• O Segredo dos Seus Olhos

    Oscar de melhor filme estrangeiro, 199ª posição no top 250 do IMDb, centenas de críticas mais do que positivas sobre o filme… e aí é óbvio que fiquei morrendo de vontade de conferir O Segredo dos Seus Olhos, produção argentina com Ricardo Darín que conta a história de um agente de justiça que depois de aposentado resolve escrever um romance baseado em um dos casos mais marcantes de sua carreira, um estupro seguido de assassinato.

    A intenção de escrever o romance é óbvia desde o início: o escritor reconhece que aquele caso foi uma das encruzilhadas em sua vida, um daqueles momentos decisivos que fazem toda a diferença por causa de suas ações e das demais pessoas envolvidas. Escrever sobre o assassinato é de certa forma repensar o que foi que fez dele o que é hoje, um sujeito que apenas vive, mas cheio de vazio.

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  • Pá-pum cinéfilo (parte V)

    Eu sei que sumi tem uma semana, mas há motivos para isso. Primeiro é que eu não estou mais de férias. E não estar mais de férias significa acordar cedo e chegar em casa com TANTO sono que não consigo nem ler, que dirá escrever aqui. Mas um pouco antes disso deu para conferir alguns filmes, então fecho o Pá-pum cinéfilo dessas férias comentando sobre eles. Tem filme cotado ao Oscar, filme massacrado pela crítica e adaptação odiada por mim, há. Vamos lá.

    Guerra ao Terror: Uhum, esse é um dos cotadíssimos ao Oscar, e ó: nas categorias principais. E o bafafá ao redor desse filme está tão grande que a distribuidora aqui no Brasil, que tinha lançado o título direto em DVD no ano passado, resolveu agora lançar no cinema (previsão é 5 de fevereiro). Eu vou dizer uma coisa, simplesmente NÃO É meu tipo de filme, então pode ser uma obra prima como muitos estão dizendo, mas para mim foi só um saco. Até porque eu não consigo simpatizar com a “causa” dos americanos que estão lá no Iraque. Mas sim, a tensão é bem desenvolvida e tudo o mais. Mas hum, não ficarei chateada se o filme não levar estatueta alguma.

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  • O Curioso Caso de Benjamin Button

    the-curious-case-of-benjamin-buttonOs comentários gerais que ouvia sobre O Curioso Caso de Benjamin Button eram de que o filme era bom, “mas não tudo isso”. Tanto é que minha aposta para o Oscar era Slumdog e Milk, com o Curioso Caso… ficando ali com os prêmios mais “técnicos”, tipo maquiagem e efeitos especiais. Pois então, terça-feira de carnaval, eu em Curitiba com um tempinho feio e absolutamente nada para fazer, finalmente vou lá conferir o filme. Uma das principais razões de eu ter deixado para assistir só nessas condições é que o filme tem cerca de duas horas e quartenta. Haja vida, heim.

    E até por causa do tamanho do filme (quase um Senhor dos Anéis, hehe) meu primeiro medo era justamente que ele fosse maizomeno. Daqueles que você fica toda hora olhando para o relógio e pensando “Falta muito, Papai Smurf?”. Notícia boa: você nem sente o tempo passar. Talvez pelo plot inusitado (o homem que nasce velho e vai ficando jovem), desde o princípio sua atenção é presa e você embarca em uma espécie de montanha russa, saltando do cômico para o drama de uma cena para outra.

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  • Oscar 2009

    oscarsposterEu não estarei aqui (alalaolalaolalaoooo) no dia do Oscar. Na realidade estarei bem longe, num lugar com tv a cabo para que eu possa acompanhar a cerimônia na TNT, levando em consideração que a Globo fez a gentileza de comprar os direitos de transmissão e bem, simplesmente resolveu que o desfile das escolas do Rio era mais importante que o Oscar e resolveu não transmitir o evento (depois não sabem por que eu não gosto de Carnaval). Justo esse ano, que o Robert Pattinson1 entregará um dos prêmios, Rede Globo? Fica aqui a maldição do dia: NA NOITE DO CARNAVAL A RECORD E O SBT FICARÃO NA FRENTE DA GLOBO NO IBOPE.

    Humft.

    E como de quando eu quando eu costumo fazer aqui, colocarei meus pitacos para o Oscar desse ano. Só nas catigurias principais, nada contra os curtas e documentários, eu simplesmente não os assisti. Lembrando que faço meus palpites tentando pensar como os velhacos da academia – eles não refletem de modo algum quem eu gostaria que ganhasse. Vamos lá então:

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    1. alou, minha gente, estou relendo Twilight mas isso aí é brincadeira e talz. []

  • Pá-pum cinéfilo (parte III)

    Minhas férias acabaram e acabei reduzindo o ritmo das sessões de filmes, mas ainda assim dá para fazer pelo menos um último Pá-pum cinéfilo (ou fazer uma categoria disso, vá saber). Lembrando que aqui você poderá encontrar a primeira parte dos comentários e aqui a segunda parte. Dois mais antigos na lista, duas barbadas do Oscar desse ano e um Del Toro de lambuja porque vocês sabem, adoro filme baseado em gibi. Comecemos então.

    wall_e Wall.E (2008): Desde que essa animação chegou aos cinemas eu tive ‘n’ oportunidades de assisti-la, mas por alguma razão sempre deixava para lá. Não era por falta de vontade de ver, porque TANTA gente elogiava que era óbvio que não era ruim. E não é mesmo. Pelo contrário, é excelente. Daquelas histórias inocentes e fofas, com personagens que cativam pelas ações, não pelas palavras (até porque o filme quase não tem diálogos). É impossível não se encantar pelo robozinho e pelas pessoas e máquinas que ele encontra (até mesmo o vilão uma espécie de HAL 9000. E o melhor: apesar da mensagem ecológica, não é piegas (ou pelo menos não no nível vergonha alheia da pieguice). Primeiro nota 10 que esse ano, na minha opinião e barbada para Oscar de melhor animação.

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  • Pá-pum cinéfilo (parte II)

    Ontem eu comecei uma lista com breves comentários sobre os filmes que assisti agora em janeiro (férias, iei!), mas resolvi dividir a lista em duas partes para que não ficasse um texto muito longo (daqueles que ninguém lê, menos a Roberta para quem sempre dedicarei meus posts mais compridos). Se você chegou agora através de Google ou algo que o valha, a primeira parte dos comentários está aqui. Então sem mais enrolações, vamos lá para o Pá-pum cinéfilo parte II.

    myblueberrynights_posterUm Beijo Roubado (2007): Sabe aqueles filmes bonitinhos em que nada realmente relevante acontece, mas mesmo assim você vai até o fim e acha bem bacana? Poisé. Porque em Um Beijo Roubado temos Norah Jones como Elizabeth, uma garota que viaja o Estados Unidos trabalhando como garçonete, conhecendo pessoas que mudam sua vida e blablabla. Se for pensar bem, é tipo um Na Natureza Selvagem de menina, mas sem mato e sem bocó morrendo de fome no final. Gostei muito de alguns diálogos, embora outros fossem ahn… sabe daqueles que o cara fala um monte de coisa de uma forma cool mas no final não disse nada com nada (Wait, what?)? Poisé. A metáfora da torta de blueberry, por exemplo, eu ainda não saquei, para ser bem sincera. Aquilo era para ser algo para animar o humor da menina? Era uma cantada? Era só um treco para estabelecer uma relação entre o rapaz e Elizabeth? Se alguém souber explicar, por favor, é só usar os comentários abaixo. Mas sim, é um filme bem legal. E tem a Cat Power, iei.

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  • Pá-pum cinéfilo (parte I)

    promocaocinemaEstou nos últimos dias das minhas férias e resolvi aproveitá-los assistindo filmes, sabe como é. Oscarizáveis, alguns do ano passado que deixei passar batido, velharias que morria de vergonha por nunca ter visto… o básico. Então, ao invés de fazer váááários posts sobre o que tenho visto, resolvi fazer um só com comentários breves mesmo. Até porque eu ainda acho que nunca ninguém chega até o fim dos posts mais longos mesmo, há, há.

    Então, fora A Duquesa (indicado ao Oscar de Melhor Figurino e de Melhor Direção de Arte) e Repo! The Genetic Opera (Paris indicada ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante) dos quais já falei por aqui, vamos lá para o pá-pum cinéfilo. De repente serve pelo menos como sugestão de filme para ver (ou evitar!), se você estiver meio à toa na vida num dia friozinho como o de hoje, hum.

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  • No Country For Old Men (Cormac McCarthy)

    Acabei de ler o livro no qual se baseou o filme que papou quatro estatuetas do Oscar desse ano (e não por acaso, devo dizer). Confesso que inicialmente o estilo do McCarthy me irritou um tanto. Porque ele simplesmente aboliu o uso de aspas nesse livro (não li os outros, não posso confirmar se é um recurso que ele sempre utiliza). Isso significa ficar completamente perdido sobre o que é diálogo e o que não é, além de ler vários donts, cants bem desse jeito (e imaginem a pira que uma professora de inglês não tem ao ver isso).

    Mas ali pela página 50 você já se acostuma com o estilão do sujeito, e então é só alegria. A primeira coisa a ser dita: a adaptação dos Coen foi uma das melhores adaptações que já vi. Quase ipsis litteris. E o legal é que nos momentos em que não segue exatamente as palavras do McCarthy, você consegue compreender a razão para isso (aquela velha história dos problemas da troca de mídia).

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  • Sentiram saudades? =D

    oscar-estatuetas.jpgEntão que ontem foi o Oscar e bem, nem assisti. No final das contas já sabia que seria o mais previsível desde que comecei a acompanhar as cerimônias e bem, eu sou cidadã honesta e trabalhadora que precisa acordar cedo para trabalhar e garantir o leitinho das crianças (Boo e Clara, que na realidade preferem Whiskas à leite, mas enfim).

    Talvez seja o primeiro Oscar que eu não digo “Injustiça!!!” para alguma escolha (talvez até porque não cheguei a ver todos os filmes). Mas confesso que fiquei bastante contente com Onde os fracos não têm vez ganhando melhor filme e melhor direção. Eu não sei se estará na minha lista de favoritos, mas certamente está entre os melhores que vi este ano (tudo bem que o ano ainda está em fevereiro, mas bem, todos nós sabemos que os melhores filmes sempre saem nesta época, justamente por causa do Oscar. Então….). Leia a continuação desse post »


  • Juno

    juno-poster.jpgUm dos principais filmes com mais de uma indicação para o Oscar é Juno, que chegará nos cinemas brasileiros semana que vem. Apontado como o Pequena Miss Sunshine deste ano, eu acho que a comparação entre um e outro acaba na questão de ser um filme independente. Não que Pequena Miss Sunshine seja ruim, é até bem bacaninha. Mas você vai demorar para ver no cinema história mais doce do que a de Juno.

    E não é doce no sentido grudendo e meloso. É doce porque não há qualquer grande drama na história, não há personagens maus e mesmo assim você segue do começo ao fim querendo saber o que acontecerá com Juno, a menina que dá o nome do filme.

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  • Agora que o ano começou…

    32.gif…alguns comentários.

    Elizabeth: A era de ouro é um filme razoável. Algumas imagens bonitas, figurino bacana e a Cate está mandando bem. Problemas? Primeiro: não consigo mais olhar para o Clive Owen sem imaginá-lo enfiando uma cenoura em alguém. Segundo: o final desanda. Terceiro: Por que quando um filme é de fato uma continuação as pessoas não deixam isso mais óbvio para pessoas meio lesadas como eu? Só fui sacar que era continuação do outro Elizabeth quando me dei conta que a Cate estava encarnando muitas Elizabeths para o meu gosto.

    ***

    Douglas Adams foi provavelmente o cara mais genial que já passou por nosso planetinha (e talvez pelo universo, visto que outras formas de vida podem não ter um senso de humor parecido com o nosso). Estou quase no fim de A Vida, o Universo e Tudo o Mais e não consigo deixar de rir só de lembrar de alguns momentos. Juro, esse ano eu uso a toalha!

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