• A morte de um caixeiro viajante e outras 4 peças de Arthur Miller

    Falar que Arthur Miller é um dos maiores nomes da dramaturgia norte-americana é até um lugar comum. Não há quem goste de teatro e em algum momento não tenha cruzado com algum texto seu, sendo que o encontro se dá normalmente com duas de suas obras mais famosas, A morte de um caixeiro viajante (Death of a Salesman) e As bruxas de Salém (The Crucible). A força de seu texto está principalmente no retrato fiel de uma época, o pós-guerra nos Estados Unidos, que tão fortemente moldou a sociedade daquela época, seja com valores como o do “sonho americano” como com a histeria do anti-comunismo.

    Miller era um crítico ácido e astuto, e em suas peças em determinados momentos até bastante sutil. Do recorte de um dia comum na vida de pessoas ordinárias é possível tirar tanto que chega a ser injusto reduzir a importância de sua obra só à literatura norte-americana: ele fala de homens, tão reais, tão tridimensionais que poderiam estar falando de suas tristezas, paixões, medos e sonhos em qualquer lugar do mundo. É o que se pode perceber na coletânea A morte de um caixeiro viajante e outras 4 peças de Arthur Miller, lançada pela Companhia das Letras com tradução de José Rubens Siqueira.

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  • Trilhas Sonoras de Amor Perdidas

    Há cerca de 11 anos a Sutil Companhia de Teatro apresentava ao público a adaptação do romance Alta Fidelidade de Nick Hornby, chamada A Vida é Cheia de Som e Fúria. Foi paixão e identificação instantânea com aquela personagem cheia de falhas e com uma visão meio ácida do que tinha ao redor, que estabelecia relações entre a música e tudo o que vivia. Passado esse tempo, a Sutil chega agora no Festival de Teatro de Curitiba com o que seria a segunda parte da trilogia Som e Fúria, a peça Trilhas Sonoras de Amor Perdidas.

    O importante a se destacar é que é uma segunda parte mas não é uma continuação. Do dono da loja de discos vamos agora para um sujeito que tem uma coluna em um jornal e trabalha em uma rádio, e que em mais uma madrugada sem conseguir dormir relembra o passado através de várias “mixtapes”, aquelas fitas cassetes que costumávamos gravar em tempos pré-internet. O humor de Felipe Hirsch continua presente, mas agora ao invés do resgate de memórias de ex-namoradas, temos um homem tentando se reconstruir após a perda da mulher que amava. Assim, a nostalgia é muito mais melancólica do que se via na primeira peça da trilogia.

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  • As minhas fotos de quando eu era uma criança

    “…As minhas fotos quando eu era uma criança, começaram a me dar uma agonia leve, uma espécie discreta e profunda de arrependimento. Há uma em que estou com um chapéu de cowboy, apontando uma arma para a câmara, que Laura achava doce, e um dia prendeu com um imã na geladeira. Mal consigo olhar para ela hoje em dia. Fico querendo pedir desculpas para aquele sujeitinho. Desculpe, se eu te decepcionei. Eu era a pessoa que devia tomar conta de você. Mas fiz algumas cagadas, tomei decisões erradas em momentos ruins, e transformei você em mim…”

    (de ‘A Vida é Cheia de Som e Fúria’).

    Não preciso dizer mais nada.


  • Teatro em Curitiba

    Aeeeeee, agora chega o momento curitiboca mor: O Festival de Teatro de Curitiba!! Não me levem a mal, eu sei que rola muita coisa em Curitiba sem ser durante o festival. O lance é que curitiboca que é curitiboca só vai ao teatro nessa época, e ainda enche a boca para reclamar da “pobre vida cultural curitibana”.

    pfft.

    Da Mostra de Teatro Contemporâneo a única peça que me chamou a atenção mesmo foi Arena Conta Danton, peça da qual o Kim falou bastante para mim (o suficiente para eu pensar “Malditos Gremlins! Quando eles virão para cá?!!”).

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  • Nós, os idiotas

    “…Nós, os idiotas, precisamos de alguém que nos salve dos sorrisos na fila do cinema nas noites de domingo, alguém, que nos impeça de cair no fosso, onde os solitários vivem com suas mães e pais. Nós, os idiotas, como dizia Shakespeare, devemos contar a história das nossas vidas, cheias de fúria e som, e que não significam nada”.(A Vida é Cheia de Som e Fúria)

    … me sentindo mais idiota que o normal (em todos os sentidos). Mas enfim, quem puder veja essa peça. Parece que ficaria em cartaz em São Paulo no começo de 2005, mas começo de 2005 é um conceito tãããão abrangente…


  • Morgue Story

    Morrer é um troço
    que acaba com a vida
    de qualquer um.

    Há dias que estou louca para ir assistir essa peça. Acabou que hoje o Alex chegou com um cupom de desconto, a Jô se animou e combinamos de ir ver. Eu nem sabia do que se tratava, mas só o pôster já tinha chamado minha atenção. É como um pedaço de histórias em quadrinhos, tão nonsense quanto “Como uma Luva de Veludo Moldada em Ferro”, do Daniel Clowes. Por enquanto fica o que os outros falaram sobre a peça:

    Gazeta do Povo

    Curitiba Interativa