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	<title>.:Hellfire Club:. &#187; the road</title>
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		<title>The Road (Cormac McCarthy)</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 12:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2008/11/the-road-cormac-mccarthy1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2783" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/the-road-cormac-mccarthy1-185x300.jpg" alt="" width="185" height="300" /></a>Pense em um lugar morto. Sem árvores, sem o canto dos pássaros, dominado por cinzas. Na verdade, as cinzas cobrem inclusive a luz do sol, tirando as cores do céu, da terra e de tudo o que ela toca. À noite, não há mais iluminação artificial, não há mais a luz da lua ou das estrelas, há apenas uma escuridão total, que não permite que você enxergue um palmo diante de sua face. Silêncio quase enlouquecedor. A falta de vida significa falta de comida, e homens tornam-se canibais. É o fim da humanidade.</p>
<p style="text-align: justify">Nesse cenário que McCarthy (autor de <a title="no country for old men" href="http://www.anica.com.br/2008/09/02/no-country-for-old-men-cormac-mccarthy/" target="_blank">No Country for Old Men</a>) desenvolve o romance &#8220;The Road&#8221;, que conta a história de um pai e seu filho atravessando a estrada que dá título à obra, fugindo dos horrores causados por um desastre sem nome. A narrativa começa já anos após o que fez o mundo como conhecemos virar esse pesadelo, e o pouco que se sabe (e pouco mesmo) do que era antes vêm de <em>flashbacks</em>.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-2782"></span></p>
<p style="text-align: justify">Lembrando bastante Saramago em <a title="ensaio sobre a cegueira" href="http://www.anica.com.br/2008/04/02/ensaio-sobre-a-cegueira/" target="_blank">O Ensaio sobre a cegueira</a>, as personagens não têm nomes. São sempre &#8220;o homem&#8221;, &#8220;a criança&#8221;, &#8220;o velho&#8221; e assim segue. E o McCarthy também tem lá suas singularidades na forma de escrever &#8211; no post sobre o Nou Country&#8230; eu comentei sobre a falta de uso das aspas, certo? Aqui os poucos diálogos que surgem ao longo da travessia são de frases curtas, quase sempre encerrados com um &#8220;Okay&#8221; do garoto.</p>
<p style="text-align: justify">E sim, é angustiante ler o romance, porque em alguns momentos com uma única frase McCarthy cria todo um horror da situação que as personagens estão vivendo (como quando o menino vê um bebê sem cabeça sendo assado). Mas é como falo inclusive no caso do livro do Saramago (já que já o citei): qualquer livro que consiga causar reações fortes no leitor, já merece a leitura.</p>
<p style="text-align: justify">Mas indo mais além, nessa história de sobrevivência, de bondade, maldade e escolhas, McCarthy pinta a humanidade com todas suas características, não necessariamente perfeitos. Mesmo o menino que na grande maioria das vezes representa o &#8220;puro&#8221;, em dado momento sente raiva e deseja o pior para algumas pessoas que atravessam seu caminho na estrada.</p>
<p style="text-align: justify">É uma obra única, daquelas que dificilmente serão esquecidas. Por sorte, já tem tradução disponível aqui no Brasil (o título foi traduzido fielmente para &#8220;<a title="a estrada" href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=1981535&amp;ID=C9561E837D80B090E06010927" target="_blank">A estrada</a>&#8220;, menos mal). E fiquem espertinhos que no ano que vem sai <a title="the road" href="http://www.imdb.com/title/tt0898367/" target="_blank">o filme</a>, com Viggo Mortensen no papel do homem. E do jeito que o Viggo se entrega aos papéis, tenho certeza que será uma ótima adaptação.</p>
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