Agora que o ano começou…

32.gif…alguns comentários.

Elizabeth: A era de ouro é um filme razoável. Algumas imagens bonitas, figurino bacana e a Cate está mandando bem. Problemas? Primeiro: não consigo mais olhar para o Clive Owen sem imaginá-lo enfiando uma cenoura em alguém. Segundo: o final desanda. Terceiro: Por que quando um filme é de fato uma continuação as pessoas não deixam isso mais óbvio para pessoas meio lesadas como eu? Só fui sacar que era continuação do outro Elizabeth quando me dei conta que a Cate estava encarnando muitas Elizabeths para o meu gosto.

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Douglas Adams foi provavelmente o cara mais genial que já passou por nosso planetinha (e talvez pelo universo, visto que outras formas de vida podem não ter um senso de humor parecido com o nosso). Estou quase no fim de A Vida, o Universo e Tudo o Mais e não consigo deixar de rir só de lembrar de alguns momentos. Juro, esse ano eu uso a toalha!

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Neurocirurgiões, otorrino e analista de sistemas

– Hoje tinha dois caras no elevador e eu estava segurando um Sandman que eu tinha levado para o trabalho, né? Aí um disse “É difícil achar menina que goste de HQ, ainda mais de Sandman!”

– Quem são esses?

– Um era do nono e o outro era do décimo segundo andar. Um estava todo vestido de branco, acho que era médico. Hoje no caminho vi um otorrino na frente daquele insitituto de otorrino, ele era tão bonitinho.

– Cuidado que você está meio bebinha e vai começar a me ofender.

– Nããão, é que tipo, eu fiquei pensando “Quem é que casa com otorrino?”. Eu não conheço nenhum otorrino, só conheço um neurocirurgião.

– Olha…

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Thank you for smoking

cigarro.jpgSer criança nos anos 80 e adolescente nos 90 significa, de certa forma, ter se livrado do lodaçal do politicamente correto. Um bom exemplo disso são as propagandas de bebidas e cigarros, que bombardeavam as mídias em qualquer horário, sem restrições.  Ok, eu entendo o motivo das restrições atuais, de qualquer forma, pela falta das restrições, eu tive acesso a alguns comerciais batutas anos atrás.

Tinha Hollywood ao som de Pain Lies on the Riverside (por que seu apelido é Lagartixa?), por exemplo. Hollywood se deu mal logo na primeira parte dos 90 porque associava o cigarro com gente praticando esportes, nessa armadilha a patota não caía, não. Já lá para o final dos 90, o Luck Strike tentou embarcar na onda da internet com um comercial ao som de Fun For Me do Moloko (o video começa com uma propaganda do visa, mas espere que logo começa. Nham!) Mas aí, né, tinham os comerciais do Free.

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Eu, Al Pacino e Rolling Stones

alpacino.jpgEu sei que hoje em dia já é cair no lugar comum chegar e dizer que o cinema atual já não oferece mais grandes momentos, daquelas cenas inesquecíveis repetidas trezentas mil vezes como o xadrez com a Morte do Bergman, ou ainda Scarlett O’Hara dizendo que nunca mais passará fome. Mas sabe, felizmente sempre há exceções, por mais “pop” que sejam.

Veja o caso de Advogado do Diabo. É um filme muito bom, independente da cara de porta do Keanu Reeves. Cheio de sacadas geniais, e bem, tem lá o Al Pacino representando um dos melhores demos do cinema (recentemente ele perdeu lugar para o De Niro como Louis Cyphre no meu top5). Mas sabe, o que faz o ingresso valer são os últimos instantes do filme. Se não viu Advogado do Diabo ainda (peloamordedeus, já tem 10 anos o filme!), nem continue a ler este post.

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Oh Captain, my Captain

dps.jpgSempre quis ser uma professora batuta, igualzinho ao John Keating de Sociedade dos Poetas Mortos. Virou tipo um modelo, sabe? Tanto é que na sétima série fizemos uma homenagem ao professor mais legal de todos os tempos subindo nas carteiras dizendo “Oh, Capitão, meu Capitão” e cantamos Coração de Estudante.

Ok, brega bagarai, mas foi de coração. Tirando isso de lado (e o fato que só fui entender os versos do Whitman milênios depois), o cara era um modelo. Sei que ainda preciso aprender muito para chegar lá, mas acho que hoje dei um passo importante. Decidi passar Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado para meus alunos. A partir de hoje eles serão pessoas que além de Inglês, saberão dizer NI! :mrpurple:

Longa metragem

spocksparta.jpgNoite passada tive um sonho de horror, muito supimpa. Era um casal – a mulher eu não reconheci quem era a atriz, mas o marido era o Gerard THIS IS SPARTA Butler, e bem, a esposa estava grávida e parece que seriam váááárias crianças, mas uns padres do mal mataram quase todas, sobrando mais para o fim da gestão só duas.

Só que uma delas nasceu morta (toda esmigalhadinha) e a única que sobreviveu era uma menina cute e lindinha que foi seqüestrada pelos padres do mal. Aí, quando o casal finalmente recupera a menina, momento de alegria, tralala.

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E agora para algo completamente diferente

old_tv_set_rc.jpgAcredito que as coisas estejam ok novamente, então aproveito para deixar aqui meus agradecimentos ao Hellraider e ao Mythos por cederem um cantinho para o Hellfire. Obrigadão mesmo =*

Voltando à programação normal, sugiro aos leitores que comprem a Veja desta semana, porque a baixaria está muito engraçada, vale a pena conferir. Estão atirando para todos os lados e ainda vai sair muita coisa disso aí. Eu, pessoalmente, acho divertido. É um estardalhaço forçado (chegam a chamar Che Guevara de assassino frio), e de tão tendencioso, chega a beirar ao caricato.

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Tudo ao mesmo tempo agora

simpsons.JPGEu ando tão cansada que nem sei se tenho absorvido as coisas que tenho visto.  Tenho lido um monte, especialmente os livros para a prova do Mestrado. Assistindo poucos filmes, estou em dia com House e com sono atrasado. Escrevi dois artigos, um para a Valinor ( batizei de “Os conceitos de leitor-modelo e alegoria aplicados à Tolkien“, esse lance de título nunca foi meu forte) e outro eu ainda não sei onde publicar (é sobre Mais Estranho do que a Ficção). Tive idéia para um conto, baseado em um negócio que o Umberto Eco comentou de nosso conhecimento de mundo ser baseado em 90% do que acreditamos no que os outros nos falam (A Alemanha perdeu a Segunda Guerra, por exemplo) e 10% em nossas próprias experiências (Fogo queima). Imagina só, como podemos manipular e ser manipulados. Acho que era mais ou menos isso que Orwell queria mostrar com aqueles sujeitos que “apagavam” pessoas da História, em 1984. Preciso ler 1984 de novo, aliás. 33 royals na Saraiva, até que está bem barato. Enfim, preciso também de um par de tênis e de um feriado prolongado.