• Livros grátis (e porque isso pode ser um bom negócio)

    livros-gratisE percebia o interesse das pessoas por Literatura quando observava que ao falar de novas tecnologias e os livros, invariavelmente as notícias eram sobre leitores no estilo do Kindle. É muito raro sair alguma nota falando sobre algum escritor pop star puto da vida processando um moleque por disponibilizar o download de seu livro na internet (como aconteceu com o Guns, só para não cair na mesmice de falar da briga do Metallica com o Napster) ou artigos comentando a crise no mercado editorial1 por conta de downloads ilegais de obras.

    Aí comecei a observar algo que acontece com bastante frequência lá no Meia Palavra. Uma pessoa comenta sobre um livro que acabou de ler, e outras tantas vão procurar – seja comprando o livro, seja baixando da internet. Ok, a editora não vai ganhar o dinheiro no segundo caso, mas temos aí mais um grupo de pessoas que sugerirão o título para um outro grupo, que sugerirá para outro… e assim vai. Resumindo: as pessoas lerão.

    Leia a continuação desse post »

    1. verdade seja dita, aqui no Brasil o tal do mercado editorial aparentemente tá sempre em crise, já que sempre falam que brasileiro não lê, né. []

  • How to Survive a Horror Movie

    howtosurvive(All the Skills to Dodge the Kills, por Seth Grahame-Smith)

    Aviso desde o princípio que não adianta, esse livro é para os fãs dos filmes de terror. Ou pelo menos para quem já assistiu meia dúzia de clássicos do gênero, como as séries A Hora do Pesadelo, Sexta-Feira 13 e Poltergeist, ou outros títulos famosos como O Iluminado e O Sexto Sentido. Caso contrário, passe longe porque o livro soará tipo piada interna, da qual você é a parte que está por fora e não entenderá absolutamente nada.

    Recado dado, vamos comentar sobre o livro então. Escrito por Seth Grahame-Smith, trata-se de um guia de sobrevivência para aqueles que de algum modo foram parar no que o autor chama de Terrorverse. O humor do livro é construído a partir de clichês dos filmes de terror, mais ou menos como aqueles que listei aqui no ano passado e lógico, nas ótimas tiradas do Grahame-Smith quando mistura horror com o mundo real.

    Leia a continuação desse post »


  • Tingo

    themeaningoftingoOntem nenhum aluno apareceu (nesses casos sempre lembro de uma colega de Tópicos de Estudo em Linguística perguntando para o professor “Vai ter pré-feriado?”), e fiquei lá preparandinho minhas aulas futuras. O tema de uma das unidades é termos atípicos,  “palavras sem tradução direta em outras línguas” digamos assim, assunto que o Rui já comentou lá no Blog do Meia Palavra.

    Aí vi que a referência dessa aula é o livro The Meaning of Tingo and other extraordinary words from around the world, do Adam Jacot de Boinod. Surpreendentemente, já temos uma tradução aqui no Brasil (saiu pela Conrad em 2007), que pode ser encontrada como Tingo: o irresistível almanaque das palavras que a gente não têm. Parece um daqueles livros divertidíssimos, se for considerar alguns exemplos que traduzi lá da edição americana:

    Leia a continuação desse post »


  • Redes Sociais Literárias

    estanteDesde 2007 estou testando algumas redes sociais literárias (como dizem por aí “tipo um orkut de livros”). Registro os livros que estou lendo e vejo o quanto a ferramenta é realmente bacana (ou não). Hoje comentarei sobre quatro delas, sendo 3 estrangeiras e uma nacional: LibraryThing, Shelfari, Goodreads e Skoob (books ao contrário, ho ho ho).  As notas variarão de 0 a 5, de acordo com os seguintes critérios: adição de livros novos, navegabilidade, ferramentas, visual e sociabilidade (já que são redes sociais, né?).

    Espero que as avaliações sejam úteis não só para direcionar para boas ferramentas, mas também para que vocês possam conhecer diferentes opções e testar as mais adequadas aos seus gostos. E acreditem: é muito legal poder compartilhar informações sobre livros e mesmo ter um registro de tudo o que temos lido, por isso se você ainda não tentou cadastro em nenhum desses lugares, não perca tempo e vá logo conferir. Agora vamos às avaliações, certo?

    Leia a continuação desse post »


  • O Caçador de Pipas (Khaled Hosseini)

    Capa do livro O Caçador de PipasLiteratura tem dessas coisas: desperta paixões, e conseqüentemente gera grupos de seguidores fanáticos que não suportam ouvir uma crítica à obra amada. Veja meu caso, por exemplo: se você chega e diz que Allan Poe é uma droga, eu passarei hoooooooras da minha vida tentando provar o contrário. Então, fanáticos do Hosseini, deixo desde já o recado: calma, eu entendo vocês.

    Mas o grande fato é que O Caçador de Pipas foi uma decepção para mim. Até porque nas últimas vezes que arrisquei ler algo da lista dos mais vendidos, eu acabei me surpreendendo positivamente (vide Budapeste, A Estrada da Noite, A Menina que Roubava Livros e Deus, um Delírio). Mas no caso de o Caçador já na metade do livro tinha concluído que tratava-se de uma obra superestimada.

    Leia a continuação desse post »


  • Ensaio sobre a cegueira

    ensaio_sobre_a_cegueira.jpgAcredito que já comentei por aqui que meu maior problema com o Saramago são aqueles parágrafos enoooormes que faziam com que eu acabasse me perdendo e nem sacasse que o sujeito está a descrever um quadro ou qualquer coisa do tipo (aí, o único livro dele que consegui ler até o fim foi O Ano da Morte de Ricardo Reis, aliás, altamente recomendável). Enfim, resolvi ler o tal do Ensaio sobre a cegueira, até porque pessoas confiáveis (hehe) elogiaram muito e eu achava que o tio Saramago merecia uma chance.

    Antes de falar do livro, vamos ao resultado: agora eu quero ler tudo o que ele já possa ter escrito, até poesia em bolacha de boteco se for o caso. O Ano da Morte… é legal, muito bom mesmo, mas o que ele faz em Ensaio sobre a cegueira é único, é apaixonante.

    Leia a continuação desse post »


  • Agora que o ano começou…

    32.gif…alguns comentários.

    Elizabeth: A era de ouro é um filme razoável. Algumas imagens bonitas, figurino bacana e a Cate está mandando bem. Problemas? Primeiro: não consigo mais olhar para o Clive Owen sem imaginá-lo enfiando uma cenoura em alguém. Segundo: o final desanda. Terceiro: Por que quando um filme é de fato uma continuação as pessoas não deixam isso mais óbvio para pessoas meio lesadas como eu? Só fui sacar que era continuação do outro Elizabeth quando me dei conta que a Cate estava encarnando muitas Elizabeths para o meu gosto.

    ***

    Douglas Adams foi provavelmente o cara mais genial que já passou por nosso planetinha (e talvez pelo universo, visto que outras formas de vida podem não ter um senso de humor parecido com o nosso). Estou quase no fim de A Vida, o Universo e Tudo o Mais e não consigo deixar de rir só de lembrar de alguns momentos. Juro, esse ano eu uso a toalha!

    Leia a continuação desse post »


  • Shelfari

    shelfari.jpgPense em uma mistura de last.fm com Orkut voltado para o pessoal que tem uma queda especial por livros. E aí você tem o Shelfari, ferramenta que conheci hoje por indicação do Ristow. A idéia é simples: você organiza sua estante (livros lidos, livros que está lendo, livros que você quer, etc.), que será parte do seu “perfil” (esta seria a parte last.fm da coisa, não se empolguem porque não se trata de um site que disponibiliza e-books…).

    Além disso, você pode adicionar amigos, fazer parte de grupos, escrever resenhas sobre os livros que leu e por aí vai. Eu diria que é um LibraryThing melhorado (ou seja, com mais opções), não fosse um problema: não tem como adicionar livros manualmente. Mas segundo o site, AINDA não.

    Leia a continuação desse post »


  • Eu sou a lenda

    0907i-am-legend2.jpgAno passado li uma novela (não, não é roteiro de O Rei do Gado, é um conto um pouco maior) sobre vampiros pela qual me apaixonei completamente, chegando a colocar no meu top3 de histórias de vampiros (e olha que eu adoro histórias de vampiros). Chama-se “Eu sou a Lenda“, e só pude conferir essa história em inglês, porque era dificílimo arrumar uma edição traduzida por aqui.

    Mas como é o tempo e o nosso mercadinho editorial, ahn? Por coincidência, a Warner tinha lá seus olhinhos em uma adaptação envolvendo Will Smith e eis que uma nova edição chega às livrarias um mês antes do lançamento do livro. Com o Will na capa, é claro. O que é estranho, visto que o filme não tem nada a ver com o livro.

    Leia a continuação desse post »


  • Uma Longa Queda

    uma-longa-queda.JPGE eis que finalmente posso conferir o (já não tão) novo Hornby, Uma Longa Queda. Aliás, o período do ano não poderia ser mais apropriado: a história começa com o encontro de quatro estranhos no topo de um edifício de Londres, famoso por ser o local preferido dos suicidas, na véspera do Ano Novo. Martin, Maureen, JJ e Jess, que não têm nada em comum a não ser o fato de que, naquele dia tinham resolvido cometer o suicídio, mal percebem quando pouco a pouco cada um vai tomando um espaço em suas vidas.

    O divertido da história é que ela é contada sob o ponto de vista dos quatro, em primeira pessoa. Assim, as características de cada um ficam claras no discurso, como por exemplo a Jess, que fala sem parar e utiliza um palavrão a cada quatro palavras, ou Maureen, que é toda recatada (na verdade um oposto perfeito da Jess). E como a história é contada por cada um deles, de certa forma você vai conhecendo as personagens junto com os demais.

    Leia a continuação desse post »


  • Perca um livro

    book_black.gifÉééé, isso mesmo, perca um livro. Aliás, perca um BOM livro. A idéia não é exatamente novidade (começou lá por 2001 com o BookCrossing) mas resolvi embarcar nessa depois que vi um post divulgando o site lá no Meia Palavra1. Funcionando como um tipo de incentivo à leitura, para participar do Perca um Livro basta seguir estes passos:

    1. Leia um bom livro;
    2. Cadastre o livro e escreva seus comentários para pegar seu código único e a etiqueta correspondente ao livro;
    3.”Perca” o livro em um lugar público.

    Leia a continuação desse post »

    1. não se cadastrou ainda? Corre lá fazer seu registro para participar! []