Depois de publicar minha lista de melhores filmes de 2007, achei que era hora de fazer algo semelhante para os livros. O que complica um pouco nesse caso é que custa mais caro, digamos assim, manter uma lista com mais de 50 títulos lançados este ano (no caso de filmes é zilhões de vezes mais simples). Por isso o Top10 vira um Top5. E eu prometo que ano que vem tentarei ler mais lançamentos!
Então vamos lá, para o top5…
(Porque às vezes é legal só assistir.)
Apesar de ser uma criatura extremamente ranzinza, acho que estou de certo modo amolecendo. Se por um lado bati o pé para o Stardust dublado (aqui em Curitiba quando fui conferir a lista dos filmes em cartaz, só tinha essa opção), por outro quando finalmente assisti ao filme, não reclamei (como sempre faço no caso de adaptação de algo que eu gosto).
Sabe, é aquela coisa: a história é bonitinha. Os personagens são fofinhos. Tudo bem inho, inho e no final das contas, é divertidinho. Para resumir é aquilo: aparentemente, eles não se levam à sério demais, como Keanu e cia. em um Constantine, por exemplo. Isso confere ao filme um pouco daquela inocência do pipocão, que serve só para divertir mesmo, não importando mais a questão da fidelidade à obra.
Uns tempos atrás para uma disciplina de tradução, resenhei um texto muito interessante de Maria Tymoczko falando sobre a tradução na Irlanda e especialmente sobre a importância que determinadas traduções tiveram com relação ao resgate da cultura irlandesa. Trocando em miúdos: palavras têm uma participação enorme dentro das forças criadoras de uma determinada cultura.
Agora, indo um pouco mais além, lembro do Schwartz comentando sobre a importância da tradução que a Elizabeth Bishop fez de poesias de poetas como Carlos Drummond de Andrade para o inglês. “Importância?”, você pergunta. Sim, importância. Porque, como podemos acusar estrangeiros de ignorância, se eles não têm acesso à traduções de nossos melhores poetas? Ou vocês acham que o fato de conhecermos O Corvo não tem absolutamente NADA a ver com Fernando Pessoa, Machado de Assis e outros que se aventuraram nesse caminho? Como podem ver, é uma via de duas mãos.