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	<title>.:Hellfire Club:. &#187; poesia</title>
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		<title>Robert Frost e a poesia</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 11:28:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu às vezes vejo a poesia como uma floresta: você vai abrindo seu caminho para o coração da mata aos poucos, vencendo medos (&#8220;Poesia é só para gênios!&#8221;), se alimentando de uma ou outra fruta coletada ao longo da jornada (&#8220;Ei, esse poeta é bom mesmo!&#8221;) e claro, utilizando mapas desenhados por quem já esteve [...]]]></description>
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<p><img class="alignright" style="float: right;border: 0;margin: 5px" src="http://www.colegiocruzeiro.com.br/Dicas%20Culturais/Imagens/Passeios/Floresta%20da%20Tijuca/floresta_tijuca_02.jpg" alt="" width="230" height="345" />Eu às vezes vejo a poesia como uma floresta: você vai abrindo seu caminho para o coração da mata aos poucos, vencendo medos (&#8220;Poesia é só para gênios!&#8221;), se alimentando de uma ou outra fruta coletada ao longo da jornada (&#8220;Ei, esse poeta é bom mesmo!&#8221;) e claro, utilizando mapas desenhados por quem já esteve lá (ou o conhecido &#8220;seguir a indicação de professores e amigos&#8221;). Mas, ao contrário do que acontece em uma exploração em um espaço real, com a poesia parece que você dificilmente desvendará todo o caminho.</p>
<p>Veja o meu caso, por exemplo. Eu demorei para me encantar pela poesia, de verdade. Acho que os primeiros poetas que de fato curti foram alguns <em>haijins</em> (não estou lembrada se é bem esse o termo usado para quem escreve haikai, quem souber por favor confirma aí), apresentados para mim através de uma coletânea de haikais da Estrela. A paixão completa mesmo só veio na universidade, com alguns professores como a Luci e o Édison, que, continuando na metáfora da floresta, entregaram não só mapas mas fotos mostrando toda a beleza desse espaço.</p>
<p><span id="more-2347"></span></p>
<p>E aqui você me pergunta: &#8220;<em>Mas peraí, Anica, o que o Robert Frost tem a ver com tudo isso?</em>&#8221; Tem a ver com a questão da abrangência desse campo. Sou bacharel em estudos literários e só conheci <a title="robert frost" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Frost" target="_blank">Robert Frost</a> de fato após terminar o curso. É culpa de professor? Não. Porque eu tenho certeza que Robert Frost já esteve na minha frente, mas eu não conseguia enxergá-lo. É quase como você curte o som de determinada banda toda vez que escuta, mas por não saber o nome da banda simplesmente passa batido e nunca entra na sua lista de favoritos.</p>
<p>Pois o Frost é muito, muito citado na cultura pop. Neil Gaiman, por exemplo, já bebeu dessa fonte (<a title="frost e gaiman" href="http://www.anica.com.br/2007/01/25/deja-vu/" target="_blank">e eu até comentei sobre isso no Hellfire</a>). E o poema &#8220;<em>Stopping by the Woods on a Snowy Evening</em>&#8221; tem uma listinha de referências lá na Wiki, sendo uma das mais modernas o <a title="death proof" href="http://www.imdb.com/title/tt1028528/" target="_blank">Death Proof</a> do Tarantino (os versos que a Jungle Julia diz para seus ouvintes recitarem para Butterfly em troca de uma lap dance é na verdade a última estrofe do poema).</p>
<p>Mas a minha favorita mesmo, a que eu queria compartilhar com vocês e por isso até comecei essa conversa sobre o Frost, é &#8220;<a title="the road not taken" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Road_Not_Taken" target="_blank">The Road Not Taken</a>&#8220;. Para quem não entende inglês, segue aí uma tradução de José Alberto Oliveira:</p>
<blockquote><p>A estrada que não foi seguida</p>
<p>Duas estradas separavam-se num bosque amarelo,<br />
Que pena não poder seguir por ambas<br />
Numa só viagem: muito tempo fiquei<br />
Mirando uma até onde enxergava<br />
Quando se perdia entre os arbustos;</p>
<p>Depois tomei a outra, igualmente bela,<br />
E que teria talvez maior apelo,<br />
Pois era relvada e fora de uso;<br />
Embora, na verdade, o trânsito<br />
As tivesse gasto quase o mesmo,</p>
<p>E nessa manhã nas duas houvesse<br />
Folhas que os passos não enegreceram.<br />
Oh, reservei a primeira para outro dia!<br />
Mas sabendo como caminhos sucedem a caminhos,<br />
E duvidava se alguma vez lá voltaria.</p>
<p>É como um suspiro que conto isto,<br />
Tanto, tanto tempo já passado:<br />
Duas estradas separavam-se num bosque e eu -<br />
Eu segui pela menos viajada,<br />
E isso fez a diferença toda.</p></blockquote>
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		<title>O bandido que sabia latim</title>
		<link>http://www.anica.com.br/2008/04/28/o-bandido-que-sabia-latim/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 11:48:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura brasileira]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Na noite de sábado para domingo comecei a ler a biografia Paulo Leminski &#8211; O bandido que sabia latim (escrita por Toninho Vaz), mas foi ontem à noite que a leitura engrenou de um modo que eu simplesmente não conseguia deixar o livro de lado (o que rendeu bastante reclamação do Fábio sobre a luz, [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/bandido.jpg"><img class="alignleft alignnone size-full wp-image-2255" style="float: left;border: 0;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/bandido.jpg" alt="" width="200" height="292" /></a>Na noite de sábado para domingo comecei a ler a biografia <a title="paulo leminski" href="http://compare.buscape.com.br/paulo-leminski-o-bandido-que-sabia-latim-toninho-vaz-8501059633.html" target="_blank">Paulo Leminski &#8211; O bandido que sabia latim</a> (escrita por Toninho Vaz), mas foi ontem à noite que a leitura engrenou de um modo que eu simplesmente não conseguia deixar o livro de lado (o que rendeu bastante reclamação do Fábio sobre a luz, hehe). Eu sei que não basta uma personagem interessante sem talento para se contar a história, só que, não desmerecendo o trabalho do Vaz (que é excelente, diga-se de passagem), Leminski parece uma daquelas pessoas que renderam histórias que nem o mais inapto dos escritores conseguiria tirar o brilho.</p>
<p>O que eu acho engraçado é que quando comecei a ler me dei conta que na realidade nunca fui fã do Leminski, mas da obra dele. E isso é raro, visto que sempre que me apaixono por algum trabalho quero logo fuçar a vida do autor (vide Wilde, Voltaire e Poe, por exemplo). Sabia pouco dele, pelo menos comparado com o que há para se saber.</p>
<p><span id="more-2254"></span></p>
<p>Mas do que adianta uma estrela sem nada orbitando ao redor, certo? E o charme da biografia fica por conta da contextualização, a articulação entre um evento e outro que de certa forma serviram como um mapa para guiar o poeta. E confesso, dentro de mim mora uma tia bairrista que adora ver sua Curitiba como um dos palcos dessa história. E aliás, ler algumas tiradas impagáveis sobre o pessoal daqui, como por exemplo &#8220;<em>O ideal do curitibano é ser invisível</em>&#8220;.</p>
<p>Enfim, o livro é uma delícia de ler e agora deu vontade de reler o Leminski. E deixarei aqui então a sugestão da leitura não só da biografia, mas principalmente da obra. Segue um aperitivo:</p>
<blockquote><p>ICEBERG</p>
<p>Uma poesia ártica,<br />
claro, é isso que eu desejo.<br />
Uma prática pálida,<br />
três versos de gelo.<br />
Uma frase-superfície<br />
onde vida-frase alguma<br />
não seja mais possível.<br />
Frase, não, Nenhuma.<br />
Uma lira nula,<br />
reduzida ao puro mínimo,<br />
um piscar do espírito,<br />
a única coisa única.<br />
Mas falo. E, ao falar, provoco<br />
nuvens de equívocos<br />
(ou enxame de monólogos?)<br />
Sim, inverno, estamos vivos.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Onde os fracos não têm vez</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 15:32:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que você faria se encontrasse uma maleta com mais de dois milhões de dólares? E se com a maleta encontrasse vários corpos e uma quantidade absurda de drogas, deixando claro que foi uma negociação mal sucedida? &#8220;Onde os fracos não têm vez&#8220;, dos irmãos Cohen, começa com Llewelyn Moss, um soldado aposentado que costuma [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/no-country-for-old-men-poster1.jpg" title="no-country-for-old-men-poster1.jpg"><img src="http://www.anica.com.br/files/no-country-for-old-men-poster1.jpg" alt="no-country-for-old-men-poster1.jpg" align="left" border="0" height="415" hspace="5" vspace="5" width="260" /></a>O que você faria se encontrasse uma maleta com mais de dois milhões de dólares? E se com a maleta encontrasse vários corpos e uma quantidade absurda de drogas, deixando claro que foi uma negociação mal sucedida? &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0477348/" title="onde os fracos não têm vez" target="_blank">Onde os fracos não têm vez</a>&#8220;, dos irmãos Cohen, começa com Llewelyn Moss, um soldado aposentado que costuma caçar nas horas vagas tendo que tomar esta decisão.</p>
<p>A partir daí, começa um dos melhores jogos de gato e rato que já vi no cinema. Quem vai atrás de Moss é Anton Chigurh, um psicopata que usa uma arma muito peculiar: um tubo de ar comprimido. O que faz a história ser tão interessante é que tanto Moss quanto Chigurh são bons no que fazem &#8211; e cada fechadura arrombada pelo tubo de ar comprimido é garantia de pelo menos alguns minutos de pura tensão.</p>
<p><span id="more-2051"></span> E se Chigurh está seguindo Moss, o xerife Ed Tom Bell persegue Chigurh. O oficial, já velho e cansado da violência que tem enfrentado todos os dias, vê nessa perseguição o momento para refletir sobre o próprio trabalho. É com ele que vemos uma das melhores cenas do filme, daquelas que você prende o fôlego e só respira novamente quando acaba: conseqüência de ele estar sempre dois passos atrás de Moss e Chigurh.</p>
<p>Há ainda a ótima participação de Woody Harrelson como Carson Wells, um assassino tão perigoso quanto Chigurh mas com um tanto de senso de humor. Acaba enriquecendo o jogo entre os três, e obviamente o filme &#8211; que sim, é muito bom e merece o tanto de elogio que tem recebido lá fora. Javier Bardem está brilhante como Chigurh, tenho certeza que mais uns tempos ele começará a aparecer em todas as listas de Vilões do cinema &#8211; especialmente com o questionamento que ele faz sobre o &#8216;herói&#8217; (Moss) mais para o final do filme. Quando estrear aqui no Brasil dia 1º de fevereiro, corra para os cinemas.</p>
<p>E para terminar, duas curiosidades sobre o filme: repare como ele simplesmente não tem trilha sonora, música nenhuma. Outra coisa: o título do filme no original (&#8220;No country for old men&#8221;) foi retirado dos primeiros versos de um poema do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/William_Butler_Yeats" title="yeats" target="_blank">Yeats</a>, chamado <em>Sailing to Byzantium</em> e que você poderá conferir aqui:</p>
<blockquote><p><strong>Sailing to Byzantium</strong> (Yeats)</p>
<p>THAT is no country for old men. The young<br />
In one another&#8217;s arms, birds in the trees<br />
- Those dying generations &#8211; at their song,<br />
The salmon-falls, the mackerel-crowded seas,<br />
Fish, flesh, or fowl, commend all summer long<br />
Whatever is begotten, born, and dies.<br />
Caught in that sensual music all neglect<br />
Monuments of unageing intellect.</p>
<p>An aged man is but a paltry thing,<br />
A tattered coat upon a stick, unless<br />
Soul clap its hands and sing, and louder sing<br />
For every tatter in its mortal dress,<br />
Nor is there singing school but studying<br />
Monuments of its own magnificence;<br />
And therefore I have sailed the seas and come<br />
To the holy city of Byzantium.</p>
<p>O sages standing in God&#8217;s holy fire<br />
As in the gold mosaic of a wall,<br />
Come from the holy fire, perne in a gyre,<br />
And be the singing-masters of my soul.<br />
Consume my heart away; sick with desire<br />
And fastened to a dying animal<br />
It knows not what it is; and gather me<br />
Into the artifice of eternity.</p>
<p>Once out of nature I shall never take<br />
My bodily form from any natural thing,<br />
But such a form as Grecian goldsmiths make<br />
Of hammered gold and gold enamelling<br />
To keep a drowsy Emperor awake;<br />
Or set upon a golden bough to sing<br />
To lords and ladies of Byzantium<br />
Of what is past, or passing, or to come.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Feliz Ano Novo!</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Dec 2007 11:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[E para enfrufruzar os votos de um feliz 2008, deixo aqui um trecho de A Canção de Amor de J. Alfred Prufrock ((já comentei sobre esse poema anteriormente, até porque é meu favorito do Eliot)) que acredito se encaixar bem com o momento: &#8220;Roçando suas espáduas na vidraça; Tempo haverá, tempo haverá Para moldar um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>E para enfrufruzar os votos de um feliz 2008, deixo aqui um trecho de <a href="http://www.casadobruxo.com.br/poesia/t/tse01.htm" title="prufrock" target="_blank">A Canção de Amor de J. Alfred Prufrock</a> ((<a href="http://www.anica.com.br/2005/09/16/112689046230900092/" title="prufrock" target="_blank">já comentei sobre esse poema</a> anteriormente, até porque é meu favorito do Eliot)) que acredito se encaixar bem com o momento:</p>
<blockquote><p>&#8220;Roçando suas espáduas na vidraça;<br />
Tempo haverá, tempo haverá<br />
Para moldar um rosto com que enfrentar<br />
Os rostos que encontrares;<br />
Tempo para matar e criar,<br />
E tempo para todos os trabalhos e os dias em que mãos<br />
Sobre teu prato erguem, mas depois deixam cair uma questão;<br />
Tempo para ti e tempo para mim,<br />
E tempo ainda para uma centena de indecisões,<br />
E uma centena de visões e revisões<br />
Antes do chá com torradas.&#8221;</p></blockquote>
<p>E não esqueçam amiguinhos, <a href="http://www.fotolog.com/anicabitten/34994148" title="keep calm and carry on" target="_blank">KEEP CALM AND CARRY ON</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Estou me sentindo concisa hoje.</title>
		<link>http://www.anica.com.br/2005/02/02/concisa-hoje/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2005 13:02:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[POÉTICA conciso? com siso prolixo? pro lixo Hehehe, to dizendo que o José Paulo Paes é cool. *** Assistimos Saw ontem. Puta thriller foda. *** Pensamentos de uma romântica amarga: Se ele te dá apelidinhos fofinhos, é por medo de trocar seu nome com o da outra.]]></description>
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<p><b>POÉTICA</b></p>
<p><i>conciso?   com siso</p>
<p>prolixo?     pro lixo</i></p>
<p><span id="more-1054"></span><br />
Hehehe, to dizendo que o <a href="http://www.cce.ufsc.br/~nupill/ensino/paes.htm" target="_blank">José Paulo Paes</a> é cool.</p>
<p>***</p>
<p><img src="http://www.boxingclever.com.au/images/work/saw/05.jpg" /></p>
<p>Assistimos <a href="http://www.imdb.com/title/tt0387564/" target="_blank">Saw</a> ontem. Puta thriller foda.</p>
<p>***</p>
<p><i>Pensamentos de uma romântica amarga:</i></p>
<ul>
<li>Se ele te dá apelidinhos fofinhos, é por medo de trocar seu nome com o da outra.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Maiakovski</title>
		<link>http://www.anica.com.br/2004/01/02/maiakovski/</link>
		<comments>http://www.anica.com.br/2004/01/02/maiakovski/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2004 22:11:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[maiakovski]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha cabeça ainda dói. Melhor eu levar a sério as resoluções de ano novo, senão perco o fígado e o namorado. Poema do Maiakovski: E Então Que Quereis?&#8230; Fiz ranger as folhas de jornal abrindo-lhes as pálpebras piscantes. E logo de cada fronteira distante subiu um cheiro de pólvora perseguindo-me até em casa. Nestes últimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>Minha cabeça ainda dói. Melhor eu levar a sério as resoluções de ano novo, senão perco o fígado e o namorado.</p>
<p>Poema do Maiakovski:</p>
<p><i><b>E Então Que Quereis?&#8230;</b></p>
<p>Fiz ranger as folhas de jornal<br />
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.<br />
E logo<br />
de cada fronteira distante<br />
subiu um cheiro de pólvora<br />
perseguindo-me até em casa.<br />
<u>Nestes últimos vinte anos<br />
nada de novo há<br />
no rugir das tempestades</u>.</p>
<p>Não estamos alegres,<br />
é certo,<br />
mas também por que razão<br />
haveríamos de ficar tristes?<br />
O mar da história<br />
é agitado.<br />
As ameaças<br />
e as guerras<br />
havemos de atravessá-las,<br />
rompê-las ao meio,<br />
cortando-as<br />
como uma quilha corta<br />
as ondas.</i></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Paulo Leminski</title>
		<link>http://www.anica.com.br/2003/12/29/paulo-leminski/</link>
		<comments>http://www.anica.com.br/2003/12/29/paulo-leminski/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2003 23:33:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[literatura brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[literatura paranaense]]></category>
		<category><![CDATA[paulo leminski]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[“ Faço uma proposta, frase feito por via de uma dúvida: alguém pensou aqui e não fui eu. O mundo não quer que eu me distraia. Distraído, estou salvo. Essa necessidade não é só física, é a necessidade da verdade, a carência de informações, a pobreza de dados. Não é agradável ser olhado por nós, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p><i>“ Faço uma proposta, frase feito por via de uma dúvida: alguém pensou aqui e não fui eu. O mundo não quer que eu me distraia. Distraído, estou salvo. Essa necessidade não é só física, é a necessidade da verdade, a carência de informações, a pobreza de dados. Não é agradável ser olhado por nós, saí da geografia por meio da história.”</i></p>
<p><b><u>Paulo Leminski</u></b></p>
<p>Bairrismo? Provalvemente não. Mesmo que Paulo Leminski não fosse curitibano tenho certeza que admiraria seu trabalho com a mesma paixão.É inovador até mesmo para os dias de hoje, e em alguns casos tão bem&#8230; &#8220;confeccionado&#8221;, que não tem como não reconhecer o mínimo de valor literário.<span id="more-3612"></span></p>
<p>O melhor ao se ler Paulo Leminski é não recorrer aquele monte de lendas que se criaram ao redor de seu nome. A obra conta muito mais do que saber se ele bebia muito ou qualquer coisa do gênero.</p>
<p>Segue uma poesia:</p>
<p><i>Incenso Fosse Música</p>
<p>isso de querer<br />
ser exatamente aquilo<br />
que a gente é<br />
ainda vai<br />
nos levar além</i></p>
<p>Ele tem um estilo bem conciso, e cheio de jogos de palavras. Há bastante estrangeirimos, mas na maioria das vezes se apresentam mais como crítica do que como ferramenta de linguagem.</p>
<p>Mas acho que no que ele se sai melhor mesmo são os haicais. São delicados como é natural desse tipo de poema. São singelos, mas sem perder o encanto. Segue um haicai:</p>
<p><i>cortinas de seda<br />
o vento entra<br />
sem pedir licença</i></p>
<p>Mas ele não escreveu só poesia, não. Tem, na prosa, o dificílimo &#8220;Catatau&#8221;. Está aí um livro difícil de se acompanhar, muito próximo da idéia de stream of consciouness que podemos ver em Mrs. Dalloway, da Virginia Woolf. Aliás, aquela citação ali em cima é dessa obra.</p>
<p>E, para dar uma finalizada nesse quadro geral da obra do Paulo, ele foi também compositor. Escreveu músicas que foram gravadas por Caetano Veloso, Itamar Assumpção, Moraes Moreira, Arnaldo Antunes, a banda curitibana Blindagem, entre outros tantos.</p>
<p>Não deixem de dar uma olhada no trabalho dele se surgir oportunidade. Já vi muita gente deixando de lado a birra besta de &#8220;não gosto de poesia moderna&#8221; depois de ler um ou dois haicais do Leminski ^^</p>
<p>E assumindo a posição de bairrista mesmo, fico devendo um post sobre a Alice Ruiz para qualquer dia desses.</p>
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		<title>Poema da Estrela para mim</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2003 19:48:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[eu]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava mexendo na minha caixa de recordações e achei uma poesia que a Estrela fez para mim quando eu tinha 16 anos&#8230; Viver em qualquer lugar que não seja aqui Que não seja já Pelo menos não da vida real Jornalista na Itália, porões de Londres, torcida do Vasco, mulher do Damon Hill, uma noite [...]]]></description>
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<p>Estava mexendo na minha caixa de recordações e achei uma poesia que a Estrela fez para mim quando eu tinha 16 anos&#8230;</p>
<p><i>Viver em qualquer lugar que não seja aqui<br />
Que não seja já<br />
Pelo menos não da vida real<br />
Jornalista na Itália, porões de Londres, torcida do Vasco,<br />
mulher do Damon Hill, uma noite fria de 1857&#8230;<br />
Não se esforce, a vida não é feita de não<br />
Você já é personagem de um filme de ficção</i></p>
<p>por falar em ficção&#8230;</p>
<p><a href="http://quizilla.com/users/towelsafety/quizzes/Which%20Cowboy%20Bebop%20character%20are%20you%3F/" target="_blank"><img src="http://images.quizilla.com/T/towelsafety/1038053609_CMyDocumentsSS.jpg" border="0" /></a></p>
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		<title>Le chat</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2003 13:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[apollinaire]]></category>
		<category><![CDATA[gatos]]></category>
		<category><![CDATA[le chat]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ahhhhh&#8230;.. Le chat (Apollinaire) Je souhaite dans ma maison : Une femme ayant sa raison, Un chat passant parmi les livres, Des amis en toute saison Sans lesquels je ne peux pas vivre.]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/2009/04/puck.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3497" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/2009/04/puck.jpg" alt="puck" width="232" height="207" /></a>Ahhhhh&#8230;..</p>
<p><strong>Le chat</strong> (Apollinaire)</p>
<p><em>Je souhaite dans ma maison :<br />
Une femme ayant sa raison,<br />
Un chat passant parmi les livres,<br />
Des amis en toute saison<br />
Sans lesquels je ne peux pas vivre.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vinicius de Moraes</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2003 02:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[citação]]></category>
		<category><![CDATA[literatura brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[vinicius de moraes]]></category>

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		<description><![CDATA[O que eu mais gosto sobre conhecer pessoas é que elas sempre nos ensinam alguma coisa. Qualquer coisa. Seja simples experiência de vida, seja um novo poeta, ninguém passa sem ensinar algo. E tem uma pessoa de quem vou lembrar para sempre por ter me apresentado um dos maiores poetas brasileiros: Vinícius de Moraes. A [...]]]></description>
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<p>O que eu mais gosto sobre conhecer pessoas é que elas sempre nos ensinam alguma coisa. <b>Qualquer coisa.</b> Seja simples experiência de vida, seja um novo poeta, ninguém passa sem ensinar algo. E tem uma pessoa de quem vou lembrar para sempre por ter me apresentado um dos maiores poetas brasileiros: Vinícius de Moraes.</p>
<p>A obra de Vinícius tem cheiro de boemia. Vai ver é por isso que eu gosto tanto, não sei. Ouvir as músicas dele (especialmente as que ele faz parceria com o Toquinho) são simplesmente uma delícia, não há uma palavra que defina melhor a sensação. É aquela coisa de se estirar na cama e sentir o ventinho entrando pela janela, curtindo o som como quem está ouvindo uma cantiga de ninar.<span id="more-3475"></span></p>
<p>Embora eu dê preferência para a música, não dá para deixar de citar uns trechinhos de alguns poemas lindos e muito conhecidos (principalmente pelos apaixonados), como o &#8220;Soneto do Amor Total&#8221;:</p>
<p><i>&#8220;&#8230;E de te amar assim, muito e amiúde<br />
É que um dia, no teu corpo, de repente<br />
Hei de morrer de amar mais do que pude.&#8221;</i></p>
<p>Ou ainda o famoso &#8220;Soneto da Fidelidade&#8221;:</p>
<p><i>&#8220;De tudo, ao meu amor serei atento<br />
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto<br />
Que mesmo em face do maior encanto<br />
Dele se encante mais meu pensamento&#8230;&#8221;</i></p>
<p>Tem ainda o &#8220;Soneto da Separação&#8221;:</p>
<p><i>&#8220;De repente do riso fez-se o pranto<br />
Silencioso e branco como a bruma<br />
E das bocas unidas fez-se a espuma<br />
E das mãos espalmadas fez-se o espanto&#8230;</i></p>
<p>Ou o &#8220;Para Viver um Grande Amor&#8221;:</p>
<p><i>&#8220;&#8230;Para viver um grande amor<br />
Primeiro é preciso sagrar-se um cavalheiro<br />
Ser de sua dama por inteiro<br />
Seja lá como for&#8230;&#8221;</i></p>
<p>Entre outros tantos. Até hoje quando escuto Vinícius lembro com um carinho enorme dessa pessoa que me apresentou o trabalho do poeta. Como disse, é a melhor parte de se conhecer pessoas: saber que vamos sempre aprender. Vou deixar aqui a letra de uma das minhas músicas preferidas (e olha que é bem difícil achar uma favorita absoluta, hoje vai essa):</p>
<p><b>São demais os perigos dessa vida</b></p>
<p><i>São demais os perigos dessa vida<br />
pra quem tem paixão, principalmente<br />
quando uma lua chega de repente<br />
e se deixa no céu, como esquecida</p>
<p>E se ao luar que atua desvairado<br />
vem se unir uma música qualquer<br />
aí então é preciso tomar cuidado<br />
porque deve andar perto uma mulher</p>
<p>Deve andar perto uma mulher que é feita<br />
de música, luar e sentimento<br />
uma mulher que é como a própria lua:<br />
tão linda que só espalha sofrimento<br />
tão cheia de pudor que vive nua.</i></p>
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