É conversa ribeira das águas de março (Ou: Filmes que assisti em março)

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E lá se foi o mês de março. Vusssh. Poucos filmes, mais porque chega tarde da noite e eu só quero café é dormir e eu não sei sobre vocês, mas meu interesse por alguns títulos parecem ter prazo de validade, porque depois eu dou uma olhada nas opções do que assistir e penso “Por que diabos estava interessada nesse aqui mesmo?”. É estranho. Por outro lado tem lá um caso ou outro que fico tão, mas tããão curiosa que eu só sossego quando finalmente assisto, tipo A Girl Walks Home Alone At Night, que uhuuu consegui ver este mês. Mas divago. Vamos aos comentários? Opa, vamos.

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O Mês da Marmota (Ou: o que assisti em fevereiro)

tumblr_nj4rqogNdg1r90ooxo1_500Tinha muitas esperanças de ver todos os filmes do Oscar, ou pelo menos os principais, mas aí dei de cara com a dura realidade: não tenho saco nem tempo para isso. Por exemplo: toda vez que ia colocar American Sniper, pensava em como tenho uma má vontade tremenda com filmes de guerra pós-11 de setembro e ok, com o Bradley Cooper, e aí acabaria assistindo só para falar mal. Perda de tempo.

E o pior é que aí nessas de tentar seguir a promessa relacionada ao Oscar, quase não vi nada, há. Então vou deixar o registro para o ano que vem: Anica, não seja monga.

Ok, registrado, vamos para os filmes de fevereiro.

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Ayoade on Ayoade (Richard Ayoade)

onay(Antes que alguém pergunte: sim, é o Moss do IT Crowd)

Aproveitando que finalmente O Duplo está chegando aos cinemas do Brasil (vão ver, é muito bom!), me parece um bom momento para comentar sobre Ayoade on Ayoade, de Richard Ayoade. Ao ficar sabendo que o livro consiste basicamente em um diretor de cinema se entrevistando, não tenho dúvidas que você deve pensar que as definições de punheta foram atualizadas.

Mas calma. É o Ayoade. Em mais de 300 páginas ele consegue falar muito mais de cinema (e cultura pop) do que sobre si mesmo – até porque, como responde em determinado momento, tudo o que está dito ali sobre ele é mentira (ou, talvez usando um termo mais apropriado, ficção).

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Oscar 2015: O dia seguinte

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E aqui estou eu com minha canequinha de café para comentar o que aconteceu ontem na cerimônia de entrega do Oscar. Foi dormir cedo? É, tem momentos que eu também acho que deveria ter ido, mas já são o quê? 20 anos acordando zureta na segunda-feira seguinte, eu acho que é o tipo de coisa que vou fazer mesmo depois de velha (e aí meus netinhos vão dizer “Vó, você tá vendo o Troféu Imprensa, vai dormir, vó“).

Enfim. Nenhuma graaaaande surpresa, se você pegar os vencedores dos prêmios dos sindicatos já tinha lá uma tendência a dar isso mesmo. Eu só acho que não tinha feito as contas direito, porque achava que Boyhood iria um pouco melhor (foi o tchibum da noite: o mais indicado, voltando só com o Oscar de atriz coadjuvante da Patricia Arquette).

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Esquenta para o Oscar 2015

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Seguindo a tradição, vale lembrar que amanhã é noite de Oscar! Com apresentação de Neil Patrick Harris (e um monte de apresentações musicais, aposto), a transmissão está prevista para começar às 23:45 na Globo (sim, aquela velha história, não dá para tirar uns poucos minutos de Faustão, Fantástico e BBB para passar toda a cerimônia dane-se quem gosta de acompanhar e só pode ver pela tv aberta). Para quem tem tv a cabo, na TNT a previsão é de que a transmissão comece às 20:30.

E agora alguns links relacionados:

Guia para seu Bolão do Oscar, lá no Vida Ordinária

Palpitando o Oscar 2015, por Ana Maria Bahiana

Também da Ana Maria Bahiana, um artigo no Blog da Companhia: O prêmio, essa força estranha

As 10 pessoas que mais receberam agradecimentos no Oscar (para surpresa geral, Harvey Weinstein está em segundo)

Oscars Bingo!, no Guardian

E continuando os joguinhos, o Guardian também tem esse: You don’t know Oscar

O Hollywood Reporter publicou como no ano passado entrevistas “brutalmente honestas” com membros da academia comentando seus votos. Tem aqui parte 1, 2, 3, 4, 5.

E quando você terminar de ler esses artigos, vai achar que o Oscar é decidido desse jeito.

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Dois Lados do Amor (The Disappearance of Eleanor Rigby)

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Se tem algo que eu adoro em literatura é quando o autor se dá ao trabalho de explorar diferentes pontos de vista para a mesma situação. De como uma história pode ser outra completamente diferente dependendo de quem conta. E foi por ter a oportunidade de ver esse exercício repetido no cinema que fiquei tão empolgada quando fiquei sabendo sobre The Disappearance of Eleanor Rigby (que no Brasil passou no Festival do Rio com a horrenda tradução ‘Dois Lados do Amor‘).

É um projeto audacioso: um filme mostrando a visão do homem, outro mostrando a da mulher e finalmente um terceiro que mescle essas duas versões. Não sei bem por qual motivo, achei que seria uma história típica montada do começo do relacionamento até o fim, mas não é bem por aí: os filmes abordam o modo como Connor (James McAvoy) e Eleanor (Jessica Chastain) lidam com a perda do filho.

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Janeiro é o mais cruel dos meses (Ou Filmes que vi em janeiro)

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Quicksilver também aprovou.

Mentira, nem é não. Melhor época para quem gosta de cinema. Por causa da temporada de premiação, o pequeno pirata mirim pode fazer a festa sem ter que ficar frustrado porque os multiplexes da sua cidade quase que só passam filme para a gurizada de férias (e dublados ¬¬). E tem o Netflix também, que está sendo bem esperto e investindo um bocado em filmes que por aqui quase que foram lançados direto em (dvd? blu-ray? a locadora aqui de perto de casa fechou, nem sei mais o que as locadoras alugam).

Enfim, foi um ótimo mês. E tanta coisa boa, que aí você até entra naquelas de sempre COOOOOMO NÃO FOI INDICAAAAADO PARA O OOOOOOSCAAAAR? e tudo o mais. E sim, você já deve ter adivinhado: post com comentários rápidos sobre o que assisti agora em janeiro.

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Os melhores filmes de 2014

Opa, caaaalma aí que o ano não pode acabar sem este post. Sei que fiquei devendo muito post aqui (Boyhood! Snowpiercer! The Obvious Child!), mas vá lá, com sorte em 2015 eu melhoro o ritmo de postagens. Explicando para quem chegou agora: há 10 anos eu faço um top10 com filmes que estrearam no Brasil (ou seja, filmes de outros anos ficam de fora). Este ano estou incluindo lançamentos de 2014 que não necessariamente chegaram por aqui (alguns só em festivais), vocês saberão quais são porque eles ainda não têm título em português. Ah, sim. Nunca é demais lembrar que é uma lista pessoal e yadda yadda yadda.

As listas dos anos anteriores você pode encontrar aqui: 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008 | 2009 | 2010 | 2013.

1. Boyhood: Linklater ainda tentando achar um jeito de conquistar o Tempo. Queria ter feito um post só dele, fica para outra hora (outro ano, outro dia).
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Garota Exemplar (Gone Girl, 2014)

enhanced-buzz-wide-28958-1406900006-11Lembro que cheguei a escrever no meu post sobre o livro Garota Exemplar que essa era uma história que sobrevivia ao spoiler: mesmo você sabendo detalhes importantes do enredo, ainda assim valia a pena ler. E até por isso fiquei bastante ansiosa sobre a adaptação para o cinema, dirigida por David Fincher (de quem eu curto alguns trabalhos, mas não chego a ser pagadora de pau, etc.). Uns tempos depois, saiu por aí uma notícia de que a Gillian Flynn (autora do livro e responsável pelo roteiro) tinha alterado o final, o que obviamente aumentou minha curiosidade – alterou como? O que muda? E lá vou eu, tão logo o filme chega aos cinemas para conferir.

Antes de continuar a comentar aqui, vale lembrar que ainda acho que seja uma história que vale a pena mesmo com spoilers (embora agora esteja cá co a dúvida se um aspecto realmente não se perde quando você aprende uma coisa ou duas sobre as personagens), mas que caso você seja do tipo que se importa MUITO com isso, é melhor não continuar a ler o que escreverei aqui.  Ok? Ok. Vamos lá.

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You see, there are still faint glimmers of civilization left in this barbaric slaughterhouse that was once known as humanity

tumblr_n7spxcXUiz1qfqx4io1_1280Então. Ia escrever sobre Subject Steve do Sam Lipsyte, abri o editor mas me dei conta que é um livro com bons momentos mas que não mexeu comigo o suficiente para sentar aqui e escrever sobre ele. Basta dizer que tem uma pitada de Tibor Fischer (alou, Sol!), que tem uma ideia bem sacada só que em determinado momento ele começa a se repetir tanto, tanto, que cansa. Seria uma novela excelente, e é um romance mediano.

Mas eis que estava aqui dando uma olhada e notei que não falava dos meus filminhos desde o Oscar e que puxa, um monte de coisa linda, imperdível e inesquecível estava nesse intervalo entre o último post e o que escrevo agora. Como não vou dar conta de falar sobre tudo, deixo os ruins e os maizomeno para lá e vou direto aos que gostaria que alguém tivesse me indicado caso eu já não soubesse deles (é um conceito meio confuso mas já explico sobre isso, peraí). Naquele esquema de sempre, uns comentários breves.

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