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	<title>.:Hellfire Club:. &#187; nick hornby</title>
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		<title>Balanço Literário: Fevereiro</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 15:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Livros lidos: Never let me go (Kazuo Ishiguro), O fio das missangas (Mia Couto), Slam (Nick Hornby), O Palácio de Inverno (John Boyne), Papéis Avulsos (Machado de Assis), Medo e Delírio em Las Vegas (Hunter S. Thompson), Um dia de chuva (Eça de Queiroz), O estranho mundo de Zofia e outras histórias (Kelly Link), O [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><strong><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://www.anica.com.br/files/2011/01/2378381002_0b7b2467f0_o-300x300.jpg" alt="" width="256" height="256" />Livros lidos</strong>: Never let me go (Kazuo Ishiguro), O fio das missangas (Mia Couto), Slam (Nick Hornby), O Palácio de Inverno (John Boyne), Papéis Avulsos (Machado de Assis), Medo e Delírio em Las Vegas (Hunter S. Thompson), Um dia de chuva (Eça de Queiroz), O estranho mundo de Zofia e outras histórias (Kelly Link), O Violinista e outras histórias (Herman Melville), Disgrace (J. M. Coetzee).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Leituras em andamento</strong>: Falling Angel (William Hjortsberg) e O Despertar do Vampiro (Nazarethe Fonseca)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Livros que chegaram</strong>: A Universal History of the Destruction of Books: From Ancient Sumer to Modern-day Iraq (Fernando Baez), The Book of Lost Books: An Incomplete History of All the Great Books You&#8217;ll Never Read (Stuart Kelly), Slam (Nick Hornby), House of Leaves (Mark Z. Danielewski), O Violinista e Outras Histórias (Herman Melville), Ubik (Philip K. Dick), O Fio das Missangas (Mia Couto), Papéis Avulsos (Machado de Assis), O Despertar do Vampiro (Nazarethe Fonseca),O Império dos Vampiros (Nazarethe Fonseca), O Pacto dos Vampiros (Nazarethe Fonseca) e Kara e Kmam (Nazarethe Fonseca)</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5228"></span>Não sei se vocês já leram aquele conto da Clarice Lispector, o <em>Felicidade Clandestina</em>. Sempre que fico louca de vontade de ler um livro e ele finalmente chega nas minhas mãos eu lembro dessa história. Descobri por acaso <em>House of Leaves</em>, mas quando li sobre ele simplesmente pirei, precisava ler o livro. Comprei com um vale-presente que ganhei de aniversário de um casal de amigos, e eis que agora na metade de fevereiro ele finalmente dá o ar das graças aqui em casa. E há, estou com tanta coisa acumulada que ainda nem consegui ler, que beleza, não?</p>
<p style="text-align: justify;">Mas vamos lá, a &#8220;leitura acumulada&#8221; não é ruim. Quem pode dizer que se apaixonou duas vezes em um mês só, não é mesmo? Primeiro foi Mia Couto (e sim, eu também era uma daquelas pessoas que antes de ir atrás de saber mais sobre o autor, achava que era &#8220;a&#8221; Mia). Com o excelente <em>O Fio das Missangas</em>, fiquei encantadadíssima e agora quero conhecer mais do que ele já escreveu. Depois já para o fim do mês veio J.M. Coetzee, que com <em>Disgrace</em> (<em>Desonra</em> aqui no Brasil) conseguiu um lugar no meu top10 de todos os tempos que eu não costumo mexer muito frequentemente, não. Agora ele está assim:</p>
<p>1 Grande Sertão: Veredas &#8211; Guimarães Rosa<br />
2 1984 &#8211; George Orwell<br />
3 Budapeste &#8211; Chico Buarque<br />
4 Esperando Godot &#8211; Samuel Beckett<br />
5 Hamlet &#8211; Shakespeare<br />
6 A Estrada &#8211; Cormac McCarthy<br />
7 Ensaio Sobre a Cegueira &#8211; José Saramago<br />
8 Desonra &#8211; J.M. Coetzee<br />
9 Ubik &#8211; Philip K. Dick<br />
10 Alta Fidelidade &#8211; Nick Hornby</p>
<p style="text-align: justify;">Não espalhem, mas eu tirei Machado de Assis para dar um espaço para ele. Pois veja, esse tipo de encanto não acontece sempre, e quando um autor consegue mexer com você para além da história que está contando, mas também com a sua história, esse momento merece ser registrado. E sim, por conta da lista, de um dos itens dela e mesmo desse balanço mensal de leituras, vocês já devem ter percebido que eu sou fã do Nick Hornby. Aí para manter a minha média de um Hornby por ano (que faz sempre muito bem!), fui de <em>Slam</em>.  Adiei essa leitura por muito tempo porque achei que seria mais fraquinho, e de fato não é o autor britânico na sua melhor forma, mas ainda assim foi divertido, valeu a pena.</p>
<p style="text-align: justify;">Das leituras atrasadas também teve <em>Medo e Delírio em Las Vegas</em>, que há anos queria conferir e adorei. O irônico é que na época que assisti ao filme (quase uns 10 anos atrás? não lembro bem) eu achei idiota e detestei. Vocês vejam como vamos mudando e como sempre vale a pena dar uma segunda chance.</p>
<p style="text-align: justify;">De qualquer modo, o padrão que acabo de perceber é que tenho me encantado muito com a leitura contemporânea. Eu sempre fui apaixonada por clássicos e acreditem, nos tempos de faculdade eles dominariam minha lista de favoritos. Mas de um tempos para cá parece que quem tem conseguido me surpreender não é o pessoal da velha guarda, mas os mais atuais. Vá entender.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, foi um bom mês, no final das contas. Boas leituras, e ainda bem que não teve nenhuma tão ruim que fizesse eu querer abandonar o livro. (é, agora eu perdi os pudores de abandonar um livro se acho muito ruim, falo melhor sobre isso quando abandonar algum).  Surpresas muito positivas também, como com <em>Never Let Me Go</em> e Kelly Link com sua coletânea de contos <em>O Estranho Mundo de Zofia e outras histórias</em>. Vamos ver se esse ano consigo um saldo tão positivo quanto o de fevereiro.</p>
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		<title>Slam (Nick Hornby)</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 13:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[nick hornby]]></category>
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		<description><![CDATA[O bom de já estar familiarizado com o estilo de um escritor (e bem, o fato de ele não variar muito esse estilo) é que não tem muito erro na hora de comprar o livro. Você sabe que completamente insatisfeito com a leitura você não se sentirá. Então, quando estou com vontade de ler algo [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2011/02/slam-196x300.jpg" alt="" width="196" height="300" />O bom de já estar familiarizado com o  estilo de um escritor (e bem, o fato de ele não variar muito esse  estilo) é que não tem muito erro na hora de comprar o livro. Você sabe  que completamente insatisfeito com a leitura você não se sentirá. Então,  quando estou com vontade de ler algo sem querer me arriscar,  normalmente procuro por Nick Hornby, que mesmo em seus piores momentos  ainda é legal. Foi por isso que finalmente dei uma chance para <em>Slam</em>, publicado lá fora em 2007.</p>
<p style="text-align: justify;">Digo “finalmente dar uma chance” porque  como fã de Hornby, eu geralmente compro o título novo assim que chega  nas livrarias. Mas o enredo de <em>Slam</em> me pareceu meio bobo, então  foi a primeira vez que adiei uma leitura do autor. A história tem como  base gravidez na adolescência, e o narrador-protagonista (figura típica  nas histórias de Hornby) é um rapaz ali na casa dos 16 anos, apaixonado  por skate e que costuma conversar com um pôster do skatista Tony Hawk.<span id="more-5191"></span>Não parece  muito promissor, não é mesmo? Até porque convenhamos, há tema mais  batido que gravidez na adolescência? Mas durante a leitura comecei a ver  <em>Slam</em> de um jeito diferente. É quase como o cartão de visitas  do Hornby para o pessoal mais novo, que ainda não conheceu livros  bacanas que ele já fez como <em>Alta Fidelidade</em>, por exemplo. E  dentro desse propósito, o tema nem faz muita diferença, entra novamente  naquela questão de como o autor o desenvolve.</p>
<p style="text-align: justify;">E claro, tratando-se do Hornby, ele o  faz muito bem. Sempre com aquele ótimo senso de humor, situações  inusitadas e aquele tom de livro que parece estar implorando para passar  para as telas transformando-se em uma comédia leve e bacana. Ok, ele  peca ao dar uma voz muito madura para Sam, o protagonista. Ainda acho  que no caso de adolescentes Hornby acabou criando alguns mais  verossímeis em <em><a title="um grande garoto" href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/09/28/um-grande-garoto-nick-hornby/" target="_blank">Um Grande Garoto</a></em> e <em>Uma Longa Queda</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">De qualquer modo, <em>Slam</em> é até  bem divertido e em alguns momentos chega até mesmo a lembrar o melhor de  Hornby. Há também a inclusão de um fator inesperado envolvendo Tony  Hawk. Além de conversar com o pôster (baseando a conversa em trechos da  biografia do skatista, o que rende uns diálogos engraçados), Sam também é  “enviado” para o futuro, onde vê como será sua vida com o bebê que está  para chegar.  Há também próximo da conclusão um momento em que o  narrador responde dúvidas dos leitores sobre a história, também bem  legal.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma leitura leve, para aqueles  momentos em que você não quer pensar em muita coisa e só relaxar. E  insisto na questão do cartão de visitas para os leitores mais jovens,  até porque Hornby, que tem lá seus 50 e poucos anos, consegue se manter  muito atualizado sobre a cultura pop em geral, e o livro vem cheio de  referências, especialmente musicais (como quando toca <em>Sexy Back</em> quando Alicia está em trabalho de parto).</p>
<p style="text-align: justify;">Para terminar, uma curiosidade sobre o  livro: em Southampton na Inglaterra, foram distribuídos 800 exemplares  de graça, no melhor estilo <a title="bookcrossing" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BookCrossing" target="_blank">Bookcrossing</a>. Ótima ideia para divulgação!</p>
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		<title>Juliet, Nua e Crua (Nick Hornby)</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 23:49:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de terminar Juliet, Nua e Crua de Nick Hornby a sensação que tive foi de ter levado dois livros pelo preço de um. Explico: a história começa com Annie e seu namorado Duncan passeando pelos Estados Unidos, fazendo uma tour por lugares onde o roqueiro Tucker Crowe passou antes de abandonar a carreira. Duncan [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2010/04/julietnaked.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4305" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/julietnaked-187x300.jpg" alt="" width="187" height="300" /></a>Depois de terminar <em>Juliet, Nua e Crua</em> de Nick Hornby a sensação que tive foi de ter levado dois livros pelo preço de um. Explico: a história começa com Annie e seu namorado Duncan passeando pelos Estados Unidos, fazendo uma <em>tour</em> por lugares onde o roqueiro Tucker Crowe passou antes de abandonar a carreira. Duncan considera-se um &#8220;crowlogo&#8221;, e Annie até gosta das músicas do cara, mas está meio cansada da vida que tem levado com o namorado, que obviamente ama mais o roqueiro sumido do que a garota.</p>
<p style="text-align: justify">Se o livro ficasse por aí, seria um daqueles para colocar ao lado de <em>Alta Fidelidade</em>, com toda certeza. Os elementos estão lá novamente: a paixão pela música, a dor e incerteza da separação, o fato de perceber que os anos passaram e você não é tudo aquilo que planejou ser quando jovem. Tudo temperado com o humor típico de Hornby, é claro. Com momentos como quando Duncan fica irritado pela nova namorada não perceber o quão desorientado ele ficou com o fim de um relacionamento de quinze anos, e aí ele se dá conta que &#8220;ele tinha dito para ela que era só um arranhão e ficou chateado quando ela não ofereceu morfina&#8221;. São pequenos detalhes que estão ali nas disgressões das personagens, aquele tipo de coisa que torna Annie, Duncan e cia. &#8220;pessoas de verdade&#8221;, gente que tem uma história parecida com a sua e com quem você sentaria para conversar por algum tempo.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-4304"></span>Mas aí chega um álbum de Tucker Crowe, &#8220;Juliet, Nua e Crua&#8221;. É uma gravação anterior ao grande sucesso do músico, &#8220;Juliet&#8221;, e lógico que após anos sem qualquer material novo os fãs se agitam com o novo material &#8211; sobretudo Duncan. A partir desse momento começa a se desenhar uma segunda história, envolvendo Crowe e elementos típicos de comédia romântica, daqueles que te fazem prever o que virá mas mesmo assim você continua lendo porque no final das contas já se apegou às personagens e quer ver no que vai dar.</p>
<p style="text-align: justify">E acredite, as personagens são MUITO cativantes. Como o próprio Tucker, que nos é apresentado aos poucos, primeiro sob o olhar dos fãs (e aí Hornby usa artigos de Wikipedia para montar a biografia do cantor) e depois do ponto de vista das pessoas que convivem com Tucker. Annie, que em teoria é personagem principal, algumas vezes some para dar um espaço para o desenvolvimento de figuras como o próprio Duncan, que tinha tudo para ser só um chato, mas é legal porque você de uma forma até meio cheia de culpa <em>se reconhece</em> nele. Afinal, todos que gostam de música, cinema e literatura invariavelmente caem na armadilha de misturar a vida pessoal do artista com sua obra.</p>
<p style="text-align: justify">Um exemplo disso é que Tucker é um fã de Dickens, e no momento que li isso lembrei de <a title="frenesi polissilábico" href="http://www.anica.com.br/2009/05/03/frenesi-polissilabico-nick-hornby/" target="_blank">Frenesi Polissilábico</a> e de como Hornby tinha mostrado-se encantado pela obra do escritor. Todo fã em algum momento já ficou pirando sobre alguma frase ou verso, pensando em exatamente qual mensagem estava escondida ali. E é por isso que digo que se <em>Juliet, Nua e Crua</em> fosse só sobre isso, seria um dos melhores livros do Hornby. Mas a partir do momento que começa a comédia romântica, você fica pensando em como daria um filme divertido sobre pessoas buscando a felicidade, mas hum, aí já não é mais tuuuuudo isso, não.</p>
<p style="text-align: justify">Mas não ser tudo isso não significa que seja ruim. Só ficou aquém do que poderia ter sido. Mas até pelas novas personagens que Hornby criou fica difícil não lembrar do livro com carinho, entre aqueles que não só te divertiram, mas que em alguns momentos fizeram você se identificar e pensar em sua vida. Vale a pena conferir. A tradução chegou no Brasil pela Rocco agora em abril, com preço chegando na casa dos R$35. Se você lê em inglês, dê uma sondada pelas edições da Penguin, que chegam na casa dos R$15.</p>
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		<title>Top5 livros em 2009</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 13:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Continuando com a tradição e aproveitando a onda de retrospectivas de final de ano, resolvi elaborar o top5 de livros lidos esse ano. Lembrando que assim como aconteceu em 2008, não são especificamente lançamentos de 2009.  A surpresa para esse ano ficou por conta dos autores nacionais. Li pouquíssimos, mas mesmo assim eles são maioria [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;">Continuando com a tradição e aproveitando a onda de retrospectivas de final de ano, resolvi elaborar o top5 de livros lidos esse ano. Lembrando que assim como aconteceu em <a title="2008" href="http://www.anica.com.br/2008/12/31/top5-livros-em-2008/" target="_blank">2008</a>, não são especificamente lançamentos de 2009.  A surpresa para esse ano ficou por conta dos autores nacionais. <a title="lista dos livros lidos em 2009" href="http://www.anica.com.br/livros-lidos/livros-lidos-em-2009/" target="_blank">Li pouquíssimos</a>, mas mesmo assim eles são maioria na lista. E é isso.  Se quiserem comentar sobre os melhores livros que vocês leram esse ano, o espaço dos comentários está sempre aberto. No mais, espero que alguns dos títulos sirvam de sugestões para quem está querendo ler algo mas não tem ideia do que.</p>
<p style="text-align: justify;"><span><strong>TOP 5 LIVROS EM 2009!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a title="frenesi polissilábico" href="http://www.anica.com.br/2009/05/03/frenesi-polissilabico-nick-hornby/" target="_blank"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://www.anica.com.br/files/2009/04/completepolyspree.jpg" alt="" width="140" height="212" />5. Frenesi Polissilábico (Nick Hornby)</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu estava quase deixando o Seth Grahame-Smith entrar com <a title="how to survive a horror movie" href="http://www.anica.com.br/2009/05/16/how-to-survive-a-horror-movie/" target="_blank">How to survive a horror movie</a>, mas depois lembrei de quanto me diverti me identificando com a relação de Hornby com suas leituras. É para ser divertido e consegue sê-lo do começo ao fim. Lembro até agora de algumas passagens como quando está indignado com os rumos que uma história tomou e aí comenta: &#8220;<em>I just sort of lost my grip on the book. Also, someone gets shot dead at the end, and I wasn&#8217;t altogether sure why. That&#8217;s a sure sign that you haven&#8217;t been paying the right kind of attention. It should always be clear why someone gets shot. If I ever shoot you, I promise you there will be a really good explanation, one you will grasp immediately, should you live.</em>&#8221; O senso de humor do Hornby afiadíssimo como sempre, falando de algo que eu adoro. Tinha que vir para o top5.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> <a href="http://www.anica.com.br/files/2010/11/o-filho-eterno_230_rep.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5004" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="o-filho-eterno_230_rep" src="http://www.anica.com.br/files/2010/11/o-filho-eterno_230_rep-196x300.jpg" alt="" width="140" height="213" /></a> 4. O Filho Eterno (Cristovão Tezza)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu já ouvi comentários de que ele se inspirou bastante (digamos assim) no livro <em>Uma Questão Pessoal</em>, de Kenzaburo Oe. Como só li <em>O Filho Eterno</em>, prefiro não entrar nesse campo. A verdade é que embora breve, a obra de Tezza é forte, daquelas que realmente mexem com o leitor fazendo não só com que pense sobre o que está ali escrito, mas também <span style="text-decoration: underline;">sinta</span>. Como já comentei antes, é a melhor prova de que um livro não precisa ter dezenas de inovações estilísticas para ser um bom livro. Uma história que ganhe o leitor como acontece em <em>O Filho Eterno</em> já basta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.anica.com.br/files/2009/12/areia-350.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5003" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="areia-350" src="http://www.anica.com.br/files/2009/12/areia-350-199x300.jpg" alt="" width="140" height="209" /></a> </strong><a title="xerxenesky" href="http://www.anica.com.br/2009/08/20/areia-nos-dentes-antonio-xerxenesky/" target="_blank"><strong>3. Areia nos Dentes (Antônio Xerxenesky)</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Eu preciso confessar que o que chamou minha atenção inicialmente era o enredo, envolvendo zumbis. Um faroeste com zumbis, pense só. E a medida que você vai conhecendo Mavrak (cidade que é quase uma personagem dentro do romance) logo percebe que não se trata de uma obra sobre zumbis, mas <em>com</em> zumbis. O conflito do narrador com suas lembranças, uma tentativa de conhecer-se através do passado, reconstruir-se. Para não falar de recursos que Xerxenesky utiliza, rendendo momentos ótimos que vão além da contação de história.</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="catatau" href="http://www.anica.com.br/2009/04/28/catatau-paulo-leminski/" target="_blank"><strong><img class="alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://www.anica.com.br/files/2009/04/leminskicatatau.jpg" alt="" width="145" height="191" />2. Catatau (Paulo Leminski)</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Leminski não se dedicou tanto à prosa quanto à poesia, o que não deixa de ser uma pena se considerar os trabalhos com os contos (como pode ser visto na coletânea <em>Gozo Fabuloso</em>) e com <em>Catatau</em>, o romance ideia. Quase que uma releitura tupiniquim (e caótica, muito caótica) de <em>Esperando Godot</em> de Beckett, aqui temos um Descartes alucinado no Brasil, esperando por Artiscewsky. O leitor é tragado pelo fluxo de consciência do narrador (Descartes), deixando a lógica completamente de lado.  Há ritmo, quase como se fosse para ler em voz alta, um romancepoema inesquecível.</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="world war z" href="http://www.anica.com.br/2009/05/31/world-war-z-max-brooks/" target="_blank"><strong><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://www.anica.com.br/files/2009/05/worldwarz.jpg" alt="" width="139" height="198" />1. World War Z (Max Brooks)</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Mais zumbis? Sim, mais. Mas mesmo que você não seja lá muito fã de histórias com mortos-vivos, vale a pena a leitura pelo que Max Brooks faz com o que já é um tema tão batido. A ideia da contrução da história a partir de depoimentos dos sobreviventes do que seria uma guerra mundial contra os zumbis é perfeita para uma metáfora sobre como é fácil simplesmente deixar a humanidade de lado. É uma obra marcante, uma pena que ainda não tenha tradução para o português, embora eu ache que com o filme que está para sair logo chega por aqui.</p>
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		<title>Ah, as personagens!</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 13:34:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Falando sério, acho que alguns livros não são legais necessariamente por causa do enredo, mas por causa das personagens. Aquela coisa, história não muito original, mas aí chega aquela figura que se destaca por dizer coisas que você adoraria ter dito, ou por agir de um jeito que às vezes só funciona na Literatura mesmo. [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2009/07/indice.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3861" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/2009/07/indice.jpg" alt="indice" width="305" height="305" /></a>Falando sério, acho que alguns livros não são legais necessariamente por causa do enredo, mas por causa das personagens. Aquela coisa, história não muito original, mas aí chega aquela figura que se destaca por dizer coisas que você adoraria ter dito, ou por agir de um jeito que às vezes só funciona na Literatura mesmo. Eu tenho certeza que você já passou por isso também &#8211; assim como sei que em algum momento na adolescência até uma paixão platônica deve ter aparecido (ou no mínimo o desejo de poder conhecer a personagem na vida real).</p>
<p style="text-align: justify">Foi pensando nisso que resolvi fazer esse meu top5, só com meus personagens favoritos de todos os tempos. Se eu lembrar, estenderei isso para o cinema também. E fique à vontade para postar sua lista aqui nos comentários, até porque aquela coisa, consequentemente acaba virando sugestão de leitura para todos, né?</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-3860"></span><strong>5. Capitão Rodrigo (O Tempo e o Vento, Erico Verissimo)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Eu gostei muito de <em>O Continente</em> (primeira parte da série), mas em nenhum momento me empolguei tanto quanto como quando o Capitão Rodrigo estava na história. É uma personagem tão cativante que até quando ele apronta você, como leitor, fica buscando justificativas para os atos dele (e gente, não tem justificativa!).</p>
<p style="text-align: justify"><strong>4. Lord Henry Wotton (O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Uma boa parte dos aforismos de Wilde que pessoal sai citando por aí estão em O Retrato de Dorian Gray, quase todos ditos por Lord Henry. As observações ácidas (e sim, algumas vezes frívolas) sobre todos ao seu redor são extremamente espirituosas. Lembra da famosa &#8220;Posso resistir a tudo, menos à tentação&#8221;? Poisé. Coisas de Lord Henry. Wilde realmente caprichou.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>3. Athos (Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Todos os mosqueteiros são cativantes, e acho que para quem lê essa história escolher um favorito é meio como escolher um Beatle favorito, no final das contas. Pois bem, o meu favorito é Athos. O jeitão meio quieto e misterioso, o passado triste. Eu sei que não são características para uma personagem tão leve como os demais, mas lembro que adorava os momentos em que ele aparecia na história.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>2. Rob Fleming (Alta Fidelidade, Nick Hornby)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Dia desses o <a title="rama no meia" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=3232&amp;pid=52805#pid52805" target="_blank">Ramalokion definiu bem lá no Meia Palavra</a>: parece um amigo conversando com você. Rob é meio loser, meio esnobe,  meio perdido, enfim&#8230; meio como todo mundo. E aí você não só se reconhece no que ele diz, mas também reconhe outras pessoas. A identificação fica quase impossível de não acontecer, especialmente no caso de jovens adultos que estão mais ou menos na mesma situação que ele.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>1. Visconde de Valmont (As Relações Perigosas, Choderlos de Laclos)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Eu sempre fico em dúvida entre ele e a Marquesa de Merteuil, porque ambos são uns manipuladores detestáveis, mas a verdade é que concluindo o livro, quem consegue ganhar a simpatia do leitor embora seja um vilão (e o é), é o Visconde. E tá, eu li depois de ver o <a title="dangerous liaisons" href="http://www.imdb.com/title/tt0094947/" target="_blank">filme</a>, e aí é impossível não pensar em John Malkovich como o Visconde, blé =P</p>
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		<title>Como ser legal (Nick Hornby)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 15:19:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acho que entrei em uma fase ruim no que diz respeito aos livros. Primeiro foi o Pride and Prejudice and Zombies do Seth Grahame-Smith. A decepção foi tamanha que não deu nem vontade de vir escrever sobre ele aqui no Hellfire, e por pelo menos umas quatro vezes pensei em largar sem terminar de ler. [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><img class="alignleft" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/howtobe-195x300.jpg" alt="" width="195" height="300" />Acho que entrei em uma fase ruim no que diz respeito aos livros. Primeiro foi o <em>Pride and Prejudice and Zombies</em> do Seth Grahame-Smith. A decepção foi tamanha que não deu nem vontade de vir escrever sobre ele aqui no Hellfire, e por pelo menos umas quatro vezes pensei em largar sem terminar de ler. Pois é, se você quer dar umas boas risadas com algo que o Grahame-Smith escreveu, acho que o negócio é ficar com o <a title="how to survive a horror movie" href="http://www.anica.com.br/2009/05/16/how-to-survive-a-horror-movie/" target="_blank">How to Survive a Horror Movie</a>, mesmo.</p>
<p style="text-align: justify">Eis que ontem (finalmente) acabo o <em>How to be Good</em> do Nick Hornby (lançado aqui no Brasil &#8220;Como ser Legal&#8221;). Quando incluo o finalmente é porque foi uma leitura arrastada, que durou mais de uma semana e sim, novamente aquela vontade incontrolável de largar o livro e ler outra coisa. Tá loco, nem parece o Nick Hornby.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-3834"></span>A história segue assim: uma médica decide se divorciar do marido. Acontece que o sujeito encontra uma espécie de guru chamado DJ Goodnews que além de curar uma dor nas costas crônicas, também faz do (quase ex-)marido o cara mais legal do mundo. E no final das contas segue-se toda aquela discussão sobre o que é ser bom e o que é ser mau, considerando principalmente o fato de que a protagonista acreditou por toda a vida que era boa, uma vez que era médica e salvava vidas. Mas depois da &#8220;transformação&#8221; do marido, passa a questionar isso.</p>
<p style="text-align: justify">Mas a protagonista é MUITO amarga. MUITO. Os personagens do Hornby são ácidos, mas não amargos. Ao escolher Katie como a narradora, Hornby errou a mão porque perdeu a chance de ter mais um daqueles personagens que são totais perdedores, mas com quem você não só se identifica, mas de quem você gosta. É impossível gostar de uma personagem crica como a Katie, que reclama de tudo o que tem ao seu redor. Ela é MUITO chata.</p>
<p style="text-align: justify">E como a história é contada por ela, bem, a história segue o senso de humor da protagonista. Aí já viu, né? Não que algumas tiradas típicas do Hornby não estejam lá no meio, e a parte do Goodnews rende até uns bons momentos. Mas Katie pirando sobre a própria vida é simplesmente um saco, aí no final das contas o livro ficou ali no &#8220;regular&#8221; mesmo. No final das contas, vale muito mais a pena ler o <a title="frenesi polissilábico" href="http://www.anica.com.br/2009/05/03/frenesi-polissilabico-nick-hornby/" target="_blank">Frenesi Polissilábico</a>, que embora não seja romance, pelo menos se parece mais com outros livros ótimos do Hornby como <a title="uma longa queda" href="http://www.anica.com.br/2007/12/27/uma-longa-queda/" target="_blank">Uma Longa Queda</a>, <a title="febre de bola" href="http://www.anica.com.br/2006/05/11/literatura-para-o-periodo-da-copa/" target="_blank">Febre de Bola</a>, Alta Fidelidade e <a title="um grande garoto" href="http://www.anica.com.br/2004/06/04/108639169287145700/" target="_blank">Um Grande Garoto</a>.</p>
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		<title>Frenesi Polissilábico (Nick Hornby)</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 16:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[the complete polysyllabic spree]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Então que no mês passado chegou nas livrarias o Frenesi Polissilábico do Nick Hornby. Eu fiquei bem curiosa, primeiro porque é o Nick Hornby (sei que só li quatro livros dele, mas adorei os quatro). Segundo porque o Moacyr Scliar escreveu uma resenha bem legal lá na Veja. Terceiro, porque li um dos capítulos e [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><img class="alignright" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/2009/04/completepolyspree.jpg" alt="" width="197" height="298" />Então que no mês passado chegou nas livrarias o Frenesi Polissilábico do Nick Hornby. Eu fiquei bem curiosa, primeiro porque é o Nick Hornby (sei que só li quatro livros dele, mas adorei os quatro). Segundo porque o <a title="resenha moacyr" href="http://veja.abril.com.br/080409/p_132.shtml" target="_blank">Moacyr Scliar escreveu uma resenha bem legal</a> lá na Veja. Terceiro, porque li um dos capítulos e vi que lá estava o Hornby do jeito que eu gosto: como que conversando com você, falando das obras que leu e o que pensa delas.</p>
<p style="text-align: justify">De primeira você pensa que será uma coletâneas de resenhas, o que em teoria é. &#8220;Frenesi Polissilábico&#8221; é a reunião das colaborações de Hornby para um jornal meio alternativo, chamado <em>The Believer</em>. A questão é que você mal começa a ler e já se dá conta que a idéia vai além, porque ao falar sobre livros, Hornby acaba fazendo um belo livro sobre o que é ser <strong>leitor</strong>. E é aí que ele nos fisga, porque em vários momentos você acaba se reconhecendo no que ele está falando (seja no &#8220;sofrimento&#8221; ao se obrigar a ler determinados livros até o fim, ou seja o prazer da descoberta de uma obra, por exemplo).</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-3685"></span>Eu li a versão em inglês (<em>The Complete Polysyllabic Spree</em>, cuja capa ilustra esse post), então não sei bem como ficou a brasileira. Sei que a edição da Penguin além das críticas tem também alguns trechos das obras das quais os Hornby está falando (como por exemplo, <em>Persépolis</em>), o que obviamente serve para encher o leitor de vontade de conhecer algumas das obras que ele apresenta.</p>
<p style="text-align: justify">O bacana é que entre uma piração e outra (a parte do Hornby falando sobre ter que existir uma explicação clara para quando alguém leva um tiro é impagável) o autor deixa clara sua posição sobre a função da leitura: dar prazer. Por isso ele não se envergonha de abandonar livros e mais ainda, insiste na ideia de que nem sempre um grande clássico foi feito para você e que não há nada de errado em dizer que gosta mais de um determinado livro do que nomes como Dostoiévski ou Voltaire.</p>
<p style="text-align: justify">É realmente muito divertido, perfeito para quem gosta de ler. É quase como se você estivesse em uma mesa de bar falando com seus amigos sobre os últimos livros que leram e compraram. Aparentemente é uma trilogia, não sei se chegaremos a ter tradução dos outros dois livros aqui no Brasil. O meu parece ter o conteúdo de dois: <a href="http://www.amazon.com/Polysyllabic-Spree-Nick-Hornby/dp/1932416242/ref=pd_cp_b_3?pf_rd_p=413864201&amp;pf_rd_s=center-41&amp;pf_rd_t=201&amp;pf_rd_i=1934781290&amp;pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&amp;pf_rd_r=1NQGZC0KECY1V74DJQMB" target="_blank">Polyssyllabic Spree</a> e <a title="housekeeping" href="http://www.amazon.com/Housekeeping-vs-Dirt-Nick-Hornby/dp/1932416595/ref=pd_bxgy_b_img_b" target="_blank">Housekeeping vs. Dirt</a> (se bem que estava dando uma olhada no índice do segundo e parecem os dois últimos meses na minha edição). A última tem um título genial, chama-se <a title="shakespeare" href="http://www.amazon.com/Shakespeare-Wrote-Money-Nick-Hornby/dp/1934781290/ref=pd_sim_b_1" target="_blank">Shakespeare Wrote for Money</a>, com as colunas de agosto de 2006 até setembro de 2008.</p>
<p style="text-align: justify">A única parte chata é que tenho aí uns 9 livros que acabaram de chegar, e já estou morrendo de vontade de comprar alguns dos quais ele falou. Haja dimdim, ahn?</p>
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		<title>Kirk O&#8217;Bane</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 15:13:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem adolesceu no início dos anos 90 como eu, não tinha disponível ainda as maravilhas da Internet. Se você curtia o som de um cara, você comprava o cd, pedia para seu amigo gravar o cd para você ou ficava hooooooooras esperando sua música favorita tocar na rádio para gravar. Também não tínhamos acesso às [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/kurt_cobain.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2244" style="float: right;border: 0;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/kurt_cobain-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Quem adolesceu no início dos anos 90 como eu, não tinha disponível ainda as maravilhas da Internet. Se você curtia o som de um cara, você comprava o cd, pedia para seu amigo gravar o cd para você ou ficava hooooooooras esperando sua música favorita tocar na rádio para gravar. Também não tínhamos acesso às notícias e demais informações como temos hoje em dia. Não que isso fizesse a nossa adolescência pior, só era diferente.</p>
<p>Um dos casos que melhor ilustram isso é o do sujeito que dá nome ao post. &#8220;<em>Kirk O&#8217;Bane, Anica? Você pirou? Quem é ele?</em>&#8220;. Digamos que trata-se de uma piada internet para quem já leu <a title="Um Grande Garoto" href="http://www.anica.com.br/2004/06/04/108639169287145700/" target="_blank">Um Grande Garoto</a>, do Nick Hornby. Para quem não leu: estou falando do Kurt Cobain.</p>
<p><span id="more-2243"></span></p>
<p>Nunca fui fã do Kurt &#8211; pelo menos não naquele sentido mais bitolado que normalmente vem embutido à palavra. Tanto que no meu diário de 1994 o único registro sobre a morte do Kurt é um &#8220;O Kurt se suicidou&#8221; escrito com caneta preta no topo da página da quinta-feira, 7 de abril (ao contrário da morte do Senna, que fez com que eu colocasse recortes de jornais e revistas relacionados a ele em todos os dias de maio). De qualquer forma, era um sujeito constante desde que comecei a &#8220;adolescer&#8221; (por exemplo, até hoje lembro da versão que meu irmão fez para In Bloom &#8220;EEEEEEEEEDUARDO É UM CARA MUITO CHAAATO (etc.)&#8221;).</p>
<p>E aí ele se matou e tal. Na época eu não tive acesso <a title="carta de suicídio" href="http://lpdw.free.fr/groupes/Nirvana/lettre2.jpg" target="_blank">à carta de suicídio dele</a> (muito embora se eu não me engano a Courtney chegou a ler a carta no velório do Kurt, e foi ali que pela primeira vez eu ouvi os versos do Neil Young: <em>It&#8217;s better to burn out than to fade away</em>), até porque eu não tinha internet. Não tive notícia de qualquer teoria conspiratória até uns cinco ou seis anos depois. Aliás, acho que teorias conspiratórias são heranças da internet e do Arquivo-X.</p>
<p>Enfim, eu não participei de nenhuma comunidade &#8220;Luto &#8211; Kurt Cobain&#8221; no Orkut, eu não baixei o Unplugged da MTV, eu não acessei artigos da Wiki sobre a morte dele. Eu não ouvi nenhuma das músicas procurando avisos de que um dia ele faria aquilo, eu simplesmente vivi aquele momento. E mesmo que não tenha sido fã, eu devo dizer: ninguém passou por aquele suicídio sem alguma marca<sup><a href="http://www.anica.com.br/2008/04/16/kirk-obane/#footnote_0_2243" id="identifier_0_2243" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="quer um exemplo disso? leia o excelente post do Sky chamado 1994. &Eacute; de longe um dos melhores posts que j&aacute; li">1</a></sup> .</p>
<p>Sobre a piada interna com quem já leu <em>Um Grande Garoto</em>, um dos maiores problemas em relação à versão para o cinema é que eles simplesmente apagam a Ellie da história &#8211; e ela rende os melhores momentos no livro. Talvez porque o Hornby tem aquela paixão louca por música, mas o fato é que ao fazer da Ellie uma personagem obcecada pelo Kurt Cobain, ele simplesmente fez com que todos os que viveram aqueles tempos de certa forma também se identificassem.</p>
<p>Primeiro, Marcus quer se aproximar da menina. O adulto diz que para chegar nela, ele precisa falar do que ela gosta, e então pergunta do que ela mais fala. E ele diz &#8220;Um jogador de futebol aí, o Kirk O&#8217;Bane&#8221; &#8211; tempos depois descobrimos que trata-se do Kurt. Mais para o final do livro, em uma das melhores passagens que já li (incluindo TODOS que já li), Marcus tenta evitar que Ellie lesse (em uma estação lotada) as manchetes dos jornais que todos tinham em mãos: <strong>ASTRO DO ROCK COBAIN MORTO</strong>.</p>
<p>Agora para e pensa. Se o Hornby que já não era adolescente na época carregou uma marca com o suicídio, imagina nós que <em>smell like teen spirit</em> (omg, lembro do Kurt explicando o título dessa música em uma entrevista para a Bizz). Grande sujeito. Performance em palco era nula, mas era sem sombra de dúvida um roqueiro (daqueles com QUE mesmo). Talvez um dos últimos com &#8220;pegada&#8221;, como o Fábio costuma dizer.</p>
<p>Em tempo: a Converse lançará um modelo com escritos retirados dos diários do Kurt, saindo por algo em torno de 50 a 65 dólares. Um luxo, ahn? <a title="tênis kurt" href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL355683-7085,00-ESCRITOS+DE+KURT+COBAIN+VIRAM+ESTAMPA+DE+TENIS.html" target="_blank">Notícia velha lá do g1</a> (lembrei agora enquanto procurava por uma imagem do Kurt para ilustrar o post).</p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_2243" class="footnote">quer um exemplo disso? leia o excelente post do Sky chamado <a title="1994" href="http://fabneme.blogspot.com/2008/01/1994.html" target="_blank">1994</a>. É de longe um dos melhores posts que já li</li></ol>]]></content:encoded>
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		<title>E no mundinho da Literatura&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Feb 2008 22:24:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Queria muito entender qual é o lance, o truque, o mojo, etc. do Stephen King. Há alguns dias comecei a ler Cell (Celular, lançado no fim do ano passado aqui no Brasil). Aquela coisa, alguém lá no Meia Palavra falou de zumbi e meu zumbidar começou a apitar e fiquei curiosa sobre o livro. Aquela [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/cell_us_cover.jpg" title="cell_us_cover.jpg"><img src="http://www.anica.com.br/files/cell_us_cover.jpg" alt="cell_us_cover.jpg" align="right" border="0" height="336" hspace="5" vspace="5" width="220" /></a>Queria muito entender qual é o lance, o truque, o mojo, etc. do Stephen King. Há alguns dias comecei a ler <em>Cell</em> (<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=1962990&amp;franq=102414" title="celular" target="_blank">Celular</a>, lançado no fim do ano passado aqui no Brasil). Aquela coisa, alguém lá no <a href="http://www.meiapalavra.com.br/index.php" title="meia palavra" target="_blank">Meia Palavra</a> falou de zumbi e meu <em>zumbidar</em> começou a apitar e fiquei curiosa sobre o livro. Aquela coisa: um dia qualquer, chega em determinado horário e todos os que estavam falando no celular ficam maluquinhos, matando e devorando o que encontram pela frente.</p>
<p>Aí que quando comecei nem achei grandes coisas. O pior, estou na metade do livro e até agora ele não é grandes coisas. MAS EU NÃO CONSIGO PARAR DE LER. Qual é a desse cara, heim? Pacto com o demo, linguagem subliminar ou o quê? E sabe o que é mais engraçado? Enquanto você lê, não dá para deixar de pensar: ok, alguém fará um filme disso. <a href="http://www.imdb.com/title/tt0775440/" title="cell - filme" target="_blank">Dito e feito</a>.</p>
<p><span id="more-2123"></span> ***</p>
<p>Nick Hornby acabou de lançar coisa nova lá fora. Ok, &#8220;acabou&#8221; não é bem o termo, foi lançado em outubro do ano passado, mas já que não temos tradução aqui ainda, deixemos como coisa nova. Chama-se &#8220;<a href="http://www.amazon.com/Slam-Nick-Hornby/dp/0399250484/ref=sr_1_2?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1203112096&amp;sr=1-2" title="slam" target="_blank">Slam</a>&#8220;. A história? Adolescente apaixonado por skate que costuma ter conversas com o amigo imaginário (no caso, o skatista Tony Hawk) engravida namorada.</p>
<p>Sério, beira ao absurdo. É tão sem pé nem cabeça que fiquei com vontade de ler. Até porque quero ver como Hornby incluirá as famosas referências à cultura pop em um livro no qual, até onde eu entendi, o protagonista é um adolescente nos dias de hoje. Porque até a metade dos 90, Hornby consegue até arrancar lágrimas nostálgicas de você (como ao narrar o suicídio de Kirk O&#8217;Bane &#8211; no caso, Kurt Cobain &#8211; uma dos momentos mais legais que já li até hoje, talvez por eu ter vivido isso também).</p>
<p>***</p>
<p>Eu não sei se vocês estão sabendo, mas o Neil (Gaiman, saca? <a href="http://www.anica.com.br/2008/02/07/agora-que-o-ano-comecou/#more-2103" title="neil gaiman" target="_blank">Aquele meu amigo para quem mando e-mails quando estou bêbada</a>) está no last.fm. Fora a bizarrice de uou, perceber que seu ídolo é tipo assim, uma pessoa NORMAL, que escuta música e talz, fica aqui a dica para quem tem um <em>listening</em> bom: ele disponibilizou algumas leituras de obras dele lá no last.fm.</p>
<p>A última foi <a href="http://www.lastfm.com.br/music/Neil+Gaiman/_/Harlequin+Valentine" title="harlequin valentine" target="_blank">Harlequin Valentine</a>, presente de dia dos namorados para nós. O Neil é batuta mesmo, não? Aliás, devo dizer que é uma experiência completamente diferente ouvi-lo lendo a história. Para quem não conhece, corra atrás da HQ também. O trabalho do John Bolton é lindo, <a href="http://www.anica.com.br/files/page1.jpg" title="harlequin valentine" target="_blank">como você pode ver aqui</a>.</p>
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		<title>Uma Longa Queda</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Dec 2007 12:31:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[nick hornby]]></category>

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		<description><![CDATA[E eis que finalmente posso conferir o (já não tão) novo Hornby, Uma Longa Queda. Aliás, o período do ano não poderia ser mais apropriado: a história começa com o encontro de quatro estranhos no topo de um edifício de Londres, famoso por ser o local preferido dos suicidas, na véspera do Ano Novo. Martin, [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/uma-longa-queda.JPG" title="uma-longa-queda.JPG"><img src="http://www.anica.com.br/files/uma-longa-queda.JPG" alt="uma-longa-queda.JPG" align="left" border="0" hspace="5" vspace="5" /></a>E eis que finalmente posso conferir o (já não tão) novo Hornby, <em>Uma Longa Queda</em>. Aliás, o período do ano não poderia ser mais apropriado: a história começa com o encontro de quatro estranhos no topo de um edifício de Londres, famoso por ser o local preferido dos suicidas, na véspera do Ano Novo. Martin, Maureen, JJ e Jess, que não têm nada em comum a não ser o fato de que, naquele dia tinham resolvido cometer o suicídio, mal percebem quando pouco a pouco cada um vai tomando um espaço em suas vidas.</p>
<p>O divertido da história é que ela é contada sob o ponto de vista dos quatro, em primeira pessoa. Assim, as características de cada um ficam claras no discurso, como por exemplo a Jess, que fala sem parar e utiliza um palavrão a cada quatro palavras, ou Maureen, que é toda recatada (na verdade um oposto perfeito da Jess). E como a história é contada por cada um deles, de certa forma você vai conhecendo as personagens junto com os demais.</p>
<p><span id="more-1956"></span> Assim, é quase como fazer novos amigos. E aqui, é claro, a história é recheada daquele humor típico do Hornby, que faz total diferença em um livro que tinha tudo para ser o mais deprê de todos os tempos (afinal, não vamos esquecer que as personagens-narradoras são todas suicidas, certo?). Só para variar, há alguns momentos que simplesmente não tem como segurar o riso, lembrando muito o dia do pato de <a href="http://www.anica.com.br/2004/06/04/108639169287145700/" title="um grande garoto" target="_blank">Um Grande Garoto</a>.</p>
<p>É verdade que na terceira parte o livro perde um pouco o pique, mas é bem legal perceber como Hornby nos conduz de um evento para outro como se estivéssemos em uma montanha russa. É aquele tipo de história que nos faz lembrar que, acima de tudo, ler tem que ser um prazer.</p>
<p>Segue um trechinho:</p>
<blockquote><p>&#8220;(&#8230;) &#8211; E se a gente tivesse visto alguma coisa?<br />
- Tipo o quê? O que deveríamos ter visto?<br />
- Que tal se a gente tivesse visto um anjo?<br />
- Um anjo &#8211; disse JJ sem acreditar.<br />
- É.<br />
- Eu não vi anjo nenhum &#8211; disse Maureen. &#8211; Quando você viu um anjo?<br />
- Ninguém viu anjo nenhum &#8211; expliquei. &#8211; Jess está propondo que inventemos uma experiência espiritual para ganharmos dinheiro.<br />
- Que horror &#8211; disse Maureen, pelo menos porque era claramente previsível que ela reagisse dessa forma.<br />
- Não é exatamente uma <em>invenção</em>, é? &#8211; disse Jess.<br />
- Não? Em que sentido de fato vimos um anjo?<br />
- Como se chama isso em poesia?<br />
- O que foi que disse?<br />
- Você sabe, nos poemas. E na literatura inglesa. Às vezes se diz que alguma coisa é igual a alguma coisa e às vezes se diz que alguma coisa é alguma coisa. Você sabe, meu amor é como a porra de uma rosa ou, outra coisa qualquer.<br />
- Símiles e metáforas.<br />
- É. Exatamente. Foi Shakespeare que inventou esse bagulho, não foi? Por isso ele era um gênio.<br />
- Não.<br />
- Então quem foi?<br />
- Deixa para lá.<br />
- Por que Shakespeare foi um gênio? O que ele fez?<br />
- Outra hora falamos sobre isso.&#8221;</p></blockquote>
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