A Letra Escarlate (Nathaniel Hawthorne)

matteson_scarlet_letterComo alguns de vocês sabem, minha monografia foi sobre o Poe. Uma aplicação da crítica do autor em sua própria obra, digamos assim. E um dos textos que fornece um ótimo material para uma idéia que Poe tinha da unidade de efeito, era uma resenha que ele escreveu sobre o Twice-told Tales do Nathaniel Hawthorne. Foi o primeiro contato que tive com Hawthorne, e a verdade é que ele esteve sempre na minha estante em A Letra Escarlate mas sempre colocava outros livros na frente e deixava para depois.

Li no final de semana passado, e simplesmente devorei o livro. Sim, ele é curto e é bem fácil devorá-lo em um final de semana. Mas não é só por ele não ser um tijolão, é porque a narrativa flui muito bem e Hawthorne consegue manter sua curiosidade do início ao fim da história de Hester Prynne. Na puritana Nova Inglaterra do século XVII, a mulher  é acusada de adultério e deve usar uma letra A escarlate para mostrar para todos o crime que cometeu.

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E então, falar o quê?

Surtei achando que não valia mais a pena essa coisa de blog 1, e aí o Rodrigo (aka Slicer) escreveu um post falando basicamente da importância dos blogs, e aí eu até achei que tinha argumentos para continuar batendo o pé e não, não, não chega de Hellfire. Mas aí ele veio com essa nos comentários:

Acredite, eu sei melhor do que ninguém o que é falar pras paredes. Se eu cortar a página de nomes élficos do meu site eu teria menos de 20 visitas por dia. Mas o tamanho da minha tribo é de responsabilidade minha: eu escolhi que as pessoas que querem só os nomes em élfico não façam parte da minha tribo, eu escolhi que elas sejam indesejáveis para mim e eu escolhi escrever de uma forma que não interessa a elas. Como diria a Solange de muitos BBBs atrás, “o pobrema é meu”.

Chegar à conclusão de que você não será nunca a melhor do seu mundo sobre o que você escreve no Hellfire é um bom motivo para parar, assim como chegar à conclusão de que escrever no Hellfire lhe impedirá de ser a melhor do seu mundo em outra atividade, ou está lhe tirando a atenção de uma atividade na qual você já é a melhor do mundo.

Contudo, eu não creio que o fato de não estar sendo lida com atenção por tantas pessoas quanto você gostaria é motivo para não escrever. De fato, é a pior coisa a se fazer! Deixar de escrever não deixará sua tribo maior, o que lhe levará a nunca mais escrever e, portanto, a nunca mais dizer o que você acha que as pessoas deveriam ouvir. O equilíbrio se perde sem esse contrapeso.

E falar o que, né. Vou largar mão de frescura e tocar o barco, que esse moço está com toda a razão. Obrigada pelas palavras de novo, Slicer (é, você terá que conviver com o Slicer tanto quanto eu com o Joy =P ). E você, leitor do Hellfire,  mesmo que não esteja em crises sobre por que deveria atualizar seu blog, dê uma passada lá e leia o post dele, porque vale a pena. Amanhã voltamos à programação normal. Prometo. Ou não (já dizia Caetano).

Memória de minhas putas tristes (Gabriel García Márquez)

memoriademinhasputasSabe livro que está na estante faz uma pá de tempo e só porque você acabou de ler todos os livros novos que tinha comprado e está sem um puto furado para comprar outros novos aí então você resolve ler? Poisé, foi o caso de Memória de minhas putas tristes. Faz um tempo que tenho ele aqui, sem sequer abri-lo. E então, quando comecei, simplesmente o devorei, não conseguia parar de ler. E que deus abençoe os livros largados na estante, porque deles sempre temos as melhores surpresas.

Memória… poderia ser um livro sobre a velhice. Mas acho que essa leitura é muito simplista (para não falar óbvia), até levando em consideração o enredo. Um homem ao completar os 90 anos decide que passará a noite com uma virgem. Muito embora a partir dessa noite a questão da idade comece a pesar de fato em seus pensamentos, ainda assim acredito que o ponto principal da obra é o Amor, assim, com “A” maiúsculo.

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Para explicar no futuro: cinema

121062625_00f468edca(Eu sei que começo séries que nunca termino, tipo a Do Fundo do Baú, mas o bom de ter um blog é que em teoria escreverei para sempre, então o segundo post da série sempre poderá ser publicado, há há)

Eu estava pensando no suquinho de goiaba da lojinha de sucos que tinha ao lado do Cine Condor e então me dei conta de que tem uma pá de tempo que o Cine Condor virou bingão e deixou de existir. O que é uma pena, porque tenho todo um histórico naquele cinema. Por exemplo, assisti filmes como De Volta Para o Futuro II lá. E fui barrada na sessão de Pulp Fiction porque tinha 14 anos e o filme era para maiores de 18. Tinha o Cine Itália também, que ficava no topo do Shopping Itália – um dos prédios mais altos de Curitiba, pelo menos na minha infância – lembro que lá assisti Minha Amada Imortal com minha mãe, e lembro que juntava moedinhas para assistir sessões baratas de filmes como Débi&Lóide e Epidemia com minha amiga Pati. É, já deu para ir ao cinema “juntando moedinhas”.

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Vergonha na cidade

tn_600_580_onibus_-_ligeirinho_dd_19Eu sei que tragédias não têm hora marcada, mas pouco tempo após anúncio de aumento do valor da passagem do transporte coletivo, um acidente choca toda Curitiba e faz com que as pessoas questionem onde diabos está indo parar esse dinheiro.

Ontem uma mulher de 29 anos caiu de um Ligeirinho em movimento. O ônibus estava lotado e ela estava colada na porta, e apesar de um mecanismo de segurança que não permite que o veículo se movimente com a porta aberta, a pressão causada pela quantidade de gente e o empurra-empurra foram tamanhos que a porta cedeu. E a Urbs, o que diz sobre isso? Da reportagem:

Em nota, a Urbs manifestou “profundo pesar pelo acidente ocorrido” e informou que determinou uma “perícia completa para se determinar as causas do acidente”, cujo “laudo definitivo deve ficar pronto num prazo de 15 dias”. Segundo a empresa, o ônibus também tem sinais de alerta aos passageiros junto às duas portas, com a frase “evite permanecer nesta área”.

Parece até piada. Esses animais já entraram em um ônibus em horário de pico para saber se é possível seguir a orientação? O triste é saber que apesar do que aconteceu, nada mudará. Fora o preço da passagem. Se esse é o melhor transporte coletivo do Brasil, eu tenho medo de pensar pelo que o resto do país está passando.

Redes Sociais Literárias

estanteDesde 2007 estou testando algumas redes sociais literárias (como dizem por aí “tipo um orkut de livros”). Registro os livros que estou lendo e vejo o quanto a ferramenta é realmente bacana (ou não). Hoje comentarei sobre quatro delas, sendo 3 estrangeiras e uma nacional: LibraryThing, Shelfari, Goodreads e Skoob (books ao contrário, ho ho ho).  As notas variarão de 0 a 5, de acordo com os seguintes critérios: adição de livros novos, navegabilidade, ferramentas, visual e sociabilidade (já que são redes sociais, né?).

Espero que as avaliações sejam úteis não só para direcionar para boas ferramentas, mas também para que vocês possam conhecer diferentes opções e testar as mais adequadas aos seus gostos. E acreditem: é muito legal poder compartilhar informações sobre livros e mesmo ter um registro de tudo o que temos lido, por isso se você ainda não tentou cadastro em nenhum desses lugares, não perca tempo e vá logo conferir. Agora vamos às avaliações, certo?

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O Coringa e o Oscar

tdk-aug3-jokr-high-res-2Desde que saíram as indicações do Oscar de 2009, uma das coisas que mais têm agitado a nerdaiada é o fato da premiação ter simplesmente ignorado O Cavaleiro das Trevas, deixando para o filme apenas indicações mais técnicas (edição de som, maquiagem, efeitos sonoros, efeitos especiais, edição, etc.) e ficando apenas com a indicação póstuma para Heather Ledger como ator coadjuvante pela interpretação do Coringa. Eu, devo ser uma das poucas fãs de Batman que acha que esse filme não é tuuuuuudo isso e que no final das contas a academia não errou ao excluir o filme dos prêmios principais.

Caindo na real, o que esse Batman tem de tão diferente do anterior, o Batman Begins? “Orra, Anica! Tem o Coringa! Muito foda o Coringa, o Ledger fez um trabalho de interpretação superior ao Jack Nicholson, Coringa-eô!”. Hum. Certo. Vamos conversar um tico sobre o Coringa então.

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Pá-pum cinéfilo (parte II)

Ontem eu comecei uma lista com breves comentários sobre os filmes que assisti agora em janeiro (férias, iei!), mas resolvi dividir a lista em duas partes para que não ficasse um texto muito longo (daqueles que ninguém lê, menos a Roberta para quem sempre dedicarei meus posts mais compridos). Se você chegou agora através de Google ou algo que o valha, a primeira parte dos comentários está aqui. Então sem mais enrolações, vamos lá para o Pá-pum cinéfilo parte II.

myblueberrynights_posterUm Beijo Roubado (2007): Sabe aqueles filmes bonitinhos em que nada realmente relevante acontece, mas mesmo assim você vai até o fim e acha bem bacana? Poisé. Porque em Um Beijo Roubado temos Norah Jones como Elizabeth, uma garota que viaja o Estados Unidos trabalhando como garçonete, conhecendo pessoas que mudam sua vida e blablabla. Se for pensar bem, é tipo um Na Natureza Selvagem de menina, mas sem mato e sem bocó morrendo de fome no final. Gostei muito de alguns diálogos, embora outros fossem ahn… sabe daqueles que o cara fala um monte de coisa de uma forma cool mas no final não disse nada com nada (Wait, what?)? Poisé. A metáfora da torta de blueberry, por exemplo, eu ainda não saquei, para ser bem sincera. Aquilo era para ser algo para animar o humor da menina? Era uma cantada? Era só um treco para estabelecer uma relação entre o rapaz e Elizabeth? Se alguém souber explicar, por favor, é só usar os comentários abaixo. Mas sim, é um filme bem legal. E tem a Cat Power, iei.

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Pá-pum cinéfilo (parte I)

promocaocinemaEstou nos últimos dias das minhas férias e resolvi aproveitá-los assistindo filmes, sabe como é. Oscarizáveis, alguns do ano passado que deixei passar batido, velharias que morria de vergonha por nunca ter visto… o básico. Então, ao invés de fazer váááários posts sobre o que tenho visto, resolvi fazer um só com comentários breves mesmo. Até porque eu ainda acho que nunca ninguém chega até o fim dos posts mais longos mesmo, há, há.

Então, fora A Duquesa (indicado ao Oscar de Melhor Figurino e de Melhor Direção de Arte) e Repo! The Genetic Opera (Paris indicada ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante) dos quais já falei por aqui, vamos lá para o pá-pum cinéfilo. De repente serve pelo menos como sugestão de filme para ver (ou evitar!), se você estiver meio à toa na vida num dia friozinho como o de hoje, hum.

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Edgar Allan Poe

poePara celebrar o que seriam os 200 anos do meu escritor favorito de todos os tempos (hehe), fiz aqui um copy paste frankenstein da minha monografia. Espero que tenha algumas informações novas para vocês, fãs do autor. Eu ainda acho que como contista ele pode ser colocado facilmente no pedestal dos melhores de todos os tempos. A forma como ele desenvolve as narrativas é fenomenal, e muito embora a preguiça tenha falado mais alto e eu tenha deixado essa pesquisa de lado, ainda acredito que Machadão contista aprendeu muito com Poe. E eu duvido que tenha alguém que tenha o mínimo de leitura e não conheça o poema O Corvo. É como dizia Leminski:

afinal
somos todos
frutos
da
mesma
POE TREE

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