A Louca Louca História de Robin Hood

robinhoodEu sempre digo que Monty Python e TV Pirata de certa forma moldaram meu senso de humor, mas ontem me dei conta que esqueci de falar do Mel Brooks. Quando era mais nova me diverti um monte com filmes como Spaceballs ou ainda A História do Mundo Parte 1. E assistindo A Louca Louca História de Robin Hood eu notei duas coisas:

1. Eu devo ter assistido esse filme MUITAS vezes, porque sabia algumas falas de cor.

2. A comédia do ano 2000 é muito, muito sem graça se comparada com a comédia de décadas anteriores.

É uma paródia de filme, tal e qual temos com a série Todo Mundo em Pânico. A questão é que é conduzida de uma forma diferente – tende muito mais para a série Top Gang, com o Charlie Sheen (que também é ótima). E não tem nada a ver com ser mais inocente, porque não é. A impressão que eu tenho é que ainda não tinha as amarras do politicamente correto, então flui melhor e mais naturalmente.

O que me faz lembrar de um trecho da entrevista do Michael Palin ((Oi, o carinha do Monty Python!)) para o Der Spiegel, traduzido pelo Marcos Guterman:

O politicamente correto está intimidando as pessoas. E não falo só do terrorismo. Às vezes a impressão é que não se pode fazer piada a menos que se tenha lido as letrinhas miúdas. Mas isso não é possível. O humor tem de ser espontâneo. Rir é um tipo de coisa libertária. Espero que continue assim.

“O humor tem que ser espontâneo. ” Acho que é por aí. A Louca Louca História de Robin Hood não é uma perfeição, acredito que nem um daqueles “Você tem que ver!!”. É um filme bom para quem quer só se divertir por pouco mais de uma hora. Rir sem ter que “ler as letrinhas miúdas”. Fica aí o trailer para quem nunca viu:

8 comentários em “A Louca Louca História de Robin Hood”

  1. Oi Mel Brooks é gênio inquestionável. Eu acho que ele sempre acerta a mão em suas comédias, Às vezes mais, às vezes menos, mas sempre resulta num bom trabalho, pleo menos. : )

    Agore nem é por isso que vim comentar. Vc já leu/viu isso aqui:
    http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/06/18/guillermo-del-toro-fala-de-vampiros-de-seus-livros-da-trilogia-da-escuridao-756399401.asp

    Como acompanho o blog (mesmo que quase silenciosamente) sei que vampiros é um de seus temas preferidos. Então fica a dica. ; )

    Bjs.

  2. Eu discordo um pouco dessa segunda afirmação. Acho que nos anos 2000 começamos a ter um resgate da comédia boa, que decaiu nos anos 90.

    E em parte o grande responsável é Judd Apatow e sua turma. Seus filmes têm aquele misto de politicamente incorreto e e liberdade, mas com uma certa inocência, que abundavam nos anos 70 e 80.

    Claro, existem os Scary Movies, Super-Hero Movie, Disaster Movie da vida… mas isso é apenas resquício, não tendência.

    1. Knolex, vc gostar dos trabalhos do cara não define o que é tendência ou não (quer dizer, define, mas sobre seu gosto pessoal). O Scary Movie 3 é um dos recordistas de bilheteria em lançamento, por exemplo. Não que Superbad e afins não tenham também boa bilheteria, mas não dá para colocar o lixão à parte só pq é lixão.

      O público assiste, e o fato de fazerem sequências deixa claro que o público não só assiste mas quer mais (ou seja, gosta). E para agradar o público e garantir bilheteria, continuam fazendo esse tipo de filme.

  3. No momento em que outros caras de comédia começam a seguir o estilo do cara (vide Kevin Smith em “Pagando Bem Que Mal Tem”, por exemplo), é tendência sim.

    É só ver as bilheterias de humor nos últimos 5 anos (lá fora, aqui não)… os filmes feitos pela produtora dele ou que tem os atores amigos dele estrelando são as comédias mais bem-sucedidas.

    1. Mas eu estava comentando justamente da bilheteria lá fora. Como disse antes, não descarto essa outra tendência que vc aponta, mas acredito que são duas linhas. A questão é que nenhuma dessas duas tendências me agrada. Mas aí já é uma questão de gosto pessoal, é claro.

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