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	<title>.:Hellfire Club:. &#187; literatura francesa</title>
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		<title>Como me tornei estúpido (Martin Page)</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 23:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há tempos ouço falar de Como me tornei estúpido do francês Martin Page. Pela premissa (jovem decide se tornar estúpido, como o título indica) eu já tinha mais ou menos ideia do que encontraria, mas mesmo assim minha surpresa com esse livro foi enorme, e muito positiva. Enquanto lia a história de Antoine ficava pensando [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/10/comometorneiestupido1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-14783" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/10/comometorneiestupido1-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>Há tempos ouço falar de <em>Como me tornei estúpido</em> do francês Martin Page. Pela premissa (jovem decide se tornar estúpido, como o título indica) eu já tinha mais ou menos ideia do que encontraria, mas mesmo assim minha surpresa com esse livro foi enorme, e muito positiva. Enquanto lia a história de Antoine ficava pensando &#8220;Por favor, que o Page já tenha escrito mais coisas porque depois desse vou querer ler mais!&#8221;. Tudo é cativante. O jeito de contar a história, as sacadas geniais de Page, o protagonista&#8230; É daqueles casos em que o único aspecto negativo que você pode encontrar para o livro é o fato de ele ser muito curto (só 158 páginas, em um formato quase do tamanho de livro de bolso).</p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>Como me tornei estúpido</em> temos Antoine, um rapaz de seus vinte e tantos anos que se dá conta que é infeliz por causa de seu senso crítico e inteligência. A primeira saída que encontra para o problema é o alcoolismo &#8211; esse momento é o que Page usa para já alertar o leitor que seu livro é cheio de humor, e principalmente humor nonsense: Antoine não consegue se tornar alcoólatra porque com meio copo de cerveja já entra em coma. Ele busca então o suicídio, e um curso para tal, mas logo acaba deixando de lado a ideia. É aí que começa o projeto de se tornar estúpido.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5589"></span>Apesar da narrativa breve, Page não tem pressa em desenvolver a personagem. No ponto em que Antoine decide se tornar estúpido ele já é uma pessoa palpável, tem traços daquele seu amigo nerd meio deslocado ou mesmo seus. O resultado disso é que não há só uma identificação imediata, mas também a conquista do leitor, que encantado se deixa levar para aquele universo de tradução para o Aramaico e amigo que brilha e fala apenas em versos, por exemplo. Antoine é doce em toda a sua bizarrice, e interessante em toda sua inteligência e questionamentos, por isso não tem como não ficar curioso em observar o processo desse tornando-se estúpido.</p>
<p style="text-align: justify;">Como já mencionado, o tom principal da narrativa é o humor nonsense, envolvendo situações bastante inusitadas (como o fato de Antoine continuar se consultando com o pediatra) e outras extremamente ácidas como crítica à nossa sociedade de consumo, aquela eterna roda vida em que nos surpreendemos justamente na idade de Antoine: trabalhar para pagar contas, comprar o que os outros pensam que é bom, querer ser a pessoas que os outros querem.</p>
<p style="text-align: justify;">E muito embora a mensagem mais evidente seja justamente a dessa crítica (como quando Page diz &#8220;<em>Se a natureza não estropiasse ninguém, se o molde fosse sempre sem falha, a humanidade teria permanecido numa espécie de proto-humanidade, feliz, sem nenhum pensamento de progresso, vivendo muitíssimo bem sem Prozac, sem preservativos nem aparelho de DVD dolby digital</em>&#8220;) o que realmente chamou minha atenção foi o quanto na realidade Antoine se sentia deslocado por conta de sua inteligência, e que o projeto para se tornar estúpido visava mais do que ser feliz, mas simplesmente de fazer parte.</p>
<p style="text-align: justify;">Percebo isso em momentos como quando ele fala do bar islandês que frequentava com os amigos, onde &#8220;<em>Antoine tinha notado que aqui, ao menos ele tinha uma razão lógica para não compreender o que diziam as pessoas.</em>&#8221; Ou quando já iniciado o plano, percebe que &#8220;<em>já não era mais singular, ele se reconhecia nos outros como em espelhos vivos; o que lhe poupava muitos esforços</em>&#8220;. Toda a transformação da personagem não é de um sujeito inteligente para um idiota, mas apenas de um indivíduo único para uma pessoa comum.</p>
<p style="text-align: justify;">Seguindo essa leitura, a chegada de Cleménce no desfecho da obra marca o momento em que Antoine não tenta se transformar para deixar de ser deslocado, mas encontra alguém como ele. A imagem final, dos dois brincando e assombrar em Paris é linda, e mostra que <em>Como me tornei estúpido</em> não é só um livro de humor, é muito mais do que isso.</p>
<p style="text-align: justify;">É realmente apaixonante. Se ainda não leu, deixo o conselho de que procure um livro para você, porque o desejo de grifar trechos aumenta a cada página virada. Page é mais do que um escritor moderno, ele é daqueles que sabe captar muito bem as angústias de seu tempo e colocá-las no papel de forma crítica, mas sem perder o senso de humor. Genial, vale cada segundo de leitura.</p>
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		<title>125 Contos de Guy de Maupassant</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 13:02:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura francesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Na apresentação dessa coletânea de contos de Guy de Maupassant publicada pela Companhia das Letras, Noemi Mortiz Kon conta que a educação literária do escritor ficou por conta de ninguém mais, ninguém menos do que Gustave Flaubert. A condição para ser aceito como pupilo é que escrevesse sem parar e que não publicasse seus primeiros [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2011/01/contosguy-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" />Na apresentação dessa coletânea de  contos de Guy de Maupassant publicada pela Companhia das Letras, Noemi  Mortiz Kon conta que a educação literária do escritor ficou por conta de  ninguém mais, ninguém menos do que Gustave Flaubert. A condição para  ser aceito como pupilo é que escrevesse sem parar e que não publicasse  seus primeiros textos. O resultado desse “treinamento” de Flaubert fica  óbvio ao constatarmos o tamanho do livro (mais de 800 páginas) e a  qualidade dos contos nele presentes. E se pensar que foram escolhidos  (ou seja, outros ficaram de fora), temos aí um autor que realmente levou  a sério a tarefa de escrever ininterruptamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Os 125 contos presentes na coletânea  mostram o que há de melhor na prosa de Guy. Os grandes contos, mais  conhecidos do público, como <em>Bola de Sebo</em> e <em>O Horla</em> estão lá, assim como obras geniais do horror, o caso do conto <em>A Morta</em> e <em>Sobre a água</em>.  Retratos ácidos da sociedade em que vivia também ganham destaque,  sempre com uma conclusão irônica a respeito do que foi contado.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5147"></span>A estrutura  das histórias normalmente se repete, sendo que os contos normalmente  começam com alguém que relatará algum evento que tenha algo a ver com o  que está sendo conversado no início. Apesar da estrutura e dos temas se  repetirem, o interessante é que Maupassant consegue tornar cada conto  único, e muito bom. A leitura é feita com prazer, prende a atenção e  chega a ser quase viciante: mal termina um conto, o leitor já deseja  continuar seguindo em frente para o próximo.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão do retrato da sociedade também  é bem interessante. Para pessoas que tem interesse no século XIX, mais  precisamente na França do século XIX, Guy de Maupassant é simplesmente  fundamental. O grande mural de personagens que ele cria, mostrando a  burguesia de modo cínico, com todos os seus defeitos e mesquinharias é  simplesmente genial. Não há maniqueísmo, há apenas a imperfeição humana  sendo mostrada através de palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">E falar de Maupassant sem tocar na  questão do horror é quase um crime. As histórias que ele escreve não  deixam nada a desejar a grandes nomes como Edgar Allan Poe. Misturando  elementos fantásticos ao cotidiano de uma maneira ímpar, alguns contos  ficam um bom tempo na memória após a leitura. Cemitérios, mortos,  escuridão. Os elementos se combinam criando um efeito surpreendente, que  certamente agradará até quem não é muito fã de histórias de terror.</p>
<p style="text-align: justify;">A seleção de contos de Noemi Moritz Korn é extremamente feliz. <em>125 Contos de Guy de Maupassant</em> é daqueles livros para deixar na cabeceira da cama e ser degustado,  página à página, tal e qual aquele chocolate caro e delicioso que você  não deseja que acabe tão cedo. É um daqueles casos em que você vê o  tamanho do livro e fica feliz por saber que tem muito, muito daquele  autor ali para aproveitar.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(Um último comentário bem fútil: sou  apaixonada pelo padrão das capas dessas coletâneas de contos da  Companhia das Letras, mas essa roxa dos contos de Maupassant está entre  minhas favoritas de todos os tempos. Ficou linda!)</em></p>
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		<title>A elegância do ouriço (Muriel Barbery)</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 19:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[literatura francesa]]></category>
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		<description><![CDATA[A elegância do ouriço de Muriel Barbery é daquele tipo de livro que chega como quem não quer nada e vai encantando aos poucos. Quando você está quase no fim, percebe que já está completamente apaixonado. Os desdobramentos de um enredo até bem simples acabam seduzindo o leitor, que vai devorando as páginas sem sequer [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><em><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/12/a-elegancia-do-ourico-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" />A <a title="a elegancia do ouriço" href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12538" target="_blank">elegância do ouriço</a></em> de Muriel Barbery é daquele tipo de livro que chega como quem não quer  nada e vai encantando aos poucos. Quando você está quase no fim, percebe  que já está completamente apaixonado. Os desdobramentos de um enredo  até bem simples acabam seduzindo o leitor, que vai devorando as páginas  sem sequer sentir o tempo passar.</p>
<p style="text-align: justify;">Inicialmente somos apresentados aos dois  fios que conduzem a história: a narrativa da Sra. Michel, uma zeladora  de um edifício luxuoso de Paris; e os escritos diários de Paloma, uma  menina de doze anos que vive no mesmo prédio que a Sra. Michel e está  decidida a fazer duas coisas no dia do aniversário, suicidar-se e atear  fogo no apartamento.<span id="more-5026"></span>O interessante de <em>A elegância do ouriço</em> é como esses dois fios vão se cruzando, e personagens que são  completamente estranhas uma para a  outra, descobrem-se e tornam-se  amigas. O truque de mesclar os dois tipos de narrativa inclusive ajuda a  criar um efeito interessante quando a voz de uma é interrompida pela  outra bem em um momento importante: fica a curiosidade de saber o que  vem a seguir, o que faz com que o leitor permaneça preso à leitura.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto às personagens, inicialmente tive  dificuldades em aceitar Paloma, confesso: não gosto de crianças  prodígio nem na vida real, nem na Literatura. Mas as ideias cativantes  apresentadas nos diários acabam fazendo com que a idade da menina seja  só um detalhe, como acontece para a própria sra. Michel.</p>
<p style="text-align: justify;">No caso da zeladora, o que encanta é  perceber o quanto ela se parece com Paloma, fingindo ser algo que não é  como uma forma de se proteger das outras pessoas. Mais ainda, ela torna  óbvio o quanto medimos as pessoas pelo que fazem e o que parecem,  esquecendo de realmente ouvi-las e conhecê-las de fato. Sob a fachada  ranzinza da zeladora, esconde-se uma figura doce e inteligentíssima, que  atrai não só as personagens do livro, mas também o leitor.</p>
<p style="text-align: justify;">Em dado momento, o livro divide-se em  dois. Temos um romance filosófico, com ótimos questionamentos levantados  pelas personagens e temos um romance sobre solidão e amizade. E foi uma  excelente escolha de Barbery usar um edifício como espaço para a  história, porque ele representa exatamente o que suas personagens  parecem gritar a todo momento: vivemos em comunidade, com outras  pessoas, mas estamos todos sozinhos em nossos pequenos mundos.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma história gostosa, simples, doce e  realmente cativante. Seja pelo conteúdo filosófico, seja pela leveza do  enredo, é daquele tipo de livro que quando você fecha ao concluir a  leitura, já começa a sentir saudades das personagens que acabara de  conhecer.</p>
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		<title>A loja dos suicidas (Jean Teulé)</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 12:08:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[jean teulé]]></category>
		<category><![CDATA[literatura francesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegou aqui no Brasil pela Ediouro no começo do ano a tradução do livro A loja dos suicidas (Le magasin des suicides), do francês Jean Teulé. Na primeira vez que li uma resenha sobre o livro já fiquei curiosa, até porque ele parecia transbordar humor negro: em um futuro pós-apocalíptico a família Tuvache trabalha em [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2010/03/lojadossuicidas.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4183" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/lojadossuicidas-194x300.jpg" alt="" width="194" height="300" /></a>Chegou aqui no Brasil pela Ediouro no começo do ano a tradução do livro <em>A loja dos suicidas</em> (<em>Le magasin des suicides</em>), do francês Jean Teulé. Na primeira vez que li uma resenha sobre o livro já fiquei curiosa, até porque ele parecia transbordar humor negro: em um futuro pós-apocalíptico a família Tuvache trabalha em uma pequena loja especializada em vender objetos para suicidas: corda, veneno e o que mais for possível imaginar, o importante é manter o nome e tradição da Loja dos Suicidas.</p>
<p style="text-align: justify">De primeira as personagens são tão caricatas que você pensa tratar-se de um livro infanto-juvenil. São tipos, tais como Mortícia e Gomez da família Addams. Não suportam a alegria de viver, orgulham-se de seus problemas pessoais e de saúde e apresentam uma série de valores distorcidos sobre o que é &#8220;normal&#8221;. Algo que fica evidente ao ver o orgulho da mãe ao falar da filha obesa que se odeia e do filho que sofre com enxaquecas insuportáveis. Isso torna-se ainda mais óbvio com a chegada de Alan, o caçula, que difere em tudo da família ou seja, a &#8220;ovelha branca&#8221;. É ele que diz &#8220;Obrigada, volte sempre!&#8221; para os clientes, e quer mostrar para os Tuvaches que vale a pena viver.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-4178"></span>É óbvio que toda a trama (bem curtinha, vale a pena dizer) se baseia nesse conflito entre os Tuvache e o caçula, que aos poucos vai mudando não só os parentes, mas também a loja. E sim, tem toda aquela mensagenzinha de &#8220;vale a pena viver&#8221; (considerando o enredo eu acho que isso seria impossível de evitar), mas mesmo com ela a leitura vale a pena, por causa de alguns bons momentos de ironia e humor negro na história (como quando o filho é mandado para uma escola de kamikases em Mônaco de castigo) ou mesmo as histórias de suicídios de famosos que aparecem aqui e acolá (como o que deu origem ao nome do filho mais novo).</p>
<p style="text-align: justify">O estilo da prosa de certa forma lembra muito texto para teatro. Era quase possível colocar um &#8220;Sr. Tuvache: blablabla&#8221; para indicar a fala. Os parágrafos de narração lembram muito aquelas indicações para os atores expressarem de forma adequada o sentimento da personagem. Mas quanto a isso não é de se admirar, o autor Jean Teulé trabalha como roteirista, talvez tenha acabado imprimindo isso em seu estilo.</p>
<p style="text-align: justify">E como quase tudo que envolva uma certa dose de fantasia e humor negro, o livro parece gritar desesperadamente por Tim Burton ou mesmo Jean-Pierre Jeunet para dirigirem uma adaptação para o cinema. Em muitos momentos eu ficava imaginando as personagens e mesmo o espaço da história como uma mistura de <a title="delicatessen" href="http://www.imdb.com/title/tt0101700/" target="_blank">Delicatessen</a> e <a title="sweeney" href="http://www.imdb.com/title/tt0408236/" target="_blank">Sweeney Todd</a> (visualmente falando, é claro).</p>
<p style="text-align: justify">No mais, eu sei que o livro parece meio óbvio, mas é gostoso de ler. Vale a pena para aquele momento de descanso. E olha só, para quem acha que já sabe o que vai acontecer, é bom destacar que ele tem uma solução interessante e até mesmo surpreendente para quem não quer só uma liçãozinha de moral edificante, digamos assim.</p>
<p style="text-align: justify">Em tempo: para evitar confusões, é bom lembrar que a tradução para o Português Europeu é &#8220;A loja dos suicídios&#8221;.</p>
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		<title>O Amante (Marguerite Duras)</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 11:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura francesa]]></category>

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		<description><![CDATA[A Cosac &#38; Naify já tem fama de lançar obras caprichadíssimas, daquelas tão lindas, lindas, lindas que não basta só ler o livro, você quer TER o livro também. É esperto da parte deles, claro. O chato é que a esperteza custa dinheiro, né. Por exemplo: foi lançada recentemente a coleção &#8220;Mulheres Modernistas&#8221;, com obras [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/imarguerite.jpg" title="imarguerite.jpg"><img src="http://www.anica.com.br/files/imarguerite.jpg" alt="imarguerite.jpg" align="right" border="0" hspace="5" vspace="5" /></a>A Cosac &amp; Naify já tem fama de lançar obras caprichadíssimas, daquelas tão lindas, lindas, lindas que não basta só ler o livro, você quer TER o livro também. É esperto da parte deles, claro. O chato é que a esperteza custa dinheiro, né. Por exemplo: foi lançada recentemente a coleção &#8220;Mulheres Modernistas&#8221;, com obras de Karen Blixen, Virginia Woolf, Katherine Mansfield e Marguerite Duras. A <a href="http://www.martinsfontespaulista.com.br/site/detalhes.aspx?ProdutoCodigo=261086" title="coleção mulheres modernistas" target="_blank">coleção completa</a> (com sete livros) vem dentro de uma sacola <em>féchion</em>, e custa por aí nada mais nada menos 295 reais.</p>
<p>É, 295. Mas por sorte, você pode adquirir os livros separadamente, o que já alivia um pouco as coisas. E por sorte minha ( :mrpurple: ), ganhei de presente de aniversário do Lira e da Giorgia <a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=1992955&amp;ID=C956199D7D801160831200667" title="o amante" target="_blank">O Amante, da Marguerite Duras</a> livro que simplesmente devorei (e pelo qual estou apaixonada, vale dizer).</p>
<p><span id="more-2079"></span> O que faz da obra algo tão bom? Afinal de contas, seria um romance autobiográfico no qual a autora relata as primeiras experiências sexuais que viveu com um amante chinês na Indochina francesa (atual Vietnã). A questão é: histórias assim, já foram escritas às pencas. Mas o <em><strong>modo</strong></em> como Duras escreve que é todo o diferencial.</p>
<p>O estilo da escrita retrata exatamente como as memórias aparecem em nossa mente de quando em quando. Não são lineares, um evento ligando ao outro. São confusas, você relata algo que te conduz direto para a conclusão disso, e então você retorna para o início. Inclui julgamentos sobre o que na época não via, preenche os vazios com o que pensa se encaixar melhor.</p>
<p>É assim que flui a narrativa de Duras. O jogo com a lembrança continua com outros artifícios ainda mais interessantes, como por exemplo o que ela faz com o narrador. Sendo um romance autobiográfico, é natural que seja narrado em primeira pessoa, certo? E de fato, a autora o faz. Mas só em alguns momentos. Em outros, ela se distancia e torna-se uma observadora como nós, e aí passa a narrar em terceira pessoa.</p>
<p>É simplesmente um trabalho lindo, porque ela não revela nada de forma óbvia, é através de imagens. Como por exemplo, a falta de sintonia do casal na conversa no restaurante:</p>
<blockquote><p>Não ouço mais o que ele diz. Ele percebe e se cala. Peço que continue falando. Ele continua. Escuto de novo. Ele diz que pensa muito em Paris. Acha que sou muito diferente das parisienses, muito menos gentil. Digo que esse negócio de alojamentos não deve ser tão lucrativo assim. Ele não responde mais.</p></blockquote>
<p>O que dizem é que a autobiografia tem elementos ficcionais, mas eu sinceramente não acho que isso importa. No final das contas, em pequena ou grande escala, somos todos personagens mesmo, e a ficção de um pode ser a realidade de outro &#8211; depende só do ângulo que se vê.</p>
<p>***</p>
<p>Eu até ia comentar sobre o cara que está copiando posts do meu blog sem citar a fonte/sem linkar, mas eu acho que isso só serviria para fazer uma publicidade para alguém que de fato não merece. De qualquer forma, fica o recado: não acho que escrevo bem o suficiente para ser copiada, não acho que os assuntos aqui interessem mais as pessoas do que eu mesma. Mas se gostou e quer copiar, faz o favor e pelo menos diz de onde tirou o texto. O link do blog nem é tão complicado assim (e se você já aprendeu a copiar e colar, provavelmente já conhece o recurso &#8220;inserir link&#8221;, não?).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pirandinho</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2003 03:59:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[Querido Diário]]></category>
		<category><![CDATA[baudelaire]]></category>
		<category><![CDATA[citação]]></category>
		<category><![CDATA[literatura francesa]]></category>

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<p>(Nota:acrescentar na lista do &#8220;não vou&#8221; o item <i>&#8216;Me importar com o que os outros pensam de mim&#8217;</i>)</p>
<p>Eu só queria saber porque cargas d&#8217;água isso acaba fazendo tanta diferença para mim ao ponto de me deixar puta da vida.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Só sei que estou um pouco cansada de &#8216;se&#8217;. Preciso colocar os pés do chão e deixar o Sonhar por uns tempos. Qualquer lugar que seja sim e não. Qualquer lugar em que não tenha esse monte de dúvida <u>por nada</u>.<span id="more-3610"></span></p>
<p>&#8230;</p>
<p>Ninguém percebe?</p>
<p>&#8230;</p>
<p><i><b><u>A uma passante &#8211; Baudelaire</u></b></p>
<p>A rua em derredor era um ruído incomum,<br />
longa, magra, de luto e na dor majestosa,<br />
Uma mulher passou e com a mão faustosa<br />
Erguendo, balançando o festão e o debrum;</p>
<p>Nobre e ágil, tendo a perna assim de estátua exata.<br />
Eu bebia perdido em minha crispação<br />
No seu olhar, céu que germina o furacão,<br />
A doçura que embala o frenesi que mata.</p>
<p>Um relâmpago e após a noite! — Aérea beldade,<br />
E cujo olhar me fez renascer de repente,<br />
So te verei um dia e já na eternidade?</p>
<p>Bem longe, tarde, além, jamais provavelmente!<br />
Não sabes aonde vou, eu não sei aonde vais,<br />
Tu que eu teria amado — e o sabias demais!</i></p>
<p>Gosto dessa poesia&#8230; sempre que estou sozinha na rua eu lembro dela.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Eu sei lá. Eu realmente não ligo se me chamam de feia, sem graça, antipática ou o escambau. Mas perco o chão se me chamam de vazia.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Desordem fora do comum na minha cabeça hoje. Vai ver é o chopp do Alemão.</p>
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