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Bloomsday

Sim, mais um Bloomsday e eu ainda não li Ulisses. Uma vergonha, eu sei. Mas com o Giu como companheiro de leitura (não esqueci, viu?) eu hei de terminar nessas férias. Se o que estou falando para vocês parece grego (ou irlandês, he he), leiam isso aqui.

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Estou completamente apaixonada pela Mafalda. É engraçado, quando era criança eu mal batia os olhos nas tirinhas do Quino (e quando batia, não entendia muito o que ele queria dizer ali, óbvio). Acabou que o preconceito da infância atravessou a adolescência e só agora fui me encontrar com as tirinhas da Mafalda outra vez.

Ela é uma personagem deliciosa, mesmo que às vezes sendo tão direta e seca com algumas personagens. Sinceramente, não sei porque demorei tanto para começar a gostar de Mafalda. O modo como ela trata os pais é simplesmente hilariante, como dá para ver aqui:

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Vocês viram que ontem leves tremores foram sentidos em São Paulo, Paraná, Goiás e Distrito Federal, como conseqüência de um terremoto que aconteceu no Chile?

Eu nem senti. Devo ser realmente a criatura mais desligada do planeta. Mas sabe-se lá, às vezes ao conviver com nossos terremotos pessoais acabamos nos acostumando com os abalos e aí nem tchuns quando a terra dá seu remelexinho básico.

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Sabe, chega uma época na sua vida que você acha que cresceu, que não vai mais fazer as bobagens da infância, que nããããão, agora é a vida adulta e novas bobagens serão cometidas.

Eis que você pega um conto de terror para ler antes de dormir, e como acontecia quando ainda era uma criança feliz, fica com medo de levantar para apagar a luz do quarto na hora de dormir.

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Eu espero que os responsáveis por minha NET estar fora do ar na noite em que eu ia assistir Kill Bill vol.1 de novo tenham uma morte lenta e dolorosa.

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Pulp Fiction Pulp Fiction é um filme cool. Não porque quando quis assistir pela primeira vez não pude, já que ainda era menor de 18 anos. E não porque o sangue jorra pela tela, como de qualquer filme do Tarantino. Aliás, não é só porque é Tarantino.

O que faz de Pulp Fiction um filme cool é o fato de ser um caldo cheio de referências, sons, situações, discussões e personagens que, bem, são cool. É aquele filme cheio de frases para você citar em outro momento na frente dos amigos (que obviamente reconhecerão a frase e acharão que você é um sujeito… cool.).

Vicent Vega com seu terninho à la Reservoir Dogs, Mia Wallace ouvindo Girl You’ll Be a Woman Soon, Jules citando Ezequiel 25:17, o Lobo em ação, o twist de Mia e Vicent…

…cool. Se tivesse Michael Madsen dançando Stuck in the Middle With You, seria com toda certeza o melhor filme do Tarantino.

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Achei esses gatos no sofá a coisa mais tudibom que vi nos últimos tempos. Até coloquei ali ao lado no perfil, he he.

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Quando eu já tinha jurado que nunca mais me matricularia em disciplinas no sábado, vem a Liana e oferta Shakespeare das 9:30 até 12:30hrs. Fazer o quê? Pode ser minha última chance de cursar essa disciplina com ela, vou ter que fazer. O lado bom é que não precisarei mais acordar às 6 da madrugada. O lado ruim é que eu vou ficar ainda mais arrogante e pentelha em discussões sobre Shakespeare.

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Só para deixar registrado: estou assistindo Star Trek e estou gostando. Isso pode significar um monte de coisas. Por exemplo, que sou mais nerd do que eu pensava ser. Ou que um universo fantasioso preenche muito bem minha necessidade de fugir da realidade em alguns momentos. Ou não significa nada, só que o seriado é legal mesmo, oras.

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Atacando de Angela Rô Rô…

namorados

Amor, meu grande amor,
não chegue na hora marcada
Assim como as canções,
como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos,
na sua cara lavada
Me venha sem saber
se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor,
me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome,
sem sentir o que não sente
Que tudo o que ofereço
é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
desde o fim até o começo

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Se você acha essa coisa de 12/06 um saco…

I don’t like you
I don’t love you
i enjoy nothing
Other things

Tem mais aqui.

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Pérolas de Sabedoria Anicolêstica…

As pessoas deveriam saber que café que é café não pode ser adoçado exageradamente, que leite no café tira muito a graça da coisa e que café coado na garrafa é bem melhor do que o de cafeteira. Deveriam saber também que não existe melhor acompanhamento para um pretinho básico (lembrei da Nana agora) do que um pedacinho de chocolate mentolado ou chocolate branco. Além disso, deveriam saber que não existe situação social mais gostosa do que tomar um café com os amigos, jogando conversa fora. Tcharam.

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quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta minha adolescência

vou largar da vida louca
e terminar minha livre docência

vou fazer o que meu pai quer
começar a vida com passo perfeito

vou fazer o que minha mãe deseja
aproveitar as oportunidades
de virar um pilar da sociedade
e terminar meu curso de direito

então ver tudo em sã consciência
quando acabar esta adolescência

(P. Leminski)

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Se vocês entendem a língua de Oscar Wilde, sugiro que visitem:

Bartleby (de Herman Melville)
Pulp Fiction (em 30 segundos)
Monty Python’s Completely Useless Website (atenção para os arquivos de áudio!)

Se vocês não entendem a língua de Oscar Wilde, eu cobro 6 reais a hora aula mais o vt.

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É, agora é oficial: vou me mudar no dia 24/06. O apartamento eu ainda não vi, mas confio no bom gosto (aka: frescura) da minha irmã. Vamos pegar as chaves na terça-feira, minha mãe já entrou em contato para que uma empresa vá lá para trocar o piso e ela quer colocar gesso também. E aí entra a parte mais divertosa: VOU ESCOLHER MEU NOVO JOGUINHO DE QUARTO!!!

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(Angeli)

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Coisas da minha vida que eu queria de volta:

  • Dar aula para 15 turmas por semana;
  • Meu monitor funcionando;
  • Torrar dinheiro em HQ sem peso na consciência;
  • A tranqüilidade dos tempos de 1º grau ¬¬’;
  • Cachorro quente da barraquinha da Marechal Floriano com a Deodoro;
  • Almoço de família na casa da vó Arlete;
  • Licor ‘Parfait Amour’.
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    Mais uma piração sobre o Dia dos Namorados…

    namorados Engraçado. Tantos relacionamentos de indas e vindas, brigas e dúvidas, e eu insistia em comprar o presente do Dia dos Namorados em prestações. Às vezes em até 12x, se fosse sem juros, hehe. Isso invariavelmente acabava naquela situação em que eu nem estava mais com a pessoa, mas ainda pagava pelo presente dela.

    A ironia é que justamente no menos nebuloso (na verdade, nada nebuloso) dos meus relacionamentos, eu decido pagar à vista. Ah, bem. No final das contas (sacou o trocadilho? hohoho), o importante é estar feliz, né?

    ***

    Eu sei que já comentei a respeito do blog do Neil Gaiman por aqui, mas no dia 06 ele escreveu algo tão divertido que eu preciso comentar de novo: The Last Tea Post.

    Os amantes do chá vão adorar. Principalmente os que sabem ler em Inglês, hehe. Para quem for lá conferir, deixo aqui a pergunta: vocês já notaram como ele tem um estilo bem diferente de escrever, pelo menos diferente da maioria das pessoas que escrevem em Inglês? O Inglês sempre me soa muito seco, muito direto. Os textos que leio normalmente não tem a fluidez dos textos do Gaiman.

    ***

    Seus toscos, nem falaram nada do conto do W W Jacobs!

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    Engraçado essa coisa de “Dia dos Namorados”. Eu poderia dizer “É uma data comercial”, mas eu acho que não para só aí. “É uma data comercial para fazer as pessoas que estão sozinhas se sentirem infelizes”. De outro modo, por que quando eu estou em um relacionamento feliz simplesmente não dou a mínima para as propagandas de tv e outdoors cheios de casais se lambendo?

    E por falar em datas comerciais, afinal de contas: quantos “Dias da Secretária” temos por ano?!!! Parece que os donos de floricultura preenchem as datas vagas entre o “Dia das Mães” e o “Dia dos Namorados” com o tal do “Dia da Secretária”. Mistéééério…

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    Fábio comprou o livro Contos de Horror do Século XIX. Eu nem chequei se ele tem a mesma pira que eu tenho de ter que ler o livro primeiro (shame on me) e acabei lendo o primeiro conto do livro, “A Pata do Macaco”, de W W Jacobs.

    Gente!! ISSO é história de terror!!! Muito boa mesmo! Conduzida de um jeito que só tinha visto no Allan Poe, cria um efeito bárbaro quando chegamos no fim da leitura. Vale a pena ler, sério.

    “Empresta o livro, Anica?”

    Não, né? Mesmo porque não é meu, hehe. Mas como eu sou boazinha eu fui dar uma sondada aqui na internet e achei uma página com o conto. Para vocês, A Pata de Macaco.

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    Nós sempre culpamos nossos pais pelo que somos, a dita “educação”. Eu não vou entrar aqui na discussão de quanto hoje em dia os pais legam à tv e à escola a tarefa de criar os filhos, porque não é disso que quero falar. Eu quero falar do momento em que você se dá conta de quanto é igual aos seus pais.

    Meu pai morreu quando eu tinha 10 anos de idade. Não foi tempo suficiente para me ensinar tudo o que eu queria saber, eu tenho certeza disso. Mas dele eu herdei o gosto por todos os tipos de arte (ele acreditava piamente que minha paixão pelos caran d’ache dele era artístico, e não gastronômico). Herdei também o amor por Beatles e a irritação ao ouvir barulho de dente batendo em colher quando uma pessoa está tomando sopa.

    E eu não sei se por ela ter 14 anos de “vantagem” com relação ao meu pai, mas sinto que é quando olho para minha mãe que me vejo. Ontem, enquanto ela fazia o jantar, conversávamos tomando um vinho, coisa que há muito não fazíamos. Foi impressionante perceber que todas as nossas idéias sobre as coisas ao redor são idênticas, nós só mudamos as palavras ao nos expressar.

    Mais do que isso: que tudo o que vemos de errado em nossas vidas nesse momento são mais ou menos a mesma coisa. É um não encontrar o caminho e um desiludir-se com as pessoas que muda de nome de acordo com a situação, mas ainda assim é igual.

    Difícil concluir esse tipo de texto. Não vou citar Legião, btw.