• Le chat

    puckAhhhhh…..

    Le chat (Apollinaire)

    Je souhaite dans ma maison :
    Une femme ayant sa raison,
    Un chat passant parmi les livres,
    Des amis en toute saison
    Sans lesquels je ne peux pas vivre.


  • Vinicius de Moraes

    O que eu mais gosto sobre conhecer pessoas é que elas sempre nos ensinam alguma coisa. Qualquer coisa. Seja simples experiência de vida, seja um novo poeta, ninguém passa sem ensinar algo. E tem uma pessoa de quem vou lembrar para sempre por ter me apresentado um dos maiores poetas brasileiros: Vinícius de Moraes.

    A obra de Vinícius tem cheiro de boemia. Vai ver é por isso que eu gosto tanto, não sei. Ouvir as músicas dele (especialmente as que ele faz parceria com o Toquinho) são simplesmente uma delícia, não há uma palavra que defina melhor a sensação. É aquela coisa de se estirar na cama e sentir o ventinho entrando pela janela, curtindo o som como quem está ouvindo uma cantiga de ninar. Leia a continuação desse post »


  • Soneto LXV do Camões

    (Na realidade isso aqui estava pronto para ser postado no dia em que comecei a ter os problemas para acessar o blog. Acabei deixando o rascunho numa pasta e to colocando aqui na série de comemorações de retorno hohohoho)

    Então, como eu consegui me matricular em Camões para esse período (já era para eu estar indo para a aula mas estou dando uma esticada básica nas férias :oops: ), vai um soneto do poeta para comemorar ^^

    LXV

    Quem diz que Amor é falso ou enganoso
    Ligeiro, ingrato, vão, desconhecido
    Sem falta lhe terá bem merecido
    Que lhe seja cruel, ou rigoroso.

    Amor é brando, é doce e é piedoso:
    Quem o contrário diz não seja crido,
    Seja por cego e apaixonado tido,
    E aos homens, e inda aos deuses, odioso.

    Se males faz o Amor, em mim se vêem;
    Em mim mostrando todo o seu rigor,
    Ao mundo quis mostrar quanto podia.

    Mas todas as suas iras são de amor;
    Todos estes males são um bem
    Que eu por outro bem não trocaria

    Obs. A disciplina trabalhará Os Lusíadas. Todo sábado, quatro horas seguidas. Algo me diz que minhas aparições na madrugada ficarão mais raras


  • Anica por Gregório de Matos

    Estou me divertindo com umas poesias do Gregório de Matos que eu encontrei. Olha só:

    Não te posso ver, Anica,
    por mais que Amor me desperte,
    que tu és muito tirana,
    e serás ingrata sempre.
    Se foras compadecida,
    não cessara de querer-te,
    pois a beleza humanada
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  • Os Argonautas

    Como eu tinha prometido, vou explicar a relação entre Os Argonautas do Caetano Veloso e o Mensagem, do Fernando Pessoa. Para começar, aí vai a letra da música do Caetano:

    Os Argonautas

    o barco, meu coração não aguenta
    tanta tormenta
    alegria, meu coração não contenta
    o dia, o marco, meu coração
    o porto, não
    navegar é preciso
    viver não é preciso
    o barco, noite no teu tão bonito
    sorriso solto perdido
    horizonte, madrugada
    o riso, o arco, da madrugada
    o porto, nada
    navegar é preciso
    viver não é preciso
    o barco, o automóvel brilhante
    o trilho solto, o barulho
    do meu dente em tua veia
    o sangue, o charco, barulho lento
    o porto silêncio

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  • Yeats

    Então. Eu estava assistindo Equilibrium com o Lê, e aí apareceu uma cena em que o cara estava lendo Yeats, e a poesia que ele leu é tão legal e se encaixou tão bem no contexto da cena que eu me apaixonei

    Segue a poesia:

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  • Bluebird

    there’s a bluebird in my heart that
    wants to get out
    but I’m too tough for him,
    I say, stay in there, I’m not going
    to let anybody see
    you.
    there’s a bluebird in my heart that
    wants to get out
    but I pur whiskey on him and inhale
    cigarette smoke
    and the whores and the bartenders
    and the grocery clerks
    never know that
    he’s
    in there.

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