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	<title>.:Hellfire Club:. &#187; Poetry from the Strange</title>
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		<title>The Day the Saucers Came</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 14:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[neil gaiman]]></category>

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		<description><![CDATA[É o nome de um poema do Neil Gaiman, que só para variar, é muito fofo e bacaninha. Eu não sei se já tem traduzido aqui no Brasil, mas para os que sacam inglês, segue aí o texto para que vocês conheçam (se não saca inglês, vá direto para o final do post): The Day [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2008/12/neilgaiman.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2904" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/neilgaiman-300x241.jpg" alt="" width="300" height="241" /></a>É o nome de um poema do Neil Gaiman, que só para variar, é muito fofo e bacaninha. Eu não sei se já tem traduzido aqui no Brasil, mas para os que sacam inglês, segue aí o texto para que vocês conheçam (se não saca inglês, vá direto para o final do post):</p>
<p style="text-align: justify"><strong>The Day the Saucers Came</strong></p>
<p style="text-align: justify"><em>That day, the saucers landed. Hundreds of them, golden,<br />
Silent, coming down from the sky like great snowflakes,<br />
And the people of Earth stood and stared as they descended,<br />
Waiting, dry-mouthed to find what waited inside for us<br />
And none of us knowing if we would be here tomorrow<br />
But you didn&#8217;t notice it because<span id="more-2902"></span></em></p>
<p style="text-align: justify"><em>That day, the day the saucers came, by some coincidence,<br />
Was the day that the graves gave up their dead<br />
And the zombies pushed up through soft earth<br />
or erupted, shambling and dull-eyed, unstoppable,<br />
Came towards us, the living, and we screamed and ran,<br />
But you did not notice this because</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>On the saucer day, which was the zombie day, it was<br />
Ragnarok also, and the television screens showed us<br />
A ship built of dead-man&#8217;s nails, a serpent, a wolf,<br />
All bigger than the mind could hold, and the cameraman could<br />
Not get far enough away, and then the Gods came out<br />
But you did not see them coming because</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>On the saucer-zombie-battling gods day the floodgates broke<br />
And each of us was engulfed by genies and sprites<br />
Offering us wishes and wonders and eternities<br />
And charm and cleverness and true brave hearts and pots of gold<br />
While giants feefofummed across the land, and killer bees,<br />
But you had no idea of any of this because</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>That day, the saucer day the zombie day<br />
The Ragnarok and fairies day, the day the great winds came<br />
And snows, and the cities turned to crystal, the day<br />
All plants died, plastics dissolved, the day the<br />
Computers turned, the screens telling us we would obey, the day<br />
Angels, drunk and muddled, stumbled from the bars,<br />
And all the bells of London were sounded, the day<br />
Animals spoke to us in Assyrian, the Yeti day,<br />
The fluttering capes and arrival of the Time Machine day,<br />
You didn&#8217;t notice any of this because<br />
you were sitting in your room, not doing anything<br />
not even reading, not really, just<br />
looking at your telephone,<br />
wondering if I was going to call.</em>
</p>
<p style="text-align: justify">Legal, né? Mais legal ainda é que um artista finlandês chamado Jouni Koponen fez um pôster ilustrando o poema. E ficou muito, muito bacana, como você pode conferir <strong><a href="http://www.anica.com.br/files/2008/12/saucers_poster.jpg">clicando aqui</a></strong>. Então, mesmo que você não saiba inglês, fica aí uma dica de presente de natal para aquele seu amigo fã de Neil Gaiman e que lê em inglês (oi, tipo eu). &#8220;Só&#8221; <a href="http://www.neverwear.net/store/index.php?main_page=product_info&amp;cPath=4&amp;products_id=27">45 dólas no Neverwear</a>. :g:</p>
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		<title>Robert Frost e a poesia</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 11:28:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[cultura pop]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu às vezes vejo a poesia como uma floresta: você vai abrindo seu caminho para o coração da mata aos poucos, vencendo medos (&#8220;Poesia é só para gênios!&#8221;), se alimentando de uma ou outra fruta coletada ao longo da jornada (&#8220;Ei, esse poeta é bom mesmo!&#8221;) e claro, utilizando mapas desenhados por quem já esteve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p><img class="alignright" style="float: right;border: 0;margin: 5px" src="http://www.colegiocruzeiro.com.br/Dicas%20Culturais/Imagens/Passeios/Floresta%20da%20Tijuca/floresta_tijuca_02.jpg" alt="" width="230" height="345" />Eu às vezes vejo a poesia como uma floresta: você vai abrindo seu caminho para o coração da mata aos poucos, vencendo medos (&#8220;Poesia é só para gênios!&#8221;), se alimentando de uma ou outra fruta coletada ao longo da jornada (&#8220;Ei, esse poeta é bom mesmo!&#8221;) e claro, utilizando mapas desenhados por quem já esteve lá (ou o conhecido &#8220;seguir a indicação de professores e amigos&#8221;). Mas, ao contrário do que acontece em uma exploração em um espaço real, com a poesia parece que você dificilmente desvendará todo o caminho.</p>
<p>Veja o meu caso, por exemplo. Eu demorei para me encantar pela poesia, de verdade. Acho que os primeiros poetas que de fato curti foram alguns <em>haijins</em> (não estou lembrada se é bem esse o termo usado para quem escreve haikai, quem souber por favor confirma aí), apresentados para mim através de uma coletânea de haikais da Estrela. A paixão completa mesmo só veio na universidade, com alguns professores como a Luci e o Édison, que, continuando na metáfora da floresta, entregaram não só mapas mas fotos mostrando toda a beleza desse espaço.</p>
<p><span id="more-2347"></span></p>
<p>E aqui você me pergunta: &#8220;<em>Mas peraí, Anica, o que o Robert Frost tem a ver com tudo isso?</em>&#8221; Tem a ver com a questão da abrangência desse campo. Sou bacharel em estudos literários e só conheci <a title="robert frost" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Frost" target="_blank">Robert Frost</a> de fato após terminar o curso. É culpa de professor? Não. Porque eu tenho certeza que Robert Frost já esteve na minha frente, mas eu não conseguia enxergá-lo. É quase como você curte o som de determinada banda toda vez que escuta, mas por não saber o nome da banda simplesmente passa batido e nunca entra na sua lista de favoritos.</p>
<p>Pois o Frost é muito, muito citado na cultura pop. Neil Gaiman, por exemplo, já bebeu dessa fonte (<a title="frost e gaiman" href="http://www.anica.com.br/2007/01/25/deja-vu/" target="_blank">e eu até comentei sobre isso no Hellfire</a>). E o poema &#8220;<em>Stopping by the Woods on a Snowy Evening</em>&#8221; tem uma listinha de referências lá na Wiki, sendo uma das mais modernas o <a title="death proof" href="http://www.imdb.com/title/tt1028528/" target="_blank">Death Proof</a> do Tarantino (os versos que a Jungle Julia diz para seus ouvintes recitarem para Butterfly em troca de uma lap dance é na verdade a última estrofe do poema).</p>
<p>Mas a minha favorita mesmo, a que eu queria compartilhar com vocês e por isso até comecei essa conversa sobre o Frost, é &#8220;<a title="the road not taken" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Road_Not_Taken" target="_blank">The Road Not Taken</a>&#8220;. Para quem não entende inglês, segue aí uma tradução de José Alberto Oliveira:</p>
<blockquote><p>A estrada que não foi seguida</p>
<p>Duas estradas separavam-se num bosque amarelo,<br />
Que pena não poder seguir por ambas<br />
Numa só viagem: muito tempo fiquei<br />
Mirando uma até onde enxergava<br />
Quando se perdia entre os arbustos;</p>
<p>Depois tomei a outra, igualmente bela,<br />
E que teria talvez maior apelo,<br />
Pois era relvada e fora de uso;<br />
Embora, na verdade, o trânsito<br />
As tivesse gasto quase o mesmo,</p>
<p>E nessa manhã nas duas houvesse<br />
Folhas que os passos não enegreceram.<br />
Oh, reservei a primeira para outro dia!<br />
Mas sabendo como caminhos sucedem a caminhos,<br />
E duvidava se alguma vez lá voltaria.</p>
<p>É como um suspiro que conto isto,<br />
Tanto, tanto tempo já passado:<br />
Duas estradas separavam-se num bosque e eu -<br />
Eu segui pela menos viajada,<br />
E isso fez a diferença toda.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Dois namorados olhando o céu</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2005 12:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[Querido Diário]]></category>
		<category><![CDATA[paulo leminski]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois namorados olhando o céu chegaram a mesma conclusão. Mesmo que a terra não passe da próxima guerra, valeu! Valeu por ter encharcado esse planeta de suor. Valeu por ter encarado a vida que poderia ser melhor. Valeu por ter esquecido as coisas que sei de cor. Valeu! Paulo Leminski *** Então, ontem eu e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p style="text-align: justify"><em>Dois namorados olhando o céu<br />
chegaram a mesma conclusão.<br />
Mesmo que a terra<br />
não passe da próxima guerra,<br />
valeu!<br />
Valeu por ter encharcado<br />
esse planeta de suor.<br />
Valeu por ter encarado a vida<br />
que poderia ser melhor.<br />
Valeu por ter esquecido<br />
as coisas que sei de cor.<br />
Valeu!</em>
</p>
<p style="text-align: justify">Paulo Leminski</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-1070"></span>***</p>
<p style="text-align: justify">Então, ontem eu e o Ricardo viajamos até Colombo (<img src="http://www.hindustyle.nl/forum/images/smiles/icon_giggle.gif" alt="" />!?), no melhor estilo safári: chacoalhamos durante horas dentro do ônibus em ruas empoeiradas, vimos animais exóticos, tomamos muito sol na moleira e ainda rolou uma inscrição no PSS de lambuja. Uma pena que eu estava sem a máquina para registrar momentos antológicos do passeio.</p>
<p style="text-align: justify">Mas enfim, agora é torcer que eu passe nesse negócio e consiga um número razoável de aulinhas para 2005. Mais ainda: que eu consiga aulas de <strong>Português</strong>, porque definitivamente odeio Inglês.</p>
<p style="text-align: justify">***</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=901105" target="_blank">QUERO SER COUVE-FLOR!!!</a></p>
<p style="text-align: justify"><img src="http://www.terra.com.br/culinaria/img/couve_abc.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify">***</p>
<p style="text-align: justify">Eu ficaria extremamente feliz se vendessem <a href="http://image.www.rakuten.co.jp/oosima/img1014553909.jpeg" target="_blank">disso</a> nos mercados ainda. Sem trocadilhos, estou falando do licor mesmo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Estou me sentindo concisa hoje.</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2005 13:02:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[Querido Diário]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[horror]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[POÉTICA conciso? com siso prolixo? pro lixo Hehehe, to dizendo que o José Paulo Paes é cool. *** Assistimos Saw ontem. Puta thriller foda. *** Pensamentos de uma romântica amarga: Se ele te dá apelidinhos fofinhos, é por medo de trocar seu nome com o da outra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p><b>POÉTICA</b></p>
<p><i>conciso?   com siso</p>
<p>prolixo?     pro lixo</i></p>
<p><span id="more-1054"></span><br />
Hehehe, to dizendo que o <a href="http://www.cce.ufsc.br/~nupill/ensino/paes.htm" target="_blank">José Paulo Paes</a> é cool.</p>
<p>***</p>
<p><img src="http://www.boxingclever.com.au/images/work/saw/05.jpg" /></p>
<p>Assistimos <a href="http://www.imdb.com/title/tt0387564/" target="_blank">Saw</a> ontem. Puta thriller foda.</p>
<p>***</p>
<p><i>Pensamentos de uma romântica amarga:</i></p>
<ul>
<li>Se ele te dá apelidinhos fofinhos, é por medo de trocar seu nome com o da outra.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Maiakovski</title>
		<link>http://www.anica.com.br/2004/01/02/maiakovski/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=maiakovski</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Jan 2004 22:11:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[maiakovski]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha cabeça ainda dói. Melhor eu levar a sério as resoluções de ano novo, senão perco o fígado e o namorado. Poema do Maiakovski: E Então Que Quereis?&#8230; Fiz ranger as folhas de jornal abrindo-lhes as pálpebras piscantes. E logo de cada fronteira distante subiu um cheiro de pólvora perseguindo-me até em casa. Nestes últimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>Minha cabeça ainda dói. Melhor eu levar a sério as resoluções de ano novo, senão perco o fígado e o namorado.</p>
<p>Poema do Maiakovski:</p>
<p><i><b>E Então Que Quereis?&#8230;</b></p>
<p>Fiz ranger as folhas de jornal<br />
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.<br />
E logo<br />
de cada fronteira distante<br />
subiu um cheiro de pólvora<br />
perseguindo-me até em casa.<br />
<u>Nestes últimos vinte anos<br />
nada de novo há<br />
no rugir das tempestades</u>.</p>
<p>Não estamos alegres,<br />
é certo,<br />
mas também por que razão<br />
haveríamos de ficar tristes?<br />
O mar da história<br />
é agitado.<br />
As ameaças<br />
e as guerras<br />
havemos de atravessá-las,<br />
rompê-las ao meio,<br />
cortando-as<br />
como uma quilha corta<br />
as ondas.</i></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Paulo Leminski</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2003 23:33:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[literatura brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[literatura paranaense]]></category>
		<category><![CDATA[paulo leminski]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[“ Faço uma proposta, frase feito por via de uma dúvida: alguém pensou aqui e não fui eu. O mundo não quer que eu me distraia. Distraído, estou salvo. Essa necessidade não é só física, é a necessidade da verdade, a carência de informações, a pobreza de dados. Não é agradável ser olhado por nós, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p><i>“ Faço uma proposta, frase feito por via de uma dúvida: alguém pensou aqui e não fui eu. O mundo não quer que eu me distraia. Distraído, estou salvo. Essa necessidade não é só física, é a necessidade da verdade, a carência de informações, a pobreza de dados. Não é agradável ser olhado por nós, saí da geografia por meio da história.”</i></p>
<p><b><u>Paulo Leminski</u></b></p>
<p>Bairrismo? Provalvemente não. Mesmo que Paulo Leminski não fosse curitibano tenho certeza que admiraria seu trabalho com a mesma paixão.É inovador até mesmo para os dias de hoje, e em alguns casos tão bem&#8230; &#8220;confeccionado&#8221;, que não tem como não reconhecer o mínimo de valor literário.<span id="more-3612"></span></p>
<p>O melhor ao se ler Paulo Leminski é não recorrer aquele monte de lendas que se criaram ao redor de seu nome. A obra conta muito mais do que saber se ele bebia muito ou qualquer coisa do gênero.</p>
<p>Segue uma poesia:</p>
<p><i>Incenso Fosse Música</p>
<p>isso de querer<br />
ser exatamente aquilo<br />
que a gente é<br />
ainda vai<br />
nos levar além</i></p>
<p>Ele tem um estilo bem conciso, e cheio de jogos de palavras. Há bastante estrangeirimos, mas na maioria das vezes se apresentam mais como crítica do que como ferramenta de linguagem.</p>
<p>Mas acho que no que ele se sai melhor mesmo são os haicais. São delicados como é natural desse tipo de poema. São singelos, mas sem perder o encanto. Segue um haicai:</p>
<p><i>cortinas de seda<br />
o vento entra<br />
sem pedir licença</i></p>
<p>Mas ele não escreveu só poesia, não. Tem, na prosa, o dificílimo &#8220;Catatau&#8221;. Está aí um livro difícil de se acompanhar, muito próximo da idéia de stream of consciouness que podemos ver em Mrs. Dalloway, da Virginia Woolf. Aliás, aquela citação ali em cima é dessa obra.</p>
<p>E, para dar uma finalizada nesse quadro geral da obra do Paulo, ele foi também compositor. Escreveu músicas que foram gravadas por Caetano Veloso, Itamar Assumpção, Moraes Moreira, Arnaldo Antunes, a banda curitibana Blindagem, entre outros tantos.</p>
<p>Não deixem de dar uma olhada no trabalho dele se surgir oportunidade. Já vi muita gente deixando de lado a birra besta de &#8220;não gosto de poesia moderna&#8221; depois de ler um ou dois haicais do Leminski ^^</p>
<p>E assumindo a posição de bairrista mesmo, fico devendo um post sobre a Alice Ruiz para qualquer dia desses.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Pirandinho</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2003 03:59:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[Querido Diário]]></category>
		<category><![CDATA[baudelaire]]></category>
		<category><![CDATA[citação]]></category>
		<category><![CDATA[literatura francesa]]></category>

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		<description><![CDATA[(Nota:acrescentar na lista do &#8220;não vou&#8221; o item &#8216;Me importar com o que os outros pensam de mim&#8217;) Eu só queria saber porque cargas d&#8217;água isso acaba fazendo tanta diferença para mim ao ponto de me deixar puta da vida. &#8230; Só sei que estou um pouco cansada de &#8216;se&#8217;. Preciso colocar os pés do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>(Nota:acrescentar na lista do &#8220;não vou&#8221; o item <i>&#8216;Me importar com o que os outros pensam de mim&#8217;</i>)</p>
<p>Eu só queria saber porque cargas d&#8217;água isso acaba fazendo tanta diferença para mim ao ponto de me deixar puta da vida.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Só sei que estou um pouco cansada de &#8216;se&#8217;. Preciso colocar os pés do chão e deixar o Sonhar por uns tempos. Qualquer lugar que seja sim e não. Qualquer lugar em que não tenha esse monte de dúvida <u>por nada</u>.<span id="more-3610"></span></p>
<p>&#8230;</p>
<p>Ninguém percebe?</p>
<p>&#8230;</p>
<p><i><b><u>A uma passante &#8211; Baudelaire</u></b></p>
<p>A rua em derredor era um ruído incomum,<br />
longa, magra, de luto e na dor majestosa,<br />
Uma mulher passou e com a mão faustosa<br />
Erguendo, balançando o festão e o debrum;</p>
<p>Nobre e ágil, tendo a perna assim de estátua exata.<br />
Eu bebia perdido em minha crispação<br />
No seu olhar, céu que germina o furacão,<br />
A doçura que embala o frenesi que mata.</p>
<p>Um relâmpago e após a noite! — Aérea beldade,<br />
E cujo olhar me fez renascer de repente,<br />
So te verei um dia e já na eternidade?</p>
<p>Bem longe, tarde, além, jamais provavelmente!<br />
Não sabes aonde vou, eu não sei aonde vais,<br />
Tu que eu teria amado — e o sabias demais!</i></p>
<p>Gosto dessa poesia&#8230; sempre que estou sozinha na rua eu lembro dela.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Eu sei lá. Eu realmente não ligo se me chamam de feia, sem graça, antipática ou o escambau. Mas perco o chão se me chamam de vazia.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Desordem fora do comum na minha cabeça hoje. Vai ver é o chopp do Alemão.</p>
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		<title>Primeiro Fausto e etc.</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2003 03:02:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[Querido Diário]]></category>
		<category><![CDATA[fernando pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[literatura portuguesa]]></category>
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<p>Pois então&#8230; estava na rua no momento em que desabou um dos maiores torós esse ano aqui em Curitiba (detalhe: vestida de branco ¬¬&#8217;), adoro minhas turmas de terça (ainda mais quando chegam quatro alunos novos dizendo que &#8220;Não gostaram da aula da Ana Carolina e queriam ficar na minha turma&#8221;) e eu cheguei a conclusão que me desaponto muito com as pessoas porque espero delas coisas que elas não são (ou coisa do gênero).<span id="more-3505"></span></p>
<p>Ah, hoje na aula da Patrícia eu estava dando uma olhada no livro do Fernando Pessoa que a Sol me emprestou, aí me dei conta da grande injustiça que rola com o poeta. Falamos de Pessoa e logo vem um espertalhão dizendo &#8220;Tudo vale a pena&#8230; etc.&#8221; ou &#8220;o poeta é um fingidor&#8230; etc.&#8221; e colocam no limbo trabalhos LINDOS LINDOS LINDOS como <b>Primeiro Fausto</b>, um poema dramático dividido em quatro temas e o que ele chama de dois diálogos.</p>
<p>Para se ter idéia do que estou falando, vou colocar uma passagem do Terceiro Tema, que é <b>A falência do prazer e do amor</b>:</p>
<p><strong>XXI</strong></p>
<p>- Amo como o amor ama.<br />
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.<br />
Que queres que te diga mais que te amo,</p>
<p>Se o que quero dizer-te é que te amo?</p>
<p>Quando te falo, dói-me que respondas<br />
Ao que te digo e não ao meu amor.</p>
<p>Ah! não perguntes nada; antes me fala<br />
De tal maneira, que, se eu fôra surda,<br />
Te ouvisse todo com o coração.</p>
<p>Se te vejo não sei quem sou: eu amo.<br />
Se me faltas [...]<br />
&#8230; Mas tu fazes, amor, por me faltares<br />
Mesmo estando comigo, pois perguntas -<br />
Quando é amar que deves. Se não amas,<br />
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,<br />
Mas tu és como nunca ninguém foi,<br />
Pois procuras o amor pra não amar,<br />
E, se me buscas, é como se eu só fôsse<br />
Alguém pra te falar de quem tu amas.</p>
<p>Quando te vi amei-te já muito antes.<br />
Tornei a achar-te quando te encontrei.<br />
Nasci pra ti antes de haver o mundo.<br />
Não há cousa feliz ou hora alegre<br />
Que eu tenha tido pela vida fora,<br />
Que não fôsse porque te previa,<br />
Porque dormias nela tu futuro.</p>
<p>E eu soube-o só depois, quanto te vi,<br />
E tive para mim melhor sentido,<br />
E o meu passado foi como uma &#8216;strada<br />
Iluminada pela frente, quando<br />
O carro com lanternas vira a curva<br />
Do caminho e já a noite é tôda humana.</p>
<p>Quando eu era pequena, sinto que eu<br />
Amava-te já longe, mas de longe&#8230;</p>
<p>Amor, diz qualquer cousa que eu te sinta!<br />
- Compreendo-te tanto que não sinto,<br />
Oh coração exterior ao meu!<br />
Fatalidade, filha do destino<br />
E das leis que há no fundo dêste mundo!<br />
Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto<br />
De o sentir&#8230;?</p>
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		<title>Le chat</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2003 13:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[apollinaire]]></category>
		<category><![CDATA[gatos]]></category>
		<category><![CDATA[le chat]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ahhhhh&#8230;.. Le chat (Apollinaire) Je souhaite dans ma maison : Une femme ayant sa raison, Un chat passant parmi les livres, Des amis en toute saison Sans lesquels je ne peux pas vivre.]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/2009/04/puck.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3497" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/2009/04/puck.jpg" alt="puck" width="232" height="207" /></a>Ahhhhh&#8230;..</p>
<p><strong>Le chat</strong> (Apollinaire)</p>
<p><em>Je souhaite dans ma maison :<br />
Une femme ayant sa raison,<br />
Un chat passant parmi les livres,<br />
Des amis en toute saison<br />
Sans lesquels je ne peux pas vivre.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Soneto LXV do Camões</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2003 03:33:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[camões]]></category>
		<category><![CDATA[literatura portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[(Na realidade isso aqui estava pronto para ser postado no dia em que comecei a ter os problemas para acessar o blog. Acabei deixando o rascunho numa pasta e to colocando aqui na série de comemorações de retorno hohohoho) Então, como eu consegui me matricular em Camões para esse período (já era para eu estar [...]]]></description>
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<p><i>(Na realidade isso aqui estava pronto para ser postado no dia em que comecei a ter os problemas para acessar o blog. Acabei deixando o rascunho numa pasta e to colocando aqui na série de comemorações de retorno hohohoho)</i></p>
<p>Então, como eu consegui me matricular em Camões para esse período (já era para eu estar indo para a aula mas estou dando uma esticada básica nas férias  <img src='http://www.anica.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_redface.gif' alt=':oops:' class='wp-smiley' />  ), vai um soneto do poeta para comemorar ^^</p>
<p><b>LXV</b></p>
<p><i>Quem diz que Amor é falso ou enganoso<br />
Ligeiro, ingrato, vão, desconhecido<br />
Sem falta lhe terá bem merecido<br />
Que lhe seja cruel, ou rigoroso.</p>
<p>Amor é brando, é doce e é piedoso:<br />
Quem o contrário diz não seja crido,<br />
Seja por cego e apaixonado tido,<br />
E aos homens, e inda aos deuses, odioso.</p>
<p>Se males faz o Amor, em mim se vêem;<br />
Em mim mostrando todo o seu rigor,<br />
Ao mundo quis mostrar quanto podia.</p>
<p>Mas todas as suas iras são de amor;<br />
Todos estes males são um bem<br />
Que eu por outro bem não trocaria</i></p>
<p>Obs. A disciplina trabalhará <strong>Os Lusíadas</strong>. Todo sábado, quatro horas seguidas. Algo me diz que minhas aparições na madrugada ficarão mais raras</p>
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