Prova de Amor

“Meu bem, deixa crescer a barba para me agradar”, pediu ele.

E ela, num supremo esforço de amor, começou a fiar dentro de si, e a laboriosamente expelir aqueles novos pêlos, que na pele fechada feriam caminho. Mas quando, afinal, doce barba cobriu-lhe o rosto, e com orgulho expectante entregou sua estranheza àquele homem…

“Você não é mais a mesma”, disse ele.

E se foi.

SERIAL KILLER (de Giovanna Artigiani)

Uma boa forma de se matar uma sogra é, você aos quinze e ele com dezessete, transarem gostosamente no sofá da sala da casa da mãe dele; claro, enquanto ela dorme. Entre gemidos e sussurros, mais ou menos discretos, ela acorda, e você a mata de susto.

Outra boa sugestão é você sair com seu amado para acampar e entre tantas delícias “esquecer” de dar notícias por duas semanas (o tempo deve ser graduado segundo cada sogra, para algumas dois dias são suficientes). Desta forma, você a mata de preocupação infundada. Continue lendo “SERIAL KILLER (de Giovanna Artigiani)”