Mordendo a Língua

Ok, retiro o que eu disse. Quer dizer, em parte… continuo achando aquele soneto do Shakespeare meio brocochô, mas a última aula do ano rendeu algumas ótimas descobertas. Como tenho que me preparar para viajar e não tenho muito tempo agora, deixo para falar do Edwin Morgan para quando eu voltar. Por enquanto, deixo uma poesia que achei MUITO bacana de um sujeito de quem nunca tinha ouvido falar, o Dana Gioia.

A poesia em questão é bem bacana, sinto aos que não sabem ler em Inglês porque não traduzirei (mesmo porque eu não tenho o menor talento para traduzir poesias hehehe). Enfim, fica aqui como curiosidade, pelo menos quando vocês ouvirem “Dana Gioia” já terão alguma referência :dente:

Summer Storm

We stood on the rented patio
While the party went on inside.
You knew the groom from college.
I was a friend of the bride.

We hugged the brownstone wall behind us
To keep our dress clothes dry
And watched the sudden summer storm
Floodlit against the sky.

The rain was like a waterfall
Of brilliant beaded light,
Cool and silent as the stars
The storm hid from the night.

To my surprise, you took my arm–
A gesture you didn’t explain–
And we spoke in whispers, as if we two
Might imitate the rain.

Then suddenly the storm receded
As swiftly as it came.
The doors behind us opened up.
The hostess called your name.

I watched you merge into the group,
Aloof and yet polite.
We didn’t speak another word
Except to say goodnight.

Why does that evening’s memory
Return with this night’s storm–
A party twenty years ago,
Its disappointments warm?

There are so many might have beens,
What ifs that won’t stay buried,
Other cities, other jobs,
Strangers we might have married.

And memory insists on pining
For places it never went,
As if life would be happier
Just by being different.

Em tempo: ultimamente ando em neuras sobre esse negócio de ter ao menos uma referência, porque quando foi anunciado o nome do Nobel em Literatura desse ano, eu não sabia lhufas do sujeito (no caso, Harold Pinter), mas também nem corri atrás de pesquisar algo sobre o sujeito. Aí em uma aula sobre ‘Memória da �?gua’, a professora Célia falou dele como quem fala do Saramago ou do Shakespeare, e eu não sabia onde enterrar minha cara de tanta vergonha por não conhecer nadica dele. 😳

5 comentários em “Mordendo a Língua”

  1. newspaper editor on 2 Dezembro, 2005 at 7:25 pm said:

    Sem tempo agora, mas já já leio a poesia.

    Espero que já tenha arrumado tempo pra ler =P

    Lukaz on 2 Dezembro, 2005 at 10:16 pm said:

    Comprei “Crônicas de Nárnia” hoje. o/

    Não gosto de comprar livros caros. Fico com medo de não gostar.

    Eu só li o primeiro livro e achei um cocô :tsc:
    Quer dizer, vai dar um filme cute e tudo o mais, mas caraca, é literatura infantil
    😮

    Lupippin on 3 Dezembro, 2005 at 10:18 pm said:

    Eu to louca ou lá na winkpedia diz q o cara apoia a libertação do Milosevic?? Se sim…nem conheço esse cara e nem quero conhecer!

    Eu tento não deixar a vida do artista influenciar minha opinião sobre a obra do mesmo. Se fizesse isso, provavelmente não gostaria da arte de ninguém :dente:

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