• Uma Longa Queda

    uma-longa-queda.JPGE eis que finalmente posso conferir o (já não tão) novo Hornby, Uma Longa Queda. Aliás, o período do ano não poderia ser mais apropriado: a história começa com o encontro de quatro estranhos no topo de um edifício de Londres, famoso por ser o local preferido dos suicidas, na véspera do Ano Novo. Martin, Maureen, JJ e Jess, que não têm nada em comum a não ser o fato de que, naquele dia tinham resolvido cometer o suicídio, mal percebem quando pouco a pouco cada um vai tomando um espaço em suas vidas.

    O divertido da história é que ela é contada sob o ponto de vista dos quatro, em primeira pessoa. Assim, as características de cada um ficam claras no discurso, como por exemplo a Jess, que fala sem parar e utiliza um palavrão a cada quatro palavras, ou Maureen, que é toda recatada (na verdade um oposto perfeito da Jess). E como a história é contada por cada um deles, de certa forma você vai conhecendo as personagens junto com os demais.

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  • Perca um livro

    book_black.gifÉééé, isso mesmo, perca um livro. Aliás, perca um BOM livro. A idéia não é exatamente novidade (começou lá por 2001 com o BookCrossing) mas resolvi embarcar nessa depois que vi um post divulgando o site lá no Meia Palavra1. Funcionando como um tipo de incentivo à leitura, para participar do Perca um Livro basta seguir estes passos:

    1. Leia um bom livro;
    2. Cadastre o livro e escreva seus comentários para pegar seu código único e a etiqueta correspondente ao livro;
    3.”Perca” o livro em um lugar público.

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    1. não se cadastrou ainda? Corre lá fazer seu registro para participar! []

  • Arnaldo Jabor partiu meu coração

    euseijabor.jpgEm uma manhã de segunda-feira, durante uma aula de Técnicas de Reportagem e Entrevista. Lembro como se fosse ontem: passei na biblioteca da PUC e por acaso peguei “Eu sei que vou te amar”, aquela edição com a Fernanda Torres e o Thales Pan Chacon na capa. Eu estava em uma fase preciso-ler-muito-para-esquecer (e aí você pergunta “Esquecer o quê?” e eu digo “Dos amores não resolvidos, ué”).

    E aí ele partiu meu coração, porque ao invés de esquecer, eu lembrei. E foi de alguma forma tão marcante, que não só eu lembro até hoje do exato momento em que ele partiu meu coração, como ainda lembro do que senti na hora (e de quantas vezes fiquei relendo trechos dos livros para quem quer que eu encontrasse na frente).

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  • Everything is not going to be ok

    AScannerDarkly-Poster2.jpgComeçou o ano e eu e o Fábio estamos de férias e nerdiando felizes a bailar. Aí parte do roteiro de nerdiação foi assistir A Scanner Darkly, que por estas bandas receberá o ma-ra-vi-lho-so título O Homem Duplo. O filme é baseado em uma obra do Philip K. Dick – não é o primeiro filme baseado em alguma obra dele, Blade Runner também é.

    Aliás, tal como no caso do filme do caçador de andróides, este se passa no futuro. A principal diferença no caso de Scanner Darkly é, para começar, o uso da técnica conhecida como rotoscopia – os atores são filmados e depois a animação é feita sobre eles. Além disso, aqui o tema central não é a “humanidade”, mas as drogas.

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  • O Retrato de Dorian Gray

    (Aquela citação sobre A Insustentável Leveza do Ser me deu idéia para isso…)

    SÉRIE: LIVROS DA MINHA VIDINHA

    Livro: “O Retrato de Dorian Gray”
    Autor: Oscar Wilde
    Se gostar, leia também: “O Marido Ideal”

    Único romance de Oscar Wilde, já reconhecido como clássico, O Retrato de Dorian Gray desde o início revela a marca fundamental do autor: seu sarcasmo. Esse tom é fácil de ser percebido em suas diversas frases paradoxais, outras de humor cáustico, em sua grande maioria proferidas pelo personagem Lorde Henry Wotton.

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