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	<title>.:Hellfire Club:. &#187; neil gaiman</title>
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		<title>Sandman: Noites Sem Fim</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 23:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 2003, quando Noites Sem Fim foi publicado, houve muita agitação por parte dos fãs de Sandman de Neil Gaiman. Não foi à toa: já tinham passado sete anos desde a publicação da última história do último arco, O Despertar, e mesmo assim algumas perguntas ainda estavam pendentes e, mais do que isso, aquele gosto [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/219875_4.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-14284" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="219875_4" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/219875_4-196x300.jpg" alt="" width="196" height="300" /></a>Em 2003, quando <em>Noites Sem Fim</em> foi publicado, houve muita agitação por parte dos fãs de <em><a title="sandman" href="http://blog.meiapalavra.com.br/category/artes/quadrinhos/sandman-quadrinhos/" target="_blank">Sandman</a></em> de Neil Gaiman. Não foi à toa: já tinham passado sete anos desde a publicação da última história do último arco, <a title="Sandman: Despertar" href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/2011/05/08/sandman-despertar/" target="_blank">O Despertar</a>, e mesmo assim algumas perguntas ainda estavam pendentes e, mais do que isso, aquele gosto de &#8220;quero mais&#8221; que a leitura de <em>Sandman</em> sempre deixa. Era a oportunidade de rever personagens queridas, de voltar ao Sonhar e ter uma pequena amostra do que aconteceria se Neil Gaiman não tivesse resolvido criar uma série com começo e fim. E o resultado não decepciona.</p>
<p style="text-align: justify;">Dividido em sete histórias, cada uma com um perpétuo como personagem principal, Gaiman conta com um excelente time de ilustradores, um por capítulo. Em alguns casos a parceria inédita em Sandman rende ótimas surpresas (o que dizer de Desejo de Milo Manara, por exemplo?), e as já conhecidas satisfazem a nostalgia do fã. O trabalho ficou tão bom que além de ganhar diversos prêmios, ainda foi a primeira <em>graphic novel</em> a aparecer na lista de mais vendidos do New York Times. A seguir, comentários capítulo por capítulo de <em>Noites Sem Fim</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5549"></span><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/death.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-14285" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="death" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/death.jpg" alt="" width="192" height="249" /></a>Morte e Veneza</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Com arte de P. Craig Russell, com quem Gaiman já havia trabalhado no premiadíssimo <em>Ramadan</em>, a história mostra duas histórias paralelas: de uma ilha que possui um encanto que protege todos seus habitantes da Morte (na realidade, Alain acredita que a proteção é contra o Tempo, não a Morte), e das andanças e pensamentos do que se conclui ser um soldado pelas ruas de Veneza (jamais esquecera seu encontro com a Morte quando criança). Como o título já deixa claro, é uma história da Morte, e traz muito daquele jogo de referências tão conhecido de Neil Gaiman, sendo as mais evidentes o conto <em>A máscara da morte rubra</em> de Edgar Allan Poe, além do óbvio <em>Morte em Veneza</em> de Thomas Mann. É uma história carregada de sutilezas, e tem aquele traço típico dos outros encontros da Morte com os humanos que rendem ótimas reflexões. É um bom jeito de abrir a coletânea de histórias, sem sombra de dúvidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>O que eu experimentei do Desejo<a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/ManaraEntrevista_sandman_noites_sem_fim_desejo_manara.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-14286" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="ManaraEntrevista_sandman_noites_sem_fim_desejo_manara" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/ManaraEntrevista_sandman_noites_sem_fim_desejo_manara-300x290.jpg" alt="" width="200" height="190" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Com arte de Milo Manara, que conseguiu retratar como poucos a beleza e androginia que a personagem Desejo acaba pedindo. A escolha do ilustrador também se confirma como excelente porque com nenhum outro personagem seria possível ter uma história que envolvesse elementos com um tom tão sexy e ao mesmo tempo tão puro como a de Desejo. A dualidade está sempre presente, nessa história de uma moça que se apaixona e busca a ajuda de Desejo. Aqui mais uma referência literária de Robert Frost e o poema <a title="fire and ice" href="http://www.poemhunter.com/poem/fire-and-ice/" target="_blank">Fire and Ice</a>, que fala tão bem dessa dualidade, e talvez até dê para extrapolar a leitura pensando na relação entre o amor e a guerra que a história acaba estabelecendo. É lindíssima, tanto o texto e quanto a arte deixam isso evidente. Desejo não mereceria menos do que isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/6a00d83451b66d69e200e5526fa1c98833-320pi.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-14287" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="6a00d83451b66d69e200e5526fa1c98833-320pi" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/6a00d83451b66d69e200e5526fa1c98833-320pi-300x241.jpg" alt="" width="240" height="193" /></a>O coração de uma estrela</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Com arte de Miguelanxo Prado, a história de Sonho é talvez uma das que mais traz informação extra sobre o que já se publicara em Sandman, o que é até bastante previsível se levar em consideração que ele <em>é o Sandman</em>. Para quem acompanhou os arcos de <a title="Sandman: Prelúdios e Noturnos" href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/2011/03/06/sandman-preludios-e-noturnos/" target="_blank">Prelúdios e Noturnos</a> até <a title="Sandman: Despertar" href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/2011/05/08/sandman-despertar/" target="_blank">Despertar</a> sabe que se há uma característica forte da personagem é a absoluta falta de sorte no amor &#8211; nenhum de seus relacionamentos dá certo. Aqui vemos o romance de Sonho por uma estrela, Kilalla, que não tem um final feliz por conta de Desejo. É a história que mostra o rompimento entre os irmãos, e é também interessante porque mostra Delírio ainda como Deleite (os olhos estão da mesma cor, roupas arrumadas, nada a ver com a personagem que se vê nos arcos de Sandman). Apesar de gostar dessas informações extras, eu não gosto muito da história em si, até porque em Sandman mesmo os outros romances de Sonho foram muito melhor retratados.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Quinze retratos de desespero<a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/The_Sandman_-_Endless_Nights_p099-Despair.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-14288" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="The_Sandman_-_Endless_Nights_p099-Despair" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/The_Sandman_-_Endless_Nights_p099-Despair-e1316266372692-291x300.jpg" alt="" width="191" height="200" /></a><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/The_Sandman_-_Endless_Nights_p099-Despair.jpg"><br />
</a><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">A história de Desespero é simplesmente genial. Com arte Barron Storey e design de Dave McKean (famoso pelas capas de <em>Sandman</em>) vemos exatamente o que o título diz: quinze retratos de desespero. São quinze pequenos recortes, a visão de quinze momentos que representam o desespero. A primeira fala de Desespero e si, as outras são as breves histórias-desespero. A arte passa perfeitamente a sensação de desespero, algo que lembra um tanto a loucura, o que seria uma consequência do desespero. Algumas histórias são brevíssimas, como a 11ª, que diz apenas &#8220;É um escritor cujas histórias já foram todas contadas. É um artista, e dedos que nunca vão capturar a visão&#8221;. Vale a pena ir além da leitura e estudar os retratos, há muito na arte que em alguns momentos fala até mais do que o texto.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/delirio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-14289" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="delirio" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/delirio.jpg" alt="" width="160" height="224" /></a>Adentrando</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Seguindo o casamento perfeito entre a arte e o texto, aqui os desenhos de Bill Sienkiewicz representam muito bem o que seria Delírio. Na história pessoas ajudam Delírio a se salvar da própria insanidade. Num fluxo caótico de palavras e imagens, é como se realmente entrássemos no reino de Delírio, ou estivéssemos vendo seus pensamentos. Até por causa disso ela possa parecer confusa inicialmente e pedir mais do que uma única leitura, mas vale a pena &#8211; até porque é uma das personagens mais carismáticas de Sandman, e de fato rendeu uma ótima história.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Na Península<a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/sandman_endless_06destructi.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-14290" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="sandman_endless_06destructi" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/sandman_endless_06destructi.jpg" alt="" width="145" height="210" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como Destruição é o Perpétuo que deixou seus domínios e pouco sabemos dele, o charme dessa história é justamente <em>ser sobre ele</em>. Com arte de Glenn Fabry, a história mostra arqueólogos escavando uma península do futuro. Exatamente isso. Nas palavras de um dos arqueólogos, eles escavam o futuro. <em>Na Península</em> tem relação com <em>Adentrando</em>, já que Destruição aparece com Delírio, e essa diz para uma das arqueólogas que os outros irmãos pediram para que ele ficasse por perto dela, porque ela estivera doente recentemente. É uma história legal, com uma personagem legal e que só dá é aquela vontade de que Gaiman tivesse mostrado mais de Destruição nos outros arcos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/sandman_endless_h07.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-14291" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="sandman_endless_h07" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/sandman_endless_h07.jpg" alt="" width="190" height="240" /></a>Noites Sem Fim</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como já era de se esperar, o livro fecha com a história de Destino. A história foi originalmente escrita para ser ilustrada por <a title="moebius" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Giraud" target="_blank">Moebius</a>, mas com a saúde debilitada a responsabilidade acabou ficando com Frank Quitely. É bastante breve, apenas oito páginas com pouco texto, mas no final das contas isso representa bem a própria personagem Destino, que fala pouco. É basicamente uma descrição de Destino e seu livro, que por si só é um pouco de uma história sobre a vida. É uma pena realmente que seja tão curto, Destino é uma personagem tão misteriosa que seria um deleite para os fãs saber mais dele do que já foi contado anteriomente.</p>
<p style="text-align: justify;">***<br />
Assim fica a pergunta: se eu nunca li <em>Sandman</em> antes, posso ler <em>Noites Sem Fim</em>?  É até possível, porque no final das contas não tem nada que vá estragar a experiência quando você decidir seguir o que foi publicado anteriomente. O problema é que algumas noções básicas se fazem necessárias para compreender as histórias, como o que são os Perpétuos e quem são eles. Sabendo isso, a leitura de Noites Sem Fim tem tudo para ser mais do que agradável, um verdadeiro prazer &#8211; e um convite para retornar ao que Gaiman escrevera antes.</p>
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		<title>Cabelo Doido (Neil Gaiman &amp; Dave McKean)</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 17:34:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde o começo a parceria Neil Gaiman e Dave McKean sempre rendeu ótimos frutos, como por exemplo a excelente HQ Violent Cases, ou ainda no ótimo livro infantil Os Lobos na Parede. A química entre os dois é incontestável, e parece funcionar porque ambos tem um pé no que é sombrio e insano. E se [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2011/03/Rocco_cabelodoido-300x300.jpg" alt="" width="272" height="272" />Desde o começo a parceria Neil Gaiman e Dave McKean sempre rendeu ótimos frutos, como por exemplo a excelente HQ <a title="violent" href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/09/29/violent-cases-neil-gaiman-david-mckean/" target="_blank"><em>Violent Cases</em></a>, ou ainda no ótimo livro infantil <em>Os Lobos na Parede</em>.  A química entre os dois é incontestável, e parece funcionar porque  ambos tem um pé no que é sombrio e insano. E se você pensa que esse tipo  de universo não funciona bem com histórias infantis, deve dar uma  olhada no mais recente lançamento da dupla aqui no Brasil, <em>Cabelo Doido</em>, que chegou pela Rocco em dezembro do ano passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo um p<em>icture book</em> (lembra do seu bom e velha <a title="o pote de melado" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=8508011512&amp;sid=20186620013115791903799525" target="_blank">O Pote de Melado</a>?  Eles são assim: com frases curtas narrando uma história em ilustrações)  é evidente que a arte de McKean acaba tendo um destaque maior. E não  pense que por ser voltado para crianças que ele muda seu já famoso  estilo, envolvendo colagens de uma forma distorcida e exagerada,  lembrando um pouco sonhos (ou pesadelos). Mas mesmo assim o efeito  combinado com o texto acaba sendo de um conto que pode ser lido sem  maiores problemas pelos mais novos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5234"></span>Aliás, este é  um dos pontos altos do trabalho de Neil Gaiman quando se fala em livros  infantojuvenis. Ele não enche sua narrativa com açúcar e tons pastéis  para torná-las mais fáceis. É um dos poucos autores que conheço que de  fato consegue fazer horror para crianças, sem que isso signifique que  elas não possam ler (para quem não sabe do que eu estou falando,  procurem pelo conto <em>A Vez de Outubro</em>). E funcionando em perfeita sintonia está a arte de McKean, por isso em <em>Cabelo Doido</em> temos ao mesmo tempo um <em>picture book</em> bastante atípico mas que talvez justamente por isso atrairá bastante o público infantil.</p>
<p style="text-align: justify;">Por atípico não quero dizer que o horror  domine a história. Ao contrário de Os Lobos na Parede, aqui o tom  principal é o fantástico. Na história do homem que tem simplesmente de  tudo em seu cabelo, há espaço para a fantasia, aquela coisa gostosa de  se deixar ir além e se permitir sonhar com o impossível. O sujeito tem  até uma banda nos cabelos, além de balões e animais. É realmente algo  bem divertido, e muito bom de ler em voz alta para uma criança, até  porque a tradução se preocupa em manter o ritmo do original, conservando  inclusive algumas rimas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais um ótimo trabalho da parceria  Gaiman &amp; McKean. A verdade é que chega até a dar um pouco de ciúmes  pensando que os dois poderiam estar fazendo algo tão legal assim  pensando em nós, o público adulto. Mas fica pelo menos a possibilidade  de poder ler o livro para seu filho e quem sabe ir preparando o garoto  para um dia encarar <em>Sandman</em>?</p>
<p style="text-align: justify;">PS. Li a história para o Arthur. Ele queria agarrar as imagens enquanto eu lia, foi bonitinho de ver. ^^</p>
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		<title>Coisas Frágeis Vol.1 (Neil Gaiman)</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 20:11:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu não sei exatamente qual era a intenção da Conrad ao partir Fragile Things de Neil Gaiman em dois. A impressão que fica após a leitura do primeiro volume é que a seleção dos contos e poemas presentes na coletânea do escritor inglês funcionariam muito melhor se viessem como no original.  Isso porque o primeiro [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2011/01/coisas-01.jpg" alt="" width="245" height="355" />Eu não sei exatamente qual era a intenção da Conrad ao partir <em>Fragile Things</em> de Neil Gaiman em dois. A impressão que fica após a leitura do primeiro  volume é que a seleção dos contos e poemas presentes na coletânea do  escritor inglês funcionariam muito melhor se viessem como no original.   Isso porque o primeiro volume ficou só com os contos (e uma novela), e  alguns deles já apareceram em outras coletâneas de Gaiman, e também  porque não respeita a ordem de apresentação da publicação original.</p>
<p style="text-align: justify;">E Gaiman é cuidadoso, e a verdade é que  há um ritmo que é criado a partir da ordem dos textos. Os temas também  não se repetem, e assim a leitura fica menos cansativa. Resumindo: ainda  acho que <em>Coisas Frágeis</em> deveria vir em um volume só, mas isso não significa que não seja bom. Alguns dos melhores trabalhos de Gaiman estão ali.<span id="more-5116"></span>Como em <em>A Vez de Outubro</em>,  no qual Gaiman faz aquela personificação de conceitos que já mostrou  lidar tão bem em Sandman. Aqui são os meses, contando histórias ao redor  de uma lareira. A apresentação dos meses ficou excelente, e é ótimo ler  referências aos grandes da literatura como quando alguém diz para Abril  que ele continua sendo o mais cruel dos meses (verso que abre <a title="the waste land" href="http://www.bartleby.com/201/1.html" target="_blank">The Waste Land de T.S. Eliot</a>). E a “história dentro da história” também é muito interessante, retratando a amizade entre um garoto e um fantasma.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Como Conversar com Garotas em Festas</em> é genial, especialmente porque apresenta nele algo que Gaiman tem de  melhor e que infelizmente não explora tanto quanto deveria: o humor. O  senso de humor do britânico é extremamente fino, e em algumas vezes até  bastante sutil. Mas ele o explora tão bem que não tem nada a dever aos  conterrâneos como Douglas Adams e o pessoal do Monty Python. <em>Os Fatos no Caso da Partida da Senhorita Finch</em> também segue essa linha, e é igualmente divertido.</p>
<p style="text-align: justify;">A novela <em>O Monarca do Vale</em> traz Shadow, personagem do romance <em>Deuses Americanos</em>.  Para quem estava com saudades, vale a pena a leitura, mas acho que se  faz muito tempo que você leu o livro talvez demore para lembrar de  algumas características da personagem, mas não acho que seja necessário  conhecer a trama do romance para seguir a novela, a única coisa que ela  tem um gostinho especial para quem já leu.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, é possível dizer que <em>Coisas Frágeis vol.1</em> <strong>é</strong> uma coletânea boa. Gaiman está ali, no que sempre faz: lidar com o  inesperado, o absurdo, o suspense e o humor como poucos. A única coisa é  que fica um gostinho de decepção pensar que poderia ser muito melhor se  viesse completa, e não dividida em dois volumes. Se quiser dar uma  conferida em todos os títulos do volume original, é só <a title="fragile things" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fragile_Things" target="_blank"><strong>clicar aqui</strong></a> (em inglês).</p>
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		<title>Smoke and Mirrors (Neil Gaiman)</title>
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		<pubDate>Fri, 14 May 2010 11:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto estava lá envolvida com minha monografia (que sim, envolve um trabalho do Neil Gaiman mas que não, não vou comentá-la antes de ela ter sido aprovada) me dei conta que M is for Magic não é uma boa antologia de contos do escritor. Não no sentido de ter contos ruins, quéisso, gente. Mas mais [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2010/05/SmokeandMirrorsShortFictionsandIllusions_MassMarketPaperback_1185590201.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4356" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/SmokeandMirrorsShortFictionsandIllusions_MassMarketPaperback_1185590201-185x300.jpg" alt="" width="185" height="300" /></a>Enquanto estava lá envolvida com minha monografia (que sim, envolve um trabalho do Neil Gaiman mas que não, não vou comentá-la antes de ela ter sido aprovada) me dei conta que <a title="m is for magic" href="http://www.anica.com.br/2008/08/01/m-is-for-magic-neil-gaiman/" target="_blank">M is for Magic</a> não é uma boa antologia de contos do escritor. Não no sentido de ter contos ruins, quéisso, gente. Mas mais por não mostrar o verdadeiro Gaiman contista, já que ali o que temos são os trabalhos mais leves, voltados especialmente para o público infanto-juvenil. Foi por isso que decidi comprar <em>Smoke and Mirrors</em> para relaxar um pouco das leituras monográficas (há!).</p>
<p style="text-align: justify">Publicado pela primeira vez em 1998 (por coincidência, o ano que li <em>Sandman</em> pela primeira vez), conta lá com 30 textos de Gaiman, isso sem contar a Introdução que tem um conto no meio também. Aqui não tem a história de contos escolhidos para crianças, são os contos dele e é isso aí. E por causa do número grande de textos que eu indicaria para alguém que quer conhecê-lo além das HQs e dos romances (mas vale lembrar que alguns dos meus favoritos estão lá no <em>M is for Magic</em> também, incluindo <em>Chivalry</em>, <em>The Price</em> e <em>October in the Chair</em>).</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-4355"></span>E eu fico repetindo conto, conto, conto mas acho importante frisar que Smoke and Mirrors não tem só contos, mas alguns poemas do Gaiman também. Quero deixar isso claro porque se teve algo que eu não gostei dos textos foi exatamente quando ele vai para os versos. Nem todos são ruins, mas a maioria você tem aquela noção de que seria bem melhor se ele tivesse desenvolvido a ideia em prosa. E aí se for considerar o que se perde em traduções, talvez o resultado nas coletâneas em português tenha sido bem pior.</p>
<p style="text-align: justify">Mas sobre os contos, é aquela velha história: ele é bom (MUITO BOM) na inclusão de referências. É de longe o que ele faz de melhor, juntar em um caldeirão elementos de mitologias variadas ou mesmo outras textos de outros escritores. Isso fica bem claro no excelente <em>Shoggoth&#8217;s Old Peculiar</em>, que fez com que eu engatasse a leitura desse livro com a de uma coletânea de contos do Lovecraft. A releitura da história de Branca de Neve em <em>Snow, Glass, Apples</em> é simplesmente genial e o que já citei antes, <em>Chivalry</em>, é também um daqueles acima da média.</p>
<p style="text-align: justify">Porém, o que em surpreendeu em <em>Smoke and Mirrors</em> foi ver que Gaiman não é só referências. Alguns textos da coleção são novos não apenas como primeira leitura, mas porque não conversam com obras de outros autores, pelo menos não tão diretamente como normalmente acontece. Considerando esses, gostei muito de <em>Foreign Parts</em> e <em>Babycakes</em>. Mas <em>The Goldfish Pool and Other Stories</em> e <em>Changes</em> se destacam, um porque não conta absolutamente nada demais, mas te prende do início ao fim. O outro, por ser tão criativo quando explora o tema da &#8220;cura do câncer&#8221;, digamos assim.</p>
<p style="text-align: justify">E a Introdução do livro, com Gaiman comentando cada um dos textos é realmente bem legal. O tipo de coisa que faz diferença para quem estuda literatura, porque se tem algo que acho importantíssimo recuperar em uma arte que aceita leituras múltiplas é a<em> intenção do autor</em>. Isso para não falar que o conto <em>The Wedding Present</em> é um ótimo prêmio para aqueles leitores que não pulam introduções. Se você pulou e perdeu, shame on you! Volta lá e confere, porque é bem bacana.</p>
<p style="text-align: justify">No geral, gostei da leitura. Foram boas surpresas, e mesmo os que não me surpreenderam acabaram me agradando bastante. Só não gostei muito, como comentei antes, da poesia. Mas é curtinho e indolor, e bem, vale a pena conferir  nem que seja para dizer que eu não sou tããããão <em>fangirl</em> assim do Gaiman e até tem coisa dele que eu não gosto, tchans.</p>
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		<title>Livros grátis (e porque isso pode ser um bom negócio)</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 14:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[E percebia o interesse das pessoas por Literatura quando observava que ao falar de novas tecnologias e os livros, invariavelmente as notícias eram sobre leitores no estilo do Kindle. É muito raro sair alguma nota falando sobre algum escritor pop star puto da vida processando um moleque por disponibilizar o download de seu livro na [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2009/07/livros-gratis.jpg"><img class="size-medium wp-image-3876 alignleft" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/livros-gratis-300x173.jpg" alt="livros-gratis" width="300" height="173" /></a>E percebia o interesse das pessoas por Literatura quando observava que ao falar de novas tecnologias e os livros, invariavelmente as notícias eram sobre leitores no estilo do Kindle. É muito raro sair alguma nota falando sobre algum escritor pop star puto da vida processando um moleque por disponibilizar o download de seu livro na internet (como <a title="Blogueiro é condenado por vazamento de músicas dos Guns N' Roses" href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1230532-7085,00.html" target="_blank">aconteceu com o Guns</a>, só para não cair na mesmice de falar da briga do Metallica com o Napster) ou artigos comentando a crise no mercado editorial<sup><a href="http://www.anica.com.br/2009/07/17/livros-gratis-e-porque-isso-pode-ser-um-bom-negocio/#footnote_0_3875" id="identifier_0_3875" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="verdade seja dita, aqui no Brasil o tal do mercado editorial aparentemente t&aacute; sempre em crise, j&aacute; que sempre falam que brasileiro n&atilde;o l&ecirc;, n&eacute;.">1</a></sup> por conta de downloads ilegais de obras.</p>
<p style="text-align: justify">Aí comecei a observar algo que acontece com bastante frequência lá no <a title="meia palavra" href="http://www.meiapalavra.com.br/" target="_blank">Meia Palavra</a>. Uma pessoa comenta sobre um livro que acabou de ler, e outras tantas vão procurar &#8211; seja comprando o livro, seja baixando da internet. Ok, a editora não vai ganhar o dinheiro no segundo caso, mas temos aí mais um grupo de pessoas que sugerirão o título para um outro grupo, que sugerirá para outro&#8230; e assim vai. Resumindo: as pessoas <strong>lerão</strong>.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-3875"></span>Explicando melhor esse meu pensamento, tem um trecho de <a title="nature of free" href="http://journal.neilgaiman.com/2008/02/nature-of-free.html" target="_blank">um post do Neil Gaiman</a>, numa época que algumas pessoas estavam fulas porque ele estava oferecendo de graça alguns livros dele, como Deuses Americanos. Diz ele (numa tradução meio porca minha, eu confesso):</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify">Durante uma das entrevistas recentemente, uma repórter disse algo como &#8220;Claro, uma editora de verdade não daria livros de papel&#8221;, e eu comentei que 3.000 cópias de O Guia do Mochileiro das Galáxias foram dadas pela editora do Douglas Adams, com um anúncio &#8216;increva-se e ganhe seu livro de graça&#8217; na Rolling Stone. Eles queriam cópias de O Guia do Mochileiro das Galáxias nos campi dos Estados Unidos, e eles queriam que as pessoas o lessem e contassem para outras pessoas sobre ele. <strong>A propaganda boca-a-boca ainda é a melhor ferramenta para vender livros</strong>.</p>
<p>É assim que as pessoas têm descoberto novos autores há mais de um século. Alguém diz, &#8220;Eu li esse. Ele é bom. Eu acho que você gostaria dele. Tome, eu posso emprestá-lo.&#8221;. Alguém leva o livro, o lê e segue, Ah, eu tenho esse novo autor.</p>
<p>Bibliotecas são coisas boas: você não deveria ter que pagar por cada livro que lê.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify">E eu concordo com cada palavra que ele colocou aí. No final das contas, talvez não se fale tanto sobre download ilegal de livros não porque as pessoas não leiam, mas simplesmente porque é só uma nova maneira entre outras tantas de ler um livro de graça: seja emprestando de seu amigo ou de uma biblioteca.</p>
<p style="text-align: justify">Não estou dizendo aqui que as editoras deveriam liberar geral e oferecer downloads das obras que estão lançando. É um negócio, e como tal há dinheiro investido nisso e espera-se lucro/retorno. Mas talvez seja um bom momento para passarem na dianteira de outras &#8220;indústrias culturais&#8221; e serem os primeiros a usar a internet a seu favor, ao invés de tentar nadar contra a corrente como gravadoras têm feito sem muito sucesso.</p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_3875" class="footnote">verdade seja dita, aqui no Brasil o tal do mercado editorial aparentemente tá sempre em crise, já que sempre falam que brasileiro não lê, né.</li></ol>]]></content:encoded>
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		<title>Dicas literárias</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 02:03:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O segundo livro da série que inspirou True Blood chega dia 24 desse mês com o título Vampiros em Dallas. Lembrando que o primeiro saiu por outra editora (Ediouro) com o título Morto até o Anoitecer. Knolex ganhou a benção do Mr. Gaiman para traduzir o ótimo conto Como falar com garotas em festas. A [...]]]></description>
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<li><a href="http://www.anica.com.br/files/2009/07/42-16655723.jpg"><img class="size-medium wp-image-3873 alignright" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/42-16655723-300x236.jpg" alt="42-16655723" width="300" height="236" /></a>O segundo livro da série que inspirou <em>True Blood</em> chega dia 24 desse mês com o título <a title="vampiros em dallas" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2816335&amp;sid=01225520211421331957760281&amp;k5=16E62F25&amp;uid=" target="_blank"><strong>Vampiros em Dallas</strong></a>. Lembrando que o primeiro saiu por outra editora (Ediouro) com o título <a title="morto até o anoitecer" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1872919&amp;sid=01225520211421331957760281&amp;k5=373111CB&amp;uid=" target="_blank"><strong>Morto até o Anoitecer</strong></a>.</li>
<li>Knolex ganhou a benção do Mr. Gaiman para traduzir o ótimo conto <strong><a title="como falar com garotas em festas" href="http://vidaordinaria.com/2009/07/como-falar-com-garotas-em-festas-por-neil-gaiman-traduzido/" target="_blank">Como falar com garotas em festas</a></strong>. A tradução está disponível lá no Vida Ordinária.</li>
<li>O Meia Palavra junto com a Editora Agir e a Editora Frog lançou a promoção <a title="cristal na veia" href="http://www.cristalnaveia.com.br/home.asp" target="_blank"><strong>Cristal na Veia</strong></a>. Veja <a title="clique aqui" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=3390" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> como participar.</li>
<li>Tá todo mundo comentando, mas acho que vale divulgar: Submarino anda com umas promoções beeeem interessantes. <strong><a title="livros de fantasia por 9,90" href="http://www.submarino.com.br/portal/livros-fantasia/?offset=0&amp;limit=20&amp;menuId=1060&amp;WT.mc_id=laths1&amp;listid=sl1livrosmagia&amp;WT.mc_ev=click" target="_blank">Livros de fantasia a partir de R$9,90</a></strong>, o que inclui as novas edições da Martins Fontes de <em>O Hobbit</em> e <em>O Silmarillion</em> e as antigas de <em>O Senhor dos Anéis</em> por R$12,90. Comprando todos você gasta R$59,90. Eta jeito bom de engordar a biblioteca!</li>
</ul>
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		<title>The Graveyard Book (Neil Gaiman)</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 12:24:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[m is for magic]]></category>
		<category><![CDATA[neil gaiman]]></category>
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		<description><![CDATA[Em agosto do ano passado comentei sobre a coletânea de contos M is for Magic do Neil Gaiman, alegando que ao contrário de Coraline, o livro agradaria tanto crianças quanto adultos (apesar de ser infanto-juvenil). O mesmo acontece com The Graveyard Book, uma das obras mais recentes do autor. Muito embora o próprio Gaiman se [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2009/05/neil.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3687" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/2009/05/neil.jpg" alt="neil" width="206" height="320" /></a>Em agosto do ano passado comentei sobre a coletânea de contos <a title="m is for magic" href="http://www.anica.com.br/2008/08/01/m-is-for-magic-neil-gaiman/" target="_blank">M is for Magic</a> do Neil Gaiman, alegando que ao contrário de <a title="coraline" href="http://www.anica.com.br/2008/05/14/coraline/" target="_blank">Coraline</a>, o livro agradaria tanto crianças quanto adultos (apesar de ser infanto-juvenil). O mesmo acontece com <em>The Graveyard Book</em>, uma das obras mais recentes do autor. Muito embora o próprio Gaiman se refira à história como &#8220;livro para criança&#8221;, o tom sombrio da história acaba de certa forma equilibrando as coisas, tornando <em>The Graveyard Book</em> agradável também para os mais &#8220;crescidinhos&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Um dos capítulos do <em>Graveyard Book</em> (<em>The Witch&#8217;s Headstone</em>) foi publicado no <em>M is for Magic</em> em 2006, quando Gaiman ainda estava escrevendo o livro. Na hora não chamou minha atenção, na verdade um dos meus favoritos foi <em>October in the Chair</em>, que segundo Gaiman foi escrito como um exercício para o <em>Graveyard</em>. Mas agora lendo desde o princípio a história de Nobody Owens, um menino que foi adotado por fantasmas e criado em um cemitério, a história ficou muito mais interessante.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-3711"></span>A narrativa toda é montada com pequenos momentos da vida de Nobody, como por exemplo quando ele faz amizade com uma pessoa viva, ou quando dança com a Morte. Aventura e fantasia puros, é impossível não se divertir. Mas o que eu mais gostei foi do &#8220;padrinho&#8221; de Nobody, o Silas. A personagem é muito legal, desde o primeiro momento que aparece até a conclusão. E o que a torna ainda mais interessante é que Gaiman não entrega o jogo sobre quem Silas é, pelo menos não de forma tão óbvia. <fieldset class="spoiler">
			<legend>
				<input type="button" onclick="tiny_spoiler('Spoiler,sócliquesevocêjáleuolivrojsmgygzlev')" id="Spoiler,sócliquesevocêjáleuolivrojsmgygzlev_button" value="+" />
				Spoiler, só clique se você já leu o livro
			</legend>
			<div id="Spoiler,sócliquesevocêjáleuolivrojsmgygzlev">Eu, por exemplo, demorei para notar que ele era um vampiro, hehe.
			</div>
		</fieldset></p>
<p style="text-align: justify">O que faz <em>The Graveyard Book</em> um livro tão bacana mesmo para adultos é porque através da fantasia, Gaiman conta uma história que todos nós conhecemos bem: crescer e viver. Deixar de ser criança e começar a se aventurar em um mundo desconhecido. A conclusão é delicada e muito bonita, e somada à diversão dos demais capítulos, fez desse o meu livro infantil escrito por Neil Gaiman número um em preferência.</p>
<p style="text-align: justify">E (ooooh, que surpresa) aparentemente está vindo uma adaptação no cinema, para 2011. Espero que dessa vez façam como filme mesmo, ou pelo menos uma <a title="coraline 3d" href="http://www.anica.com.br/2009/02/27/coraline-3d-o-filme/" target="_blank">animação 3d tipo Coraline</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Para terminar, uma dica: a edição que comprei é da britânica Bloomsbury (a capa é a que ilustra esse post), estava mais barata que a edição americana. 5 reais mais barata, eu sei, mas enfim, mais barata. Você poderá encontrar essas diferentes edições <a title="na cultura" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp?tipo_pesq=titulo&amp;palavra=the+graveyard+book&amp;topo=livro&amp;sid=01225520211421331957760281&amp;k5=EEBD055&amp;uid=182067759692756&amp;lastreg=&amp;parceiro=012354" target="_blank">na Livraria Cultura</a> (que aliás, está de parabéns por trazer tanta variedade para o público).</p>
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		<title>Coraline 3D (o filme)</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 12:45:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
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		<description><![CDATA[Vocês não têm noção de quanto tempo eu não vou ao cinema (acho que a última vez foi para assistir Superman). Mas é aquela coisa, com internet e home theater em casa, o filme tem que ter alguma característica absolutamente excepcional para fazer com que eu vá pagar ingresso de um valor absurdo para ainda [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2009/02/coraline.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3183" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/2009/02/coraline.jpg" alt="coraline" width="251" height="250" /></a>Vocês não têm noção de quanto tempo eu não vou ao cinema (acho que a última vez foi para assistir Superman). Mas é aquela coisa, com internet e <em>home theater</em> em casa, o filme tem que ter alguma característica absolutamente excepcional para fazer com que eu vá pagar ingresso de um valor absurdo para ainda ter que tolerar uma sessão cheia de gente mal educada que esquece de desligar celular ou acha que o melhor lugar para tirar fotos é uma sala de cinema. Poisé. Mas a animação Coraline, baseada <a title="coraline" href="http://www.anica.com.br/2008/05/14/coraline/" target="_blank">no romance de Neil Gaiman</a>, tinha a tal da característica: é em 3D.</p>
<p style="text-align: justify">E lá fui eu pagar ingresso caro (16 reais, gente. Numa quinta-feira a tarde isso é ridículo), já que 3D infelizmente não é possível ver em casa. Dei sorte, minha sessão estava bem vazia, com um punhado de crianças até bem educadas e caladas. Óculos em mãos (uou, não são mais aqueles tosquinhos de papel, heim), passam uns trailers de outras animações 3D por vir e eis que começa o filme&#8230;</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-3182"></span>Já nos créditos iniciais algumas cenas pareciam feitas sob medida para a tecnologia da animação. Mãos de metal costuram uma boneca, e em certo momento uma agulha vem direto na nossa direção. <em>Cool</em>. Os primeiros minutos são obviamente de &#8220;uous&#8221; e &#8220;legaaaaal&#8221; para qualquer coisa que evidenciasse o 3D. Aí a Coraline começa a falar.</p>
<p style="text-align: justify">Sério, respeito o trabalho dos dubladores e eu mesma já vi algumas animações dubladas que ficaram bem bacanas (tipo <a title="lilo &amp; stitch" href="http://www.imdb.com/title/tt0275847/" target="_blank">Lilo &amp; Stitch</a> e <a title="a era do gelo" href="http://www.imdb.com/title/tt0268380/" target="_blank">A Era do Gelo</a>), mas a dublagem de <em>Coraline</em> está muito ruim. Parece que não encaixa, que não deu certo (ao contrário dos outros desenhos que citei, que quase davam a sensação de terem sido feitos em português). Uma pena, até porque para ver 3D só dublado (e aí eu já começo a pensar que <a title="alice" href="http://www.imdb.com/title/tt1014759/" target="_blank">Alice do Tim Burton</a> que chega no ano que vem terá esse mesmo problema&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify">Sobre o filme em si, é exatamente o que já tinha dito do livro: é infantil. Infantil mesmo, feito para crianças e sem aquelas piadinhas de duplo sentido tão comuns em animações da Pixar que tanto divertem os pais que levam os filhos ao cinema. Isso quer dizer que é ruim? Não, não é. É um filme infantil excelente, acima da média e sim, até bem divertido e de certa forma bastante fiel ao livro do Gaiman (apesar de uma alteração aqui e acolá, naturais em qualquer adaptação).</p>
<p style="text-align: justify">O problema é que certamente algumas pessoas se decepcionarão justamente por esperar o infantil &#8220;para adultos&#8221;, o que pode gerar uma propaganda boca-a-boca negativa. Por sorte, o fato de ser 3D despertará a curiosidade do pessoal que provavelmente irá ao cinema mesmo sabendo que o filme é mais bobinho (bobinho = inocente, nesse caso). Pelo menos eu espero que sim. É uma experiência única, e vale a pena conferir. E por enquanto Mr. Gaiman está com mais sorte que o Moore em adaptações, heim? <a title="stardust" href="http://www.imdb.com/title/tt0486655/" target="_blank">Stardust</a> e <em>Coraline</em> são bons, vamos ver como será quando finalmente filmarem <em>Sandman</em>.</p>
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		<title>The Day the Saucers Came</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 14:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[neil gaiman]]></category>

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		<description><![CDATA[É o nome de um poema do Neil Gaiman, que só para variar, é muito fofo e bacaninha. Eu não sei se já tem traduzido aqui no Brasil, mas para os que sacam inglês, segue aí o texto para que vocês conheçam (se não saca inglês, vá direto para o final do post): The Day [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2008/12/neilgaiman.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2904" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/neilgaiman-300x241.jpg" alt="" width="300" height="241" /></a>É o nome de um poema do Neil Gaiman, que só para variar, é muito fofo e bacaninha. Eu não sei se já tem traduzido aqui no Brasil, mas para os que sacam inglês, segue aí o texto para que vocês conheçam (se não saca inglês, vá direto para o final do post):</p>
<p style="text-align: justify"><strong>The Day the Saucers Came</strong></p>
<p style="text-align: justify"><em>That day, the saucers landed. Hundreds of them, golden,<br />
Silent, coming down from the sky like great snowflakes,<br />
And the people of Earth stood and stared as they descended,<br />
Waiting, dry-mouthed to find what waited inside for us<br />
And none of us knowing if we would be here tomorrow<br />
But you didn&#8217;t notice it because<span id="more-2902"></span></em></p>
<p style="text-align: justify"><em>That day, the day the saucers came, by some coincidence,<br />
Was the day that the graves gave up their dead<br />
And the zombies pushed up through soft earth<br />
or erupted, shambling and dull-eyed, unstoppable,<br />
Came towards us, the living, and we screamed and ran,<br />
But you did not notice this because</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>On the saucer day, which was the zombie day, it was<br />
Ragnarok also, and the television screens showed us<br />
A ship built of dead-man&#8217;s nails, a serpent, a wolf,<br />
All bigger than the mind could hold, and the cameraman could<br />
Not get far enough away, and then the Gods came out<br />
But you did not see them coming because</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>On the saucer-zombie-battling gods day the floodgates broke<br />
And each of us was engulfed by genies and sprites<br />
Offering us wishes and wonders and eternities<br />
And charm and cleverness and true brave hearts and pots of gold<br />
While giants feefofummed across the land, and killer bees,<br />
But you had no idea of any of this because</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>That day, the saucer day the zombie day<br />
The Ragnarok and fairies day, the day the great winds came<br />
And snows, and the cities turned to crystal, the day<br />
All plants died, plastics dissolved, the day the<br />
Computers turned, the screens telling us we would obey, the day<br />
Angels, drunk and muddled, stumbled from the bars,<br />
And all the bells of London were sounded, the day<br />
Animals spoke to us in Assyrian, the Yeti day,<br />
The fluttering capes and arrival of the Time Machine day,<br />
You didn&#8217;t notice any of this because<br />
you were sitting in your room, not doing anything<br />
not even reading, not really, just<br />
looking at your telephone,<br />
wondering if I was going to call.</em>
</p>
<p style="text-align: justify">Legal, né? Mais legal ainda é que um artista finlandês chamado Jouni Koponen fez um pôster ilustrando o poema. E ficou muito, muito bacana, como você pode conferir <strong><a href="http://www.anica.com.br/files/2008/12/saucers_poster.jpg">clicando aqui</a></strong>. Então, mesmo que você não saiba inglês, fica aí uma dica de presente de natal para aquele seu amigo fã de Neil Gaiman e que lê em inglês (oi, tipo eu). &#8220;Só&#8221; <a href="http://www.neverwear.net/store/index.php?main_page=product_info&amp;cPath=4&amp;products_id=27">45 dólas no Neverwear</a>. :g:</p>
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		<title>Trailer novo de Coraline</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 13:48:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[coraline]]></category>
		<category><![CDATA[neil gaiman]]></category>

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		<description><![CDATA[Baseado no livro do Neil Gaiman, do qual já falei aqui no Hellfire. Sim, ano que vem sai animação dirigida pelo mesmo cara de O Estranho Mundo de Jack e uou, 3D. Apesar de ter achado o livro so-so, acredito que o filme pode ser bem divertido. E ó, parece que o pessoal da tradução [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify">Baseado no livro do Neil Gaiman, <a title="Coraline" href="http://www.anica.com.br/2008/05/14/coraline/" target="_blank">do qual já falei aqui no Hellfire</a>. Sim, ano que vem sai animação dirigida pelo mesmo cara de <a title="o estraho mundo de jack" href="http://www.imdb.com/title/tt0107688/" target="_blank">O Estranho Mundo de Jack</a> e uou, 3D. Apesar de ter achado o livro so-so, acredito que o filme pode ser bem divertido. E ó, parece que o pessoal da tradução já deu de presente para os brasileiros um título bem supimpa: &#8220;<em>Coraline e o Mundo Secreto</em>&#8220;. Hum. Consigo até ouvir aqui o narrador da chamada para a Sessão da Tarde &#8220;<em>Essa menina do barulho vai viver mil aventuras muito loucas que até deus duvida</em>&#8220;. Enfim, o trailer:</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">Se quiser, tem em <a title="coraline trailer no uol" href="http://cinema.uol.com.br/ultnot/multi/2008/11/20/0402376EC4A93326.jhtm?coraline-e-o-mundo-secreto-0402376EC4A93326" target="_blank">qualidade melhor aqui</a>.</p>
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