Zombieland

ZombielandO bacana dos filmes de zumbi é que eles não precisam necessariamente serem filmes de terror. No sentido de sangue jorrando, tripas voando e outras nojeiras, aí é óbvio que sim. Mas de quando em quando um sujeito pode contar a história não de modo a provocar medo, mas riso. É exatamente o caso de Zombieland, filme que provavelmente chegará aqui no Brasil no dia 04 de dezembro mas que já está sendo muito bem recebido lá fora, tanto pelo público quanto pela crítica.

Também não é à toa. O filme cumpre muito bem seu objetivo, e diverte bastante e isso já desde os minutos iniciais, quanto o protagonista conta para o público a situação na qual tem vivido desde que pessoas que comeram carne infectada se tornaram zumbis. Nesse momento inicial já somos apresentados a uma ideia recorrente durante todo o filme, das regras da personagem principal para sobreviver aos ataques dos mortos-vivos. A graça aqui é que as regras são baseadas em clichês de filmes de horror, lembrando bastante o livro do Seth Grahame-Smith, How to Survive a Horror Movie.

E então quando você acha que o filme se baseará em piadas que aproveitam-se do fato do narrador ser um nerd, ou mesmo da questão dos clichês que acabei de falar e eis que chega Tallahassee, personagem brilhantemente interpretada por Woody Harrelson, que obviamente tem um talento especial para interpretar malucos, vide o que ele fez em Assassinos por natureza, O povo contra Larry Flynt e mais recentemente em Onde os fracos não tem vez.

Ambos se encontram na estrada quando seguem rumo ao leste, e logo depois são assaltados por duas irmãs, que levam o carro e as armas. Uma das irmãs é Abigail Pequena Miss Sunshine Breslin, que parece estar atravessando bem a fase de menina gracinha para adolescente. Os dois homens são enrolados pelas irmãs uma segunda vez, quando começam então a viajar juntos. É a aí que o terrir vira uma história bem bacana de amizade. Especialmente

SPOILER!!
no momento em o narrador descobre que Tallahassee não perdeu um cão para os zumbis, mas um filho.

O bacana é que dá para ser tocante sem ser piegas, talvez até pelo tom de humor negro que domina toda a história. É o tipo de filme engraçado e que pode agradar qualquer um com um pingo de senso de humor, independente de curtir filmes de zumbi ou não. E ainda tem momento impagável com Bill Murray interpretando ele mesmo. Tá aí o trailer para quem ficou curioso:

 

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