palavras não só da forma como todos nós (pobres mortais sem talento) usamos.

    Vou citar três exemplos disso que aproveito para deixar aqui como sugestão de leitura:

    a. “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa.
    Para falar sobre a dualidade humana, Rosa faz uma obra toda cheia de duplos em vários detalhes da obra. Por exemplo, a linguagem utilizada por Riobaldo ao contar suas histórias é tanto a do sertanejo quanto uma linguagem culta (o que dá um toque atemporal para a narrativa, há de se frisar). O tempo da narrativa varia a todo momento entre presente e passado. E por aí segue. Compreendem? Para provar seu ponto de vista, ele não conta simplesmente uma história: ele trabalha essa história.

    b. “Budapeste”, de Chico Buarque.
    É o tipo de livro do qual não posso falar muito senão estrago (ótimas) surpresas. Mas adianto que todos os elementos da obra estão voltados para criar o efeito da conclusão da obra, até mesmo a capa! É algo para dar um nó na cabeça mesmo, um livro dentro de um livro. E digo: o melhor livro que saiu em Literatura Brasileira nos últimos anos.

    c. “Laranja Mecânica”, de Anthony Burgess.
    Ahá, acharam que eu não comentaria da experiência de leitura nem um tiquinho? É realmente um livro impressionante, e o trabalho do Burgess foi além de criar um vocabulário para os adolescentes que ele queria retratar. A obra tem 21 capítulos (21 é a idade de maioridade plena na cultura anglo-americana), dividido em três partes de sete capítulos cada. Essa divisão é baseada no mónologo sobre as sete idades do homem na peça “As Thou Like it” de Shakespeare.

    Estão aí, três casos de sujeitos que foram além no uso das palavras. Não é meu único critério de avaliação, mas confesso que tenho uma queda por sujeitos que sabem inovar.

    112308352080556017

    Sinceridade intelectual é isso: assisti O Cão Andaluz ontem à noite e confesso que não entendi nadica. Confesso também que foi uma experiência um tanto perturbadora. Enfim, diz a crítica que o negócio não é compreender o filme, mas de qualquer forma pensarei melhor sobre ele antes de avaliá-lo ou coisa assim.

    ***

    Eu, Fábio, Lu e Marlo fomos assistir A Fantástica Fábrica de Chocolates ontem no cinema. Eu não cheguei a rever todo o filme de 71 conforme planejado, mas algumas coisas dá para comparar sem medo de ser injusta.

    Primeiro, o toque “Tim Burton” que faz toda a diferença: é impressionante como ele sempre consegue deixar um qüê de bizarrice no ar. Com isso acho que o filme perdeu um pouco do tom infantil da versão anterior.

    Por falar em ‘infantil’, o molequinho que colocaram no papel de Charlie está *bem* menos irritante do que o do filme de 71. Sério, eu não conseguia simpatizar com aquele loirinho, esse pelo menos foi tragável.

    Não vou entrar na comparação Depp X Wilder porque são dois contextos completamente diferentes: no filme de 2005 temos até flashbacks mostrando a infância de Willy Wonka. E bem, convenhamos: Burton e Depp é uma combinação bizarra que sempre dá certo.

    Só para completar: os Oompa Loompas estão hilários!! As músicas mais engraçadas ainda! Para quem não gostava muito do filme antigo por causa das cantorias (como eu, hehe), ficará feliz em saber que elas são mais raras nessa nova versão.

    112265122156050063

    Ok, não sei bem como colocar isso aqui. Mas às vezes tenho a sensação de que sou a única pessoa que embala momentos em papel celofane, digamos assim. Explicando: eu jamais comeria um cachorro quente pós balada com uam nova amizade, depois que fiz isso com a Nane diversas vezes. Porque eu vejo nesse novo amigo uma possibilidade de… mudar.

    E não é só pelo mudar. É que tenho um carinho enorme pelos momentos que tenho com determinada pessoa, e por isso sinto mal tentando, de certa forma, impor para outro alguém o que gostaria de reviver.

    A coisa toda me incomoda especialmente no que diz respeito a “momentos em casal”. Há um quê de acomodação em incluir o namorado em uma rotina que já existia antes com outra pessoa. É quase como tirar um para colocar outro. Aí repetem-se apelidos, programas de finais de semana, declarações, brincadeiras…

    E pior: a outra pessoa nem sabe que está só repetindo algo que já aconteceu antes. Ou sabe, né? Agora, fica a pergunta: tem sentido mudar, para continuar tudo igual?

    ***

    Após almoço com a dona Jô, peguei emprestado o Laranja Mecânica para ler (eu vou dar chicotada em quem vier aqui comentar um “Ué, mas Laranja Mecânica não é um filme?”). Tem tudo para ser uma das melhores experiências literárias do ano, pelo menos acredito que sim. Obviamente deixarei para falar do livro quando terminá-lo.

    O mesmo vale para o Gozo Fabuloso (do Leminski) que o Fá me emprestou ontem. Enquanto preparávamos croutons (somos chiques, benhê!) eu já li alguns dos contos e digo uma coisa: foda. Morro de inveja de quem tem talento em prosa e em verso, devo confessar.

    O que me faz lembrar do pai do Voltaire, que costumava dizer sobre seus filhos “Tenho dois idiotas em casa: um em prosa, e outro em verso”.

    112257597618092729

    Pronto, dessurtei. E vamos ao Quizz que tirei lá do Eu Diria Que…

    1. melhores filmes dos últimos anos:

    Dogville
    Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
    Herói
    Kill Bill vol.2
    As Invasões Bárbaras

    CADÊ O NÚMERO DOIS?
    (pergunto o mesmo)

    3. Atores com pujança:

    Orson Welles
    John Cusack
    Kevin Spacey
    Kenneth Branagh
    Humphrey Bogart

    4. atrizes de mão cheia:

    Rita Hayworth
    Scarlett Johansson
    Nicole Kidman
    Marilyn Monroe
    Catherine Zeta-Jones

    5. o meu musical:

    Chicago

    6. realizador(es) com ‘r’ grande:

    Tim Burton
    Quentin Tarantino
    Stanley Kubrick
    David Lynch
    Orson Welles

    Então, aí vocês fazem como eu, copiam e colocam lá no blog de vocês, ou respondem aí, só para minha caixa de comentários não ficar fazendo ‘cri cri cri’ e tal.