A Menina que Brincava com Fogo (Stieg Larsson)

ameninaquebrincavaDando continuidade à leitura da trilogia Millenium, eis que leio o segundo título da série, A Menina que Brincava com Fogo. Dessa vez sem qualquer confusão de títulos e já devidamente apresentada às personagens, tudo levava a crer que seria uma leitura divertida e interessante, tal como o primeiro volume. Não, não foi. Infelizmente, confesso que cheguei até a perder qualquer vontade de ler a conclusão (que ainda não tem tradução no Brasil).

Vamos por partes: o fato é que para quem se apaixonou pela heroína Lisbeth Salander, talvez o livro sem MUITO bom. Sabe como é, às vezes nos encantamos por personagens e quanto mais podemos saber sobre eles, melhor. E aqui todos os detalhes sobre o passado de Salander ficam abertos ao leitor. E talvez aí que esteja um dos pecados do livro, na minha opinião. O que faz (ou fazia) de Salander uma personagem legal não era a quantidade absurda de tatuagens ou o fato de ela ser uma hacker ou algo que o valha. Era o mistério. E sem mistério, ela fica bem sem graça.

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Compras estranhas

booksbuyEntão que eu tenho cá essa minha mania de comprar livros. Não chega a ser compulsão, porque sou uma pobre consciente e não gasto o que não tenho, mas que vira e mexe fico namorandinho novos livros para comprar antes mesmo de terminar de ler os da última compra, eu fico. É mais forte do que eu, sabe. Vejo lá um site de livraria e fico fuçando os lançamentos, as promoções, as edições especiais… ai ai. Mas como já dito antes, não tenho tanta bufunfa sobrando então a escolha tem que ser mais criteriosa.

O problema é: mesmo com critérios (às vezes um tanto estranhos, do tipo “Caraca, olha o tamanho desse livro só por 20 reais!!!!”) algumas vezes eu acabo me metendo em roubadas. Por roubadas não quero dizer necessariamente que o livro seja ruim. Mas é um daqueles casos em que você olha para a estante e pensa “Onde eu estava na cabeça quando comprei isso?”. Resolvi então comentar de alguns deles com vocês, no…

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Segunda temporada de True Blood

billsookie03Dias atrás eu estava toda serelepe porque tinha ficado sabendo que a segunda temporada de True Blood começaria no dia 3 de maio.  Mas saiu um anúncio da HBO confirmando que a data será… blé. 14 de junho.  Para quem não entendeu por que diabos eu estou tão curiosa sobre a segunda temporada (até levando em consideração que não gostei da conclusão da primeira), o negócio é que ao ler os livros da Charlaine Harris eu cheguei a conclusão de que a série tem tudo para ficar muito, muito legal.

Mas é claro que isso depende basicamente das escolhas do Alan Ball. Não acho que se distanciar da obra que está sendo adaptada possa ser necessariamente ruim – e isso inclui qual destino ele dará para Lafayette, que no primeiro livro mal tem o nome citado mas que na série ganhou a atenção do público. Então a curiosidade é basicamente essa: de saber qual rumo a série vai tomar, e se a segunda chance valerá a pena.

A HBO também divulgou algumas imagens da segunda temporada que comentarei a seguir (o que significa mais ou menos que se você ainda não viu o primeiro ano, é melhor parar por aqui).

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Tingo

themeaningoftingoOntem nenhum aluno apareceu (nesses casos sempre lembro de uma colega de Tópicos de Estudo em Linguística perguntando para o professor “Vai ter pré-feriado?”), e fiquei lá preparandinho minhas aulas futuras. O tema de uma das unidades é termos atípicos,  “palavras sem tradução direta em outras línguas” digamos assim, assunto que o Rui já comentou lá no Blog do Meia Palavra.

Aí vi que a referência dessa aula é o livro The Meaning of Tingo and other extraordinary words from around the world, do Adam Jacot de Boinod. Surpreendentemente, já temos uma tradução aqui no Brasil (saiu pela Conrad em 2007), que pode ser encontrada como Tingo: o irresistível almanaque das palavras que a gente não têm. Parece um daqueles livros divertidíssimos, se for considerar alguns exemplos que traduzi lá da edição americana:

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Dead Snow (Død Snø)

dodsnoEu não lembro bem quem foi que indicou há uns tempos o filme Dead Snow (chuto que foi o Skywalker), só lembro que fiquei naquela de “Quero ver”, mas acabei não conferindo. Aí ontem à noite estávamos aqui em casa escolhendo o que veríamos, sondando as sinopses e tudo o mais, quando vejo lá o Død Snø, que no IMDb tem lá Grupo sai de férias yadda yadda yadda NAZI ZOMBIES. Uouuuuuuuu! Fiquei com vontade de assistir na hora. E lá fui eu.

O filme começa com uma cena MUITO boa, com uma garota correndo na neve. Toca como trilha No Hall do Rei da Montanha (um dos trechos mais conhecidos de Peer Gynt), o que conquistou meu coraçãozinho na hora. Pensa só, um filme com NAZI ZOMBIES e que abre dessa forma TEM que ser um dos melhores filmes de zumbi de todos os tempos. Poisé. Mas não é.

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Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Stieg Larsson)

homensPrimeira história: Em 2004 Stieg Larsson (respeitado jornalista sueco, conhecido por seus estudos sobre movimentos antidemocráticos), deixa os manuscritos de Män som hatar kvinnor e os outros dois livros seguintes da coleção em uma editora.  Pouco tempo depois, no mesmo ano, morre subitamente. O primeiro livro é publicado e torna-se um fenômeno editorial mundial, e tragicamente o autor não pode saborear o sucesso de sua obra.

Segunda história: Final de 2008, Anica fica sabendo sobre o livro Os homens que não amavam as mulheres do escritor sueco Stieg Larsson e resolve ler o livro. Mas logo conclui que a tradução da trilogia para o inglês devem sair mais rápido (e mais barato) do que em português, e resolve comprar o livro em língua estrangeira mesmo. Porém, só encontra os livros The girl with the dragon tattoo e The girl who played with fire. Ela conclui que os livros são o segundo e terceiro da trilogia, e fica esperando o primeiro. Até descobrir que na verdade o título em inglês é mais uma das estripulias editoriais lá de fora: ao traduzir todos os títulos como “The girl…” os editores deixam óbvio para os leitores que hum, trata-se de uma coleção. Ah, tá, então tá.

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Expectativas (e a falta delas)

torino_posterÀs vezes eu queria ser uma pessoa normal. Sabe, levar a vida na boa sem essa pira nérdica de correr atrás de informações, querer saber qual será o próximo álbum da minha banda favorita (e quando as músicas vazarão),  quando sairá livro novo de algum autor que curto ou ainda sem querer saber tudo sobre produções que estão para estrear. Conhecimento é legal, mas às vezes eu tenho a sensação que sou um daqueles moleques cheio de tralha no bolso. Ok que você viu o pôster novo do Sherlock Holmes. E daí? E daí que já tem video do Chico Buarque lendo o recém-lançado Leite Derramado? Etc.

Falo isso porque o sintoma principal dessa mania de informação é que eu crio muita expectativa sobre quase tudo. Cinema, por exemplo. Li tanta resenha sobre Na Mira do Chefe (In Bruges), e tanta gente falando do roteiro super-mega-power-tchan que uou, achei que veria qualquer coisa do naipe de Obrigado por Fumar ou qualquer outra comédia inteligente do tipo. Mas hum, não. Legal é. Tem alguns diálogos impagáveis e o Colin Farrell está ótimo. Mas não atendeu minhas expectativas.

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