Eu não jogo video game, eu não curto muito ficar postando videozinhos aqui no Hellfire, mas acabei de ler um tweet do @inagaki linkando para uma animação de The End dos Beatles, feita para o Rock Band, e ahhhh, muito legal. Então vou compartilhar, né? Até porque eu acho os versos dessa música geniais: and in the end, the love you take is equal to the love you make.
Ano: 2009
A Órfã
Aproveitando a promoção da UCI (Amigo assina embaixo), milagrosamente fui assistir a um segundo filme em duas semanas (ótima média para quem estava indo ao cinema duas vezes por ano no total, hehe). Dessa vez conferi o lançamento dessa semana, A Orfã. Eu meio que já sabia o que encontraria por ali (ou pelo menos achava que sabia), qualquer coisa tipo Joshua, agora com uma menininha. E olha só a coincidência: a atriz que interpreta a mãe adotiva de Esther (a órfã), também interpreta a mãe de Joshua. Uou. Dá até para colocar no currículo “Especialista em papéis de mães que sofrem o diabo nas mãos de crianças psicopatas”.
As histórias são mais ou menos parecidas mesmo, pelo menos alguns elementos se repetem. A criança aprontando um monte (e por aprontando não estou falando em fazer sujeira no quarto, não) e ninguém acreditando na figura adulta que já sacou o nível de maldade da criança. O que é AGONIANTE. Sério, eu tinha vontade de entrar no filme e falar para todo mundo EI, ESSA GURIA É O CAPETA!! Ou algo que o valha. Continue lendo “A Órfã”
Kiss of Life (Daniel Waters)
Antes de mais nada, caso tenha passado batido, não deixe de conferir o 10 Perguntas e Meia com o Daniel Waters que publicamos mês passado no blog do Meia Palavra. Foi uma entrevista bem legal, na qual deu para perceber o ótimo senso de humor que o autor tem e que consequentemente transfere para seus livros. O primeiro que li, Generation Dead, me surpreendeu positivamente como uma história de zumbis que, no final das contas, falava sobre preconceito e intolerância.
Então é natural que eu estivesse com muita vontade de ler Kiss of Life, continuação do primeiro livro, publicada em maio desse ano. Aqui ficamos sabendo o que aconteceu depois dos eventos na Casa Mal Assombrada (não vou entrar em detalhes para não estragar a surpresa de quem ainda não leu Generation Dead), e de como Phoebe, a protagonista, está lindando com isso. Continue lendo “Kiss of Life (Daniel Waters)”
Grace
Grace é um filme estranho. Estranho no bom sentido, daqueles que você não sabe bem para que veio, para onde vai e quando se dá conta já estão subindo os créditos (e você nem notou o tempo passando). O IMDb o classificou como Drama/Horror/Thriller, embora eu ache que a parte “Horror” da história é extremamente sutil, é mais aquela situação que faz você ficar pensando após assistir ao filme como seria se você estivesse no lugar da protagonista, ou ainda: até que ponto somos capazes de ir, nós que achamos que somos tão humanos.
A história é sobre uma mulher que tenta engravidar após já ter sofrido dois abortos naturais. Ela obviamente parece bastante desesperada para ter um bebê, e fica extremamente feliz quando finalmente consegue engravidar e levar a gestação para mais de seis meses. Mas em uma noite ela tem complicações e, ao voltar do hospital, sofre um acidente de carro. Como consequência, tudo indica que ela perdeu o bebê, porém…
Porém não é bem o caso. E eu acho que para ter alguma surpresa, caso não tenha visto é melhor não continuar lendo os parágrafos a seguir, mas acredite em mim: vale a pena assistir, embora não seja um filme imperdível (como o Arrasta-me para o Inferno, hehehe). Caso vá procurá-lo, não esqueça que esse é o de 2009, filmado depois que o curta de 2006 foi bem recebido pelo público.
Então, sobre o bebê…
… a verdade é que o bebê, como esperado, nasce morto. Mas quando a parteira vai dar um basta na cena mórbida da mãe embalando o bebê como se ele estivesse vivo, upz, ele está. Maizomeno. É um bebê zumbi. Alimenta-se inicialmente do sangue da mãe, que mais para frente vê na intromissão da sogra super controladora uma oportunidade para arrumar mais comidinha para a filha. Só que tudo isso começa a acontecer quase que na meia hora final do filme, antes são só situações que sugerem que Grace não é normal. O público vai percebendo junto com a mãe que a criança gosta de sangue, por exemplo.
Ou ainda, cenas em que contam mais a sugestão, como o aparecimento de moscas perto do berço da criança e o fato de que a mãe em dado momento pensa que o cheiro ruim que sente é da areia do gato, mas então se dá conta que vem do próprio bebê. Imagine só. Mas como disse, no geral acaba sendo um filme meio estranho, porque não é daqueles de dar susto, mas dá medo. Porque ok, um bebê zumbi é bastante impossível de se ver por aí, mas uma mãe matando pessoas para alimentar o filho, não. Como falei, aquela história toda dos limites de nossa humanidade.
De qualquer forma, é bastante curioso. Na realidade agora fiquei curiosa sobre o curta. Pelo que eu vi, é bem mais gore que o longa, hehe. No mais, parece que foi lançado em Sundance e depois saiu direto em DVD, então não contem com a possibilidade de ver nos cinemas (ainda mais nos daqui).
Do fundo do baú: boneco do Fofão
Eu sinceramente não acredito que isso seja característica de apenas uma geração, mas às vezes prestando atenção na molecada fico pensando se o pessoal que foi criança nos anos 80 e começo dos 90 não tinha uma criatividade mais fértil, pelo menos no campo do coisas para sentir medo. Não bastava o monstro escondido no armário ou embaixo da cama. Nem o homem/velho do saco. Ou ainda, vilões de filmes de horror da época como Freddy Krueger (só de lembrar daquela musiquinha eu já fico com medo!) e Jason Voorhees.
Nããããão, isso não era tudo o que nossas cabecinhas conseguiam criar (e temer!). Um exemplo foi a quantidade de lendas urbanas que pipocavam em pátios de escola, inveriavelmente envolvendo elementos do nosso universo. As músicas da Xuxa que tocadas ao contrário era um hino ao diabo, ou mesmo o caso da boneca que matou (heim?) uma criança. E, talvez uma das lendas mais recorrentes, a do boneco do Fofão. Continue lendo “Do fundo do baú: boneco do Fofão”
True Blood S02E11: Frenzy
Penúltima vez escutando Bad Things do Jace Everett (indicada para melhor música no Scream Awards desse ano, já votou?), e o título do décimo primeiro episódio dessa temporada (Frenzy) resume bem o ritmo que a história está tomando. É aquele tipo de episódio que arruma tudo para a conclusão, como que colocando as peças em um tabuleiro de xadrez. Começamos com a conversa de Bill com a Rainha da Lousiana (interpretada por Evan Rachel Wood), tentando descobrir o que pode matar uma menade.
Em Bon Temps, Sookie e Lafayette tentam (em vão) manter Tara longe de Eggs (e por consequência, Maryann) – o que tomou mais tempo no episódio do que deveria, na minha opinião. Porém, a conclusão com Lafayette de olhos negros foi muito legal, parece final de conto de horror (e lógico que atiça ainda mais a curiosidade para o fim da temporada).
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Arrasta-me Para o Inferno
Primeiro a palhaçada: Arrasta-me para o inferno ganha pré-estreia em Curitiba. Não fui porque Fábio não estava aqui e eu obviamente queria assistir ao filme com ele, mas ok, eu aguento esperar mais uma semana. Só que então no que seria a semana de estreia, pans: o filme simplesmente não está em cartaz em Curitiba. Tem em Maringá e em Londrina. Mas não em Curitiba. Dá para entender uma coisa dessas? No final das contas do que adianta ter várias salas em toda a cidade se no final das contas estão passando as mesmas coisas sempre? Aí os filmes “diferentes” ou chegam com quase duas semanas de atraso, ou ficam apenas em salinhas de cinema de qualidade meio chinfrim. Enfim, fica registrado meu protesto aqui (pelo menos o Estação se redime com o cinema a 6 reais nas segundas, hehe).
De qualquer modo, FINALMENTE consegui conferir Arrasta-me para o inferno. E fico feliz que tenha feito isso no cinema, e não em casa: o som potencializa a tensão, trabalhando muito bem com alguns efeitos de sombras. Muito do horror fica na sugestão, na soma desses fatores – embora sim, tenha lá um punhado de cenas nojentas daquela de fazer você querer olhar para o lado (vermes, moscas, sangue… etc.). E é Sam Raimi, então é óbvio que tudo isso regado com muito humor.
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Adaptações: é possível separar livro do filme?
Então que essa semana chegou aos cinemas brasileiros a primeira adaptação internacional para o cinema de uma obra de Paulo Coelho, Veronika Decide Morrer. A protagonista que dá nome ao filme é interpretada por Sarah Michelle “Buffy” Gellar, mostrando a história de uma garota que tem tudo na vida mas que decide morrer (entendeu a razão do título? hehe). Aparentemente a película não está sendo muito bem recebida pela crítica tupiniquim, já que em seu blog (uia!) um Paulo Coelho bastante chateado apareceu para defender a adaptação da seguinte maneira: Continue lendo “Adaptações: é possível separar livro do filme?”
True Blood S02E09: I Will Rise Up
Opa que agora sim estamos chegando no que eu estava esperando de True Blood. Mais vampiros, menos dos outros seres sobrenaturais. I Will Rise Up (S02E09) se concentrou principalmente nas consequências do ataque da Fellowship of the Sun ao “ninho” dos vampiros de Dallas, diminuindo consideravalmente o tempo de chatices como a história da MaryAnn (que agora está toda enfezadinha correndo atrás do Sam). O que rendeu de bom sobre as aparições da MaryAnn é que por causa do que ela está fazendo com Tara, Lafayette apareceu como o era na temporada anterior (e eu que tinha reclamado justamente que ele andava muito apagado).
Outra coisa bacana é que continuam explorando bem a relação entre a Jessica e o Hoyt – da vampira aborrescente da primeira temporada ela está chegando à conclusão da segunda como uma das personagens mais legais. Eu tenho cá minha teoria de que gosto tanto dela porque ela não está nos livros, então acaba que não espero nada e até me surpreendo.
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Areia nos Dentes (Antônio Xerxenesky)
Desde agosto do ano passado, quando li uma resenha da Ágata lá no blog do Meia Palavra comentando esse livro morro de vontade de ler. O fato do autor ter sido tão bacana e topado uma entrevista (10 perguntas e Meia de abril desse ano) aumentaram ainda mais a curiosidade. Faroeste. Com zumbis. Eu sei, eu sei. Eu me vendo fácil para esse negócio de histórias de zumbis, mas no caso de Areia nos Dentes eu fico mais do que feliz por isso. Porque é um daqueles livros que eu colocaria fácil, fácil entre um dos melhores que li esse ano. E ó, nem tem tanto zumbi assim.
A narrativa mostra um sujeito tentando recuperar a história da família ao escrever um livro sobre os tempos em que viviam em um povoado no sul dos Estados Unidos. Aos poucos o narrador vai interrompendo a narrativa, seja por um problema com o computador, seja por embriaguez. E quando você já está afoito pensando: cadê os zumbis, cadê, cadêêê?, Já era. Xerxenesky já prendeu sua atenção e você quer saber dos dois Juans. Você já consegue sentir o calor e a poeira da Mavrak, cidade dos antepassados do narrador.
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