Lucio Fulci

fulciQuando você estiver em crise sobre o rumo profissional que decidiu tomar, deveria pensar no sr. Fulci e relaxar. Esse italiano nascido em 17 de Junho de 1927 estudou Medicina, mas sacou a tempo que tinha talento para cinema. E fez um punhado de coisas, de todos os gêneros possíveis: do western às comédias.  Mas o que fez ele famoso foram os filmes de terror, que acabaram rendendo a alcunha de Padrinho do Gore 1  Não que ser o Padrinho do Gore seja exatamente o equivalente a salvar vidas, mas dá para dizer que o sr. Fulci salva finais de domingos.

Eu ainda não conheço todos os filmes da vasta lista de títulos que ele dirigiu ou para os quais escreveu o roteiro. Na verdade, até o momento vi apenas quatro, mas um deles está agora entre os mais assustadores que já vi até hoje. Por isso resolvi fazer aqui no Hellfire um breve comentário sobre eles, até para ficar como sugestão para vocês que gostam de filme de horror mas não aguentam mais ver remake hollywoodiano de filme oriental.

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I CONCURSO DE CONTOS MEIA PALAVRA

meiatwitterHoje começa nova fase do I CONCURSO DE CONTOS MEIA PALAVRA, a escolha do público. Estão participando do concurso 14 contos ao todo, publicados no Fórum Meia Palavra.  São eles: Bicho-Papão, A Cidade dos Malditos, Lado Negro, Vendetta, Constante, A Mudança, Cúmplices, Sobre pássaros que não se vêem e cachorros que fedem, O Próximo, Do amor se fez escamas, Tsaritsina, A velha do carvalho, (A)mar e Das Estrelas à Stella. Para escolher o melhor conto, basta visitar o tópico com a enquete no Meia Palavra.

E se você queria ter participado mas perdeu a chance, não se preocupe porque logo outros concursos surgirão lá no Meia Palavra, e não só de contos. No mais, agradeço de coração a todos que toparam participar enviando contos. Esse concurso só foi possível por causa de vocês.

PS. Sim, mudei o visual do Hellfire. Finalmente me rendendo às três colunas, há, há.

Coraline 3D (o filme)

coralineVocês não têm noção de quanto tempo eu não vou ao cinema (acho que a última vez foi para assistir Superman). Mas é aquela coisa, com internet e home theater em casa, o filme tem que ter alguma característica absolutamente excepcional para fazer com que eu vá pagar ingresso de um valor absurdo para ainda ter que tolerar uma sessão cheia de gente mal educada que esquece de desligar celular ou acha que o melhor lugar para tirar fotos é uma sala de cinema. Poisé. Mas a animação Coraline, baseada no romance de Neil Gaiman, tinha a tal da característica: é em 3D.

E lá fui eu pagar ingresso caro (16 reais, gente. Numa quinta-feira a tarde isso é ridículo), já que 3D infelizmente não é possível ver em casa. Dei sorte, minha sessão estava bem vazia, com um punhado de crianças até bem educadas e caladas. Óculos em mãos (uou, não são mais aqueles tosquinhos de papel, heim), passam uns trailers de outras animações 3D por vir e eis que começa o filme…

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O Curioso Caso de Benjamin Button

the-curious-case-of-benjamin-buttonOs comentários gerais que ouvia sobre O Curioso Caso de Benjamin Button eram de que o filme era bom, “mas não tudo isso”. Tanto é que minha aposta para o Oscar era Slumdog e Milk, com o Curioso Caso… ficando ali com os prêmios mais “técnicos”, tipo maquiagem e efeitos especiais. Pois então, terça-feira de carnaval, eu em Curitiba com um tempinho feio e absolutamente nada para fazer, finalmente vou lá conferir o filme. Uma das principais razões de eu ter deixado para assistir só nessas condições é que o filme tem cerca de duas horas e quartenta. Haja vida, heim.

E até por causa do tamanho do filme (quase um Senhor dos Anéis, hehe) meu primeiro medo era justamente que ele fosse maizomeno. Daqueles que você fica toda hora olhando para o relógio e pensando “Falta muito, Papai Smurf?”. Notícia boa: você nem sente o tempo passar. Talvez pelo plot inusitado (o homem que nasce velho e vai ficando jovem), desde o princípio sua atenção é presa e você embarca em uma espécie de montanha russa, saltando do cômico para o drama de uma cena para outra.

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Oscar 2009

oscarsposterEu não estarei aqui (alalaolalaolalaoooo) no dia do Oscar. Na realidade estarei bem longe, num lugar com tv a cabo para que eu possa acompanhar a cerimônia na TNT, levando em consideração que a Globo fez a gentileza de comprar os direitos de transmissão e bem, simplesmente resolveu que o desfile das escolas do Rio era mais importante que o Oscar e resolveu não transmitir o evento (depois não sabem por que eu não gosto de Carnaval). Justo esse ano, que o Robert Pattinson 1 entregará um dos prêmios, Rede Globo? Fica aqui a maldição do dia: NA NOITE DO CARNAVAL A RECORD E O SBT FICARÃO NA FRENTE DA GLOBO NO IBOPE.

Humft.

E como de quando eu quando eu costumo fazer aqui, colocarei meus pitacos para o Oscar desse ano. Só nas catigurias principais, nada contra os curtas e documentários, eu simplesmente não os assisti. Lembrando que faço meus palpites tentando pensar como os velhacos da academia – eles não refletem de modo algum quem eu gostaria que ganhasse. Vamos lá então:

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O Evangelho Segundo Jesus Cristo (José Saramago)

evanAgora que eu perdi meu medo de Saramago, vamo que vamo né. Li há uns dias e acabei não comentando aqui porque foi na semana de surto-adeus-ao-hellfire, então acho que é melhor eu deixar registrada minhas impressões antes que eu esqueça o que de fato achei (o que acontece com frequencia, acredite. O pior é que minha memória tende a amar ou odiar as coisas depois de um tempo, sem muito meio termo). E para o caso de estar com pressa e não querer ler o post até o fim para saber o veredito, eu gostei muitão, mas acho que Ensaio Sobre a Cegueira ainda é superior (o que não quer dizer muita coisa fora que se alguém pedir para eu indicar algum do Saramago, eu indicarei Cegueira, hehe).

Do começo: publicado em 1991 quando eu ainda brincava de Barbie e achava que Stephen King era a coisa mais cool no mundinho dos livros (cofcof), O Evangelho Segundo Jesus Cristo relata a história de Jesus (ah, sério?), desde a gravidez de Maria até o momento da crucificação (o legal de falar sobre esse livro é que é meio difícil lançar algum spoiler há,há).

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Orangotag

orangotagDias atrás escrevi sobre redes sociais literárias 1 e fuçando aqui e acolá descobri que há uma ferramenta parecida para os nerds com transtorno obsessivo-compulsivo que simplesmente preciiiiiisam listar o que já assistiram durante toda a vidinha: Orangotag. É, eu não saquei o nome para ser bem sincera, mas vamos ao fator número um da coisa toda que é… IÉ, BRAZUCA! Fator número dois: IÉ, MUITO BEM FEITINHO!

Explicando como funciona. Você faz seu cadastro (clique na aba login no topo da página e depois em Inscreva-se) e depois de todas as firulinhas para ativar sua conta, comece a lembrar do que você já viu e do que você anda assistindo, e use a ferramenta de pesquisar para encontrar as séries em questão. Digamos por exemplo que eu esteja procurando por The Mentalist (minha série favorita no momento, nhóum!).

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Survive Style 5+

survivestyle5192004 foi realmente um bom ano para o cinema.  Alguns dos meus filmes favoritos de todos os tempos saíram nesse ano, como por exemplo Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Kill Bill, o remake de Madrugada dos Mortos, etc. E aí passam cinco anos e descubro que tem mais coisa daquele ano que eu ainda não conhecia, caso do filme japonês Survive Style 5+. Confesso desde já: o que conquistou minha curiosidade sobre o filme foi principalmente o fato de estar no top50 de filmes de terror do IMDb. Mas verdade seja dita, Survive Style 5+ não é um filme de terror. Você tem praticamente todos os gêneros possíveis em um só filme, com uma pitada de fantasia e nonsense.

A idéia básica você já viu antes, tenho certeza, com Magnólia, 21 Gramas, Crash, Babel, etc.: pessoas que não têm nada a ver uma com as outras cujas histórias se embaralham. A diferença de Survive… com relação aos outros filmes é justamente a fantasia e o nonsense, óbvio não só na história, mas nos cenários, nas personagens, no figurino. É uma história moderna, que se passa em uma cidade moderna. Mas as cores são tão fortes que em alguns momentos parece que você está em um sonho (por exemplo, a casa do cabeludo que tenta matar a esposa).

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Filmes para ver na sexta-feira 13

brownladyÉ, vocês sabem, não carrego comigo qualquer superstição sobre a sexta-feira 13, por outro lado tenho meus rituais (digamos assim) para esse dia, como já comentei tempos atrás. Um deles é  assistir filmes de terror (ok, eu sei que assisto sempre, mas pelo menos eu tenho uma desculpa para assistir mais alguns). Então se você também quiser embarcar nessa, algumas sugestões. Primeiro, uma dica: fuja desse remake de Sexta-feira 13 que está chegando aos cinemas hoje. Se geral continuar pagando por esse tipo de filme, eles continuarão esse esquema nada criativo e quem perde somos nós.

Outra dica é a lista dos melhores filmes de terror segundo o IMDb. Sabe como é, leva em consideração os votos dos usuários, então quanto mais gente fazendo a lista menos chances de ser injusta. Você também pode ver alguns títulos da lista das 100 cenas mais assustadoras do Cinema (mas cuidado com os spoilers desse site). Por último, vocês podem aproveitar um dos títulos do meu top5, tcharam!

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Pá-pum cinéfilo (parte III)

Minhas férias acabaram e acabei reduzindo o ritmo das sessões de filmes, mas ainda assim dá para fazer pelo menos um último Pá-pum cinéfilo (ou fazer uma categoria disso, vá saber). Lembrando que aqui você poderá encontrar a primeira parte dos comentários e aqui a segunda parte. Dois mais antigos na lista, duas barbadas do Oscar desse ano e um Del Toro de lambuja porque vocês sabem, adoro filme baseado em gibi. Comecemos então.

wall_e Wall.E (2008): Desde que essa animação chegou aos cinemas eu tive ‘n’ oportunidades de assisti-la, mas por alguma razão sempre deixava para lá. Não era por falta de vontade de ver, porque TANTA gente elogiava que era óbvio que não era ruim. E não é mesmo. Pelo contrário, é excelente. Daquelas histórias inocentes e fofas, com personagens que cativam pelas ações, não pelas palavras (até porque o filme quase não tem diálogos). É impossível não se encantar pelo robozinho e pelas pessoas e máquinas que ele encontra (até mesmo o vilão uma espécie de HAL 9000. E o melhor: apesar da mensagem ecológica, não é piegas (ou pelo menos não no nível vergonha alheia da pieguice). Primeiro nota 10 que esse ano, na minha opinião e barbada para Oscar de melhor animação.

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